
Volume 2 - Capítulo 699
Super Detective in the Fictional World
Em algum lugar da África, uma garotinha de quatro anos olhou para a imagem na tela e soltou um “uau”: — Irmão, irmão, ele é um de nós?
Parado ao seu lado estava um jovem negro em seus vinte anos.
Ele observou por um tempo antes de balançar a cabeça: — Não, a tecnologia usada neste traje é muito diferente da nossa.
A garotinha cantarolou enquanto mudava de canal. De repente, ela comemorou: — Haha, encontrei ele! Olha, irmão!
O jovem olhou para o homem negro na tela e franziu a testa: — Procure em nossa base de dados.
— Nenhum alvo similar. — Os resultados foram exibidos na tela.
A garotinha saltitou pela sala e cutucou o cara negro na tela: — Ele é ainda mais bonito que você, irmão.
O jovem perguntou: — Tem certeza?
A garotinha respondeu: — É verdade. Mesmo se calcularmos com o computador, suas características são mais bonitas que as suas.
O jovem falou: — … Vamos lá, Shuri. É hora da aula.
A garotinha riu: — Uau, você está com raiva, você está com raiva.
O jovem a seguiu impotente: — Até parece, não sou tão mesquinho…
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O primeiro dia de volta de Luke em Los Angeles foi pacífico.
No dia seguinte, Selina foi trabalhar sozinha e Luke pegou o Ford usado para ir à academia de polícia.
Antes mesmo de dar duas voltas no campo de treinamento, Remick o chamou.
— Luke, terminou a lista? — Os cabelos de Remick estavam uma bagunça e tinha olheiras. Ele provavelmente vinha trabalhando muitas horas extras recentemente.
O departamento de polícia estava o mandando se apressar. Nem fazia três semanas e já estavam planejando arrastar os novatos em dever para mitigar a falta de policiais em Los Angeles.
Luke falou: — Por que a pressa? Tenho uma lista preliminar. Você pode pegar essa primeiro.
Remick ficou aliviado.
Embora um nome a menos na lista não fosse grande coisa, ele ainda esperava que houvesse mais alguns talentos na lista de Luke.
Comparado com a lista dos outros detetives, ele tinha expectativas maiores na lista de Luke.
Quando aceitou a caderneta pessoal de Luke e leu os nomes nisto, Remick levantou a cabeça com surpresa: — Tantos?
Os outros detetives só tinham vinte a trinta pessoas na lista, mas Luke tinha mais de cinquenta.
Mesmo que houvesse mais de seiscentos novatos, ainda era muito.
Luke tossiu: — Provavelmente só o pouco mais de vinte na primeira página cumpri os seus requisitos, enquanto aqueles na segunda página…
Bang!
A porta do escritório de Remick foi aberta e um careca negro saiu.
— Besteira, isto é tudo besteira! Nossa SWAT não é uma equipe de patrulha comum. Como devemos saber quais estudantes são adequados? — gritou o careca no celular.
Olhando para suas expressões, ele falou impotente: — Okay, vamos conversar depois.
O careca era ninguém menos que Harrelson, o capitão da SWAT.
Após desligar, gritou para Remick: — O que está fazendo? Somos oficiais da SWAT, não oficiais de patrulha. Você vai conseguir usar as pessoas que eu escolher?
Mais importante, ele não podia usar as pessoas que estava de olho.
A SWAT sempre selecionava as elites de LA, mas estes estudantes nem eram policiais oficiais.
Após se tornarem policiais, teriam que trabalhar de dois a três anos antes de conseguirem entrar na lista de candidatos da SWAT.
Remick falou: — Harrelson, todos têm que entregar uma lista. Não é como se estivéssemos escolhendo uma equipe para você.
Harrelson bufou.
Isso foi exatamente o que mais deixou ele infeliz. Ele ia passar por este problema e não conseguiria nada para si. A SWAT estava sob ainda mais pressão recentemente.
Harrelson esteve conversando com as equipes e todos estavam pedindo reforços.
Naturalmente, estes requisitos de mão de obra estavam esbarrando num obstáculo.
Luke riu: — Você precisa de algumas pessoas? Deixe-me recomendar algumas boas sementes.
Harrison ficou surpreso: — Está falando sério? Estes são estudantes.
Luke pegou a caderneta que Remick colocou na mesa: — Dê uma olhada na página. Não acho que sejam candidatos adequados para detetives, mas você pode conseguir usar alguns.
Harrelson leu a caderneta por um momento e seus olhos brilharam: — Existem pessoas assim?
Luke assentiu com um sorriso: — O que acha? Conseguir pessoas para ajudar é uma coisa, mas alguns são bons o bastante para logística e suporte, e não precisam seguir você numa chuva de balas.
Harrelson leu as descrições várias vezes e assentiu repetidamente: — Sim, posso inscrevê-los para se tornarem internos regulares no nosso centro de controle. Se houver uma missão, podemos colocá-los no suporte logístico. Contanto que tenhamos oito ou dez, eles podem assumir o trabalho de três ou cinco membros oficiais.
Dizendo isso, levantou a cabeça e olhou para Remick: — Isso é contra as regras, Harrelson.
Harrelson lhe deu um sinal universal de mão: — Porra nenhuma! Vai me entregar eles ou não?
Remick hesitou por alguns segundos antes de abaixar a cabeça em desespero: — Você vai lidar com o procedimento de transferência pessoalmente. Sou apenas um supervisor, okay?
Harrelson zombou e rasgou a segunda página da caderneta de Luke. Ele dobrou cuidadosamente e colocou no bolso: — Lembre-se, você nunca viu esta lista, ok?
Remick: — … Okay.
Ele já tinha quarenta e a lista sumiu; somente um fantasma se lembraria daqueles mais de trinta nomes.
Algo assim não afetaria o relacionamento de Remick com Harrelson.
O departamento de polícia de LA sempre teve escassez de gente; era preciso ser descarado para conseguir recrutar pessoas.
Um velho fazendo uma cena no escritório do chefe para conseguir gente que queria era uma coisa muito comum.
E, de modo geral, um chefe não faria nada com um veterano competente que sabia resolver as coisas, muito menos se recusaria a dar qualquer apoio!
Harrelson acreditava fielmente no olhar de Luke. Ele estava precisando desesperadamente de ajuda, então foi rápido em pegar a “lista negra” de Luke.
As pessoas na lista tinham mais deficiências que força, mas aqueles com força realmente se destacavam.
Harrelson era um capitão profissional que treinou novatos por dez anos. Ele definitivamente poderia tirar o melhor deles.
Naquele momento, Luke perguntou a Remick: — A Claire Coulson está em alguma outra lista?
Remick ficou surpreso por um momento antes de entender: — Ela é sua?
— Irmã. — Luke lhe deu uma resposta afirmativa: — Ela já tem uma carta de aceitação da UCS, então…
Remick obviamente entendeu, mas ainda suspirou: — O nome da sua irmã está na lista de todos. Você a ensinou?
Luke achou engraçado: — Você terá que perguntar ao pai dela. Ele tem sido o xerife de uma cidade por mais de dez anos.
Remick compreendeu: — Negócio de família. Faz sentido! — Ele se tornou ainda mais amigável após isso.