
Capítulo 115
Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.
Tradutor/Revisor: miggigibe
Ethan Lockhart tremia sentado no carro, sendo levado da base de volta para casa. Ele havia se recuperado bem, então lhe disseram para voltar e permanecer em casa por enquanto.
Durante a viagem, tudo havia saído do controle.
Nenhum deles poderia ter imaginado o nível de ameaça que enfrentariam. As incontáveis fendas, somadas aos criminosos bloqueando todos os sinais, empurraram a situação muito além do que ele esperava.
E, assim, seus planos de proteger Amanda e consertar o relacionamento com ela foram completamente destruídos.
Que maravilha.
Agora, o verdadeiro problema era sua mãe.
Quanto mais perto chegava de casa, mais pálido e suado ele ficava.
Não havia como escapar dela. Ethan teria que enfrentar sua ira mais uma vez. Aquela mulher nunca se importava com razões ou circunstâncias. Só se importava com os próprios desejos egoístas.
E Ethan havia falhado em cumprir os dela.
— Chegamos, jovem mestre — informou o motorista.
Com um aceno, Ethan abriu a porta e saiu.
Respirando fundo, caminhou em direção à casa, esperando que sua mãe ainda estivesse no escritório, enterrada em trabalho.
Mas, para seu desgosto, no instante em que entrou, a voz dela o recebeu:
— Ah, meu querido filho voltou?
Ele ficou rígido, congelando no lugar.
Encarar a raiva dela de imediato teria sido melhor do que aquele sorriso. Aquela versão de sua mãe significava dor. Lenta e cruel.
— O que aconteceu, Ethan? Você ainda não está bem? Quer descansar no seu quarto enquanto a mamãe cuida de você?
O coração dele quase despencou com aquelas palavras, e Ethan balançou a cabeça às pressas.
— N-Não. Eu estou bem agora.
Ela murmurou, os olhos arregalados piscando com curiosidade.
— Se é assim, venha aqui. Preparei o almoço para você.
Ele engoliu em seco e se deixou conduzir.
A mesa de jantar estava posta com vários pratos.
Thalia puxou uma cadeira para ele e insistiu:
— Vamos, sente-se. Preparei todos os seus pratos favoritos.
Ethan se sentou devagar, os olhos demorando na comida diante dele.
Não confiava nela nem por um segundo.
Não havia chance de ela ter acordado cedo só para cozinhar tudo aquilo para ele. Na verdade, aquilo era apenas mais um método para atormentá-lo.
Sem dizer uma palavra, Thalia ocupou seu lugar habitual na cabeceira da mesa.
Quando ela se acomodou, as empregadas avançaram para servir, começando pela sopa de cogumelos.
Ethan pegou a colher um instante depois da matriarca.
Assim que levou a primeira colherada à boca, sua mãe falou:
— Recebi um convite do Patriarca Maylith.
Ele congelou, a colher parada perto dos lábios.
— É mesmo? — respondeu, a sopa descendo por sua garganta sem que ele sequer percebesse. — Fico feliz em ouvir isso.
Ethan não fazia ideia do que havia mudado, mas, de algum modo, o Patriarca havia ignorado o desagrado que ele causara da última vez e enviado um convite mesmo assim.
— Parece que você se saiu bem durante a missão. O Patriarca pareceu muito satisfeito na carta — Thalia acrescentou com um sorriso, a cabeça levemente abaixada enquanto o encarava por baixo dos cílios.
— Eu só fiz o que pude — Ethan disse, um sorriso discreto tocando seus lábios.
Thalia murmurou baixinho antes de dizer:
— Experimente a lasanha que fiz para você.
Ethan assentiu, um pouco menos rígido agora que, de alguma forma, parecia ter cumprido o que sua mãe lhe pedira.
Ele pegou a colher de servir, retirou um pedaço de lasanha e levou à boca.
Então—
Crac.
Seus olhos se arregalaram quando algo se partiu sob seus dentes.
Lentamente, ele baixou o olhar para a colher.
Pequenos cacos de vidro brilhavam no meio da comida.
— Nem pense em cuspir, meu querido filho. Você deve comer tudo que sua mamãe preparou — ela disse suavemente.
Os lábios dela se curvaram em um sorriso, mas seus olhos permaneceram frios, fixos nele.
A visão de Ethan embaçou, a umidade se acumulando em seus olhos.
— P-Por quê…?
O que ele tinha feito para merecer aquilo? Não havia conseguido o que ela queria? Então por quê…? Por que precisava passar por aquilo?
Thalia murmurou, quase satisfeita.
— Porque meu filho incapaz falhou em capturar o coração da herdeira Maylith. E recebi notícias de que ela se reconciliou com o ex-amante.
— …!
Como ela sabia?
Nem Amanda e Kyle tinham confirmado ainda. Então como—
Ele nunca teve a chance de perguntar.
Thalia colocou a mão sobre a dele e falou com doçura:
— Seja grato por eu não ter envenenado o resto dos pratos. Agora seja um bom menino e termine a lasanha.
Sangue encheu sua boca. Sua garganta ardia em protesto, mas ele continuou mastigando.
E, naquele canto pequeno e sufocante de sua mente, o medo e a raiva que sentia da mãe começaram a se torcer em algo mais sombrio, direcionado a outra pessoa.
Ódio.
Seu punho se fechou sob a mesa quando um pensamento surgiu, frio e afiado.
Se ao menos você não existisse.
Atchim!
Kyle Astortia espirrou enquanto caminhava pela rua.
Esfregando o nariz levemente avermelhado, murmurou:
— Peguei algum vírus ou algo assim?
Ele ouvira dizer que só idiotas pegavam resfriado no verão. Certamente ele não era um deles.
No momento, estava indo em direção ao shopping perto da estação, na esperança de encontrar algo adequado para seu futuro sogro.
Kyle sabia que as coisas com Amanda não permaneceriam em segredo por muito tempo. Era exatamente por isso que queria causar uma boa impressão no homem enquanto ainda podia.
Não tinha nada extravagante em mente, mas, com o dinheiro restante que Blake lhe emprestara, ao menos poderia comprar algo decente.
Enquanto caminhava pela rua, seus olhos pousaram em um homem vindo do lado oposto, uma bolsa de academia pendurada no ombro. Os músculos dele repuxavam o tecido fino da camisa, e os ombros largos eram difíceis de ignorar.
Quão forte será que ele é?
[O hospedeiro deseja avaliar? Isso levaria apenas meio segundo.]
Kyle deu de ombros casualmente.
Vá em frente.
Por um breve momento, seus olhos brilharam com uma luz dourada discreta antes que os atributos surgissem.
[Atributos:
Força: 16
Velocidade: 12
Inteligência: 7
Resistência: 10]
Kyle murmurou em decepção.
Todos aqueles músculos, e ainda assim o homem só conseguia levantar cerca de vinte quilos a mais do que o próprio Kyle?
Pensando bem, ele já havia testado a própria força no galpão. Como o sistema explicou, com seu atributo de Força pairando entre quatorze e quinze, conseguia erguer cerca de cento e cinquenta quilos com relativa facilidade.
Então, sim, os números eram bastante precisos.
Seguindo essa lógica, o próprio atributo atual de Velocidade de Kyle estava por volta de dezesseis, o que significava que conseguia correr a cerca de trinta e dois quilômetros por hora em velocidade máxima. Talvez trinta e cinco, se levasse o corpo ao limite.
É claro que aquilo ainda estava dentro dos limites mortais, algo que qualquer pessoa poderia alcançar com tempo. Mas, com a nova rotina de treinamento que havia planejado, Kyle estava confiante de que poderia elevar seus atributos muito mais rápido.
Não muito depois, entrou no shopping.
O lugar não estava muito cheio, já que era a tarde de um dia útil.
Pensou em dar uma olhada antes de comprar qualquer coisa. Talvez encontrasse uma ideia melhor do que a que já tinha em mente.
No entanto, assim que estava prestes a dar um passo à frente, ouviu uma voz.
— Kyle?
Virando-se, encontrou Layena parada ali.
Será que ela passa o dia inteiro vagando por shoppings?