Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 287

Getting a Technology System in Modern Day

De volta ao escritório, Sarah e Felix acabaram de revisar os cinco perfis que Aron havia selecionado da lista mestre de Nova. Os demais nomes na lista também receberiam propostas de trabalho, mas os cinco nomes na lista restrita estavam destinados a serem os presidentes das novas subsidiárias.

Robert Watson, um executivo de baixo nível na Boeing, iria assumir a presidência da Icarus Airlines.

Ryan Walker comandaria a Biotecnologia Asclépio, onde sua experiência e conexões no mundo das Big Pharma seriam úteis. E, por ter sido pesquisador, ele não seria apenas um executivo “de prestação de contas” comum.

A Hermes Inc., nova empresa de importação/exportação de Aron, estava apenas aguardando a chegada de Rachael Richardson. Ela deveria conseguir se adaptar ao cargo facilmente, tendo dirigido o departamento de logística de um gigante como a Amazon.

Elizabeth Oppliger estaria em breve à frente da Helios Energy & Utilities. Ela ainda não sabia, mas logo saberia.

E Jai Chakrabarti assumiria a próxima direção da divisão de filantropia da Connect, a Fundação Coeus.

A própria Nova continuaria comandando a Plutus Ventures; nenhuma pessoa comum, por mais “potencializada” que fosse, conseguiria substituí-la naquela posição.

“Já que vocês dois leram tudo, algum de vocês tem alguma objeção?” questionou Aron. Sarah e Felix poderiam ter encontrado candidatos melhores na lista completa.

Ninguem falou nada, então Aron assentiu. “Ótimo, ficou decidido, então. Nova, vamos convocar uma reunião com eles.”

Ele girou sua cadeira para visualizar a grande tela na parede atrás dele, e Felix e Sarah também viraram suas telas para assistir. Havia cinco transmissões ao vivo sendo exibidas na tela grande, uma de cada agente Nyx que Nova havia enviado ao campo mais cedo naquele dia. Ela selecioneu a primeira transmissão e ela preencheu toda a tela: era uma mão batendo na porta de um corredor.

— Entrem — disse a voz dentro do cômodo.

O agente Nyx entrou no escritório de Rachael, fechou e trancou a porta atrás de si. Ela tirou um pequeno cubo preto e o colocou na mesa, para garantir que ninguém pudesse ouvir a conversa que estavam prestes a ter, então sentou-se na cadeira em frente à mesa e disse: “Precisamos conversar.”

— Sobre o quê? — perguntou Rachael.

O agente Nyx começou a listar detalhes da vida de Rachael, e ela ficou nervosa. Pegou o telefone na sua mesa para chamar a segurança, mas não tinha tom de discagem. — Não se preocupe, Sra. Richardson. Não vim aqui para lhe fazer mal—na verdade, é justamente o contrário. Vim lhe oferecer uma oportunidade…

uma maneira de escapar do seu marido e melhorar sua situação. E tudo que você precisa fazer é aceitar uma reunião — explicou a bela agente.

— Uma reunião? Com quem? E o que é isso? — Rachael gesticulou para o cubo que a agente havia colocado na mesa.

— Aquilo? É só um brinquedo para garantir que nossa conversa seja, e permaneça, privada. A reunião será com meu chefe, e você nem precisará sair de onde está para participá-la. — Ela puxou um par de óculos de sol estilosos do bolso e colocou na mesa. — Coloque estes óculos e você terá todas as respostas que precisa.

Rachael pensou por um instante, lembrando do que aconteceria quando Tom chegasse do trabalho, e pegou os óculos, colocando-os no rosto.

Robert Watson acabava de sair de uma reunião difícil de partilha de bens do divórcio e estava sentado no banco de ônibus, apoiado, esfregando os olhos cansado enquanto aguardava o ônibus que o levaria para casa. Nada tinha vindo daquela reunião além de ressentimentos e a garantia de que a próxima se daria na sala de audiência de um tribunal público.

Uma mulher linda, de terno profissional, sentou-se ao seu lado no banco e comentou: “Dia difícil? Você parece acabado.”

Robert apenas lançou um olhar de canto para ela. Já não estava de bem com o humor, e definitivamente não tinha vontade de falar com uma estranha, muito menos com mais uma mulher frustrada.

No entanto, a mulher tinha outros planos. Olhou para o homem exausto ao seu lado e perguntou: “Quer mudar de vida? Posso te passar uma informação que garante que sua esposa aceite o divórcio de comum acordo… se você estiver interessado nisso. Ou, sei lá, pode ser como todo mundo e expor suas coisas sujas na Justiça de divórcio.”

Robert lançou um olhar de reprovação e disse: “Você tem coragem. Como sabe quem eu sou? Como descobriu sobre… ela?”

A agente Nyx lhe deu um sorriso silencioso, depois recostou-se no encosto do banco de ônibus, que ironicamente tinha uma foto do advogado de divórcio da esposa de Robert.

— Beleza. Vou jogar. O que você precisa que eu faça em troca? — ele suspirou.

A agente puxou um par de óculos esportivos sem armação do bolso e entregou a ele. — Tudo o que você precisa fazer é colocar esses óculos, e todas as suas perguntas serão respondidas.

Ryan estava sentado na sua cadeira de rodas, trabalhando. Um programa de processamento de texto estava aberto na tela do computador, mas ficou cinza, e apareceu uma janela de aviso na tela.

— Você quer mudar de vida? S/n… — dizia a mensagem.

Sua assistente de IA apareceu na tela, brincando ao redor da janela pop-up estranha, depois virou-se para “olhar” para Ryan. {Você deveria dizer sim, sabe,} disse a fadinha.

— Por quê? Parece perigoso. — resmungou.

{Porque a pessoa que enviou esse pop-up pode fazer você voltar a andar. Tudo o que você precisa fazer é abrir a porta da sua casa.}

Nesse instante, alguém bateu na porta da frente do apartamento de Ryan. Sua esposa dormia, e ele não queria acordá-la. Além disso, ele ficou um pouco assustado com aquela situação repentina; só porque nunca tivera uma instalação hackeada do GAIA OS, não significava que não fosse possível que a dele tivesse sido invadida.

{Confie em mim, você não está sendo invadido. A mulher lá fora vai te contar tudo que você precisa saber.}

Ryan decidiu que, na verdade, não tinha nada com que se preocupar. Ele não tinha nada para roubar, então provavelmente quem estivesse na porta não era alguém querendo fazer isso. Controlando sua cadeira elétrica até o quarto, ele falou: “Amanda? Acorda, linda. Tem alguém na porta.”

Amanda acordou sonolenta, ajeitou o cabelo, e sentou na beira da cama. — Tem alguém aqui? — ela bocejou.

— É. Está acontecendo uma coisa estranha, mas… acho que devemos escutar o que têm a dizer. Eles querem fazer uma proposta ou algo assim. — ele explicou.

Ela assentiu, fez um coque frouxo com o cabelo usando um estilete de papel que estava ao lado da cama, vestiu uma calça de moletom e uma camiseta, e foi atrás do marido até a sala de estar, que era bem pequena, e abriu a porta.

Uma mulher deslumbrante passou pela soleira da porta, depois fechou a porta atrás de si e trancou-a. Ela sorriu de forma encantadora para Ryan e Amanda.

— Posso sentar? — ela perguntou. …

Em Oxford, Elizabeth Opplinger estava sentada no sofá da sua sala, extremamente irada. Acabara de conversar ao telefone com seu orientador de tese, que lhe dissera na cara que nunca tinha recebido seu rascunho da tese. Bem na sua frente!

O homem parecia ter trocado sua vergonha por um par de ousados testículos de bronze.

Ela não sabia mais o que fazer. Dez anos… Dez anos da sua vida simplesmente foram embora, e ela não tinha nada para mostrar por isso. Todos os seus planos e seu futuro desabaram sobre ela como se uma montanha tivesse caído em suas costas.

“Devo ir até o reitor?” pensou, mas logo descartou a ideia. O professor Kingsley era um nome famoso na universidade, e pessoas do mundo inteiro—including ela—haviam se candidatado para ser admitidas em Oxford por causa dele, e só por causa dele. Então o reitor nunca daria mais crédito à sua palavra do que à dele!

“Quem sabe a mídia?” ela considerou, mas novamente descartou a ideia na hora. Não tinha provas, e o Professor Kingsley, aquele canalha, tinha feito questão de não falar nada que pudesse incriminá-lo na ligação que acabara de ter com ele.

Enquanto tentava desesperadamente pensar em alternativas, alguém bateu na porta do seu apartamento. Ela ignorou, mas a campainha tocou de novo. Depois outra vez. E mais uma. Até que, enfim…

— O quê!? — ela gritou ao abrir a porta.

— Olá, Srta. Opplinger. Posso entrar? — perguntou a linda agente Nyx, passando por ela e entrando na sala.

Ela sentou no sofá e comentou: “Esse Kingsley, coitado, deve ser um verdadeiro idiota, né?”

— Como assim? Como… — Elizabeth tentou entender, completamente confusa com aquela sequência de eventos que parecia aleatória.

— Quer se vingar dele? — questionou a agente em troca.

— Como? Não tenho provas, é minha palavra contra a dele… e ele é o Professor Kingsley, enquanto eu sou só mais uma estudante de pós-graduação… Não há chance — suspirou Elizabeth, deixando-se reclinar na poltrona em frente ao sofá onde a agente se acomodara.

— Ah, provas? Provas são fáceis. Temos bastante, e podemos te entregar, se…

— Se o quê? Eu não tenho nada que alguém queira. Então, o que vocês querem de mim? — ela perguntou.

— Tudo o que você precisa fazer é colocar esses óculos — a agente puxou um par de óculos sem armação da bolsa —, e todas as suas perguntas serão respondidas.

Jai Chakrabarti estava tendo um dia excelente. Ele tinha explorado uma lixeira e encontrado a maior parte de um recipiente de comida de pílula de frango à milanesa que alguém jogara fora junto com o lixo. Sentado, olhando para o céu em agradecimento, seu dia bom de repente ficou muito ruim.

Três pessoas haviam visto ele sentado com o recipiente no colo e estavam ao seu redor agora.

'Por quê eu?' pensou, olhando para o céu indiferente.

— Vejo que conseguiu alguma comida, Dalit. Mas isso é demasiado bom para um Dalit como você, então entregue — disse o mais alto dos três.

(Nota do editor: "Dalit" é o nome da casta antes chamada de "impuro" na Índia. É a mais baixa da hierarquia social, e as autoridades indianas têm tentado há décadas combater o preconceito contra os Dalits na sociedade lá.)

— Por favor, eu não comi nada a semana toda! Vou morrer se não comer algo logo — implorou Jai. Ele tinha aprendido que os momentos de fome intensa não eram perigosos. Era quando a fome passava que ele tinha risco de morrer de fome.

— Você realmente quer roubar nossa comida? — O bandido bateu a mão na palma da outra e seus comparsas deram risada.

Uma voz feminina veio da entrada do beco. “— Ah, parem de besteira, rapazes. Deixem o homem comer em paz. Ele tem lugares pra ir, pessoas pra ver… espera. Anulem isso. Na verdade, ele tem lugares pra ir e pessoas pra ver.”

Os matadores viraram suas cabeças e olharam para a entrada do beco, onde viram uma mulher branca deslumbrante usando blusa preta sem mangas e calças pretas justas, que estavam arrumadas dentro de uma bota preta fosca. Seu cabelo vermelho-fogo estava preso em um coque apertado na nuca, e ela usava óculos com armações vermelhas cereja.

O líder do bando riu e olhou com lupa para ela. “— Ora, ora, que beleza. Que tal você vir passar um tempo conosco, homens de verdade, e deixar esse Dalit patheticasinho aí na porcaria que ele merece?” — zombou.

“— Ah, tenho certeza de que consigo pensar em algo para fazer com vocês… Mas não tenho certeza de que será tão divertido para vocês quanto será pra mim. Então, última chance, rapazes,” ela estalou os dedos e relaxou o pescoço, inclinando a cabeça de um lado para o outro. “Podem sair agora, e eu não vou impedi-los.” Ela sorriu de canto.

Os três bandidos ficarem furiosos e se lançaram contra a mulherzinha.

Ela riu e deslizou com graça por entre eles, usando habilmente chaves nas articulações e deslocando as principais doentes a uma velocidade impossível.

Antes mesmo do primeiro bandido cair, ela já tinha neutralizado todos os três. Em pouco tempo, os três estavam chorando e se contorcendo no chão.

A agente virou-se para Jai, que jorrava o curry descartado na boca, e disse: “— Ei, está com fome? Vamos ali buscar alguma coisa para comer.”

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