
Capítulo 13
Começando com o Nível SSS: Eu Ganho Uma Nova Habilidade a Cada Transmissão ao Vivo.
Tradutor/Revisor: miggigibe
— Ainda está tentando falar com ele? — perguntou uma voz à esquerda.
Amanda nem se deu ao trabalho de se virar. Continuava ligando para o mesmo número.
Mesmo tentando por outro celular, o resultado era o mesmo.
Nenhuma resposta.
— Você está sendo irracional agora, Amanda — disse outra pessoa do grupo.
Amanda franziu a testa e se virou para a garota de cabelo rosa.
— Você se importaria de calar a boca por um segundo? Guarde seus pensamentos para si mesma se não consegue dizer nada de bom, Clara.
Clara revirou os olhos.
— Você está correndo o risco de fazer ele descobrir nosso trabalho. Eu tenho todo o direito de tentar te impedir.
A outra garota, de cabelo azul curto, acrescentou:
— Ela está certa, Amanda. O estado de Blake Astortia não apareceu em nenhum noticiário. Como você pretende explicar que sabe disso?
Amanda mordeu o lábio inferior.
Certo.
Como ela sabia que o irmão mais velho de Kyle possivelmente estava lutando pela própria vida?
Kyle não fazia parte daquele lado da realidade. Ele era uma pessoa normal, e Amanda era grata por isso. Ela não queria vê-lo arriscando a vida todos os dias apenas para proteger os outros.
Mas foi justamente por esse motivo que ela terminou com ele.
Ela não podia contar nada sobre seu trabalho como caminhante noturna, e aquele silêncio havia sido mal interpretado.
Seis meses atrás, tudo havia mudado.
Um aumento repentino de carniçais e pesadelos não lhe deixou escolha a não ser passar a maior parte do tempo, depois da universidade, lutando e resgatando pessoas.
Ainda assim, ela não podia explicar nada disso ao homem que amava.
E Amanda não o culpava por tê-la entendido mal.
Ela não podia contar a verdade, e ele não era obrigado a esperar por ela para sempre.
— Amanda — Ethan disse ao entrar na sala, com a voz gentil —, você não pode manter alguém preso à sua vida para sempre. Kyle decidiu seguir em frente, então você também deveria fazer o mesmo.
Amanda apertou o celular na mão e não ergueu os olhos.
Seguir em frente.
Ela realmente conseguiria fazer isso?
Talvez já soubesse a resposta.
Ethan não insistiu no assunto. Em vez disso, acrescentou:
— Temos uma reunião com a comandante amanhã de manhã. Não se atrase. Parece que ela está prestes a nos designar uma missão.
A garota de cabelo curto perguntou:
— Uma missão? Você sabe alguma coisa sobre isso?
As sobrancelhas douradas de Ethan se franziram levemente antes que ele respondesse:
— Acredito que esteja relacionada à viagem de pesquisa para a qual seremos enviados neste fim de semana.
— Aonde você vai? — o pai de Kyle perguntou ao vê-lo saindo do quarto.
Kyle respirou fundo e parou por um instante antes de responder:
— Vou pegar alguma coisa para a mãe beber.
O homem suspirou.
— Como ela está? Já desmaiou duas vezes.
Os ombros de Kyle cederam.
Ele não conseguia imaginar a dor pela qual ela estava passando naquele momento. O mesmo valia para o pai, que conhecia a condição de Blake melhor do que qualquer pessoa. Ainda assim, como chefe da família, precisava manter uma fachada de calma para que os outros pudessem se apoiar nele.
Kyle se aproximou e falou em voz baixa:
— Ele vai melhorar, pai. Eu prometo.
O que sustentava aquela crença?
Seus amigos da live?
Ou apenas esperança?
Talvez ambos.
Mathew olhou para o filho por alguns segundos antes de pousar a mão em seu ombro.
— Você não precisa ficar aqui esta noite. Volte para casa. Eu aviso você sobre a condição dele.
Kyle piscou, surpreso.
— Mas, pai… a mãe…
— Não se preocupe com ela. Também vou mandá-la para casa. Será melhor se eu ficar aqui sozinho.
Ele deu um último tapinha no ombro de Kyle.
— Tome cuidado no caminho de volta.
Kyle observou o pai caminhar até o quarto e olhar para dentro pela janela.
O mesmo patriarca que lidava com convidados internacionais com uma calma impecável agora parecia tão vulnerável que Kyle sentiu o coração se partir.
Ele fechou a mão em punho e se virou na direção do elevador.
Depois de pegar o trem, Kyle estava de volta em casa à meia-noite.
Durante a viagem, aproveitou para se acalmar um pouco.
Ele precisava pensar.
Tinha uma forma de curar o irmão. E, para isso, precisava agir sem entrar em pânico.
O primeiro passo era pedir ajuda.
Kyle colocou a máscara no rosto e iniciou outra live. A segunda naquela mesma noite.
Tinha pouca esperança de vê-los online de novo, ainda mais naquele horário tão estranho.
E, como imaginava…
0 espectadores.
Ele estalou a língua e se recostou na cadeira.
Você consegue tentar entrar em contato com eles ou algo assim, sistema?
[Não, hospedeiro. O sistema não tem essa autoridade.]
Kyle suspirou e decidiu se levantar para pegar alguma coisa para beber.
Provavelmente teria que esperar algumas horas.
Ou talvez não.
1 espectador.
One-eyed: [Eu esperava que você voltasse.]
Kyle disse imediatamente:
— Ei… hum… antes de tudo, obrigado… pelo presente?
Sua voz soava incerta.
— Você realmente mudou minha visão de mundo.
One-eyed: [Hmm, parece que você se deparou com algo doloroso. Um membro da sua família está ferido.]
Ele foi direto ao ponto.
Aquilo era um alívio e, ao mesmo tempo, assustador.
— Sim, você está certo… então eu estava pensando se você tem algum jeito de me ajudar. Talvez possa me dizer onde encontrar um curandeiro ou me ajudar a desenvolver esse Olho de Deus?
O Olho de Deus tinha um alcance de detecção limitado. Por isso, seria impossível encontrar um curandeiro distante apenas com ele.
E o sistema também havia informado que curandeiros eram uma das vertentes mais raras de magia que alguém podia despertar.
One-eyed: [Tenho uma opção melhor para você. Que tal conquistar o que deseja?]
Kyle piscou, surpreso.
Foi então que…
[Ding! Missão adicionada!]
[Missão: Obtenha 200 Pontos de Alma]
[Limite de tempo: 6 horas]
[Recompensa: Elixir Vermelho]
[Hospedeiro, o elixir será suficiente para restaurar completamente os circuitos do irmão do hospedeiro.]
Kyle abriu um sorriso radiante ao ler aquelas palavras.
Finalmente havia uma forma concreta de salvá-lo.
Mas…
200 Pontos de Alma… isso significa que…
[Sim, hospedeiro. Está na hora de caçar.]