
Volume 1 - Capítulo 141
O Sistema do Necromante Mais Forte
Tradutor/Revisor: miggigibe
Depois de concluir o acordo, o próximo passo de Jason foi criar uma conta segura em um banco de alto nível que garantisse seu anonimato. Jason havia falado com Juliet sobre um banco que poderia usar durante a primeira reunião. As condições para escolher o banco eram simples. Primeiro, Jason precisava ter certeza de que ele não era ligado ao governo de nenhuma forma, ou pelo menos de que não poderia ser submetido a auditorias por órgãos governamentais. Em segundo lugar, Jason precisava garantir que o banco estivesse disposto a manter sua identidade em segredo.
Felizmente, Juliet conhecia um banco capaz de ajudá-lo nesses dois pontos. A família de Juliet, os Rapha, era excepcionalmente rica, já que tinham uma empresa próspera de processamento de metais antes de entrar no negócio de itens mágicos. E, como família rica, era necessário ter contatos com algumas das autoridades mais altas do setor bancário para garantir que seus fundos fossem bem administrados.
O banco indicado por Juliet se chamava Shield Investments. Sua sede principal ficava em Wall Street, Nova York, mas havia uma filial ali em Riverdale. Ela ficava dentro de um arranha-céu no setor comercial de Riverdale, e Jason precisou subir cinquenta andares para chegar lá. O banco era tão luxuoso quanto um banco poderia ser. Pisos de mármore polido impecável, tetos de mogno e um lustre elegante suspenso logo acima. Homens e mulheres usando ternos caríssimos circulavam com pastas nas mãos. Eles nunca corriam e nunca pareciam perdidos ou confusos, e Jason ficou grato quando nenhum deles se virou para encará-lo ou cochichar. Apenas continuaram o caminho com uma postura pomposa, quase esnobe.
O homem na entrada perguntou a Jason quem ele estava ali para ver e, quando Jason disse o nome do banqueiro, o homem se curvou e começou a guiá-lo até o escritório apropriado.
A pessoa com quem Jason veio se encontrar era o mesmo banqueiro que administrava os fundos da empresa Tenet e da família Rapha. Por isso, Juliet o informara de que Jason passaria por ali para tratar de negócios. O guia bateu uma vez à porta e esperou o homem permitir a entrada antes de abrir e conduzir Jason para dentro. O escritório era tão impecável quanto o resto do banco, e o homem atrás de uma grande mesa de carvalho se levantou, estendendo a mão para Jason em uma saudação confiante.
— Sr. Jason Marc. É um prazer conhecê-lo. Meu nome é Raymond Green. Ouvi bastante sobre o senhor pela senhora Rapha.
Jason sorriu de volta e agradeceu ao homem por recebê-lo com tão pouca antecedência, mas Raymond afastou aquilo com um gesto. Estava ali para negócios e jamais recusaria uma reunião de negócios, especialmente quando vinha de uma família que trabalhava com eles havia tanto tempo.
— Por favor, sente-se. Eu estava analisando o arquivo de solicitação que o senhor enviou mais cedo e devo dizer que é um conjunto de exigências bastante interessante. O senhor não apenas nos pede para aceitar grandes somas de dinheiro sem conhecimento adequado de sua origem, como também solicita nossa discrição ao lidar com agências governamentais para garantir que permaneça anônimo.
Jason murmurou enquanto se recostava no assento com calma.
— Não é possível?
O banqueiro riu.
— Por favor, Sr. Jason. O senhor está longe de ser o primeiro milionário que deseja manter seu patrimônio real em segredo do governo. Nosso banco lida com famílias de alto valor há dois séculos e, durante esse tempo, nunca expusemos uma única vez o patrimônio real ou a identidade de qualquer cliente que nos pediu sigilo. Uma situação como esta é apenas mais um dia de trabalho.
Jason sorriu. Pelo menos, com um banco desses, poderia ter certeza de que ninguém mexeria em seus ativos. O banqueiro começou a retirar alguns formulários para Jason assinar e carimbar, e Jason os examinou com calma enquanto o homem falava.
— O senhor ou seu advogado podem analisar os documentos e enviá-los por fax quando terminar de assinar. Não precisaremos de mais nada além disso, então, assim que os recebermos, sua conta será aberta e pronta para receber fundos.
Jason assentiu, agradeceu ao banqueiro e foi embora. Pediu a um advogado que analisasse os documentos, e isso tomou mais duas horas de seu dia, enquanto se certificava de que não havia brechas ou cláusulas ocultas ali também. Quando teve certeza de que o contrato estava blindado, Jason assinou os documentos e os enviou por fax ao banco.
Jason tinha um plano de abrir uma LLC fantasma no futuro para poder canalizar o dinheiro com mais facilidade e também evitar alguns impostos, mas, por enquanto, teria de se virar com a Shield Investments.
E agora que terminara tudo aquilo, seguia para o restaurante da mãe para ajudá-la. O banco enviara uma mensagem informando que sua conta havia sido criada com sucesso, e Jason só precisava esperar uma hora para que os fundos fossem enviados pela Tenet. Se Jason tivesse algum problema ou quisesse fazer uma grande retirada, poderia ligar para Raymond, já que ele era seu banqueiro pessoal. Mas Jason poderia fazer saques abaixo de cinco milhões de dólares sem nenhuma dificuldade.
Jason viu o restaurante da mãe aparecer à distância e franziu levemente a testa ao notar vários carros estacionados perto do prédio. Havia algumas pessoas paradas com câmeras, e Jason percebeu na hora que deviam ser jornalistas. Aqueles desgraçados estavam mirando na mãe dele agora porque ele não lhes dera entrevista?
Jason sentiu a raiva crescer dentro de si ao perceber o que podia estar acontecendo e acelerou um pouco para chegar mais rápido ao restaurante. Quando se aproximou, os repórteres parados por ali se animaram imediatamente. Os cinegrafistas começaram a apontar as câmeras para Jason, enquanto os repórteres pegavam microfones para tentar fazer perguntas. Jason estacionou a moto de lado sem dar atenção a eles e liberou um pouco do mana em seu corpo para garantir que ninguém ousasse chegar perto demais.
Os repórteres abriram passagem ao sentir o poder intenso irradiando dele, e Jason passou por eles ignorando as perguntas. Chegou à entrada e entrou imediatamente.
— Mãe, está tudo… bem?
Jason parou em surpresa diante do que viu ao redor. O restaurante estava lotado. Havia pessoas sentadas em todos os espaços possíveis dentro do prédio, e algumas até comiam em pé. Cada uma delas parecia trabalhar para algum canal de televisão ou outro, e Jason só podia imaginar que eram repórteres que vieram fazer perguntas à mãe dele. Como diabos a mãe dele conseguiu fazer todos ficarem sentados tão quietos?
Uma mulher sentada ao lado se animou ao ver Jason e se aproximou rapidamente.
— Sr. Jason! Meu nome é Easter, do canal AVC. Eu gostaria de saber se…
— Ah-hem!
Uma voz atrás de Easter a fez estremecer um pouco, e Jason inclinou a cabeça para o lado, vendo sua mãe lançar a Easter um olhar duro de trás do balcão. O rosto de Easter ficou levemente vermelho de raiva antes de ela se virar e deixar Jason em paz.