
Volume 2 - Capítulo 701
Super Detective in the Fictional World
Entrando no escritório no segundo andar, Luke viu as costas de Jenny.
Esta mansão valia quase três milhões de dólares, mas, naturalmente, não tinha uma vista ótima.
Na verdade, a janela no escritório de Jenny dava para uma pequena área a dezenas de metros. Não era grandiosa, mas era quito.
Luke tossiu: — Oi! Boa tarde, linda Srta. Gwenis.
Jenny se virou e o encarou. Um momento depois, avançou nele.
Luke levantou as mãos: — Espera, deixe-me… hm?
Seus lábios e línguas se misturaram apaixonadamente por um momento antes de Jenny finalmente o soltar, ofegante, mas ainda grudada nele.
Ela exclamou: — Como você fez isto? Inacreditável! Querido, você usou algum feitiço na Srta. Beth?
Luke queria coçar a cabeça, então a carregou até uma cadeira e se sentou: — Tudo bem, se acalme um pouco e vá com calma. Temos muito tempo esta noite.
Jenny finalmente se acalmou um pouco. Olhando para seu rosto e lembrando dos hábitos, ela percebeu algo de repente: — Você não se importa com notícias de finanças ou tecnologia, não é?
Luke riu: — Não, você sabe que não entendo de nada disso.
Jenny tocou a testa: — Você está doente? Isto é muito importante na empresa de celulares e você nem dá uma olhada?
Luke exerceu um pouco mais de força para acalmar a garota animada: — Gosto de quando você me conta a notícia. Isso me dá ainda mais satisfação.
Jenny o bateu em frustração: — Droga. Não me engane com esta porcaria… Esqueça, ficarei mais feliz se você falar mais assim no futuro.
Luke achou engraçado. A maioria das pessoas sempre quis ouvir o que gostavam, seja verdade ou mentira.
Jenny então contou a “ótima notícia” sobre a empresa.
A Island Dragon Eletronics anunciou de repente essa manhã que um acidente sério numa das bases de produção afetaria seu plano de produção de chip para a segunda metade do ano, embora os pedidos dos grandes clientes ainda fossem concluídos conforme os termos de contrato.
Luke não entendeu o que havia de ótimo nisso: — Isso não significa que a produção de chips dos nossos celulares será postergada?
Jenny, por outro lado, olhou para ele com estranheza. Ela não pôde deixar de beijá-lo de novo antes de responder: — Isso é o que os jornais dizem. Porém, nesta tarde recebi uma notificação da Island Dragon me solicitando para ir discutir as revisões para o plano de produção de chip.
Luke não falou nada e continuou ouvindo.
— No final, encontrei a Beth Patrick Thompson pessoalmente e fiz um acordo para nossos chips serem fornecidos antecipadamente — disse Jenny.
Luke ficou confuso: — Espera, algo sério aconteceu na base de produção da Island Dragon. Por um lado, falaram que a entrega de produtos seria atrasada para alguns, mas, por outro, eles vão fornecer nossos chips de antemão. O que está acontecendo?
Jenny sorriu: — Na superfície, é provavelmente por causa do problema na base de produção, mas seus funcionários também não podem ganhar um salário sem trabalhar. Antes de resumir o fornecimento para os grandes clientes, estes funcionários processarão primeiro os chips para outros clientes e não será transferido de volta até o problema na base de produção ser resolvido.
Luke esfregou a testa: — Espera, eles podem usar os funcionários dessa forma?
Isto não era algo como trabalho braçal, não havia necessidade de se mover! Por que isto parecia uma besteira?
Jenny sorriu de novo, mas desta vez, um sorriso zombeteiro: — Você sabe qual empresa teve o contrato atrasado?
Luke revirou os olhos e perguntou de repente: — A empresa de celulares NTC da Família Thompson?
Atordoada, Jenny perguntou surpresa: — Como você sabe… Oh, você leu as notícias e fingiu não saber?
Luke balançou a cabeça e respondeu com um sorriso: — Se quiser que eu adivinhe e não quer dar dicas, a resposta é provavelmente a que faz menos sentido. Existe algo mais irracional que uma filha se recusando a fornecer chips à empresa do próprio pai? Acho que são poucos.
Jenny suspirou em admiração: — Tudo bem, Detetive Luke, você está certo… em partes. A Island Dragon está bloqueando o fornecimento de chips para a empresa NTC dos Thompson. Você consegue adivinhar o motivo?
Luke perguntou: — É um conflito familiar por dinheiro?
Jenny assentiu: — Fingi deixar escapar sobre nossa visita na casa do pai dela e sua expressão não parecia certa.
Naquele ponto, ela suspirou: — Além disso, ela não conseguiu esconder seu estado de mim. Decepção, raiva, dor, conflito…
Luke a abraçou e falou: — Espera, menti um pouco.
Enquanto Jenny estava relembrando, Luke interrompeu seus pensamentos e perguntou curiosamente: — Que mentira?
Luke: — Acho que sei o motivo da Srta. Beth estar infeliz com sua família. Quando fui investigar na Polônia, só vi sua própria equipe de segurança a procurando, enquanto ninguém da família apareceu.
Jenny achou suspeito: — Não é como se você soubesse quem da Família Thompson enviou para investigar.
Luke: — Investiguei algumas pessoas em localizações-chave próximas ao hotel onde a Beth desapareceu, onde muito provavelmente encontrariam testemunhas com pistas. Passei um pouco mais de dinheiro e aprendi deles que apenas um grupo estava investigando. Foi só a equipe de segurança pessoal da Beth.
Jenny ficou confusa: — Talvez não tenham chegado longe na investigação?
— Srta. Beth vale pelo menos bilhões. Por que seu pai enviaria uma equipe de investigação pouco profissional quando um membro de peso pesado da família está desaparecido? — Luke suspirou: — A Família Thompson é poderosa e influente. Isto não teria acontecido se realmente quisessem investigar.
Jenny entendeu imediatamente.
Quando havia coincidência demais, não fazia sentido.
Quando Beth desapareceu, só poderia ser porque alguém “queria” que ela sumisse.
Olhando para ela, Luke a confortou: — A família da Beth pode ter alguns pensamentos dissimulados, mas não seu pai e irmão. Você tem tempo o bastante para pensar em como se dar bem com a nova família do seu pai. Você tem a iniciativa.
Jenny ficou quieta por um longo tempo. Escorando-se no ombro de Luke, ela falou: — Sim, tenho muito tempo e oportunidades.
Um momento depois, ela levantou a cabeça: — Vamos falar de negócios.
Luke disse com um sorriso: — Já estávamos falando de negócios. O humor da CEO é como um barômetro para uma empresa de celulares. Se entrar na empresa com uma expressão sombria, os empregados não tremerão de medo feito galinhas?