Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 747

Getting a Technology System in Modern Day

Território Imperial, Terra.

"Meu Deus," murmurou Rosemary enquanto assistia às diferentes imagens da luta em andamento. O Império tinha se esforçado para manter seus cidadãos informados, sem poupar detalhes, porém aplicando filtros conforme a idade e preferência de cada um. Assim, as pessoas podiam personalizar a experiência — quem fosse sensível a sangue não o veria, ou veria em uma cor diferente do vermelho familiar.

Crianças ficavam restritas a representações animadas e distantes da batalha, protegidas da brutalidade. E para quem desejasse ver a realidade sem filtros, cada momento se desenrolava em sua forma mais crua e verdadeira.

"Mas nosso exército *era* tão forte assim?" questionou Rosemary ao marido, com a voz marcada pelo espanto ao fixar a tela.

Lucas, sentado ao lado dela no conforto de casa, permanecia calmo enquanto assistia à transmissão ao vivo. "Bem, até agora a gente não tinha tido uma oportunidade de ver toda a força do nosso militarismo de perto," comentou pensativo. "Antes disso, só tínhamos relatos e garantias, que não convencem a maioria das pessoas."

"Mas é preciso lembrar, o Império foi criado *por causa* da descoberta daquela frota alienígena vindo em direção a nós. Se eles não pudessem detê-los, o Império teria fracassado em seu propósito fundamental. Então, eles exageraram na preparação — e parece que estão cumprindo essa promessa."

Ele lançou um olhar para a esposa, ainda de olhos arregalados de admiração, e continuou: "É o primeiro verdadeiro teste para eles, então estão fazendo de tudo para impressionar."

À medida que assistiam, as transmissões ao vivo aconteciam quase como um filme de ação de grande produção. O diretor por trás das câmeras não era um humano, mas uma inteligência artificial avançada, que coordenava cuidadosamente cada ângulo, cada cena. Garantia que tudo que fosse crítico estivesse visível ao público, ao mesmo tempo em que omitira estrategicamente qualquer coisa que pudesse beneficiar o inimigo caso eles de alguma forma conseguissem invadir a rede do Império.

O resultado era uma experiência altamente envolvente, mantendo os espectadores presos ao espetáculo que se desenrolava diante deles.

Para muitos, essa enxurrada constante de ações funcionava como um estranho conforto. Apesar de o mundo deles estar em guerra, a ausência de perigo imediato ao redor tornava fácil a desconexão. Não havia sirenes de bombas, tremores sacudindo as casas — apenas imagens na tela. Na ausência de sensações físicas da guerra, suas mentes tratavam aquilo como mais uma dose de entretenimento emocionante.

"Longe da vista, longe do coração," como diz o ditado.

De certa forma, a inteligência artificial fazia mais do que simplesmente transmitir: ela mantinha a população calma, afastando o medo ao envolver a dura realidade do combate na familiaridade das histórias cinematográficas.

Além de acalmar a população, a transmissão também servia como uma poderosa força de união para a humanidade. Com a ameaça externa à porta, as pessoas finalmente encontraram o inimigo comum que há muito tempo suspeitavam — aquele que transcende fronteiras nacionais, ideologias e diferenças.

A percepção de que todos estavam nisso juntos, que o resto da galáxia parecia decidido a matar ou escravizar, tinha um efeito inegável.

O Império decidiu explorar ao máximo a situação, sabendo que, embora pudesse evitar o confronto, isso exigiria uma série de concessões humilhantes. Permitir que as forças do Conclave Astral entrassem em seu sistema estelar para buscar as chamadas pedras de mana significaria se submeter a inspeções invasivas.

O pior é que tal ato poderia expor suas tecnologias avançadas e a capacidade única da humanidade de despertar — provavelmente provocando a ganância das facções do Conclave. Isso poderia gerar ameaças ainda maiores, com civilizações disputando os recursos da Terra e deixando o Império completamente à deriva, incapaz de resistir.

Ao invés de correr esse risco, decidiram lutar desde o início. A lógica era simples: como lidar com um valentão, mostrar submissão só convidaria mais problemas, enquanto manter-se firme desde o começo faria o inimigo pensar duas vezes. Essa abordagem agradava a muitos cidadãos do Império assistindo às transmissões da Terra.

De certa forma, o plano parecia estar funcionando como esperado. O poder militar estava plenamente demonstrado, e a situação parecia sob controle — desde que nada inesperado acontecesse.

Enquanto isso, na Terra, a esperança era cautelosa, mas o clima em Próxima Estação era de confiança inabalável. Os cidadãos proximianos não estavam nem um pouco preocupados com a possibilidade do Império perder a batalha.

Sua confiança era absoluta, baseada na crença de que, mesmo no improvável cenário de uma derrota, estariam plenamente preparados para ajudar, por mais que fosse demorado até chegarem ao sistema solar.

Se não fosse a imensa distância entre os sistemas e a longa viagem necessária, os próprios Próximianos — embora nem todos fossem soldados — tinham sido treinados para usar magia pelo menos em sua forma mais básica, garantindo que ninguém estivesse totalmente desamparado em uma crise.

E eles também confiavam que seus anciãos — respeitados e sábios, exceto pelo traidor — encontrariam uma forma de contribuir para o esforço de guerra, mesmo que o método exato fosse desconhecido por eles. Essa mistura de habilidade, preparação e fé na força do Império mantinha a calma, evitando que o pânico tomasse conta.

……………..

Campo de batalha.

Apesar de três dias implacáveis de luta, nada parecia mudar. Ambos os lados acreditavam que o outro iria acabar sem armas ou soldados primeiro. No entanto, o número esmagador de soldados do lado do Império causava uma crescente apreensão entre as civilizações do Conclave.

Cada vez que uma onda de invasores era eliminada, mais surgiam — aparentemente sem fim — e com uma força ainda maior do que a anterior.

O que mais assustava as forças do Conclave era o entusiasmo inabalável desses soldados imperiais. Parecia que eles não se importavam com a própria vida, avançando sem hesitação, como se não tivessem medo de morrer.

As civilizações menores e as organizações que haviam se aliado para disputar algum espaço enfrentavam o pior desses ataques incessantes. Muitos já tinham perdido várias naves para esses soldados destemidos. Mesmo quando conseguiam expulsar os invasores, suas naves frequentemente ficavam severamente danificadas.

Frequentemente, precisavam separar partes de suas próprias naves para impedir que os soldados, que avançavam rapidamente às áreas de comando, tomassem o controle completo.

A insanidade desses soldados imperiais não parava aí. Quando conquistavam uma nave mas não podiam usá-la para atacar os inimigos, simplesmente a explodiam, garantindo que as forças do Conclave não pudessem reaproveitá-la ou recuperá-la.

Os soldados do Império mostravam uma indiferença assustadora pela vida — tanto a deles quanto a dos adversários — deixando claro que, se não conseguissem vencer, prefeririam levar seus inimigos na destruição.

As únicas facções que resistiam no meio do caos eram as dez civilizações mais poderosas, cada uma usando métodos avançados para conter os invasores. Embora perdessem alguns navios menores, esses derrotas eram insignificantes comparadas aos danos devastadores sofridos na investida inicial, que foi cinco vezes pior.

Por isso, estavam determinados a resistir. Era preciso eliminar o inimigo e garantir as suas posições no verdadeiro prêmio.

Esse prêmio não eram mais as pedras de mana, que tinham como objetivo inicial. Agora, o foco havia mudado para as tecnologias do Império, que eram ainda mais valiosas. A capacidade de criar buracos negros à vontade era uma potência que quebrava o equilíbrio — uma força capaz de coagir ou dominar outros com pouca resistência.

Essa tecnologia tinha uma importância comparável à tecnologia de buracos de minhoca pioneira pelos Trinários — uma descoberta que reescreveu o poder no universo. Controlar uma arma dessa poderia torná-los imparáveis, permitindo conquistar qualquer coisa desejada sem medo de oposição.

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