Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 109

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


Kyle correu em direção à casa dela.

Não conseguia entender muita coisa, mas o jeito como Amanda chorava durante a ligação bastou para deixá-lo em pânico.

Ele quase nunca a ouvia chorar daquele jeito…

Como se algo dentro dela tivesse quebrado.

Como se estivesse machucada.

A última vez que a ouvira assim tinha sido quando ela apareceu em sua casa. E era exatamente isso que deixava seu coração pesado e seus passos apressados.

— Tentando casá-la com outra pessoa… — repetiu, um rosnado escapando de sua garganta.

O que passava pela cabeça deles?

Na era moderna, quem ainda tentava casar a própria filha com alguém quando ela tinha apenas vinte e um anos? E por que estavam forçando Amanda daquela forma? Pelo que Kyle sabia, eles eram muito compreensivos e sempre colocavam os sentimentos dela em primeiro lugar.

Então o que havia mudado de repente?

A mansão dos Maylith ficava bem longe, mas Kyle estava tão tomado pelo pânico que a ideia de pegar um táxi ou um trem sequer passou por sua cabeça.

Seus pés o levavam adiante, reduzindo a distância.

Ele nunca havia conhecido a família de Amanda.

Por quê?

Porque sabia que aquilo só complicaria as coisas. Blake já o havia alertado sobre isso.

A família Maylith tinha um nome de destaque no setor industrial. Se chegasse aos ouvidos deles que o segundo filho da família Astortia estava namorando a filha deles, as coisas jamais continuariam tão casuais e simples quanto Kyle queria.

Ele não queria empurrar Amanda para um compromisso oficial quando eles estavam namorando havia apenas dois anos. E, recentemente, ainda haviam passado por uma fase difícil.

A própria família dele também descobriria e tentaria forçar um noivado.

Todo clã tradicional ainda acreditava que namoro não tinha vez. Se dois jovens de clãs importantes gostavam um do outro, então o melhor era que ficassem noivos.

— Quem diria que manter isso escondido acabaria levando a algo assim… — murmurou, estalando a língua enquanto virava a esquina e finalmente chegava à enorme mansão onde ela morava.

Havia guardas na porta.

Kyle nem se deu ao trabalho de se aproximar deles. Em vez disso, virou à esquerda pouco antes do portão da mansão e entrou em um beco.

Sabia que entrar pela frente seria difícil. Mesmo que conseguisse, teria que lidar com complicações desnecessárias. Agora, sua prioridade era Amanda.

Precisava estar com ela.

Ao alcançar o muro alto que cercava a propriedade, olhou ao redor e disse:

— Vasculhe a área em busca de pessoas e câmeras usando o Olho de Deus.

Já fazia algum tempo desde a última vez que entrara no quarto de Amanda daquele jeito.

Precisava ficar alerta.

O sistema escaneou os arredores e respondeu:

[Há uma câmera diretamente em frente ao muro, hospedeiro. Vá para a esquerda e pule depois.]

Kyle assentiu e seguiu as instruções.

Tomando um curto impulso, saltou, apoiou o joelho contra o muro e agarrou a borda antes de se puxar para cima com facilidade.

No passado, aquilo teria sido difícil.

Agora, não mais.

Ele pousou suavemente na grama e examinou a área.

Não havia ninguém ali.

Mantendo o Olho de Deus ativo, instruiu o sistema a alertá-lo se alguém se aproximasse.

Movendo-se em silêncio, seguiu até a janela do quarto dela, então ergueu as mãos e agarrou o parapeito de uma janela do térreo.

Começou a subir usando os tijolos salientes da parede. Faziam parte do design da fachada, mas agora serviam como uma escada.

Não precisou de muito esforço para alcançar o parapeito do andar dela e se puxar para cima.

Haa…

Ele soltou o ar, espiando para dentro do quarto.

As cortinas estavam fechadas, deixando o quarto escuro e tomado por sombras.

[Hospedeiro, alguém está se aproximando deste lado. Depressa.]

Kyle seguiu o aviso e bateu duas vezes na janela.

Houve uma breve pausa.

Então veio o som de passos do lado de dentro.

Click.

A janela deslizou e se abriu.

Kyle congelou.

Na escuridão, Amanda estava de pé, os cabelos desalinhados, os olhos vermelhos e o corpo mal coberto pelas roupas íntimas.

Seus lábios se abriram para falar, mas, antes que conseguisse, ela deu um passo à frente e envolveu os braços ao redor dele com força.

Kyle ficou rígido por um instante, então retribuiu o abraço e falou com a voz suave:

— Estou aqui. Vai ficar tudo bem.

Os ombros dela tremeram enquanto Amanda soltava um gemido baixo.

Depois de alguns instantes, ela o puxou para dentro, a mão agarrando sua manga como se ele fosse desaparecer assim que ela o soltasse.

Kyle entrou no quarto e notou os pedaços de tecido rasgado espalhados por perto.

Ela claramente havia despedaçado a roupa que estava usando em um acesso de raiva.

Com cuidado, ele a guiou até a cama e a fez se sentar.

Quando ele se moveu para se sentar ao lado dela, Amanda subiu no colo dele, envolvendo os braços ao redor de Kyle e se pressionando contra seu corpo.

O calor dele.

A presença dele.

Era tudo de que ela precisava.

Em um sussurro suave, Kyle perguntou:

— Quer falar sobre isso?

Amanda gemeu em resposta, claramente sem vontade.

Ele suspirou e começou a acariciar suas costas devagar, sentindo a pele fria sob o toque.

— Tudo bem, então vamos falar de outra coisa… Ah, aquele não é o golfinho de pelúcia que você roubou de mim?

Seu olhar caiu sobre o golfinho de pelúcia que ela havia tomado dele meses atrás.

O motivo dela tinha sido simples:

Nada podia se agarrar a Kyle mais do que ela.

— Pensar que você guardou ele direitinho esse tempo todo… — disse com um sorriso fraco.

— Eu não consegui jogar fora… você gostava dele — ela respondeu, a voz baixa e levemente manhosa.

Kyle soltou uma risada baixa.

— Fico feliz em saber que você cuidou bem dele. Posso levar de volta para casa e dormir abraçado com ele todas as noites.

Amanda gemeu mais alto e deu um soco leve no peito dele em protesto.

— Eu já estou assim e você fala uma coisa dessas. Kyle malvado… eu estou chateada.

Ele se inclinou para a frente e beijou seus lábios emburrados, pegando-a de surpresa.

— Certo, então estou ouvindo. O que exatamente te deixou tão triste e irritada?

Ele sabia que, enquanto Amanda não colocasse aquilo para fora, ela continuaria presa àquela sensação.

Então, agora que estava ali, queria que ela liberasse aquele peso.

Amanda baixou o olhar, os ombros visivelmente tensos antes de contar:

— Meu pai trouxe algumas pessoas… um amigo dele, parceiro de trabalho, junto com a família… O filho dele tinha mais ou menos a minha idade e…

Ela não continuou.

Kyle entendeu a partir dali.

Não mentiria.

Sentiu a frustração queimar no peito ao ouvir que os pais dela haviam pensado em casá-la com outra pessoa.

Mas tentou pensar de forma racional.

— Amanda… desde que ficamos juntos, sempre deixamos nossa relação meio vaga para a sua família. E, recentemente, eles devem ter ouvido que você terminou comigo, então acharam que essa podia ser uma chance para você seguir em frente.

Os dedos dela se fecharam com mais força na camisa dele enquanto reclamava:

— Ele não devia pelo menos ter conversado comigo primeiro?

Kyle assentiu.

— Devia. Foi errado te colocar contra a parede de repente—

As palavras morreram em sua boca quando os lábios dela encontraram os seus.

E não foi só isso.

Amanda o empurrou sobre a cama, e os dois se beijaram com uma intensidade muito mais feroz do que antes.

Kyle segurou o ombro dela e, entre os beijos, perguntou:

— Amanda?

Ela pegou a mão dele e a levou até o próprio seio antes de sussurrar:

— Kyle… por favor… eu quero você.

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