Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 67

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


— Nossa…

Kyle ficou boquiaberto diante do prédio de luxo à sua frente.

Ainda era cedo. Kyle havia acordado naquele horário porque tinha prometido algo a Veronica, mas não imaginava que acabaria testando suas habilidades culinárias naquele lugar…

O prédio ficava em Fortis, perto da zona central, onde até uma casa pequena custava mais de dez milhões de lumir. Aquele edifício em particular era conhecido pela segurança rígida e pela vista que oferecia.

Ele não esperava acabar ali enquanto seguia o mapa.

Considerando a posição de Veronica, Kyle sabia que ela era rica, mas… aquilo estava além de suas expectativas.

Decidiu ligar para ela.

Não queria cometer um erro e passar vergonha.

No entanto, no instante em que a chamada conectou, ouviu a voz clara dela:

[Você está no lugar certo. Sabe o código, não sabe?]

Kyle engoliu em seco antes de perguntar:

— Eu devia ter me vestido um pouco melhor? Sinto que não pertenço a este lugar.

Ele usava uma camisa simples e calça. Sim, não estava ruim, mas, para encontrar alguém que morava ali… sentia como se devesse estar usando um terno de três peças ou algo assim.

Veronica riu.

[Cale a boca e suba. Estou esperando.]

Kyle suspirou e guardou o celular no bolso.

Que se dane.

Ele se aproximou da entrada de vidro e notou dois guardas parados ali. Eles gesticularam para que fosse para a esquerda.

Kyle assentiu antes de se virar e ver um painel metálico fixado ao lado da parede.

Digitou o código que Veronica lhe dera, e a porta de vidro se abriu, deslizando para o lado.

Ao entrar no pequeno saguão, seus olhos caíram no elevador.

Ele entrou, e as portas se fecharam automaticamente.

A subida começou.

Com base no código, o elevador o levaria diretamente ao andar onde ela morava.

Por fim, parou no oitavo andar. Kyle saiu e conferiu a própria aparência antes de qualquer coisa. Sim, parecia apresentável.

Então caminhou até a grande porta, a única residência de todo o andar.

Ding-dong.

A porta se abriu quase imediatamente, revelando um rosto familiar do outro lado.

Usando um suéter largo e meias longas, Veronica transmitia uma impressão completamente diferente da habitual. O cabelo estava preso em um coque frouxo, e ela usava óculos redondos, o que a fazia parecer mais jovem e mais… acessível.

Não que houvesse algo errado com sua aparência de sempre. Mas a presença habitual da comandante sempre fazia Kyle sentir que precisava demonstrar respeito rigoroso. Aquele visual tinha seu próprio charme, mas o de agora a fazia parecer muito mais à vontade, quase convidativa.

— Desculpa… quando estou em casa, costumo ficar assim… desarrumada e despenteada.

Kyle murmurou honestamente:

— Eu diria fofa e à vontade.

Veronica piscou, pega de surpresa, antes de lançar um olhar duro para ele.

— Chamar uma mulher adulta de fofa…

Kyle riu.

— Vai me mandar embora agora?

Veronica balançou a cabeça imediatamente.

— Não. Entre.

Kyle entrou quando ela deu espaço, e o aroma agradável de sândalo o recebeu.

A iluminação não era forte, mas quente. Todo o lugar parecia perfeitamente equilibrado, com uma temperatura confortável e acolhedora.

Ele olhou ao redor e disse:

— Eu julguei você muito mal, senhorita. Você é rica demais para ser amiga de alguém como eu.

Veronica suspirou.

— Isso importa? Vivemos em um mundo onde saldo bancário não significa muito. Se vamos morrer, vamos morrer — ela murmurou, percebendo que Kyle havia ficado quieto.

Virando-se, encontrou-o encarando a pintura de um filósofo famoso.

Ele apontou para ela e disse:

— Então é daqui que você tira isso.

Veronica ergueu uma sobrancelha.

— Tiro o quê?

Kyle assentiu com seriedade.

— Esse discurso de “vamos todos morrer mesmo”. Você fica praticando na frente dele, não fica?

Veronica soltou uma risada baixa e balançou a cabeça.

— Esta profissão me obrigou a aprender certas coisas antes da hora. Venha, estou com fome.

Kyle murmurou:

— Bem, espero fazer algo que você realmente consiga comer.

Ele havia trazido os ingredientes, mas saber se suas habilidades combinariam com o gosto dela… era outra história.

Quando entraram na sala de estar, Kyle não conseguiu evitar um suspiro.

O espaço onde ela morava era maior que sua casa inteira.

Seus olhos foram até a área do sofá. Uma TV, quase do tamanho de uma tela de cinema, estava presa à parede diante de um sofá que parecia tão macio que praticamente o chamava.

Venha. Sente-se. Abandone todas as suas responsabilidades.

Kyle engoliu em seco e desviou o olhar.

Não, Kyle… seja forte.

Mais adiante, uma mesa de jantar preta e elegante ficava ao lado de uma parede de vidro do chão ao teto, oferecendo uma vista de tirar o fôlego da cidade abaixo.

Kyle se aproximou, olhando para os inúmeros veículos lá embaixo.

— Uau… — murmurou. — Se eu morasse aqui, passaria metade do tempo só olhando para fora e a outra metade fingindo que sou rico o bastante para pagar por isso.

Veronica soltou uma risada pelo nariz.

— Fingindo?

Kyle levou a mão ao peito.

— Por favor, não destrua minhas ilusões tão cedo.

A cozinha aberta ficava logo diante da mesa, mas, antes de ir até lá, Kyle se permitiu absorver a vista por mais um instante.

Então soltou o ar.

— Certo… vou fazer algo bom.

Veronica puxou uma cadeira e se sentou, observando-o.

— Sem pressão. Só cozinhe aquilo que você costuma fazer.

Kyle abriu um sorriso torto.

— Você realmente não quer saber o que eu costumo comer. Eu vivo pelo lema: se é comestível, é saudável. Definitivamente não posso servir isso para você.

Veronica abriu um sorriso malicioso.

— Está tentando me impressionar?

Kyle riu.

— Claro que estou. Você é minha rede de segurança contra todo tipo de problema.

O sorriso de Veronica vacilou, só um pouco.

— Só por isso mesmo?

Kyle murmurou.

— Sim, só por isso.

Veronica abaixou a cabeça, sem dizer nada.

Kyle começou a tirar os ingredientes da sacola, então perguntou:

— Alguma alergia?

Veronica balançou a cabeça, o tom voltando ao normal.

— Não. Eu digiro praticamente qualquer coisa.

Kyle assentiu devagar.

— Ótimo… porque, depois de ouvir isso, me sinto muito menos culpado por testar algumas receitas.

Comentários