Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 164

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


Eles já haviam se beijado em lugares com que a maioria das pessoas apenas sonharia.

No ponto mais alto da Torre de Montclair.

Sob a pressão silenciosa do oceano.

E agora, dentro da Câmara de Gravidade, onde mais de trinta quilos de força esmagadora pesavam sobre cada respiração e até o menor movimento.

Os braços de Amanda se enroscaram ao redor do pescoço dele enquanto ela se erguia na ponta dos pés, o corpo pressionado por completo contra o dele sob aquele peso opressivo.

As mãos de Kyle deslizaram pela cintura fina dela para equilibrá-la, puxando-a ainda mais para perto enquanto os lábios dos dois se encontravam em um beijo febril.

Quente e faminto.

A cabeça dela se inclinou por instinto, respirações suaves se desfazendo contra a boca dele enquanto ela se perdia no gosto, no calor, na tensão áspera do modo como ele a segurava, como se nunca fosse o bastante.

A gravidade artificial tornava cada toque mais pesado.

Cada beijo mais profundo.

Amanda tremeu levemente quando os dedos dele pressionaram sua cintura, a pressão de algum modo tornando a proximidade ainda mais intoxicante.

Mas logo Kyle se afastou, respirando com dificuldade.

— Um momento — murmurou ele entre uma respiração e outra.

Amanda piscou antes de um sorriso convencido se espalhar por seus lábios.

— Bem… essa é nova.

Seus dedos roçaram o peito dele de forma provocante.

— Pela primeira vez, você é quem está ficando sem fôlego.

Kyle estreitou os olhos para ela.

— Esta câmara está trapaceando.

Era a primeira vez que ele experimentava algo assim, e ela o empurrava para um canto sem ar.

Os dedos dele beliscaram de repente a cintura dela.

Amanda soltou um ganido baixo, os ombros dando um sobressalto.

— Vantagem injusta — murmurou ele perto dos lábios dela. — Exijo revanche.

Amanda riu por baixo da respiração, os olhos brilhando.

— Com prazer.

No instante em que a palavra saiu da boca dela, Kyle a ergueu nos braços.

Um suspiro assustado escapou de Amanda antes que os lábios dele colidissem contra os dela outra vez, mais duros agora, carregados de uma determinação teimosa.

Amanda envolveu instintivamente as pernas ao redor dele enquanto Kyle a carregava por vários passos antes de pressioná-la com firmeza contra a parede da câmara.

Thunk.

A superfície metálica tremeu de leve atrás dela, arrancando um som suave de sua garganta.

Uma das mãos a sustentava sem esforço apesar da gravidade esmagadora, enquanto a outra deslizava por sua lateral, subindo lentamente antes de embalar seu rosto com uma ternura surpreendente.

O contraste fez o coração dela disparar.

O beijo dele se tornou mais profundo, mais exigente, como se estivesse determinado a apagar cada palavra provocativa que ela dissera momentos antes.

Amanda soltou um gemido abafado contra os lábios dele quando seus dedos passaram por baixo da barra da roupa dela, roçando a pele quente e nua.

O modo como ele a acariciava ali, pressionando apenas o bastante para deixar claras suas intenções…

Um arrepio violento percorreu sua espinha.

A gravidade adicional apenas intensificava tudo: o calor entre eles, o peso do corpo dele, a batida acelerada dos corações.

Kyle a beijava como se estivesse faminto.

Lento em um segundo.

Devorador no seguinte.

A língua dele se entrelaçava à dela em um ritmo quente que a deixava tonta, sem ar, completamente à mercê dele.

Os dedos de Amanda se apertaram atrás do pescoço dele enquanto seus pensamentos aos poucos se desfaziam.

O mundo encolheu até restar apenas ele.

Seu calor. A mão ousada explorando-a e a língua quente brincando com a dela.

A respiração dele se misturando à sua dentro da câmara iluminada em vermelho.

E a sensação esmagadora de ser desejada com tanto desespero que nem a própria gravidade conseguia separá-los.

— Paah… tá bom, eu desisto.

Amanda se afastou, o rosto vermelho e a respiração irregular.

— Isso é tão injusto, Kyle. Você conhece todos os meus pontos fracos e enlouquece em cima deles.

Kyle sorriu.

— Ninguém disse que havia regras.

Ele piscou para ela antes de abaixá-la lentamente de volta ao chão.

Olhando ao redor, disse:

— Este lugar é muito bom para treinar.

Só dividir um momento íntimo com a namorada já o deixara ofegante e suado. Treinar ali definitivamente ajudaria a melhorar sua força muscular e resistência.

— Certo? Podemos vir aqui juntos e treinar sempre — sugeriu Amanda com um sorriso enquanto se aproximava da porta e a abria devagar.

Kyle não tinha tanta certeza disso, sabendo o tipo de treinamento que ela provavelmente tinha em mente.

Ao sair, Amanda segurou a porta aberta para ele.

Vendo-o, ela disse:

— A propósito, por que você está tão gostoso hoje?

Kyle riu.

— Como assim?

Amanda resmungou:

— Você está usando roupa formal e pergunta o que eu quero dizer?

Ela realmente não queria que outras pessoas o vissem assim… agh.

Kyle deu de ombros.

— Quero dizer, era minha primeira aparição oficial na base. Eu precisava estar bem.

Amanda entendia, mas mesmo assim…

Ela desligou a Câmara de Gravidade e perguntou:

— Qual é o seu plano agora?

— Vou encontrar a comandante e ouvir dela o que farei hoje.

Amanda massageou a ponte do nariz.

— Sinceramente, sinto que você poderia simplesmente ir embora, já que não há nada urgente que precisamos resolver.

Kyle abriu um sorriso torto.

— Amanda… já conversamos sobre isso. Veronica é uma boa amiga e, aqui, minha veterana. Não posso simplesmente desobedecê-la.

— Sim, certo… desculpa.

Ela suspirou.

— É só que o jeito como ela olha para você é preocupante.

Kyle não conseguiu dizer que ela estava pensando demais. Afinal, Veronica já havia deixado seus sentimentos claros logo no primeiro dia.

Logo os dois se separaram, Amanda seguindo para a cafeteria a fim de pegar algo para comer, enquanto Kyle ia em direção ao gabinete.

Knock.

Depois de bater, ele entrou e se viu diante de um espaço de trabalho bem organizado.

O gabinete era simples, com pouca decoração além de uma pequena planta no canto e um sofá ao lado dela. No fundo da sala havia uma grande mesa, atrás da qual estava sentada a oficial de maior patente da base.

— Se divertiu aprontando por aí? — foi a primeira coisa que ela perguntou.

Kyle ficou levemente constrangido.

— O que quer dizer?

Veronica suspirou e escolheu não insistir no assunto.

— Bem, como foi a experiência do seu primeiro dia? Sei que deve parecer estranho agora, mas, assim que começar a interagir com mais pessoas, você se acostuma.

Kyle assentiu, entendendo.

A chave para sua liberdade estava naquele lugar e nas pessoas que trabalhavam ali.

Enquanto Veronica continuasse sendo sua comandante, ele sabia que não precisaria se preocupar em ser forçado a fazer algo contra a própria vontade. Por isso, já havia decidido construir bons relacionamentos com todos ali.

— Entendido. Bem, o que devo fazer agora?

Ele imaginou que, por ser seu primeiro dia e por já ter feito um tour pelo local, provavelmente poderia ir embora depois.

No entanto…

— Bem, você vem comigo em uma incursão.

Kyle piscou, surpreso.

— Espera. Sério? No primeiro dia?

Veronica sorriu.

— Você vai se tornar um caminhante noturno, alguém que caça habitantes de Knull, não um funcionário de escritório sentado atrás de uma mesa. Claro que a única forma de lhe dar uma primeira experiência real é expô-lo ao trabalho de campo.

Kyle soltou um suspiro… bem, definitivamente não esperava por aquilo. Mas, pensando bem, talvez fosse a primeira vez em que não precisaria se preocupar em usar seus poderes.

Agora, ele era oficialmente um humano desperto.

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