
Volume 1 - Capítulo 7
A Virtude do Demônio
Enquanto o Diabrete estava brincando com um pedaço de osso na boca, o único que sobrou do grupo de monstros que as três coisas mataram agora há pouco, as mesmas três coisas começaram a andar novamente, e o Diabrete seguiu como sempre.
O Diabrete se sentia um pouco estranho no momento, desde que aquele monstro morreu. Ele não apenas parou de sentir ódio total por Avalin, mas também sentiu outra coisa, algo mais profundo dentro de seu corpo que ele não conseguia explicar.
E também não era nada físico, era mais uma sensação de que havia algo de errado com ele, ou que havia algo que ele ainda precisava fazer, mas no final, não conseguiu descobrir o que era, mesmo dando seu melhor para descobrir.
Embora tenha notado uma coisa: sempre que tentava se concentrar naquela sensação estranha, uma caixa específica aparecia na sua frente.
[Pontos de Atributos Não Utilizados: 9]
Mesmo assim, o Diabrete não tinha ideia do que realmente estava acontecendo. Ele reconheceu a última linha ondulada no final da caixa porque era uma das linhas onduladas em constante mudança naquela caixa que não desaparecia, não Importando quantas vezes o Diabrete atacasse.
De qualquer forma, se o Diabrete não conseguisse descobrir o que deveria fazer com esse sentimento estranho, provavelmente enlouqueceria em algum momento, porque esse sentimento de desconforto aumentava cada vez mais conforme ele tentava ignorar.
E então, o Diabrete tentou fazer aquela caixa aparecer sempre que podia, para irritá-la antes que ela tivesse chance, e logo, parecia que acabava funcionando, pelo menos até certo ponto, porque uma nova caixa aparecia em seu lugar.
[Atributo recomendado a melhorar: Inteligência. Continuar?]
Felizmente, o Diabrete começou a sorrir abertamente com sua vitória! Sua primeira em muito tempo, na verdade! E em resposta, o Diabrete queria apenas gritar uma coisa, a única palavra que o Diabrete sabia ser pelo menos um pouco apropriada nesta situação.
— Sim! — Ele exclamou e levantou as mãos para o ar, e as três coisas imediatamente se viraram para o Diabrete, colocando as mãos em suas armas, prontas para atacar qualquer coisa que pudesse ter aparecido antes de James estalar a língua e voltar a se mover, sendo o primeiro a continuar o caminho.
— Mas que porra foi essa? — Ele perguntou, mas Thomas apenas encolheu os ombros, enquanto ele e Avalin também começaram a andar novamente.
— Apenas ignore. Quem sabe o que se passa na sua cabeça? — Thomas apontou, e havia uma coisa específica acontecendo ali.
[9 pontos foram atribuídos ao atributo inteligência]
[Seu atributo Inteligência chegou a 20]
Uma dor imensa, horrível e ardente chegou enquanto a cabeça do Diabrete estava extremamente quente. De repente não sabia o que estava acontecendo, mas sabia com certeza que queria saber e, como tal, ganhando outra parte nova sobre si.
Desejo por conhecimento. A mente do Diabrete, que geralmente estava cheia apenas de ódio pelas três coisas, embora o ódio que sentia por Avalin tivesse diminuído, agora estava cheia de várias, inúmeras perguntas.
‘O que está acontecendo?’
‘O que são essas caixas?’
‘Para onde as coisas estão me levando?”
‘Por que Avalin está me ensinando a falar?’
‘Como paro essa dor?’
Todos esses foram apenas alguns dos pensamentos que o Diabrete ganhou com o aumento de sua inteligência. E depois de um tempo, pelo menos a última delas foi respondida.
A dor parou por conta própria, e o Diabrete pôde continuar andando atrás das três coisas, conseguindo lentamente se concentrar no resto de suas perguntas.
E em resposta a qualquer uma delas, tudo o que o Diabrete conseguia pensar era “Não sei”. E então, o “Não sei” ficou Impresso com o novo sentimento em sua mente: a curiosidade que acompanhava o “Quero saber”.
Mas sabia que não poderia perguntar as três coisas sobre suas perguntas, principalmente porque ele não conseguia. As três coisas pareciam falar entre si no idioma que o Diabrete ainda estava aprendendo, então de alguma forma ele tinha que tentar transmitir seus pensamentos.
Por horas e horas a fio, enquanto todos caminhavam, o Diabrete tentava ter uma ideia, mas não conseguia de jeito nenhum. Ele apenas tentou descobrir, embora parecesse ainda não ter inteligência para isso, mas, pelo menos, conseguiu descobrir a prioridade das questões que precisava resolver.
O Diabrete de alguma forma tinha que conseguir falar com as três coisas. Por um lado, dizer a Thomas e James o quanto eram ruins e depois fazer a Avalin todas as perguntas que pudesse ter! E para sua sorte, a linda coisa vermelha parecia ter o mesmo em mente.
Enquanto todos faziam uma pausa quando o sol estava mais alto, Avalin sentou-se com o Diabrete e pegou o livro vazio que ela desenhou antes, e então pegou um lápis para fazer as linhas onduladas dentro dele. Embora em vez de serem onduladas, as linhas fossem retas!
E então, mudaram para o formato da caixa! O Diabrete mal conseguia acreditar no que via, mas logo Avalin até desenhou as linhas onduladas dentro. Animado por talvez encontrar uma maneira de aprender sobre, o Diabrete deu um pulo e levantou a mão em direção a uma das caixas.
— Ergh… Ergh…!! — Ele tentou explicar, embora não soubesse a palavra para isso, mas Avalin pareceu saber.
— Você já viu isso? Isso se chama notificação — Ela perguntou com um largo sorriso, e o Diabrete apenas tentou repetir essa palavra o melhor que pôde.
— Noddiphikashion! — Gritou, considerando que só ouviu uma palavra tão longa bem rapidamente, o Diabrete sentiu-se bastante orgulhoso por conseguir replicar o som tão bem!
[A Habilidade Entendimento de Linguagem Comum Iniciante Subiu de Nível!]
E imediatamente, a palavra que o Diabrete acabou de dizer pareceu estar quase Impressa em sua mente, como as palavras que faziam uma caixa aparecer sempre estavam, e só então, a “Caixa” se transformou em ‘Notificação’. Era uma palavra maior, mas por algum motivo parecia muito menos assustadora do que “Caixa”. O Diabrete não sabia por que, mas ficou feliz por conseguir descobrir o que isso significava!
— Sim! Exatamente! Bem, pelo menos você sabe sobre elas… — Avalin murmurou antes de começar a escrever algo em seu livro, antes de desenhar uma longa linha no centro da página.
— Tudo bem, acho que deveríamos começar assim. Tente pegar isso com a mão, ok? — A coisa vermelha perguntou ao Diabrete enquanto estendia o pequeno graveto que segurava para ele. Lentamente, o Diabrete o pegou dela, percebendo ser isso que Avalin queria dele antes de Avalin guiar lentamente a mão do Diabrete pelo papel.
— É assim que se escreve, já mostrei essas letras para você ontem. Agora você só precisa escrevê-las — Ela explicou, e o Diabrete balançou a cabeça lentamente, “Escrever”. Ele grunhiu e o sorriso de Avalin cresceu um pouco.
— Exatamente. Está aqui é o ‘A’. Você se lembra disso? Quer tentar? — Avalin perguntou ao Diabrete, e ele apenas fez o que lhe foi pedido, movendo lentamente o graveto em três linhas retas enquanto fazia aquele som longamente.
— Bom trabalho! — Avalin exclamou com um sorriso brilhante e enfiou a mão no bolso, pegando uma pequena embalagem que exalava um cheiro completamente delicioso para o Diabrete antes que Avalin lentamente pegasse um cubo de carne e o apresentasse ao Diabrete.
Confuso, ele se inclinou um pouco e apenas cheirou o cubo, sem saber o que Avalin queria que ele fizesse com ele antes que a coisa vermelha apenas risse em resposta.
— Você pode comer. Comeeeeerr — Ela explicou e segurou lentamente o pequeno cubo de carne na frente dos lábios, antes de segurá-lo de volta para o Diabrete.
— Ah! — O Diabrete exclamou feliz e chupou imediatamente o cubo com a boca, ou pelo menos quis. Mas antes que pudesse fazer isso, Avalin puxou o cubo para longe dele.
— Não! Feio! — Ela exclamou com uma expressão severa, mas o Diabrete estava confuso. Ele não deveria comer o cubo?
— Diga “Obrigado” — A coisa vermelha disse a ele, e o Diabrete inclinou a cabeça para o lado, antes que uma risada idiota pudesse ser ouvida da coisa preta.
— Você está tentando ensinar boas maneiras? Qual é, isso é Impossível — James riu com maldade ao olhar para o Diabrete e, por algum motivo, ele sentiu-se incrivelmente irritado com o que acabou de ouvir, mesmo que não conseguisse entender o que James estava dizendo. Mas o Diabrete descobriu que Avalin queria que ele repetisse as palavras que ela acabou de dizer, então rapidamente tentou fazer isso.
— Obigado! — Ele exclamou presunçosamente enquanto olhava feio para James, que apenas balançou a cabeça com um sorriso e se virou antes que Avalin sorrisse feliz para o Diabrete.
E então, Avalin lentamente agarrou sua mão e colocou o cubo em cima de sua palma, repetindo mais uma vez o mesmo movimento de antes, fingindo estar agarrando um cubo entre dois dedos antes de levá-lo à boca.
— Tenta fazer também — Ela disse, então o Diabrete tentou imitar o que ela estava fazendo e agarrou a pequena carne do cubo entre os dedos antes de levá-la à boca, enquanto Avalin balançava a cabeça.
— Bom. Agora você já pode comer — Ela disse ao Diabrete, então ele abriu lentamente a boca e colocou o cubo de carne na língua antes de movê-lo rapidamente para trás e esmagar a coisinha insignificante.
— Bom trabalho! Agora continue escrevendo a mesma letra um pouco mais, ok? — Ela perguntou ao Diabrete, e ele inclinou a cabeça para o lado e disse: — Obigado? — Em tom questionador enquanto estendia a mão para pegar outro cubo de carne, mas Avalin apenas respondeu com um suspiro profundo.
— Certo, não seria tão fácil… — A coisa vermelha, murmurou antes de apontar para o papel novamente, começando a guiar a mão do Diabrete mais uma vez.
— Agora não, só depois que você continuar — Ela contou a ele, então o Diabrete começou a franzir a testa, mas olhou para sua mão, seguindo os movimentos que Avalin havia feito mais algumas vezes, e então começou a escrever outra versão do mesmo som antes que outra notificação aparecesse na sua frente.
[A Habilidade Entendimento de Linguagem Comum Iniciante Subiu de Nível!]
— Gruh? — O Diabrete murmurou antes de inclinar a cabeça para o lado, inclinando-se confuso em direção à notificação, que parecia estar coincidentemente na direção de Avalin, que acabou se inclinando um pouco em sua direção também.
— Ah, uma notificação, né? Hmm, eu gostaria de poder ler a escrita através do reflexo em seus olhos… — Avalin sussurrou, e mesmo que o Diabrete não tenha entendido realmente o que ela disse, entendeu outra coisa.
Ele reconheceu a versão escrita menor e mais redonda do ‘A’ na notificação! Entusiasmado, apontou para o local onde podia vê-la e depois olhou para Avalin, emitindo repetidamente o som.
— A! A! — Ele exclamou, então Avalin começou a sorrir em resposta.
— Oh, então já consegue reconhecer essa letra? — Ela perguntou alegremente e então juntou as mãos com entusiasmo.
— Isso é incrível! —
…