Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 704

Super Detective in the Fictional World

— Então… — Selina olhou para ele.

Luke assentiu pensativo: — Então, não vamos investigar.

Selina: — Hã?

Luke riu: — Não seria mais simples deixar a pessoa que descobriu este caso continuar investigando?

Selina franziu a testa: — Tem certeza?

Luke respondeu: — Sim.

Ele já tinha colidido com os lacaios da polícia estadual hoje. Se continuasse investigando, ele poderia ter matado diretamente alguns policiais corruptos.

Lidar com a Família Elsworth de frente era ineficiente demais; era fácil eles aumentarem a vigilância e ocultar evidências.

Luke não era um juiz e não precisava de evidência para levá-los à corte.

Porém, se quisesse destruir a influência da Família Elsworth em Los Angeles, não podia fazer sozinho.

Além disso, ele preferia se esconder na escuridão e criar a melhor oportunidade para agir.

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Do outro lado da rua, os dois policiais encontraram as chaves das algemas a centenas de metros no deserto e se libertaram.

Eles se entreolharam em choque.

— Porra! Quem diabos eles enfureceram? Estas duas crianças definitivamente não são simples. — O oficial latino-americano rangeu os dentes e esfregou vários locais do corpo.

Selina o atingiu com força nas costas.

O oficial branco perguntou sombriamente: — Por que não plantou as drogas no garoto?

O latino-americano ficou irritado: — Elas sumiram. Eu coloquei no meu bolso antes de sair…

Sua mão parou inconscientemente no bolso. Um momento depois, tirou um saquinho de cristais brancos.

O oficial branco o encarou sem dizer nada.

Atordoado por um momento, o oficial latino-americano balançou a cabeça: — Não, eu realmente não encontrei antes. Espera, aquele garoto é um batedor de carteira?

O oficial branco rangeu os dentes: — Por que não fala logo que ele tem um superpoder? Como ele poderia ter roubado e colocado de volta bem debaixo de nossos narizes? Meus olhos nunca saíram das mãos dele!

O latino-americano ficou sem palavras.

Um momento depois, falou: — Carl, se realmente colocássemos isto no bolso dele, acha que teria funcionado?

Carl ficou atordoado.

A resposta era óbvia.

— O que está tentando dizer, Julio? — Carl perguntou solenemente.

Julio hesitou por um instante antes de explicar: — Aqueles dois poderiam registrar nossas confissões, mas nunca pensaram nisso. Além disso, Cohle saiu alguns anos atrás e não parecia estar bem mentalmente. Se continuarmos envolvidos nisto, receio que não consigamos viver o bastante para coletar nossas pensões.

Após um breve silêncio, Carl finalmente falou: — Lembre-se, não vimos os alvos hoje e nem suas identidades. Se “aquelas pessoas” ligarem de novo, você sabe o que fazer?

Julio soltou um longo suspiro: — Preferiria ter outra crise de prostatite e ficar no hospital do que me envolver nisto de novo. Sou apenas um oficial, não um assassino dos Elsworth.

Carl franziu a testa: — Calado. Não mencione nomes, entendeu? Somos nós e eles são eles.

O carro ficou quieto de novo.

Sob o pôr do sol, o policial solitário seguiu rumo ao norte.

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 Na periferia do centro de LA, naquela noite, dois homens estavam discutindo sobre um monte de arquivos no qual parecia um galpão alugado.

De repente, a porta fechada atrás dele abriu.

Seus rostos mudaram e o homem careca de meia-idade desabotoou o coldre na cintura, pronto para sacar a arma.

Naquele momento, a porta de enrolar levantou o bastante para verem claramente quem era e ambos ficaram atordoados.

O homem de meia-idade gritou: — Batman?

O outro homem de cabelo comprido estreitou os olhos e não falou nada. Ele recuou silenciosamente e estendeu a mão na espingarda escondida debaixo da mesa.

— Sr. Cohle, você pode tirar sua arma, mas não aponte para mim. Sr. Hart fará o mesmo. — A voz mecânica ressoou quando o gigante preto entrou no galpão e desceu a porta.

O careca, Hart, olhou para o homem de cabelo comprido, mas ainda escolheu perguntar: — Quem é você?

Os cantos da boca de Luke se curvaram: — Você acabou de falar, mas não acredita, então esta pergunta não é importante.

Dizendo isso, ele jogou uma bolsa preta na mesa: — Isto é o que você precisa.

Antes que pudesse checar a bolsa, ele continuou: — A Família Elsworth que está investigando não é tão simples quanto pensa.

Ainda foi Hart que perguntou: — O que você está tentando dizer?

Luke riu: — O que estou tentando dizer é que eles têm indivíduos extraordinários nos bastidores.

Olhando para o chocado Hart e Cohle, que ficou quieto, ele continuou: — Este não é um jogo de quebra-cabeça, mas um jogo de assassinato. Quando os Elsworth descobrirem que estão investigando-os, não é a polícia que virá procurar vocês, mas assassinos para acabar com suas vidas. As vidas humanas são baratas para eles.

— A vida em si é opaca para começar — Cohle falou baixinho.

Luke olhou para ele: — Mesmo que queira morrer, você pode chegar ao fundo deste caso primeiro.

O rosto de Hart escureceu: — Do que está falando?

As lentes triangulares vermelho-sangue na máscara preta olharam para ele: — Ele vive como um fantasma. Por que teria medo de algo que eu fale?

Com isso, Luke terminou o que pretendia fazer. Ele abriu a porta de rolar e desapareceu na noite.

Os dois homens no galpão se entreolharam e caminharam até a entrada com suas armas. Eles olharam por um instante antes de fecharem a porta de novo.

Desta vez, acrescentaram uma corrente na porta de rolar.

Eles voltaram à mesa e olharam para a bolsa preta.

Cohle avançou silenciosamente e abriu a bolsa para revelar pilhas de papel.

Ele pegou a pilha no topo e folheou algumas páginas com uma expressão confusa: — Estávamos certos, estamos procurando na direção correta…

Hart inclinou-se e leu por um momento antes de falar: — Este é um arquivo oficial da base de dados da polícia. Olhe para o número de série. Isto é algo que a LAPD e a LSPD usam.

Cohle não respondeu. Ele folheou rapidamente a primeira pilha de documentos e murmurou: — Não é o bastante. Esta informação não é o bastante. — Ele pegou a segunda pilha.

Hart agarrou sua mão: — Espera.

Cohle franziu a testa.

— Não esqueça, “aquela pessoa” nos prendeu neste galpão agora há pouco — Hart o lembrou: — Mesmo que seja apenas para manter estes arquivos seguros, devemos mudar de localização.

Cohle franziu a testa, claramente indisposto.

Porém, o motivo dizia que este “Batman” não parecia estar mentindo.

A Família Elsworth que estava enfrentando poderia realmente enviar alguém para silenciá-los.

Eles se entreolharam e empacotaram tudo rapidamente.

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