Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 161

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


Ding-dong.

Ao ouvir a campainha, Kyle abaixou o fogo e tirou o avental antes de caminhar até a porta.

Ele já sabia quem era, já que ninguém podia entrar no prédio sem que ele fosse notificado.

Ainda assim, para conferir rápido, olhou pelo olho mágico.

Como esperado, um homem familiar de óculos estava do lado de fora.

Kyle abriu a porta e disse:

— Você não está um pouco adiantado? Qual é a pressa?

Blake entrou e respondeu:

— Tenho alguns lugares para visitar aqui em Montclair hoje.

Kyle soltou uma risadinha.

— Então não precisava se incomodar em vir aqui. Não é como se eu não pudesse cuidar de mim mesmo.

Blake suspirou de modo dramático.

— Que desgraçado ingrato você é. Estou desperdiçando meu precioso tempo com a sua bunda nervosa depois de você me ligar sete vezes desde ontem.

Felizmente, Kyle estava virado para o outro lado, ou Blake teria notado o sorriso torto em seu rosto.

Para ser justo… ele realmente havia ligado várias vezes.

Logo, os dois entraram na área de jantar. Kyle foi para a cozinha e perguntou:

— Quer ovos mexidos?

— Não, estou bem — respondeu Blake, puxando uma cadeira para si. — Mas eu não recusaria um café.

Kyle, que acabara de pegar o prato do café da manhã, soltou um suspiro profundo antes de colocá-lo de volta no balcão e seguir até a cafeteira.

Blake pegou o celular, verificou rapidamente os e-mails e perguntou:

— Recebeu alguma ligação dos seus mentores?

Kyle murmurou.

— Não. Me disseram para ir até lá primeiro. Vão explicar tudo antes de me designarem um mentor.

Blake desligou a tela antes de dizer:

— Bem, sorte sua já ser próximo de três pessoas da base. Três mulheres, ainda por cima.

Aquele sorriso malicioso quase fez Kyle querer jogar o café na cara dele.

— Por que você sempre faz parecer que eu sou algum casanova? Sou só bom amigo da Layena e da Veronica.

Blake bufou.

— Nunca ouvi você falar de amigos homens.

Kyle deu de ombros.

— Eu tenho alguns, mas não conversamos com frequência. Essas três estão diretamente ligadas ao meu local de trabalho agora, então naturalmente vou interagir mais com elas.

Blake deixou o assunto morrer quando Kyle colocou a xícara diante dele.

— Ainda assim, tome cuidado. Amanda talvez não goste do seu grupo de amigas em expansão.

Kyle o advertiu imediatamente:

— Não conte a ela sobre Layena ainda. Eu mesmo vou conversar com calma sobre isso.

Blake estreitou um olho, desconfiado.

— Isso é bem ousado da sua parte, considerando que está escondendo coisas dela outra vez.

Kyle ergueu as duas mãos depois de colocar o prato na mesa.

— Eu juro que vou contar. Só não se meta nesse assunto.

Blake não disse nada e tomou um gole do café.

Ah, com um pouco de drama se aproximando no horizonte, o café de alguma forma ficava ainda melhor.

Kyle suspirou e se sentou à frente dele. Pegando uma colher, colocou um pouco de ovos sobre o pão antes de dar uma mordida.

Um breve crocante ecoou pela sala antes de Blake perguntar:

— Já pensou no equipamento que vai levar para a Academia?

Kyle murmurou.

— O que quer dizer com equipamento? Preciso comprar espadas e coletes agora?

Blake tirou uma pequena lista do bolso e a entregou a ele.

Kyle pegou o papel e passou os olhos rapidamente pelo conteúdo.

Uniforme Escolar x3

Uniforme de Expedição x2

Uma arma de escolha

Livros indicados

Equipamento de combate à escolha

— Essas são as coisas básicas que você vai precisar levar — explicou Blake.

Kyle perguntou:

— Eles não fornecem equipamento lá?

— Fornecem, mas é quase tudo equipamento padrão. Nada comparável a equipamento sob medida.

Kyle abriu um sorriso torto.

— Para falar a verdade, eu nem preciso de uma arma, já que não sou particularmente habilidoso com elas. Mas, se quer saber, uma espada curta deve bastar.

Ele já tinha Aquilla, o melhor arco que poderia desejar.

Não havia motivo para substituí-la.

No entanto, se precisasse carregar uma arma em público, não havia chance de expor Aella diante dos olhos de todos.

Ela era seu trunfo.

Sua resposta para qualquer situação desesperadora.

— Hm, entendo. Vou providenciar algo para você. Quanto às outras coisas, Lara vai levá-lo às compras algum dia.

Kyle assentiu.

— Certo. Só diga a ela para me avisar com um dia de antecedência.

Blake assentiu, e logo os dois irmãos caíram em silêncio.

Kyle continuou comendo enquanto Blake rolava os e-mails, tomando o café de vez em quando.

Então, enquanto mexia em um canto de pão que sobrara, Kyle perguntou em voz baixa:

— Pai ficou sabendo do meu despertar?

O olhar de Blake endureceu um pouco, embora ele mantivesse os olhos no celular.

— Sim. Notícias assim não ficam escondidas dos clãs reconhecidos por muito tempo.

As sobrancelhas de Kyle se ergueram.

— E qual foi a reação dele?

Blake apertou os lábios, levando um momento para pensar.

Por fim, ergueu o olhar e respondeu:

— Eu estaria mentindo se dissesse que ele ficou radiante ou que a opinião dele sobre você mudou de repente. Embora mãe tenha ficado genuinamente aliviada por você finalmente poder fazer algo da sua vida.

Kyle ficou sinceramente surpreso.

Algo tão enorme…

Uma mudança capaz de virar sua vida inteira do avesso…

E, mesmo assim, aquele homem continuava impassível.

Uma risada seca escapou de Kyle enquanto ele balançava a cabeça.

Blake se recostou na cadeira, apoiando uma mão sobre a mesa, e perguntou:

— Isso incomoda você?

Kyle balançou a cabeça.

— Não… não, claro que não. — Ele soltou um sopro suave. — Sinceramente, nada nele me surpreende mais. Só espero que não interfira na minha vida outra vez.

Blake o tranquilizou:

— Kyle, prometo que você não terá que responder a eles. Apenas foque em construir a base da sua vida de caminhante noturno. Esta fase é importante.

Kyle assentiu, entendendo.

— Sim, eu sei.

Não muito depois, Kyle terminou o café da manhã e lavou a louça.

Blake esperou enquanto Kyle entrava no quarto. Depois de um banho rápido, ele vestiu algo mais formal.

Calça preta combinada com uma camisa vermelho-escura.

Dispensou o blazer por parecer rígido e restritivo demais. Colocando a camisa por dentro da calça, deixou deliberadamente o botão de cima aberto.

Depois de pentear o cabelo, Kyle se olhou no espelho e assentiu de leve.

Com a maior parte da gordura fora do rosto, seus traços agora pareciam mais definidos.

E, sinceramente… aquelas roupas combinavam muito mais com ele do que antes.

Logo saiu do quarto e perguntou:

— Você vai me deixar lá?

Blake se levantou da cadeira e assentiu.

— Vou. A base fica em uma área bem complicada. Vou mostrar o caminho.

Kyle assentiu antes de os dois seguirem para a porta.

Dentro do elevador, Blake olhou para ele antes de comentar:

— Você está melhor.

Kyle murmurou.

— Comparado a quando?

Blake não deu mais explicações e voltou a atenção para o celular.

Kyle revirou os olhos e também ignorou o homem.

Agora, seu foco estava em visitar a base do Corpo de Supressão Paranormal pela primeira vez… e encontrar sua querida namorada lá.

Ele mal podia esperar para ver a reação dela.


— Agh… por que tão cedo? — Amanda resmungou, sentada em sua cadeira ao lado dos outros cadetes.

Hannah suspirou.

— Eu nem lavei o cabelo direito e agora está coçando…

A garota parecia genuinamente incomodada com a convocação repentina.

E não era a única.

Clara e Ethan pareciam igualmente insatisfeitos.

— Talvez seja uma missão em algum lugar distante? — murmurou Clara, soando estranhamente esperançosa com a ideia de passar mais tempo com Ethan.

Infelizmente, o próprio homem não estava com humor para isso.

Sim, ele ainda estava profundamente incomodado e irritado com a proximidade repentina que Layena demonstrara em relação a Kyle.

Simplesmente não conseguia suprimir os sentimentos que fermentavam dentro dele por causa disso.

Aos olhos de Ethan, Kyle era um maldito playboy, alguém que naturalmente atraía a atenção das mulheres ao redor.

Mas, como capitão e amigo da equipe de Layena, Ethan acreditava que era sua responsabilidade alertá-la e fazê-la entender o que era certo e errado.

Amanda resmungou outra vez ao conferir o celular.

Seus dedos se moveram rapidamente pela tela enquanto digitava uma mensagem para o namorado, esperando que algumas conversas melosas melhorassem seu humor.

Não muito depois, duas pessoas entraram na sala, silenciando todos na mesma hora.

Amanda guardou o celular a contragosto e se levantou junto com os outros.

Veronica estava à frente, vestida como de costume, mas, ao contrário dos cadetes exaustos, parecia excepcionalmente descansada.

O cabelo estava preso em um rabo de cavalo firme, não havia qualquer traço de olheiras sob seus olhos, e uma fragrância floral discreta pairava ao redor dela.

O que havia de tão especial naquele dia?

— Certo, cadetes. Existe uma razão para eu ter chamado todos vocês tão cedo hoje.

Ela começou a se dirigir a todos na sala enquanto Timothy se posicionava na diagonal atrás dela.

Todos aguardavam ansiosos, esperando notícias sobre alguma grande missão à espera deles.

No entanto, para surpresa de Amanda…

— Vou apresentar um novo cadete. Alguém de quem todos vocês cuidarão enquanto ele permanecer aqui.

Os olhos de Amanda se iluminaram instantaneamente.

Não podia ser…

Ele não havia contado nada sobre aquilo…

Ao contrário da empolgação dela, Timothy permaneceu calmo ao caminhar até a porta e abri-la.

E, no instante em que a pessoa entrou na sala…

Uma enxurrada de reações explodiu pelo lugar.

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