Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 77

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


— Filho da puta, por que você fez aquilo?!

Todos ficaram em silêncio quando Kyle gritou a plenos pulmões. Os olhares se dividiram entre quem havia berrado e o alvo do xingamento.

Ethan piscou, surpreso, antes de se levantar.

— O que aconteceu? O que eu fiz? — perguntou, fingindo inocência, com a expressão de um santo injustiçado.

Kyle marchou até ele.

— Você me trancou naquela cabine, porra! Como vai explicar isso?!

— Esperem um segundo. O que está acontecendo aqui? — interrompeu um professor atrás deles, depois de ouvir a confusão do lado de fora.

Kyle se virou bruscamente para ele.

— Ele me trancou no banheiro, professor. Espero que o senhor não ignore isso como se fosse só uma brincadeira.

Os olhos de Ethan se arregalaram.

— Do que você está falando, colega Kyle? Por que eu faria uma coisa dessas?

— É. Tem certeza de que não te pegaram espiando o banheiro feminino e agora você está descontando a frustração aqui? — acrescentou outro estudante, apenas alimentando ainda mais a raiva de Kyle.

Com um rosnado, Kyle cuspiu:

— Não brinca comigo. Eu vi claramente. Foi esse desgraçado!

Ele avançou na direção de Ethan, mas o professor o impediu, colocando uma mão em seu ombro antes de falar:

— Kyle… eu vi as cabines. Não havia como trancar a porta pelo lado de fora. Do que você está falando?

Kyle ficou atordoado. Não esperava que o professor acabasse dando razão a Ethan.

Um dos estudantes se manifestou:

— Tem certeza de que não te pegaram espiando o banheiro feminino e agora você está descontando a frustração aqui?

Kyle lançou um olhar furioso.

— Cala a boca. Esse bastardo deformou a maçaneta com calor e me deixou sem saída.

Ethan inclinou a cabeça.

— Kyle… por acaso você me viu andando por aí com uma máquina de solda?

A resposta arrancou algumas risadas e bufadas dos estudantes, aumentando ainda mais a frustração de Kyle.

Ethan lançou um olhar sutil para o lado e viu Amanda parada ali, com uma expressão conflituosa. Ela queria ajudar Kyle, mas ele havia se enterrado em um buraco tão fundo que tirá-lo dali parecia impossível.

Um sorriso surgiu no rosto de Ethan enquanto observava Kyle ser encurralado, impotente diante dos risos e da zombaria ao redor.


Mal posso esperar para ver o espetáculo.

Ethan murmurou internamente, antecipando como as coisas se desenrolariam quando Kyle voltasse.

A maioria dos estudantes já havia retomado seus lugares. Ele chegou bem a tempo de encontrar vazio o assento ao lado de Layena e se sentou ali rapidamente.

Assim, quando o drama começasse, ela veria exatamente que tipo de bastardo Kyle era e manteria distância dele dali em diante.

Ethan podia parecer imaturo e impaciente às vezes, mas, quando se tratava de preparar armadilhas, nunca perdia a compostura.

Foi por isso que garantiu que um professor verificasse pessoalmente o banheiro, dando-lhe uma testemunha confiável. E, lá dentro, havia usado apenas Gênese suficiente para travar levemente a porta.

Algumas pancadas fortes do outro lado seriam o bastante para quebrá-la, então não havia dúvida de que Kyle escaparia e reagiria exatamente como planejado.

E, quando isso acontecesse… Ethan sabia muito bem o quanto as palavras se espalhavam rápido e o quanto Kyle se tornaria depressa a nova piada do terceiro ano.

Do outro lado, Amanda ficava cada vez mais nervosa ao não encontrar Kyle em lugar nenhum.

Ela havia ido à loja de conveniência para comprar algo para ele, já que Kyle parecia meio sem energia naquela manhã. Mas, quando voltou, ele tinha desaparecido.

Procurou pelas lojas e até perguntou a algumas pessoas, mas ninguém fazia ideia de onde ele poderia estar.

Por fim, decidiu se aproximar da pessoa que mais vinha odiando desde aquela manhã.

Parando ao lado do assento de Ethan, chamou:

— Layena.

A garota se virou, mastigando um pedaço de salgadinho enquanto respondia com um murmúrio.

Ethan também olhou para Amanda. A expressão dela já lhe dizia o que estava prestes a perguntar.

Como esperado, Amanda disse:

— Você viu o Kyle?

Layena inclinou a cabeça, pensou por um instante e respondeu:

— Da última vez que vi, ele estava indo para o banheiro.

Amanda franziu a testa.

Ela já tinha considerado essa possibilidade. Mas, quando perguntou a um garoto que acabara de sair de lá, ele respondeu que não havia ninguém dentro.

Ele estava mentindo… ou Kyle estava em perigo?

Foi então que Ethan disse:

— Ah, lá está ele.

Mal conseguia conter a empolgação ao ver o conhecido garoto de cabelos verdes entrando no ônibus.

Um sorriso lento surgiu em seu rosto.

Vamos lá… dance conforme a minha música.

Amanda se virou no mesmo instante e correu até Kyle.

— Kyle, onde você estava? Você está bem? — perguntou às pressas.

Kyle não respondeu.

Passou direto por ela e seguiu em direção ao assento de Ethan.

O garoto loiro rapidamente assumiu sua expressão mais inocente, pronto para se defender.

Àquela altura, a presença de Kyle já havia atraído a atenção de metade dos estudantes. As conversas foram morrendo, e um silêncio desconfortável se instalou, como se todos sentissem que algo estava prestes a acontecer.

Kyle parou diante de Ethan e o encarou sem dizer uma palavra.

Ethan franziu levemente a testa.

— Tem algum… pro—

Ele não conseguiu terminar.

A mão de Kyle avançou, agarrando um punhado de seus cabelos loiros. No mesmo movimento, Kyle ergueu o joelho e o acertou direto no rosto de Ethan.

Crack!

O impacto reverberou pelo crânio dele. Sua visão ficou turva quando a cabeça foi jogada para trás. Um líquido quente escorreu de seu nariz enquanto seu corpo balançava, sem força, no assento.

Vários estudantes prenderam o ar ou deixaram escapar murmúrios chocados diante da mudança repentina na atmosfera.

Enquanto Ethan ainda tentava se recuperar, um de seus amigos saltou do assento e avançou.

— Seu filho da—

Antes que o soco acertasse, Kyle inclinou o corpo. O punho passou raspando por ele. No mesmo instante, a mão de Kyle se fechou ao redor da garganta do atacante.

Mesmo no espaço apertado do ônibus, ele ergueu o garoto do chão com facilidade e o jogou para baixo com um baque pesado.

— Argh! — o garoto gemeu, com a cabeça latejando.

Os estudantes começaram a recuar, abalados por um lado de Kyle que nunca tinham visto antes.

Ethan já havia se recuperado o bastante para atacá-lo por trás.

— Você ousa me bater?! — gritou, envolvendo os braços ao redor do tronco de Kyle, tentando derrubá-lo e esmagá-lo sob os pés.

Mas Kyle não caiu.

Na verdade, ele sequer se moveu.

Mais alto, mais largo e fortalecido pelos treinos recentes, Kyle permaneceu firme.

Sem Gênese, Ethan não chegava nem perto da força dele.

Kyle olhou por cima do ombro e encontrou os olhos arregalados de Ethan.

Então, devagar, deslizou os dedos entre as mãos dele e forçou a abertura do aperto, separando-as apesar da resistência.

Sem soltá-lo, Kyle se virou por completo para encará-lo e começou a torcer os braços de Ethan com uma força brutal.

Ethan gemeu de dor.

Como ele é tão forte?!

Quando estava prestes a recorrer à Gênese e revidar, uma voz cortou a tensão.

— Parem, vocês dois.

Kyle parou e virou a cabeça.

Layena estava ali, com um apelo discreto no olhar.

Seu olhar se deslocou para Amanda, que parecia ao mesmo tempo preocupada e tensa, como se estivesse pronta para derrubar Ethan no instante em que ele tentasse qualquer coisa.

Kyle voltou a olhar para Ethan e murmurou:

— Para de se meter no meu caminho… ou eu não vou parar da próxima vez.

Ele o soltou.

Ethan quase desabou ali mesmo.

Virando-se, Kyle passou por cima do estudante caído e caminhou até o fundo do ônibus, sentando-se na última fileira.

Seu dia estava arruinado.

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