Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 133

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


Amanda Maylith estava completamente chocada com o que acabara de ouvir.

— Quer dizer que… quem te deu esses poderes… é…

— Sim, eu sei que parece absurdo, Amanda. Mas confie em mim, recebi meus poderes por meio da minha live. E um dos meus espectadores até me contou sobre Melissa.

Kyle Astortia não entrou na história completa, apenas contou o suficiente para explicar a situação geral.

E aquela explicação levava de volta a Melissa.

— Hum? — Amanda franziu a testa. — Um dos seus espectadores sabe sobre ela? Mas como?

— Porque… assim como eu, Melissa também foi abençoada por essa pessoa. E… ela vem usando os poderes para algo destrutivo. Algo que pode perturbar o equilíbrio deste mundo.

Aquilo era mais difícil do que Kyle esperava. Enquanto falava, até ele sentia que estava dizendo um monte de absurdos.

Sinceramente, qualquer um pensaria que ele estava mentindo só para guardar rancor de Melissa.

Ele estudou a expressão de Amanda por um momento, então segurou sua mão.

— Amanda… por favor, confie em mim. Sei que meu espectador não está mentindo. Já vi o que eles são capazes de fazer. Talvez Melissa esteja fazendo algo sem saber, algo que pode causar caos.

Amanda franziu a testa, seus pensamentos voltando à conversa que tivera com Melissa na noite anterior.

Melissa era uma gênia, sem dúvida. Mas seu interesse repentino pela empresa do pai era algo novo.

Ela havia se tornado a força motriz por trás do crescimento da empresa. Como engenheira-chefe da oficina, elevou o nome de sua família a patamares notáveis.

Amanda ficou atunidada com a mudança repentina na atitude de Melissa e em sua contribuição para a empresa.

Na época, Amanda ficou feliz ao ver a nova perspectiva de vida da prima e o crescimento rápido dos negócios do pai dela.

Mas agora…

— Ela mencionou que Ava Klaus se tornou uma cliente frequente da empresa deles. Isso significa que a influência dela chegou até o Ministério Central.

Ao ouvir isso, Kyle soltou um suspiro baixo. Pelo menos Amanda acreditava nele.

— Sim, Amanda. Tem que estar ligado a algo assim. Essas pessoas não abençoam qualquer um. Melissa deve ter mostrado potencial para ser escolhida, mas agora outros estão explorando o talento dela para benefício próprio.

Amanda assentiu.

— Consigo ver meu tio fazendo isso.

Ele era alguém que desprezava a pobreza, odiava a fraqueza e perseguia a vitória a qualquer custo.

Para um homem como ele, Melissa era a oportunidade perfeita para subir de posição e garantir um lugar inabalável no país.

Pressionando os lábios, Amanda ficou pensativa por um momento antes de perguntar:

— Então, o que você precisa fazer para remover essa bênção dela, Kyle?

Kyle respondeu com calma:

— Só preciso que ela fique imóvel por alguns minutos, e é isso. Prometo que ela não será ferida. Só vai perder a habilidade que ganhou recentemente. Todo o resto continuará normal.

Amanda assentiu, absorvendo suas palavras. Se Kyle estava lhe garantindo aquilo, então precisava estar confiante.

Depois de uma breve pausa, ela disse:

— Kyle… não é que eu não confie em você, mas, se vou levar isso adiante e enganar Melissa sem hesitar, preciso verificar algumas coisas primeiro.

Kyle deu um pequeno aceno.

— Eu entendo. Faça o que achar necessário.

Ele soltou um suspiro baixo antes de acrescentar:

— Sinceramente, não sei como teria reagido se você tivesse ficado do lado da Melissa.

Amanda deu um sorriso discreto.

— O que você teria feito então, Kyle?

Kyle deu de ombros.

— Provavelmente teria pedido mais algumas vezes. E, se ainda não funcionasse, teria rejeitado o pedido deles.

Amanda abaixou a cabeça, os cabelos caindo sobre o rosto e escondendo sua expressão.

Aquela resposta trouxe a Amanda um alívio silencioso, amenizando a tensão que ela vinha segurando.

— Certo, vamos para sua casa e organizar as coisas primeiro. Vou voltar mais tarde para verificar Melissa… e depois entro em contato com você sobre como proceder — Amanda disse, a voz vacilando levemente ao mencionar Melissa.

Kyle escolheu não apontar isso, plenamente ciente de como aquilo devia ser difícil para ela.

Sem dizer mais nada, ligou o carro e partiu, seguindo para sua nova casa.


O novo lugar ficava um pouco mais longe da universidade em comparação com sua casa anterior. Felizmente, estava na avenida principal, então encontrar transporte barato direto para o campus não seria um problema.

Depois de estacionar o carro no subsolo, eles subiram ao térreo. Kyle colocou o dedo no scanner e, uma vez lá dentro, inseriu a senha que Blake havia enviado mais cedo para ativar o elevador.

Amanda notou mais de cinco câmeras, começando pela área do estacionamento, passando pelo saguão e até perto da entrada do elevador.

Um pensamento permaneceu em sua mente. Se alguém coagisse Kyle, ainda poderia usá-lo como chave para entrar. Ela precisava pensar nisso.

Ainda assim, havia algum alívio em saber que Kyle logo revelaria sua identidade ao mundo. Se alguém tentasse forçar a entrada, ele não precisaria mais se conter. Poderia lutar sem restrições.

A ideia de o mundo ver o quanto seu namorado era extraordinário despertava dentro dela uma mistura de orgulho, ciúme e inquietação.

Haveria incontáveis clãs ansiosos para disputá-lo como marido para suas filhas.

Não, ela não podia deixar isso acontecer.

Amanda sabia que os pais dele eram do tipo que poderiam trocar o próprio filho por benefícios. Era exatamente por isso que precisava assegurar seu lugar na vida dele, tornando esse vínculo firme e impossível de abalar.

O elevador logo parou no sétimo andar, e as portas deslizaram abertas, revelando uma grande porta marrom diretamente à frente.

Com a senha que ele inserira, aquele era o único andar que podia acessar agora, um andar que pertencia inteiramente a ele.

Kyle avançou e digitou outra sequência de números antes que a porta finalmente destrancasse.

— Haah… com certeza vou sentir falta dos dias em que uma chave simples era suficiente — murmurou, afastando-se para deixar Amanda entrar primeiro.

Ela deu um sorriso sem graça, tentando melhorar o humor dele.

— Pelo lado bom, você terá uma ótima vista da cidade daqui.

Kyle assentiu, reconhecendo o esforço dela, embora não estivesse particularmente animado com o novo lugar.

Ainda assim, segurança vinha primeiro.

Ao entrarem, a primeira coisa que notaram foi uma ampla sala de estar, espaçosa o suficiente para dez pessoas se deitarem confortavelmente lado a lado.

Na parede esquerda, havia uma TV instalada, com um sofá confortável colocado à frente.

Mais para dentro do cômodo, sofás estavam dispostos em formato de L, acompanhados por uma pequena mesa lateral.

Seguindo adiante, encontraram um quarto à direita e, logo ao lado, uma cozinha aberta com uma área de jantar bem planejada. Uma mesa ficava ali, com quatro cadeiras arrumadas ordenadamente ao redor.

Do outro lado da área de jantar havia uma pequena varanda. À esquerda dela ficava um banheiro, que eles não verificaram, continuando mais para dentro até chegarem ao quarto principal.

Toda a extensão de uma parede era coberta por vidro, oferecendo uma ampla vista da cidade abaixo.

Amanda e Kyle pararam diante da visão, o calor se assentando em suas expressões.

Amanda se encostou nele, envolvendo o braço dele com os dela enquanto murmurava:

— Isso não parece o ninho de amor com que sempre sonhamos?

Kyle sussurrou suavemente:

— Bem, eu definitivamente me sentiria sozinho dormindo sozinho em uma cama tão grande.

Amanda se virou devagar para olhar para ele, os olhos arredondados e levemente erguidos.

Kyle sustentou seu olhar, a intensidade em seus olhos fazendo a respiração dela falhar.

Mas, justo quando seus lábios estavam prestes a se tocar—

— Espere.

Kyle a interrompeu, pousando as mãos gentilmente em seus ombros.

Kyle instruiu o sistema em silêncio:

Vasculhe esta casa.

Amanda inclinou a cabeça em confusão, apenas para ficar rígida um momento depois, quando os olhos de Kyle ganharam um brilho dourado.

[Vasculhando a casa em busca de vigilância…]

Podia parecer paranoia, mas Kyle preferia cautela a correr o risco de ser observado.

E, exatamente como temia…

[Hospedeiro, corra. Além de câmeras, esta casa também está cheia de sensores de Gênese!]

Merda.

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