Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 122

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


— K-Kyle?

Kyle Astortia congelou ao som da voz dela antes de se virar. Exatamente como esperava, Amanda Maylith estava ali, com os olhos arregalados.

Soltando um suspiro baixo, ele disse:

— Amanda… esta é Lara, a secretária do meu irmão. E, Lara… você certamente a conhece.

A mulher fez uma leve reverência em cumprimento.

— Boa noite, Herdeira Maylith.

A atenção de Amanda se voltou para a mulher por apenas um instante antes de ela avançar, pegar a mão de Kyle e segurá-la com firmeza.

— Vamos para outro lugar. Preciso conversar — ela disse, já o puxando para o lado.

Kyle ofereceu a Lara um sorriso de desculpas e se deixou levar.

Quando chegaram a um canto mais silencioso, Amanda finalmente parou e se virou para ajeitar o colarinho dele por conta própria.

Kyle riu ao ver sua testa franzida e o modo como ela continuava passando a mão pelo colarinho, como se estivesse tentando apagar o cheiro de Lara dele.

Ele olhou ao redor antes de repousar as mãos na cintura dela.

— Qual era o plano? Se vestir de um jeito tão deslumbrante… você quer que eu me ajoelhe na frente de todo mundo?

Amanda corou de leve e abaixou o olhar, as mãos pousando contra o peito dele.

— Você gostou? Mas eu não usei preto hoje.

— Essa ainda é minha cor favorita em você, verdade. Mas do jeito que está hoje, dá vontade de impedir os outros de olharem para você.

O rubor dela se aprofundou, e um sorriso suave surgiu em seus lábios.

Erguendo o olhar, ela disse:

— Você está bastante elegante hoje.

Kyle se inclinou para trás e olhou para si mesmo.

— Você já me viu com este terno. Não tive tempo de comprar algo novo.

Dada a altura de Kyle, encontrar roupas que servissem bem, especialmente formais, nunca era fácil.

— Não importa. Quando você se veste assim, fica difícil decidir se eu só admiro você ou se me agarro a você para que ninguém mais ouse chegar perto.

Kyle riu de novo, e a vibração baixa de sua risada aqueceu o coração dela, fazendo seu sorriso se alargar.

Então ele perguntou:

— Você conversou com seu pai?

Amanda tinha feito uma bela cena na frente dos amigos dele. Kyle não diria que as ações dela foram irracionais, mas o constrangimento e a frustração do pai dela eram igualmente compreensíveis.

— Não, mas sei que consigo resolver as coisas. Ele não está realmente chateado comigo.

Ela fez uma pausa, então se sobressaltou de leve.

— Você falou com ele mais cedo?

— Sim. E devo dizer, ele é um homem muito gentil. Até deixou claro que está ciente do nosso relacionamento.

Os olhos de Amanda brilharam.

— É mesmo… bem, ele sempre foi um homem compreensivo.

Kyle murmurou em resposta, mas seu olhar continuava escapando repetidas vezes para os lábios macios dela, observando o modo como se moviam, tentando-o em silêncio.

Depois do dia anterior, Amanda havia reacendido as chamas que ele de algum modo conseguira suprimir.

Ele perguntou ao sistema:

Se importa de verificar se estamos sendo observados?

[Usando Olho de Deus…]

[Sim, hospedeiro. Um certo par de olhos está fixo em você. Às suas três horas.]

Kyle soltou um murmúrio baixo e virou a cabeça… e lá estava ele.

— Haah… esse cara é insuportável — Kyle murmurou para si.

Amanda seguiu seu olhar e encontrou Ethan Lockhart no meio da multidão, cercado por algumas mulheres tentando chamar sua atenção. Ainda assim, o homem loiro continuava olhando na direção deles, com tanta frequência que se tornava óbvio.

— Você… quer ir para o meu quarto? — Amanda perguntou baixinho.

— Não, isso causaria uma cena. Além disso, você disse que queria que eu conhecesse alguém.

Amanda ergueu os olhos de imediato.

— Ah, sim. Venha comigo.

Ela segurou a manga dele outra vez e o conduziu mais para dentro da mansão.

Kyle sentiu uma pontada de preocupação sobre como a proximidade deles poderia parecer, mas o pai dela já sabia. E, se sua própria família o questionasse, ele daria um jeito de lidar com isso.

Amanda o guiou até um espaço mais silencioso, que lembrava um pequeno salão de recepção. Alguns convidados estavam sentados espalhados pelo lugar, envolvidos em conversas baixas e educadas.

Ela o levou até um canto isolado, onde uma garota loira estava sentada, bebendo refrigerante por um canudo.

— Kyle… esta é Melissa. Minha prima e minha melhor amiga.

Então ela se virou para a garota.

— E, Melissa… este é Kyle.

Kyle assentiu. Já tinha ouvido falar daquela prima por Amanda antes.

Amanda raramente saía da cidade, e, sempre que saía, era para encontrá-la. Melissa estava ao seu lado desde a infância, uma das poucas pessoas perto de quem Amanda conseguia realmente ser ela mesma.

Kyle a cumprimentou com um leve aceno.

— Olá, senhorita Melissa. Sou Kyle Astortia.

— Eu sei. E eu odeio você — Melissa respondeu sem emoção antes de voltar à bebida.

Sluurp. Sluurp.

Tanto Amanda quanto Kyle ficaram rígidos diante daquela confissão direta.

Kyle olhou para Amanda, perguntando-se se já havia conhecido aquela garota antes e, de algum modo, a ofendido.

Amanda, por sua vez, sentou-se ao lado de Melissa e protestou:

— Por que você diria isso, Milli? Kyle é uma boa pessoa. Eu já te contei tanto sobre ele, e mesmo assim você diz isso.

— Sim, é exatamente por isso — Melissa disse.

Ela terminou a bebida, então acrescentou:

— Você só fala dele nas ligações. Por isso. Ódio.

Melissa estendeu a mão para outro copo, mas ele estava um pouco longe demais, então Kyle o entregou a ela.

Ela ergueu os olhos para ele e deu um pequeno aceno.

— Mais vinte pontos de afeição, mas ainda está no negativo.

Kyle deu um sorriso sem jeito.

Que tipo de criatura é essa?

Amanda gemeu.

— Você não está fazendo sentido nenhum. Kyle, sente-se primeiro, por favor. Ela só está brincando.

Kyle assentiu e se sentou ao lado de Amanda.

Melissa olhou para ele, então disse:

— Ele tem pernas compridas.

Amanda deu um tapa na mão dela.

— Não olhe para ele desse jeito.

Os lábios de Melissa se curvaram muito levemente de um lado, um sorriso discreto, quase imperceptível.

Amanda balançou a cabeça em resignação antes de dizer:

— Eu queria que vocês dois se dessem bem. Sabe… Kyle sempre esteve ao meu lado, assim como você.

Enquanto falava, virou-se para ele, sua mão encontrando a dele.

Kyle encontrou seu olhar com o mesmo calor.

Melissa quebrou o momento de repente.

— É verdade que ela sempre fica entre os três primeiros nas provas do semestre?

Amanda se sobressaltou, enquanto Kyle riu.

— Isso é completamente mentira. Amanda nem fica entre os dez primeiros.

— Kyle! — Amanda protestou.

— Hmph… qual é o sentido de mentir para mim quando eu nunca confiei em você? — Melissa estreitou os olhos.

Kyle balançou a cabeça.

— Ela se esforça bastante, mas algumas matérias arruínam a colocação geral.

— Você disse algumas, mas ela só tem cinco matérias — Melissa respondeu, inclinando-se um pouco para a frente enquanto olhava para ele. — Quer dizer todas elas?

Kyle apertou os lábios, mal contendo a risada.

— Ugh… agora vocês dois estão pegando no meu pé — Amanda resmungou, embora não estivesse realmente chateada.

Depois disso, a conversa fluiu naturalmente, sem pausas constrangedoras.

Com Amanda como ponte entre os dois, a maioria dos assuntos girava em torno dela.

Melissa parecia uma observadora silenciosa, alguém que falava pouco, mas acertava em cheio quando dizia algo. Ela ficava quieta por longos períodos, apenas para quebrar o silêncio com uma única frase que fazia todos rirem.

Não muito depois, alguém veio chamar Amanda, dizendo que sua mãe estava procurando por ela.

— Volto em um minuto.

Com isso, Amanda deixou os dois sozinhos.

Agora… as coisas talvez ficassem um pouco constrangedoras. Sem Amanda para manter a conversa viva, o silêncio talvez se instalasse—

— Como eu pensei, eu odeio você.

Ou assim ele achava.

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