Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 703

Super Detective in the Fictional World

Luke sorriu: — Se estão trancados na prisão ou ficam livres, é com a lei. Se vão para o céu ou o inferno após morrerem, é com Deus.

Tudo que preciso fazer é entregá-los a Deus! Luke pensou consigo quando olhou para a longa estrada à frente.

— Você quer ouvir uma música? Que tal eu cantar uma? — ele perguntou de repente.

Selina assentiu e escorou, pronta para adormecer numa canção de ninar.

Porém, o máximo que poderia ser dito sobre sua música era que não a faria correr.

Se alguém tivesse que descrever, era seca e nada melodiosa.

Um certo alguém sabia seu lugar. Ele normalmente apenas murmurava algumas notas e raramente terminava metade da música.

Selina não tinha expectativa nenhuma.

— From the dusty mesa, her looming shadow grows… — Uma voz profunda e gentil ressoou no carro.

Selina adormeceu lentamente.

Ela acordou abruptamente e olhou para o céu: — Quanto tempo eu dormi?

Luke respondeu: — Menos de uma hora.

Selina perguntou: — Eu ouvi sirenes?

Luke bufou: — Sim. É melhor arrumar sua aparência e colocar as mãos onde eles possam ver.

Selina olhou para o retrovisor: — Polícia estadual?

Quando Luke desacelerou, ele respondeu: — Eles estavam na intercessão que acabamos de passar. Provavelmente querem causar confusão e nos dar uma multa.

Selina revirou os olhos.

Eram eles que entregavam multas no passado, mas desta vez, foi a vez deles.

Dois oficiais de uniforme saíram da viatura. Um era branco e o outro um latino-americano.

Eles se aproximaram dos dois lados e já estavam chamando sem pressa: — Crianças, por favor, coloquem as mãos aonde possamos ver.

Quando chegaram perto da janela, os dois policiais pediram pela carteira de motorista.

Sorrindo, Luke tirou lentamente a carteira de motorista e entregou: — Oficial, algum problema?

O oficial branco pegou a carteira de motorista e comparou o rosto de Luke com a foto: — Você estava acelerando?

Luke sorriu: — Oficial, eu estava a setenta por hora, certo?

O oficial branco olhou para ele: — Nós que diremos quão rápido você estava dirigindo.

Luke assentiu e ouviu o outro oficial pedir pela identidade de Selina.

O olhar dela se encontrou com o de Luke e tirou sua carteira de motorista.

As carteiras de motorista e identidades eram reais, mas a pessoa definitivamente era falsa.

Era só que pareciam similares as fotos das carteiras de identidade.

— Okay, saia do carro — disse o oficial branco para Luke.

Os dois saíram do carro sem dizer nada.

O oficial então recuou dois passos e desabotoou o coldre: — Suspeitamos que esteja carregando drogas ilegais. Por favor, coloque as mãos no capô do carro e coopere conosco.

Luke sorriu e fez como foi dito: — É mesmo?

O oficial ficou chateado por um instante, mas ainda sinalizou para o outro oficial.

Quando o latino-americano se aproximou, começou a procurar no torso superior de Luke antes de se virar.

Usando o carro como cobertura, o oficial latino-americano rapidamente remexeu no seu próprio bolso.

Então, sua expressão mudou. Ele moveu a mão mais algumas vezes e se virou para o companheiro.

O oficial branco franziu a testa: — O que você encontrou?

O latino-americano hesitou, mas só podia balançar a cabeça: — Nada.

O oficial branco ficou claramente atordoado: — O quê?

O outro policial balançou a cabeça levemente: — Nada.

A expressão do oficial branco mudou quando tirou uma garrafa de vinho e jogou para o oficial latino-americano. Ao mesmo tempo, falou: — Você é suspeito por dirigir sob influência de álcool. Tenho que levar você para um teste de sangue.

O oficial latino-americano pegou a garrafa e despejou o vinho fora do carro de Luke.

O cheiro forte de álcool preencheu o ar sob o pôr do sol.

Do outro lado do carro, Selina zombou.

Luke abaixou as mãos e se virou sem pressa: — Não precisa passar por todo esse problema. Vocês podem terminar a atuação agora.

O oficial branco franziu a testa e levantou a mão direita com o dedo já no gatilho.

— Você. — Luke apontou para ele e o latino-americano: — E você, vocês são apenas lacaios de alguém.

O oficial branco repreendeu sombriamente: — Não fale besteira, ou então…

Luke retraiu a mão e balançou o dedo para ele: — Não, não, não. Você definitivamente falará comigo mais tarde.

O oficial branco teve a vaga sensação de que algo estava errado. Porém, sua missão não era matar alguém e não era corajoso o bastante para matar dois jovens.

A verdade era que ele e seu parceiro sabiam que estes dois não violaram as regras, nem estavam bebendo ou usando drogas ilegais.

Não levaria mais de meio-dia para sair os resultados do teste e seria muito difícil detê-los o tempo todo.

Enquanto o oficial branco estava hesitando, Luke deu dois passos suaves com uma expressão calma.

Antes que os dois oficiais pudessem reagir, o oficial branco sentiu sua mão direita sendo pressionada. Então, sentiu uma força poderosa sob seu pé enquanto suas pernas eram levantadas no ar. Ele girou meio círculo e foi pressionado no chão com as mãos atrás das costas.

O policial estadual latino-americano ficou chocado e estendeu imediatamente a mão na cintura.

No entanto, ele tinha acabado de colocar a mão na arma quando foi chutado no joelho e na bunda. Ele caiu no chão igual a um cachorro.

Um joelho foi pressionado contra suas costas e duas mãos torceram facilmente suas mãos atrás das costas e algemaram.

Quando o joelho nas costas foi liberado, o oficial latino-americano tentou virar a cabeça. Como foi que esta pessoa era mais habilidosa em deter e algemar do que ele?

A garota num rabo de cavalo olhou para ele com desdém e falou friamente: — Policiais corruptos? Vocês são melhores em fazer coisas ruins do que manusear armas.

Os dois policiais do estado suaram.

Atacar um policial era uma coisa grande.

Se fosse um lugar lotado, a outra parte poderia fugir instantaneamente.

Contudo, esta era a região selvagem da Califórnia à tarde, onde nenhum carro passaria por meia hora.

Eles não iam morrer agora, iam? Os dois policiais se sentiram desesperados.

Olhando para suas expressões, Luke sorriu: — Agora, qual de vocês quer falar primeiro? Se não quiserem falar, esqueça. Dois policiais estaduais discutiram sobre a divisão do saque na rodovia e se mataram. Esta notícia não seria nada de mais.

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Meia hora depois, Luke e Selina estavam na estrada novamente.

O cheiro de álcool no carro já estava muito fraco após ser lavado com água.

Este era um carro alugado mesmo e Luke não se incomodou em limpar direitinho.

Selina comentou: — Elsworth é vigilante demais. Ninguém do nosso lado sabe da nossa investigação. Eles provavelmente estão monitorando as famílias das vítimas.

Luke assentiu em resposta enquanto sua mente trabalhava.

Após um breve silêncio, Selina perguntou: — O que você está pensando?

Luke respondeu: — Foi a polícia estadual que queria que a gente investigasse este caso e agora estão investigando nossas identidades. Dez anos atrás, também foi a polícia estadual que fechou o caso.

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