Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 126

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


— Hmm.

Blake Astortia murmurou em entendimento enquanto absorvia toda a situação que não deixara outra escolha a Veronica Steelglade e Kyle Astortia além de envolvê-lo também.

Blake estava naturalmente preocupado, não apenas porque o Ministério Central havia se interessado por Kyle, mas também porque Ava Klaus agora o estava caçando.

Ele sabia exatamente do que Ava era capaz, e o fato de terem enviado ela, uma integrante da Equipe Alpha, significava que tinham priorizado Kyle. E essa era uma percepção alarmante.

Blake se encostou à mesa e cruzou os braços.

— Kyle… posso ajudá-lo contra ela. No entanto, assim que sair do radar dela, você precisa se revelar e expor sua identidade.

As palavras de Blake o pegaram desprevenido.

— O quê? Mas por quê? Quero dizer, se a ameaça da Ava sumir, isso não significa que eu já estou livre? — Kyle questionou.

Blake estreitou os olhos.

— Se é isso que você pensa, então me prometa que nunca, nem uma vez na vida, vai usar Gênese de novo. Porque, se usar, e a inteligência do Ministério Central tiver sequer uma pista disso, eles não hesitarão em prendê-lo e forçá-lo a passar pelo Círculo de Julgamento.

Veronica se sobressaltou com o termo. Ela olhou para Kyle e, ao ver a confusão em seu rosto, falou:

— Quando você entra no Círculo, mentir significa pedir prisão perpétua ou algo pior…

Sua voz foi morrendo. Ela não conseguiu se obrigar a dizer o que aquele pior realmente significava.

Kyle entendeu o peso daquilo.

Seus ombros cederam. Será que ele realmente conseguiria parar de usar os poderes apenas para ficar seguro?

Erguendo o olhar, perguntou:

— E quanto ao mistério por trás do meu despertar estranho?

Blake deu de ombros.

— Posso lidar com isso. Você não será colocado em um laboratório para testes, e não será forçado a entrar no Círculo para responder perguntas sobre seu despertar ou seus poderes.

Kyle assentiu devagar.

— Sim, poderes… Posso manter isso em segredo? Quero dizer… tenho mais de uma habilidade, então…

Ele ainda não havia contado isso a Blake, mas, pelo modo como Blake reagiu, parecia que ele já tinha adivinhado.

Desta vez, Veronica falou:

— Você pode esconder isso. Basta deixá-los saber sobre seu arco mítico, isso será suficiente.

Blake assentiu.

— Ela está certa. Assim que você se revelar como caminhante noturno, o Ministério Central tentará recrutá-lo e aprender mais sobre você. Mas é aí que eu entro. Afinal, um recurso de um grande clã não pode ser tomado pelo governo, a menos que seja uma emergência.

Veronica assentiu em concordância. Esse era o principal motivo pelo qual estava satisfeita por Blake estar envolvido. Como principal herdeiro de um dos clãs das Dez Pétalas, ele tinha autoridade para se opor a qualquer decisão que o governo pudesse tomar quando descobrissem Kyle.

Kyle suspirou.

— Então… como eu devo fazer isso? Simplesmente apareço e lanço um ataque contra a casa do presidente para que saibam dos meus poderes?

Blake revirou os olhos.

— Kyle…

— Desculpa, eu só estou um pouco… haah. Bem, eu me entrego? — ele perguntou, desta vez sem um pingo de humor.

— Eu cuido disso — a mulher de cabelos prateados falou. — Conheço alguém na administração que pode resolver tudo desse lado.

Blake franziu levemente a testa.

— Quem?

Veronica olhou para ele e disse:

— O diretor da Academia, senhor Richard. Estou em contato com ele, e tenho uma relação boa o suficiente para confiar nele com isso.

Blake ficou surpreso.

— Aquele velho arrogante tem um lado gentil? Estou genuinamente impressionado.

Durante seus anos na Academia, Blake havia construído uma reputação e tanto, não apenas fisicamente, mas também intelectualmente, colocando-se entre os melhores cadetes.

E, ainda assim, o velho nunca lhe dera nenhuma atenção especial, nem uma vez.

Bem, é algo esperado de alguém como ela, Blake murmurou internamente.

Então Kyle levantou outra pergunta.

— Já que vou revelar minha identidade de qualquer forma, por que não fazer isso agora, enquanto Ava ainda está me caçando? Poderíamos simplesmente desarmar toda a situação nos revelando abertamente.

A expressão de Veronica ficou sombria.

— Não, Kyle. Se você fizer isso agora, Ava vai distorcer as coisas e fazer parecer que ela o forçou a sair. Isso será interpretado de forma errada e pode reduzir suas chances de permanecer aqui em Montclair.

Blake acrescentou:

— E eu preciso de algum tempo para construir influência suficiente dentro do clã, para que não se voltem contra mim quando eu me opuser ao governo. Então, o melhor curso de ação é manter Ava longe de você e, em cerca de um mês, revelar sua identidade ao mundo.

Kyle assentiu em entendimento.

Sinceramente, se não fosse por aqueles dois, ele talvez já tivesse sido pego há muito tempo por causa da própria imprudência.

Agora, pelo menos, tinham uma forma de proteger sua liberdade e garantir que ele pudesse viver da maneira que queria.

Seus ombros relaxaram quando ele disse:

— Eu realmente tenho sorte de ter vocês dois na minha vida… de verdade, nem consigo explicar o quanto me sinto aliviado só por ter vocês ao meu lado.

Os lábios de Veronica se curvaram em um sorriso gentil, as bochechas ficando rosadas. Blake, por outro lado, desviou o olhar, embora o vermelho discreto nas pontas de suas orelhas deixasse claro que também fora afetado por aquelas palavras.

Não muito depois, Blake disse:

— Há uma grande chance de sua casa estar grampeada, então você fica aqui ou vem comigo. Amanhã, vou transferi-lo para um novo lugar, em algum ponto mais seguro.

Kyle deu de ombros.

— Na verdade, não me importo de dormir aqui. Voltar para Fortis e encarar mamãe e papai a esta hora seria mais torturante do que qualquer coisa…

Blake assentiu em concordância, mas então Veronica falou com hesitação:

— Hum… você pode ficar… comigo?

As sobrancelhas de Kyle se ergueram.

— Hum?

— Quero dizer, é só por uma noite, então…

Kyle deu um sorriso discreto.

— Agradeço sua preocupação, mas vou ficar bem aqui, Veronica.

Passar a noite na casa de uma garota parecia uma linha que ele não deveria cruzar. Mesmo que não visse Veronica daquela forma, não queria deixar as coisas constrangedoras.

Veronica não insistiu.

— Me ligue se precisar de qualquer coisa. Vou ficar na base por mais algumas horas.

Kyle assentiu, então deu um passo à frente e a puxou para um abraço.

Veronica foi pega de surpresa. Cercada pelo calor dele e pelo aroma discreto de sua colônia, ela congelou, as mãos pendendo frouxas ao lado do corpo.

Em um sussurro suave, Kyle disse:

— Obrigado, Veronica… por sempre estar ao meu lado. Eu nunca vou conseguir retribuir de verdade a gentileza que você me mostrou.

Veronica balançou a cabeça fracamente dentro do abraço dele.

— Você não precisa… você nunca me pediu nada. Fiz tudo porque quis. Porque quero ver você seguro.

Kyle se sentiu verdadeiramente abençoado por ter alguém tão cuidadosa quanto ela em sua vida.

Ele não entendia completamente o que os conectava, mas sabia que descobriria em breve. Mais do que isso, queria responder aos sentimentos dela, à gentileza que ela havia demonstrado.

Não muito depois, Veronica foi embora. Quanto mais tempo permanecesse ali, maior seria o risco de ser ligada a tudo que estava acontecendo.

Quando ela saiu e as portas deslizaram fechadas atrás dela, Blake falou:

— Você realmente está caminhando pela trilha de um cafajeste.

Kyle estreitou os olhos.

— Cala a boca. Você não precisa dormir? Vá logo e me deixe em paz.

Blake soltou uma risada, então pousou a mão na cabeça de Kyle.

— Não se preocupe. Vou lidar com Klaus de algum jeito. Apenas fique quieto e longe de problemas, certo?

Kyle assentiu. Com aquele salão de treinamento à sua disposição, não precisaria correr o risco de se expor saindo e usando suas habilidades em público.

E, como nunca fora um maníaco por batalhas, mesmo que se deparasse com uma fenda, deixaria que o Corpo de Supressão Paranormal cuidasse disso.

Blake não se demorou e logo deixou o galpão.

Kyle soltou o ar devagar e olhou ao redor daquele espaço vasto.

Sinceramente, ficar ali sozinho por uma noite inteira, com o estrondo distante dos trens passando, não era algo que preferiria em um dia normal. Mas, naquele momento, não tinha muitas escolhas.

Decidiu primeiro encontrar algo com que pudesse dormir.

Ao entrar no depósito, percebeu que havia muitas coisas que ainda nem tinha explorado.

Guarda-roupas ocupavam um dos lados do cômodo.

Abrindo o mais à esquerda, Kyle encontrou vários uniformes de artes marciais organizados cuidadosamente.

Ele olhou para si mesmo. Ainda usava roupas formais, e elas pareciam apertadas demais para o conforto. Qualquer coisa seria melhor do que aquilo.

Decidiu se trocar primeiro e depois procurar algo para dormir.

No entanto, assim que tirou as roupas e pegou um uniforme branco, sua visão mudou de repente.

Seus olhos se arregalaram ao se ver em um espaço escuro familiar, completamente nu.

— Ô, mamãe… que bela vista.

Ele se virou e viu Aleda parada ali. Felizmente, havia pressionado as roupas instintivamente contra a cintura para se cobrir.

— Este é o pior momento que você poderia ter escolhido — ele disse, estalando a língua em irritação.

A mulher lambeu os lábios.

— Ou o melhor.
lhor.

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