The Regressed Demon Lord is Kind

Capítulo 613

The Regressed Demon Lord is Kind

Os dois ficaram bastante surpresos ao perceberem que estavam conversando com o herdeiro do marquês do Grande Reino de Miftil e, além disso, com o irmão mais velho de Lara.

"Você era filha de um marquês, Lara?" perguntou Chelsea.

"Não mais," respondeu Lara imediatamente.

"Boa resposta em se negar. Se você ainda estivesse passando a imagem de dama da nossa linhagem, eu tinha dado um novo tapa na sua cara," disse Feijadiru.

"Por que eu teria que usar o nome da minha família? Aquele lugar só me trouxe más lembranças."

"Você diz isso, mas ainda está usando o nome da família, Browning."

"É porque estou acostumada. Não tenho intenção de usá-lo para tirar proveito, então não se preocupe."

Embora fossem irmãos, eles conversavam com respostas secas, mas Chelsea e Pina não ficaram tão surpresos com isso. Era comum, em famílias nobres, que laços de sangue se encharcassem de sangue na luta pelo poder. Esse tipo de discussão ainda era considerado mais aceitável.

"Então está tudo bem. De qualquer forma, tenho um pedido." Era impressionante como Feijadiru insistia teimosamente em avançar com seus interesses sem se importar com as opiniões do outro. No final, Lara recuou.

"…Resuma pra mim. Se demorar muito, vou ignorar você," falou Lara.

"Não é o lugar adequado para contar agora. Vamos mudar de local primeiro," insistiu Feijadiru.

"Já te falei que quero que resuma para mim."

"…Você está surpreendentemente arrogante. É completamente diferente de quando saiu da sua família."

"Fugi de casa porque não gostava de agir daquele jeito. Se quer relembrar os velhos tempos, por que não faz isso sozinho?"

"…" Feijadiru lançou um olhar furioso para Lara. Mas, por mais que o encarasse com ferocidade, Lara não se intimidaria. Feijadiru sentia uma vontade intensa de tirar a espada, mas conteve-se. Eles já estavam chamando atenção de outras pessoas na discussão, e uma confusão maior aconteceria se eles sacassem as armas ali.

Seria uma grande vergonha se rumores se espalhassem dizendo que as pessoas que vieram ajudar os Karuwiman na festa estivessem por aí causando confusão. Isso prejudicaria a imagem do seu reino, e Wesker também não ficaria satisfeito.

Sim. Esses eram os únicos motivos — certamente não era medo de entrar em conflito com Lara que o impedia de sacar a própria arma. Já fazia muito tempo, na juventude, quando perdeu para ela em duelos. Feijadiru tinha certeza de que as coisas agora seriam diferentes. E, assim, ele ia tentar falar de novo, consolado por essa ideia, quando outra voz se pronunciou.

"O que está acontecendo?" perguntou um homem.

Feijadiru ficou incomodado ao ver um desconhecido intervir de repente e planejou ordenar a um de seus guardas que expulsasse o homem.

"Hans!" Lara cumprimentou a nova figura.

"Hans?" pensou Feijadiru. O nome tinha um tom familiar. Ele remexeu a cabeça tentando recordar onde tinha ouvido aquilo, e não demorou a se lembrar. Era um nome que se tornara bastante conhecido recentemente.

"Não é ele quem eu ouvi tanto falar?!" Feijadiru encarou Hans. Uma forte emoção passou pelos olhos dele: ciúmes puro.

***

Hans estava fora com Snoc. Snoc aceitou a sugestão de Hans de conversarem só entre eles, e os dois caminharam procurando um bar adequado. Como não tinham algo urgente para resolver, avançaram devagar.

"Olha só, Nowem. O Sam não ia gostar se eu comprasse isso pra ele?" disse Snoc.

Koo!

Snoc sorriu de canto enquanto levantava um acessório estranho em um suporte.

"O Sam é aquele que era como um irmão pra você?" perguntou Hans.

"Sim," respondeu Snoc.

Sam era o minerador que cuidou de Snoc depois que ele perdeu os pais. Apesar de terem se conhecido há bastante tempo, Hans lembrava de Sam porque ele era alguém que tinha um papel de família para Snoc.

"Agora que você falou nisso, você voltou pra sua cidade natal?"

"Fui uma vez antes de subir na torre mágica, e outra antes de vir pra cá."

"E como foi lá?"

"Foi ótimo. Antes, eu queria sair de lá a qualquer custo, mas quando voltei depois de muito tempo, senti muita saudade."

"É assim mesmo que as cidades natalinas funcionam." Hans pensou na Estância Steelwall. Só de lembrar daquele lugar, seu coração se acalmava.

'Deveria também visitar aquela cidade novamente depois,' pensou Hans. Snoc comprou uma lembrança e a guardou dentro de sua caixa mágica. Depois, os dois voltaram a caminhar.

"Como foram as respostas lá em casa? Tenho certeza de que as histórias de nós também se espalharam por lá."

"Ah, eles adoraram. O Sam se gabou como se fosse ele quem tivesse feito a façanha."

"Você já apresentou a Elena pra eles?"

"Sim. O Sam ficou com ciúmes porque eu tinha namorada, enquanto ele ainda era solteiro."

Hans ficou aliviado ao ouvir que Snoc ainda mantinha boas relações com seus antigos romances. O sucesso às vezes dividia as pessoas, e Snoc claramente tinha conquistado algo importante. Isso já era suficiente para que coisas dolorosas acontecessem na cidade natal dele, mas parecia que tudo ainda estava bem.

'Ora, o cara chamado Sam parece uma pessoa bastante boa.' Hans conheceu Sam quando Zich o tirou há pouco da Estância Steelwall, e facilmente percebeu que Sam era uma pessoa íntegra. Talvez, ele conseguisse manter uma boa relação com Snoc.

'Deveria falar isso com Sir Zich, só pra garantir,' pensou Hans, enquanto os dois entravam no bar. Mesmo sendo um lugar caro, não era muito luxuoso; ao entrarem mais fundo, perceberam que a atmosfera interior era estranha. É comum bares serem barulhentos, e, com o álcool, as pessoas perdiam um pouco o autocontrole, ficando mais excitadas e agitadas.

Por isso, era estranho um bar estar tão silencioso assim.

"Parece que vai rolar uma briga." Snoc observou as cabeças das pessoas e viu que duas discutiam. Então, seus olhos se arregalaram ao reconhecer rostos familiares entre o grupo.

"Sênior! Não é…!"

"Vamos embora."

Sem dizer uma palavra, Hans imediatamente se dirigiu ao local da discussão.

* * *

Feijadiru avaliou a situação. Sua odiosa irmã explicou a situação até ali a Hans.

'Nada está indo do jeito que planejado.' Apesar de Lara ser sua irmã mais nova que ele odiava, ele tinha a intenção de conversar com ela com calma, à sua maneira. Se ela apenas tivesse ouvido bem, não teria acontecido uma confusão tão grande assim. A causa de toda aquela bagunça era completamente culpa de Lara.

'Impossível que esses dois tomem meu lado.'

Hans e Snoc eram aliados de Lara e heróis de renome mundial. Se eles tomassem o lado dele, ele ficaria com cara de suspeito, pensando o que eles estariam tramando. 'Preciso também prestar atenção nas pessoas ao redor.'

Até então, os olhares ao redor eram apenas de espectadores assistindo a uma confusão comum em bar. Ainda não descobriam a verdadeira identidade de Lara.

Porém, considerando que Hans e Snoc também estavam envolvidos, a chance de os espectadores reconhecerem os dois aumentava. E, nesse caso, os presentes certamente se voltariam aos famosos Caçadores de Dragões. Feijadiru não se importava se humanos idiotas o antagonizassem, mas não podia manchar o bom nome do Reino de Miftil. Os rostos dos guardas também não pareciam animados.

Sabendo que a situação não estava nada favorável para eles, seria prudente recuar por enquanto. Contudo, Feijadiru não se mexia; havia apenas uma coisa que o impedia: o orgulho.

'De todas as pessoas do mundo, eu não quero mostrar as costas pra ela!' Seu orgulho já era enorme, e, unido ao seu ódio por Lara, suas emoções loucas destruíam sem piedade seu senso de racionalidade.

Ao ouvir a situação, Hans perguntou a Feijadiru: "Senhor, ouvi dizer que você tem algo a tratar com Lara. Posso saber do que se trata?"

Hans tentava manter a postura gentil, mas sua expressão permanecia rígida.

"Não posso dizer isso em um lugar tão cheio."

"Então, por favor, se retire. Lara não quer se encontrar com você sozinho para conversar."

"Eu não posso fazer isso."

"Então, o que pretende fazer? Vai arrastá-la à força?" a mão de Hans naturalmente foi em direção à empunhadura de Estellade.

Os guardas de Feijadiru também colocaram as mãos nas espadas ao perceberem a movimentação. A tensão aumentou de repente.

"…Sigh, tudo bem." Com um suspiro, Lara se levantou. Agora, com Hans e Snoc envolvidos, a confusão ficou ainda maior. Como tudo tinha escalado, Lara pensou que talvez fosse melhor seguir o que seu maldito irmão queria e acabar logo com isso.

"Só precisamos ir pra um lugar onde não tenha ninguém, né?"

"Exatamente," concordou ele.

A expressão de Feijadiru, satisfeito por finalmente conseguir o que queria, era irritante. Lara pensou em se sentar de novo, mas, de um lado bom e de um lado ruim, ela era muito mais madura que Feijadiru.

"Segue m—"

"Espera." Hans interrompeu Feijadiru, que ia arrogante comandar Lara a segui-lo.

Ele continuou: "Se só precisa de um lugar tranquilo, há necessidade de ir tão longe? Como esse bar também funciona como pousada, você pode alugar um quarto e conversar aqui."

"Aqui?" A expressão de Feijadiru virou uma careta. Não porque seu plano tivesse falhado, mas porque a qualidade do bar e da hospedagem não atingiam o padrão dele.

Porém, Hans era firme. "Mais uma coisa. Eu também vou acompanhar vocês dois."

"Isso não é da sua conta."

"Sou namorado da Lara. Estou numa posição totalmente diferente da sua, que não faz mais parte da família dela."

"Namorado?" pensou Feijadiru. Achava que eles eram apenas companheiros comuns e não imaginava que tivessem uma relação tão profunda. Ele refletiu. Já tinha conseguido o que queria, e achou que podia fazer uma concessão até determinada parte.

"…Tudo bem, mas vou levar um dos guardas também."

"Faça o que quiser." Um guarda não representava ameaça alguma a Hans ou Lara. Assim, a confusão na pousada chegou ao fim. Mas a disputa ainda não estava resolvida.

* * *

Hans, Lara, Feijadiru e um guarda alugaram um quarto. Considerando que tinha um festival em andamento e a qualidade do alojamento era alta, o preço do quarto era bastante caro, mas ninguém se importou com isso.

"Então, qual é a questão? Estou dizendo isso há um tempo, mas fala logo. Quero voltar pros meus amigos." Por causa da confusão longa, Lara já tinha perdido toda a energia da bebida. Ela queria se livrar logo do seu irmão chato para voltar a beber.

Feijadiru compartilhou do mesmo sentimento, então, diferente do que tinha feito antes, aceitou facilmente seu pedido e disse: "Vou falar de forma direta. Entregue o corpo do dragão."

Lara fechou a boca firmemente. Se alguém perguntasse qual era o tesouro mais raro do mundo neste momento, a maioria apontaria imediatamente para o corpo do dragão. Mas Feijadiru pedia como se estivesse pedindo uma pedra na beira da estrada.

Porém, Lara não se surpreendeu. Ela não sabia exatamente quais eram as intenções dele, mas já esperava um pedido irracionalmente alto desde que seu irmão começou a insistir. Então, calmamente, perguntou: "Qual é o seu preço?"

Lara quis passar a impressão de que ouviria primeiro, mas também sabia que a resposta dele seria igualmente absurda, e sua previsão se confirmou perfeitamente.

"Você não faz ideia do estrago que causou ao fugir de casa?! Se pensar nisso, nem deveria mencionar essa palavra para mim!"

Hans ouviu a conversa e pensou: 'Ele é um verdadeiro louco.'

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