
Capítulo 889
Getting a Technology System in Modern Day
BUM!
A porta da sala de interrogatórios se abriu de repente, enquanto uma formação de guardas entrava, dividindo-se com precisão treinada. Cada um se posicionou em um canto da sala, garantindo suas posições, enquanto dois permaneciam na entrada, afastando-se e ficando de pé em atenção para dar passagem.
Dreznor não piscou. Seus olhos permaneceram fechados, sua expressão tranquila, como se a entrada repentina não lhe dissesse respeito.
Um homem trajado de roupas ricamente adornadas entrou, com postura régia e passos intencionalmente calculados. Uma autoridade emanava de sua presença. Ele se sentou do outro lado de Dreznor sem pronunciar uma palavra.
Um silêncio tenso se instaurou antes que Dreznor finalmente abrisse os olhos e dissesse: "Saúdo Vossa Excelência," em tom de respeito. O homem à sua frente era o líder do planeta—a pessoa mais poderosa daquele mundo, cujo afastamento do governo central lhe conferia controle quase soberano.
"Vamos começar com as apresentações. Quem é você?" perguntou o homem.
"Como seus oficiais já relataram, meu nome é Dreznor. Estou aqui a negócio. É só isso que importa," respondeu calmamente.
"E que provas temos de que você não é apenas um pirata tentando descarregar mercadoria roubada? Precisamos de respostas concretas."
Dreznor sorriu ligeiramente. "E se eu for? Se não houver registro meu em seus bancos de dados, então, de acordo com suas leis, eu não cometi crime aqui. Além disso, não deveria o valor do que trouxe ser suficiente para tornar minhas origens irrelevantes?"
Ele não estava errado. Transferências de dados de longa distância entre sistemas estelares eram caras, especialmente aquelas envolvendo registros pessoais ou históricos criminais. A menos que alguém fosse uma ameaça grande, o custo de marcar e perseguir essa pessoa não justificava. Criminals pequenos, com recursos, podiam simplesmente desaparecer em outro sistema, livres de consequências.
Os sistemas de identificação também não eram muito melhores. O sistema de DNA do conclave armazenava apenas dados codificados básicos. Perfis completos eram mantidos localmente nos planetas visitados, o que fazia com que lacunas nas informações fossem comuns.
"De onde você conseguiu esses cilindros de mana?" perguntou o líder, ignorando a isca de Dreznor e indo direto ao ponto principal.
Dreznor percebeu a mudança. Se os cilindros fossem roubados, isso teria acionado alertas em sistemas estelares próximos. A ausência de tais alertas reforçava sua posição.
"Isso é um segredo comercial," disse ele normalmente. "Não vou entregar meu fornecedor só para vocês me burlarem. Vim para vender, não para entregar minha vantagem. E, se isso for um problema, encontrarei alguém que entenda o valor do que tenho."
"Por que acha que vou deixar você sair daqui?" perguntou o líder com um sorriso malicioso, o tom carregado de divertimento. "Posso simplesmente mantê-lo preso e ficar com os cilindros de mana para mim."
Ele não tentou disfarçar que considerava seriamente essa possibilidade. Afinal, era uma oferta tentadora.
Mas Dreznor não respondeu. Em vez disso, abaixou a cabeça e começou a rir. No começo, foi um riso suave, com os ombros balançando levemente. Mas a risada cresceu, ficou mais alta e descontrolada, até que ele se segurou, ofegando entre crises de riso.
"Vocês realmente acham," conseguiu dizer entre suspiros, "que o que eu trouxe é tudo que tenho? Que vim aqui sem garantia?" Ele fez uma pausa, recuperando o fôlego, e continuou. "Vocês iriam desperdiçar uma fonte que poderia fornecer uma quantidade constante de cilindros de mana, pelos poucos que trouxe hoje? Vocês são realmente tão ingênuos?"
O ambiente ficou em silêncio. O líder não respondeu de imediato. Apenas ouviu, com expressão indecifrável. Mas Dreznor tinha atingido uma ferida sensível. A ideia de uma oferta contínua de cilindros de mana era demais para ignorar, especialmente quando o planeta operava com estoques, e a próxima remessa da capital ainda levava anos para chegar.
"Você está dizendo que consegue fornecer cilindros de mana regularmente, se fecharmos um acordo comercial?" perguntou o líder, mantendo a aparência de frieza, embora um lampejo de excitação o traísse.
"Se não nos interferirem, pagarem um preço justo e nossos termos forem respeitados, sim," respondeu Dreznor, completamente calmo novamente, o riso desaparecido, substituído por uma confiança tranquila.
O líder recostou-se na cadeira, ponderando. Talvez Dreznor estivesse blefando. Talvez fosse apenas uma jogada para evitar a captura. Mas, mesmo assim, cada um sairia dali com os cilindros, e isso valia o risco.
"Certo," disse finalmente, ajustando a postura para transmitir autoridade, "vamos ouvir seus termos e seu preço."
"Nada absurdo," começou Dreznor, olhando de lado. "Primeiro, quero vencer aquele cara." Apontou para o interrogador que o tinha socado anteriormente, o mesmo que o ameaçou com uma faca antes de ser silenciosamente removido poucos minutos antes da chegada do líder. Agora, o interrogador permanecia rígido no canto, com os olhos fixos à frente.
"Segundo," continuou Dreznor, "quero autorização para comprar qualquer escravo que eu queira neste planeta, independentemente do proprietário atual. E, por fim, quero direito de comprar qualquer coisa produzida aqui ao custo de produção da base."
Ele falou de maneira casual, como se não pedisse mais do que uma água.
A face do interrogador ficou pálida ao ouvir que Dreznor incluía conseguir a surra como parte do acordo. Entre todas as demandas, essa era a que ele menos esperava. Seu estômago afundou, sabendo que, se o líder aceitasse, não haveria saída. Ele rezou silenciosamente para que o negócio caísse e que as negociações fossem adiadas, só o suficiente para convencer Dreznor a abandonar essa condição.
Um instante de silêncio se estendeu até que o líder finalmente falou.
"A surra," ele refletiu, "é possível, mas não posso simplesmente entregar um homem para punição sem dar a ele a chance de se defender. Então aceitarei essa condição, com uma única cláusula: ele deve concordar e tem o direito de reagir."
Ele fez um gesto na direção do interrogador enquanto falava. Aquele homem de rosto pálido, ao ouvir as palavras, de repente se iluminou. Achava que era mais do que capaz de lidar com Dreznor numa luta, talvez até gostando da oportunidade de retaliar o insulto anterior.
"Quanto à questão dos escravos," continuou o líder, "posso atender sob minha autoridade. Contudo, compras de escravos que não estejam já disponíveis no mercado terão um valor adicional para compensar os atuais donos."
Si remexeu na cadeira mais uma vez antes de falar do ponto final. "Quanto às mercadorias produzidas neste planeta, você pode adquirir itens produzidos pelo governo ao custo de produção. Para bens de propriedade privada, posso autorizar um desconto, mas ele será limitado a, no máximo, dez por cento do valor total de nossas trocas."
Dreznor pausou para refletir. Não era exatamente o que tinha pedido, mas estava bastante próximo, surpreendentemente. Exigir mais agora, enquanto ainda não tinha muita força, poderia dar ruim. O líder poderia simplesmente recusar ou torturá-lo por informações.
"Aceito," disse por fim, assentindo com um leve movimento de cabeça. Era um bom negócio. Bem perto do que queria, e muito melhor do que a maioria esperaria na sua posição.
"Então, estamos de acordo," disse Dreznor, estendendo as mãos acorrentadas para um aperto de mão com o líder.
O líder olhou para as correntes, depois para Dreznor, mas não estendeu a mão. "Vamos oficializar assim que o acordo estiver redigido e consolidado," respondeu com frieza, virando-se de costas.
Sem mais palavras, ele se levantou e saiu da sala, relutante em sujar as mãos tocando as mãos sujas de Dreznor.