Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 700

Super Detective in the Fictional World

As famílias de policiais eram muito populares no departamento, mesmo que fosse de uma cidadezinha.

Quanto menos herança uma pessoa tinha, mais eles valorizavam.

Em alguns filmes americanos, vangloriar-se dos antepassados, incluindo coisas como “os primeiros passageiros do Mayflower”, era algo normal.

Aqueles que não sabiam bem pensariam que eram membros de famílias aristocráticas enviadas para se estabelecerem na América.

Porém, os americanos gostavam de falar sobre este tipo de história.

Após isso, Harrelson arrastou Luke para longe.

Naturalmente, ele tinha que consultar Luke, já que foi a pessoa que forneceu a lista, para verificar as coisas.

Os dois observaram os mais de trinta estudantes atípicos de novo. Independentemente de quem Harrelson estava de olho, Luke apontava para todas as pessoas na lista.

Meia hora depois, Harrelson saiu atordoado, esquecendo até de agradecer.

Ele já estava pensando em como colocar estes esquisitões na sua equipe como internos e desenvolver seu maior potencial.

Luke também foi embora.

Ele já tinha entregado a lista para Remick e não precisava ir à academia de polícia com frequência. Ele só precisava dar uma olhada sempre que pegava Claire.

Decidindo relaxar, ele retornou ao departamento de polícia.

Ele tinha acabado de entrar na Divisão de Crimes Graves quando Billy o puxou para o escritório de Elsa.

Após bater, Elizabeth abriu a porta e os deixou entrar.

Exceto pelo parceiro novato de Elsa, Simmons, todos da equipe estavam lá.

Luke olhou para Elsa: — Tudo bem, o que aconteceu?

Elsa suspirou: — Elizabeth e Billy escavaram uma pista grande na sala de arquivos da polícia do estado. Falei para eles esperarem você.

Luke ergueu a sobrancelha e pegou o arquivo dela. Após folhear por um momento, levantou a cabeça: — Trinta casos de desaparecimento? Todos de garotas e crianças?

Elsa assentiu solenemente: — Sim. Olhe onde desapareceram.

Luke olhou para um mapa e viu os pontos vermelhos, que tinham as datas dos crimes.

— Vinte e sete casos aconteceram numa área de cinquenta quilômetros ao redor da cidade de Elsworth. Você não checou os arquivos da polícia de Elsworth ainda, certo? — ele perguntou.

Elizabeth balançou a cabeça.

Luke olhou para Elsa: — Continuamos a investigação?

Encarando Elizabeth e Billy, Elsa falou um momento depois: — Isto é o mais longe que iremos neste caso. Não mencione nada relacionado.

Elizabeth respondeu: — Chefe, isto…

Elsa se inclinou para frente na cadeira, girando a caneta na mão: — Seja lá qual evidência encontrar, você não conseguirá derrubar a Família Elsworth. Você só arrastará sua família com você. Ninguém gosta de seus podres expostos, muito menos uma grande família.

Ela suspirou e continuou: — Você não receberá crédito algum com isto. Até os inimigos políticos dos Elsworth não iriam querer que você fizesse isto. Se quiser respostas, então fique quieta e espere.

Com isso, ela balançou a mão, indicando que Elizabeth e Billy poderiam sair.

Após a porta do escritório ser fechada mais uma vez, Elsa olhou para Luke: — Você vai investigar?

Luke riu: — Chefe, não está com medo de eu enfurecer a Família Elsworth desta vez?

Após um breve silêncio, Elsa falou: — O que aconteceu antes foi apenas uma luta de poder entre os figurões. Não tem nada a ver com a gente, mas este caso está além das minhas expectativas. Se não quiser investigar, tudo bem. Entregarei para outra pessoa.

Luke expressou com um sorriso: — Você só tem a Elizabeth e eu sob seu comando. Não me diga que quer fazer isto sozinha. Chefe, quanto tempo faz desde que trabalhou num caso desses? Não está com medo de fazerem você desaparecer?

Elsa sorriu amargamente: — Não me assuste. Sei como isto é sério.

Luke, todavia, balançou a mão: — Vou olhar isto. Se não usarmos os recursos e canais do departamento, haverá menos chances de problemas aparecerem.

Ele então olhou para Elsa: — Mas não pergunte mais sobre este caso. Apenas finja que não sabe de nada.

Os lábios de Elsa tremeram. Não foi o que falei a Elizabeth? Por que você está me ensinando agora?

Porém, vendo a expressão calma de Luke, ela assentiu lentamente.

Como ela falou, eles não receberiam crédito algum por trabalhar neste caso e o departamento não os protegeria.

Os Elsworth tinham conexões extensivas em Los Angeles e no departamento; uma vez que a notícia vazasse, eles apenas criariam problemas para a investigação.

Este era o poder!

Após saírem, Luke e Selina passaram o dia trabalhando em outros casos. Quando chegaram em casa à noite, eles jantaram, treinaram e fizeram hora extra como de costume.

Quando Luke se sentou na sala de estar e ponderou qual figurão procurar para fazê-lo dizer as informações que tinha, seu celular tocou.

Após atender, Jenny perguntou: — Onde você está?

Luke: — Em casa.

— Venha para minha casa. Tenho algo a perguntar — Jenny falou decisivamente.

Olhando para a hora, Luke sentiu que poderia arranjar um tempo para ir: — … Okay.

Du du du!

Jenny desligou.

Luke ficou atordoado. A jovem dama estava com raiva? Ela nem se despediu.

No caminho, ele se sentiu um pouco estranho.

O plano inicial de ir à Europa foi ganhar alguns pontos com a Srta. Beth e receber alguns benefícios para a empresa de celulares. No final, ele percebeu que era uma grande oportunidade para ganhar alguns pontos de experiência e crédito.

Afinal, dinheiro poderia ser ganho mais cedo ou mais tarde, mas pontos de experiência e crédito nunca eram o bastante.

Agora que pensou sobre isto, pareceu que não havia completado a missão.

Talvez ele tivesse que trabalhar mais para que a Srta. Jenny pudesse extravasar sua raiva.

Desde que ele modificou pessoalmente o sistema de segurança de Jenny, entraria diretamente na mansão pela garagem subterrânea por uma passagem secreta após enviar uma mensagem para Jenny abrir.

O motivo pelo qual mudaram como se encontravam foi porque o negócio discutido estava se tornando cada vez mais importante e não poderiam se encontrar num hotel como de costume.

Jenny também mudou os guardas e fez Luke os avaliar em segredo antes da equipe atual ser finalmente formada.

Quanto à equipe de segurança que foi enviada pelo pai de Jenny no passado, obviamente foram embora.

Ela ficou muito decepcionada com seu pai e não precisava mais contar com ele para as despesas diárias ou uma equipe de segurança; como sempre, seu pai só a amava desse tanto.

Ela tinha que se destacar sozinha.

E faria isso como Jenny Gwenis, não como a filha de alguém.

Luke obviamente ficou feliz ao ver isto acontecer.

Por outro lado, o motivo de ele e Jenny conseguirem manter uma conexão foi principalmente por causa de suas necessidades mútuas.

Ele precisava de uma parceira de negócios e um figurão rico que poderia se destacar no holofote.

Em vez de bajular alguém, era melhor formar um por conta própria.

Pensando no progresso recente de Jenny, Luke ainda sentiu que precisava convencê-la com a vara e a cenoura.

Usar uma abordagem dura não era a maneira de se dar bem com um parceiro.

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