Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Capítulo 29

Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.

Tradutor/Revisor: miggigibe


As aulas terminaram por volta das três.

Kyle estava juntando seus livros quando Brian chamou:

— Está ocupado? Quer ir comigo ao fliperama?

Kyle abriu um sorriso discreto. Não era todo dia que recebia convites, o que significava que Brian estava realmente tentando consolá-lo.

Ainda assim, Kyle balançou a cabeça e respondeu:

— Tenho planos.

Brian soltou um murmúrio surpreso.

— Não me diga que arrumou outra garota logo depois.

Kyle percebeu alguém estremecer pelo canto do olho, mas não olhou naquela direção. Em vez disso, apenas balançou a cabeça.

— Nada disso. É só uma amiga. Mas obrigado pelo convite.

Kyle também iria visitar a família em Fortis, mas, antes disso, havia marcado um encontro com aquela mulher impossível de entender.

Levantando-se, pegou a mochila e saiu da sala.


Amanda fez o mesmo.

Arrumou a bolsa e deixou a sala às pressas, antes que Ethan ou qualquer outra pessoa pudesse impedi-la.

Ela caminhou alguns passos atrás de Kyle, mantendo-se discreta.

Não sabia exatamente o que estava fazendo, mas queria ver para onde ele ia.

Talvez fosse perigoso para ele andar sozinho.

Foi essa a desculpa que deu a si mesma. Mas, na verdade, quando ouviu Kyle mencionar que iria encontrar alguém, ficou curiosa.

Nem sabia mais por que ainda escondia o rosto, mas já era hábito. Então, apenas por segurança, queria ver quem ele iria encontrar.

No entanto, assim que saiu do prédio, recebeu uma ligação no celular extra que mantinha para um único propósito.

A chamada era da comandante.

[Onde você está?]

Amanda engoliu em seco.

— Só… voltando para casa?

Ethan contou que eu saí sozinha?

Aquele desgraçado. Tsc.

[Volte para sua equipe e se apresente na base. Sua reunião estratégica está marcada para daqui a meia hora.]

Aquelas palavras eram absolutas, sem deixar espaço para discussão.

Amanda observou as costas de Kyle enquanto ele se afastava cada vez mais.

Sentiu o coração desacelerar.

De algum modo, a distância entre eles parecia estar aumentando.


Kyle soltou um suspiro ao entrar no ônibus que o levaria ao shopping onde Veronica havia pedido que ele fosse.

Olhou ao redor e viu apenas algumas pessoas. Era compreensível. Era uma tarde de dia útil, e a maioria estava voltando para casa depois de sair da escola ou do trabalho.

Kyle puxou o capuz sobre a cabeça e perguntou ao sistema em pensamento:

Quantos Pontos de Alma eu preciso para desbloquear aquela recompensa?

[500 Pontos de Alma, hospedeiro.]

Kyle assentiu.

Entendido. Vou tentar acumular pelo menos metade disso hoje à noite.

Ele já havia recebido de Veronica vários locais onde poderia usar suas habilidades. No entanto, não confiaria cegamente nela e manteria algumas rotas de fuga em mente.

Pouco depois, o ônibus se aproximou da parte central da cidade, onde ficava o maior shopping.

O nome era Lryod.

Um nome estranho, mas o lugar era popular.

Kyle usava máscara, só por precaução. Nem sabia mais por que ainda escondia o rosto, mas enfim.

Ao se aproximar da entrada, percebeu que as pessoas olhavam com frequência para uma direção específica.

Bem, Kyle conseguia entendê-las.

Ver uma bela garota de cabelos prateados, vestindo uma camisa preta e uma saia verde, era uma visão e tanto.

O cabelo dela estava preso em um rabo de cavalo, e ela parecia muito mais bonita do que da última vez.

Um dos olhos ainda estava coberto por um tapa-olho, o que significava que não o usava por moda.

Sua expressão alternava entre entusiasmo e seriedade, o que fez Kyle rir baixo.

Ao se aproximar dela, disse:

— Desculpa. Não me arrumei para o encontro.

Ele usava uma calça preta e uma camisa xadrez simples, o que o deixava apresentável, mas certamente não combinava com o visual dela.

Veronica bufou.

— Quem disse que estou aqui para um encontro? Só queria te avisar algumas coisas.

Kyle murmurou em entendimento.

— Certo. Então me diga antes que eu vá embora.

A expressão dela vacilou.

Claramente, Veronica não esperava que ele dissesse isso.

Cruzando os braços, ela falou:

— É bem grosseiro da sua parte não agradecer por todas as informações que tenho fornecido.

Kyle balançou a cabeça de leve.

— Tudo bem, senhorita Veronica. Um café serve? Desculpa, mas estou quebrado agora, então é tudo o que posso pagar.

Os lábios dela se curvaram discretamente antes que assentisse.

— Sim, isso deve ser suficiente.

Logo os dois entraram no shopping lado a lado.

Enquanto caminhavam, Veronica o ouviu perguntar:

— Nós nunca nos encontramos antes?

Ela olhou para ele antes de desviar o rosto.

— Não. Eu não morava em Fortis.

Kyle murmurou, confuso.

Ele havia passado a vida inteira em Fortis. Então por que ela…

— Não entenda errado — Veronica continuou. — Parte do motivo pelo qual mantive sua identidade em segredo é porque vejo potencial em você.

Kyle pareceu surpreso.

— Porque eu matei aquele majin?

Veronica assentiu.

— Isso, e também porque você enganou uma das nossas melhores agentes e quase escapou do nosso radar. Sem falar na Gênese que você expôs naquela noite. Aquilo não foi nada normal.

Kyle também havia entendido isso.

O sistema havia informado que, quando usava o Olho de Deus por conta própria, ele quase desbloqueava todos os recursos da habilidade de uma só vez, o que drenava sua Gênese rapidamente e irradiava energia demais para que qualquer caminhante noturno próximo pudesse ignorar.

Mas agora as coisas eram diferentes.

— Qual é o alcance desses sensores, afinal? No trem, eu não estava liberando tanta Gênese assim, estava? E mesmo assim você me sentiu… como?

Ele estava curioso sobre aquilo desde então. Porque acreditava que deixar o sistema controlar o Olho de Deus havia mudado significativamente a emissão de Gênese.

Kyle talvez estivesse imaginando coisas, mas achou ter visto Veronica ficar rígida com a pergunta. Então ela apontou de repente para uma cafeteria próxima e disse:

— Devíamos nos sentar ali. Vamos.

Sem esperar por ele, apressou-se em direção ao lugar.

Kyle ficou confuso com aquela reação estranha, mas ainda assim a seguiu.

Se o Mundo Etéreo era um cofre, Veronica era a chave que lhe permitiria acessar todos os detalhes que o sistema não podia fornecer.

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