Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 984

Getting a Technology System in Modern Day

"Tenho quase certeza de que teria atacado as torres e destruído elas assim que percebi para que estavam sendo usadas, mas por que você ainda está conectado ao VR?" perguntou Seraphina. Faziam horas que a guerra tinha começado, mas ela continuava mantendo comunicação com algumas pessoas de sua facção que ficaram para trás, permanecendo em sua civilização natal.

Mais da metade deles já tinha se mudado para o império, que foi generoso o suficiente para criar uma estação espacial superdimensionada que reproduzia um semblante de sua vida em casa para aqueles que decidiram segui-la, embora não fosse como se eles tivessem escolha, já que foram expulsos do círculo central de poder assim que ela recebeu a ordem de se render durante a luta contra o Imperador.

"As torres foram destruídas, mas o VR ainda está sendo mantido de alguma forma, o que também me intriga, pois não acho que esses dispositivos tenham capacidade suficiente para comunicação de longa distância, nem força para alcançar os servidores do império," respondeu Horkan, um de seus seguidores mais leais que ainda permanecia no Sinédrio, enquanto se ajoelhava.

"Você tem alguma resposta?" perguntou Seraphina, olhando para o relógio em sua mão.

{O império mantém ativamente a comunicação usando micro buracos de verme abertos nesses locais, encurtando as distâncias e permitindo que permaneçam conectados,} respondeu uma IA à sua pergunta. Ainda assim, pelo olhar e reação das pessoas ao redor, ela percebeu logo que era a única que havia ouvido a resposta devido ao nível de autorização dela, que aqueles ao seu lado não possuíam.

"Parece que eles encontraram uma solução," disse Seraphina sem dar detalhes adicionais, o que todos entenderam, e eles não fizeram mais perguntas.

"Você foi informada de algo sobre o plano deles, e temos alguma parte que precisamos desempenhar?" perguntou Horkan, interessado, pois, no momento, ele sentia os olhos do grande ancião Xor'vack sobre eles, pronto para agir assim que vissem qualquer sinal de tentativa de ajudar o império.

Ele tinha percebido esse aumento de atenção do grande ancião há alguns meses, mas era mínimo, a ponto de parecer apenas um aumento na vigilância para lembrá-los de que ele ainda os observava.

"Na verdade, não. Só fui informada de que devo estar de prontidão caso a situação exija minha intervenção, mas, por ora, tenho liberdade para fazer o que quiser, enquanto recebo atualizações sobre o andamento da situação," disse Seraphina, tocando o queixo com a mão, demonstrando a surpresa que sentia.

"Achei que eles teriam te feito agir assim que percebessem que os ataques estavam acontecendo, para usar isso como distração," disse Horkan, surpreso também com a forma como o império ainda está lidando com a situação por conta própria.

Ele esperava que o império os colocasse imediatamente à disposição, como qualquer outra civilização faria se tivesse uma facção Xor'Vak sob seu controle. Afinal, eles eram extremamente poderosos e poderiam ser bastante eficazes durante guerras.

O império tinha investido bastante para fortalecer não só Seraphina, mas todos os membros de sua facção que agora viviam com ela no império. Todos sabiam que isso não era por generosidade do Imperador, mas para prepará-los como armas para quando fosse necessário. Entretanto, apesar dessa situação, parecia que o império considerou algo que parecia impossível, uma situação que poderiam ainda gerenciar sem envolvê-los.

"Como estão lidando com a situação?" perguntou Horkan, quando Seraphina não respondeu imediatamente ao seu comentário anterior.

Seraphina inclinou a cabeça ao ouvir a pergunta, passou alguns segundos em silêncio e, então, seu rosto se iluminou com uma expressão de compreensão ao dizer: "Ah, você não tem acesso a isso. Por isso está se perguntando coisas assim." Então, ela materializou uma tela, tornando-a visível para os outros, e se virou para Horkan, para que ele pudesse ver o que estava na tela.

"O que é isso…." Justamente quando ele ia perguntar o que eram as diferentes transmissões, percebeu que eram fluxos de diferentes cidadãos imperiais de vários campos de batalha pelo Sinédrio.

Alguns mostravam eles em naves de civilizações distintas, atacando e destruindo esses lugares. Outros estavam flutuando no espaço, lutando contra forças de defesa planetária, e alguns estavam nos planetas enfrentando as forças que reagiam.

Ele sequer sabia como expressar o que seu cérebro estava vivenciando naquele momento, mas seu corpo decidiu por ele. Enquanto estava de joelhos, a mão que usava como apoio desistiu, levando seu rosto ao chão.

Seraphina não demonstrou surpresa ao ver isso, pois já tinha se acostumado — felizmente, acontecia quando ela estava sozinha, caso contrário, seria uma vergonha enorme se seus subordinados a vissem nessa condição.

Como a raça dominante e mais poderosa do Sinédrio, eles participaram de centenas — talvez milhares — de guerras ao longo da história, mas nunca, na sua história, tinham sido superados por um inimigo mais forte, e nem pensado em usar civis comuns como combatentes, muito menos transformar isso em entretenimento para quem assistisse.

Sua mente tinha dificuldade em reconciliar o que via com os horrores reais das guerras nas quais tinha participado ou testemunhado. A diferença entre o que o império fazia atualmente — e ainda por cima contra todo o Sinédrio —, mesmo controlando apenas dois sistemas estelares e sem sinais de perder sua força, parecia gritante. Na verdade, parecia que eles estavam prosperando nesse clima, enquanto a maioria esperaria o oposto.

Embora não fosse a primeira vez que o império transmitia as guerras em que participava, essas informações não eram de amplo conhecimento, já que eram ofuscadas por acontecimentos maiores após os conflitos, tornando-se quase uma nota de rodapé, com os vídeos sendo apenas imagens de arquivo.

Depois de vários segundos nessa postura, ele finalmente recuperou a clareza mental para se levantar e pedir desculpas pelo comportamento pouco digno. Em sua cabeça, o sentimento que tinha pelo império mudou — de uma visão neutra ou levemente positiva de uma raça pequena, porém poderosa, que planejava usá-los, para um medo real da mudança no comportamento deles, quando estavam em paz ou em guerra.

Parecia duas civilizações diferentes. Juro que já tinha visto cidadãos imperiais mostrando muita empatia e liderando movimentos online pela abolência da escravidão — especialmente quando a postagem de Dreznor era o assunto que dominava as conversas. Isso o levava a considerá-los fracos por serem dominados pelas emoções. Mas agora, a mesma civilização que mostrou essa empatia celebrava, se alegrava e até participava de atos de violência contra forças do Sinédrio, tornando impossível ignorar o contraste. Nenhum deles parecia assustado por estar em desvantagem numérica; pelo contrário, desfrutavam disso, pois quanto mais forças os adversários tinham, mais eles também poderiam combater com satisfação.

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