
Volume 1 - Capítulo 37
Dominação do Abismo
[Cidade Âmbar.]
A gloriosa cidade de antes fora reduzida à ruína. Chamas abrasadoras engoliam a cidade, transformando construções em meros destroços.
Os plebeus, presos nos destroços queimados, pediam ajuda com suas vozes enfraquecidas, todavia, não havia ninguém que poderia salvá-los. Sombras obscuras vagavam pelas ruas queimadas, e chamas de almas lilás-azuladas apareciam nos olhos dos esqueletos no chão. Encantamentos em idioma blasfemo acordaram os corpos e esqueletos, os guiando para a única área que se manteve intacta na cidade com armas em suas mãos: a área do santuário.
Essa era a única que estava sem danos na Cidade Âmbar.
Os santuários dos deuses emitiam uma aura fraca, suas estátuas estavam envolvidas por uma camada de luz sagrada. Os guardas do santuário, completamente armados, ficavam à frente, junto aos guardas da cidade, que tiveram sorte de sobreviver ficando atrás deles. Até os gentis e pacíficos sacerdotes e sacerdotisas que ensinavam sobre as leis de seus deuses tinham trocado seus robes por armaduras pesadas. Contrariando o conhecimento comum, eles não eram meros feiticeiros, mas também tinham decentes habilidades de combate corpo a corpo.
Annalynne, a sacerdotisa que uma vez tinha ajudado Soran e Vivian, estava em pé entre eles. Ela usava uma armadura branca prateada de meia placa, enquanto segurava com sua mão esquerda um escudo de cavaleiro e em sua mão direita um mangual. Manguais eram difíceis de usar, mas se usados corretamente, causavam danos excepcionais aos inimigos.
Quando estava recebendo o treinamento de combate corpo a corpo, nenhuma outra arma a satisfazia além do mangual, e ela decidiu aprender a usar essa arma singular.
Uma magra sacerdotisa jovem, vestindo uma armadura branca prateada de meia placa, agora estava segurando um mangual e um escudo, o que provia um impacto visual grande para todos os observadores, mas isso só mostrava o quão terrível era a situação.
Até os sacerdotes em treinamento estavam fazendo parte dessa batalha. Atrás deles estavam os sobreviventes da cidade, encolhidos e tremendo de medo, enquanto aguardavam seus destinos.
O idioma blasfemo ressoou pela área!
Entre os seguidores maléficos dos caídos, existiam aqueles que eram chamados de sacerdotes blasfemos, unidos, eles entoavam em língua blasfema visando enfraquecer a proteção divina dos santuários. Os oito cavalheiros do terror rodeavam a área do santuário, os pesadelos expeliam chamas sulfúricas. Incontáveis mortos-vivos vagavam sem rumo nos arredores, eles eram os cidadãos mortos que foram forçados a reviver pelo feitiço Criação de Morto-Vivo, que se dissiparia no ar da madrugada do dia seguinte.
No entanto, os sobreviventes talvez não vivessem o suficiente para ver isso.
Os poderes divinos estavam gradualmente enfraquecendo, os cavalheiros do terror exortaram seus corcéis a avançarem. Mesmo que os pesadelos estivessem receosos, eles obedeceram aos cavalheiros do terror e se aproximaram do santuário, onde os cavalheiros do santuário estavam em linha defensiva.
Os guardas do santuário não poderiam lidar com os monstros que se aproximavam, com os oito cavaleiros do terror de grau lendários presentes, mesmo todo o poder de combate da Cidade Âmbar não seria o suficiente para pará-los.
O desespero pairava sobre a cidade caída.
O medo se espalhou entre os sobreviventes.
Apenas quando todos tinham perdidos sua esperança e estavam prestes a encarar seus medos, uma estranha comoção surgiu de longe.
Os sacerdotes e sacerdotisas estavam confortando os chorosos sobrevivente, mesmo sabendo que eles não tinham chance de sobreviver contra os cavalheiros do terror. Eles disseram aos sobreviventes que mesmo que morressem, suas almas seriam recebidas pelos deuses e viveriam em grande alegria e paz eterna no domínio dos deuses. Os guardas do santuário estavam orando ajoelhados, pedindo aos deuses por suas bençãos e força para essa última luta, jurando que resistiriam até o amargo fim.
Enquanto o poder divino dos deuses permanecesse incontaminado, suas almas também permaneceriam puras.
Um dos guardas da cidade gritou do nada e apontou surpreso para frente.
— Olhem lá!
Uma figura imperceptível emergiu das sombras.
O homem que apareceu do nada era careca e estava equipado apenas com roupas de pano e uma cinta de perna. Ele estava desarmado.
Os incontáveis mortos-vivos gelaram quando sentiram uma criatura viva nas redondezas, grupos após grupos de mortos-vivos atacaram o homem. Os fantasmas atacaram com suas garras, enquanto os esqueletos balançaram suas espadas em sua direção.
Todavia, ele era inabalável.
Os ataques pareciam ter o encontrado, mas não conseguiam ferir nem os pelos do seu corpo, quanto mais causar algum dano real ele. O homem careca calmamente olhou nos arredores parecendo procurar por algo, e mostrou sinais de alívio após ver os sobreviventes no santuário.
— Ainda bem que cheguei a tempo! — Ele suspirou enquanto pisava no chão e enviava uma onda de choque.
Esse simples ataque enviou centena de mortos-vivos voando. O chão rachou e criou rachaduras semelhantes a teias, transformando o chão firme em pedaços em um raio de 100 metros.
— Perfeito! — O Bispo Phill gritou em descrença. — Façam uma formação defensiva! Usem as bençãos divinas! Aguentem até o amanhecer e estaremos salvos!
Quem teria pensado que aquele discreto homem era um Monge Lendário? Ele não era apenas um Monge Lendário, ele tinha escolhido o menos popular arquétipo de Monge: Asceta. Eles não usavam armaduras e nem qualquer tipo de arma.
Lendário Soco de Uma Polegada!
O monge saltou para a frente, pulando dúzias de metros por vez. Ele cerrou o punho e socou o cavaleiro esqueleto, causando tremores em sua armadura. A armadura do morto-vivo não mostrou sinais de dano, mas os ossos do cavaleiro esqueleto tremeram completamente, transformando-o em uma pilha de poeira óssea.
Força da Tempestade de Chamas!
Olhando para o enxame de mortos-vivos correndo para ele de todas as direções, o monge bateu palma e criou uma bola de fogo escaldante na palma de sua mão. Enquanto ele socava os incontáveis inimigos, explosões após explosões surgiam, as ondas de calor se expandiam junto as chamas. A poderosa onda de calor enviou poeira para todos os lados e os mortos-vivos foram empurrados para mais de dez metros.
Apenas quando os mortos-vivos menores começaram a colapsar como uma linha de dominós, os sacerdotes blasfemos notaram a presença do monge. Três deles avançaram e começaram a lançar feitiços, atirando raios de luzes malignas no distante monge, que batalhava sozinho contra todos os mortos-vivos.
Força Sombria!
O monge permaneceu imperturbável e juntou as mãos. Sua pele se tornou ouro e uma aura de prata cheia de Qi rodeou seu corpo, negando todos os feitiços incomuns. Ele deu um grande salto e seu corpo desapareceu no ar.
Corpo do vazio!
Passo sem rastros!
O monge reapareceu no lado direito do sacerdote blasfemo, gritando enquanto fatiava seu alvo com uma das mãos.
Armadura Mágica (Proficiente)
Pele de Rocha.
Uma forma de energia bloqueou o ataque do monge, enquanto cobria o sacerdote das trevas, que agora tinha a pele como de rocha. Os sacerdotes blasfemos próximos começaram a cantar rapidamente e eles se protegeram com barreiras que podiam redirecionar energia.
Palma do King Kong!
O monge retraiu seu braço e atacou novamente o sacerdote das trevas, e dessa vez sua mão tinha se tornado ouro. Em meio ao som de estilhaço da barreira e o som de trituração vindo da pele rochosa do sacerdote blasfemo, o golpe caiu bem no centro do peito do sacerdote. Apenas com uma simples palma, o monge penetrou ambas as camadas de defesa e esmagou cada osso que o sacerdote tinha. O sacerdote blasfemo estava com o peito completamente destruído e caiu morto com um pedaço de lama no chão.
— Feiticeiros tolos. Vocês realmente pensaram que uma camada de pedra e uma barreira de energia parariam meus ataques?
Dentro da escuridão, outra sombra forte apareceu.
O chão tremia com cada passo que ele dava. Ele era um magnífico homem forte de dois 2,40 de altura. Seus braços eram tão grossos quanto a cintura de um plebeu, e suas mãos carregavam um machado largo de 24kg. Mesmo que fosse tão grande quanto uma porta, o homem não parecia ter problemas em segurar a arma casualmente com só uma das mãos, enquanto caminhava entre a multidão de mortos-vivos.
— Deixe este lugar comigo.
O homem forte bateu em seu peito com grande força. Os músculos do corpo começaram a inchar, músculos monstruosos e veias pulsaram por todo o seu corpo, e com sons de cliques e claques, seu corpo todo começou a aumentar, aumentando sua altura para mais de 3 metros.
Fúria.
Mas essa não era a forma final dele, pois ele continuava crescendo como uma besta. O homem martelou o chão com seus punhos e seu enorme corpo começou a crescer mais uma vez.
Fúria Lendária.
A terra tremia diante de tal terrível força. O homem agora tinha se transformado em um gigante de 5 metros, o machado largo, que inicialmente era desproporcional, se ajustava perfeitamente a ele. Os músculos, que abrigavam uma força monstruosa, estavam em toda parte do corpo, com veias contorcendo-se como vermes aparecendo em todos os lugares. O homem parecia agora uma máquina de matar.
Mais uma vez, ele rugiu descontroladamente. Foi ensurdecedor e parecia que tinha abalado a terra e os céus.
Com essa figura horrível no centro, todos os esqueletos em um raio de 50 metros foram esmagados em pedacinhos. Os sacerdotes blasfemos próximos deram gritos patéticos, pois escorriam sangue de suas orelhas, olhos e narizes. Como loucos, os sacerdotes das sombras caíram no chão e ficaram duros, rindo como retardados. As forças mentais deles eram insuficientes para negar o rugido.
Grito de Guerra Lendário! (Ataque de onda sonora)
O gigante descansou o machado largo em seu ombro, olhou para os sacerdotes das sombras que tinham se tornado retardados e zombou deles.
— Como são fracos! Feiticeiros patéticos!
Terremoto!
O enorme gigante bateu com o pé no chão, enviando ondulações no solo. A terra tremeu e começou a colapsar, os sacerdotes blasfemos foram devorados pelas rachaduras da terra.
*Clip clop clip clop!*
O som dos cascos dos cavalos podia claramente serem ouvidos nas ruínas da cidade.
Quando o homem olhou fixamente para os cavalheiros do terror, ele finalmente mudou sua expressão casual para uma séria, lambendo os lábios enquanto dizia:
— Finalmente, um oponente digno!
Fúria do morto-vivo!
Uma aura de sangue se espalhou pela pele do bárbaro, enquanto ele rugia e corria em direção ao cavalheiro do terror, enviando um golpe vertical no inimigo. O cavalheiro do terror se defendeu contra o ataque com sua espada vorpal pesada, mas o pesadelo uivou de dor. A força do ataque não podia ser defletida, esmagando os cascos do pesadelo sob o solo.
O cavalheiro do terror lentamente desmontou do corcel e olhou, com olhos vermelho-sangue, para o bárbaro. Ele tirou a capa esfarrapada e a jogou de lado, segurando a espada vorpal com ambas as mãos, que estavam equipadas com as manoplas pretas de escamas de peixe, segurando-a em uma postura de guarda arado
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A verdadeira batalha tinha apenas começado!
(Habilidade da classe – Fúria Lendária: Força +10, Constituição +10. Concede imunidade contra feitiços mentais, confusão e aprisionamento. Concede ao usuário estamina ilimitada quando ativado.)
(Habilidade da classe – Perfeição: após um longo tempo treinando e cultivando, os corpos dos monges alcançaram a perfeição e são considerados existências sobrenaturais. Todos os ataques físicos não raros e armas comuns não podem mais o ferir. Apenas armas de grau raro com +1 ou superior e armas encantadas podem causar dano neste monge.)
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