Water Magician (WN)

Capítulo 396

Water Magician (WN)

Editor: Tseirp

Os cofres haviam sido restaurados de forma primorosa, sem deixar rastros do roubo.

Por isso, o grupo partiu do local sem ter conseguido muitas informações...

"Parados! Quem são vocês?"

Do lado de fora do cofre, um grupo de cavaleiros os interceptou para interrogatório.

"Capitão Bachelet, estes são os aventureiros enviados pelo Palácio Papal."

O padre apresentou o grupo aos cavaleiros.

"Hmm. Aventureiros do Palácio Papal? Não compreendo muito bem. Sou Andre de Bachelet, comandante do Terceiro Destacamento dos Cavaleiros Templários."

O mais distinto dos cavaleiros se apresentou.

"Perdoe-me. O senhor deve ser um padre, sendo o comandante de um destacamento. Somos aventureiros contratados pelo Cardeal Graham, do Palácio Papal, para uma investigação."

Etho entregou a ele o Selo Sagrado e a carta de autorização do Cardeal Graham.

"Confirmado. Também estamos em busca dos itens roubados do cofre. Terei que pedir que entreguem as informações que obtiveram."

Ele disse em um tom autoritário.

Aquele tom de comando lembrou Ryo de algo.

"Niels, essas são as pessoas que estavam na Igreja de Onge quando voltamos do confronto com os centauros."

"Onge? Ah. Eles não conseguiam se levantar por causa da magia de solo congelado do Ryo..."

Ryo sussurrou para Niels, ao seu lado, que pareceu recordar dos eventos.

E, quase ao mesmo tempo, Ryo lembrou...

"Comandante, esses são os mesmos caras que encontramos na Igreja de Onge."

Um cavaleiro ao lado do Comandante Bachelet comentou.

Ao ouvir isso, o Comandante Bachelet pensou por um momento e logo se recordou.

"Aquele grupo que voltou dos centauros?"

"O Bispo conseguiu desfazer a maldição depois daquilo?"

Etho perguntou com um sorriso.

Os cavaleiros estavam convencidos de que haviam caído sob uma maldição incompreensível — uma que os impedia de se levantar do chão escorregadio — e que tinham precisado chamar o bispo da cidade vizinha.

Aproveitando o caos, o grupo conseguiu partir.

Claro, tudo aquilo foi por causa do Ryo...

"H-Hmm. Com certeza."

Para o Comandante Bachelet, aquilo devia ser uma péssima lembrança.

Ele parecia um pouco pálido.

Então, Etho virou-se para Niels e sussurrou:

"Nós não temos muitas informações de qualquer maneira, por que não perguntamos a eles?"

"Não acho que eles compartilhariam o que têm tão facilmente, mas... deixo isso com você, Etho."

Niels respondeu também em um sussurro.

"Então vou deixar com o Ryo."

"Eh..."

Ryo ficou completamente atordoado com a mudança repentina e imprudente de Etho.

Ao contrário de Abel, Etho não costuma fazer esse tipo de coisa, então por que agora...

"Sobre as informações que conseguimos, claro, ficaríamos felizes em compartilhar com vocês."

"Hmm. Muito bem."

"Mas como há uma certa medida de magia envolvida, vou encaminhá-lo ao nosso mago. Vamos lá, Ryo."

Etho apresentou Ryo ao Comandante Bachelet.

Niels incentivou Ryo a assumir seu lugar.

"Ah, sim, bem, se me dão licença. Uh... a porta foi arrombada usando magia do atributo fogo."

"Mm, também ouvimos falar disso."

"Parece que houve um grande alvoroço quando fizeram isso, mas ninguém na igreja notou."

"Pelo que parece, sim."

A explicação de Ryo parecia ser apenas o que o Comandante Bachelet já sabia.

Sem escolha, ele apresentou uma inferência plausível.

"É possível que os ladrões tenham um mago do atributo vento em suas fileiras."

"O quê? Não recebi tal relatório."

"Sim. A razão pela qual não ouviram o som da porta sendo destruída, embora devesse ter sido bem alto, é porque eles usaram magia de vento para bloquear o ar... bem, o vento, para que o som não se propagasse."

"Hmm... isso é possível?"

"Sim, em teoria. Essa é provavelmente a explicação mais provável para não terem ouvido nada."

Novamente, claro, aquilo era um raciocínio de Ryo.

Mas provavelmente ele não estava errado, já que a propagação do som pode ser impedida bloqueando o ar...

Se isso pode ser feito ou não com magia de vento, já é uma história completamente diferente.

Mas o escritor de ficção científica Júlio Verne disse:

Tudo o que um homem pode imaginar, outros homens podem tornar realidade.

Como isso é verdade mesmo em um mundo sem magia, deveria ser ainda mais fácil de realizar neste mundo mágico de 'Phi'!

Ryo acreditava nisso.

"Em outras palavras, entre os ladrões, existem magos de fogo e vento. Isso sugere que os ladrões provavelmente fazem parte de uma organização bastante poderosa."

Ryo concluiu.

"Entendo."

O Comandante Bachelet murmurou enquanto assentia repetidamente.

"E isso é tudo o que temos até agora... mas tenho certeza de que os famosos Cavaleiros Templários devem ter encontrado algumas pistas mais promissoras que nos levarão aos ladrões..."

Ryo disse, modestamente.

Niels pensou que ele estava começando outro de seus truques.

"Bem, é claro. Primeiro, o departamento de armazenamento do Papado foi minuciosamente investigado, e ninguém de lá esteve envolvido. No entanto, o chefe do departamento de armazenamento havia sido enviado para uma viagem de negócios ao exterior pelo Arcebispo Goon antes disso, então ele não pôde ser interrogado."

"Entendo. O chefe do departamento ainda não voltou..."

"Infelizmente, ele faleceu durante a viagem de negócios. A pousada onde ele estava pegou fogo."

"Oh, céus..."

Então, Ryo teve um estalo ao se lembrar do nome Arcebispo Goon.

Era o arcebispo que havia ordenado anteriormente a vigilância de Gladys Aldiss, a negociadora do Ministério de Assuntos Militares.

De acordo com as informações que obteve de Graham.

(Acredito que ele seja o arcebispo que é protegido do Cardeal Camillo...)

Ryo perguntou audaciosamente aos Templários, que estavam prestes a entrar no cofre guiados pelo padre.

"Se me permite, Comandante Bachelet."

"Mm? O que foi? Pode perguntar."

"Muito obrigado. Hum, o senhor poderia me dizer quem deu a ordem ao comandante desta vez?"

Não foram os Cavaleiros Templários que ficaram atordoados com a pergunta de Ryo, mas Niels.

Seus olhos praticamente gritavam: "Você pergunta uma coisa dessas diretamente?".

"Quem nos enviou foi Sua Eminência, o Cardeal Oskar."

"Entendo. Talvez, quando vocês estavam na Igreja de Onge antes, tenha sido sob ordens do Cardeal Oskar?"

"Não, isso é diferente. Naquela época, foi por ordem do quartel-general dos Cavaleiros Templários, ou seja, do Capitão dos Cavaleiros, Gaster."

"Entendido. Muito obrigado por sua franqueza."

Ryo curvou-se educadamente.

Poucas pessoas se sentiriam mal por receber uma reverência educada.

Era uma regra pessoal de Ryo.

E assim, o terceiro destacamento dos Cavaleiros Templários entrou no cofre.

"Foi o Cardeal Oskar quem os enviou."

"Se bem me lembro, ele era o encarregado de receber os enviados antes do Sr. Graham."

Ryo disse, e Etho respondeu, lembrando-se.

"Ah, verdade."

Ryo virou-se para Etho com as bochechas um pouco estufadas.

"Etho, por que você de repente jogou essa responsabilidade para cima de mim mais cedo...?"

"Ah. Ryo é rápido de raciocínio, então pensei que você conseguiria lidar com isso."

"Eh? Não, isso não é verdade."

Ryo ficou envergonhado com as palavras de Etho.

"Isso é incrível, Etho..."

"Nah, é que o Ryo é muito fácil de manipular..."

Amon estava impressionado e Niels balançou a cabeça levemente.

Etho riu inocentemente, enquanto Ryo permanecia envergonhado.

Todos estavam animados, então, no fim das contas, tudo termina bem quando termina bem.

O grupo então visitou o segundo cofre na cidade oriental de Euros e o terceiro cofre na cidade sulista de Notos.

Não havia nada de novo para encontrar, mas aqueles dois cofres eram bem menores que o primeiro.

Ainda assim, eram do tamanho de um ginásio escolar...

Como já estava ficando tarde da noite, decidiram visitar o quarto cofre na cidade ocidental de Zephyrus no dia seguinte e se hospedaram na cidade sulista de Notos.

Assim, decidiram conversar durante o jantar no refeitório da pousada.

Os quatro olhavam seriamente para o menu e faziam suas escolhas.

Enquanto escolhiam... os olhos de Ryo pararam em um item específico e ele não conseguia desviar o olhar.

"Karaage..."

Depois de murmurar aquela palavra, ele mal conseguia mover a boca.

"Ryo-san? O que houve?"

Amon perguntou curioso.

Era muito raro ver Ryo parar para olhar um menu.

"A-Amon... você já ouviu falar de Karaage?"

"Karaage? Não, nunca ouvi falar."

"É frango empanado com farinha de trigo e frito no óleo... às vezes com tempero."

"Não parece complicado, mas nunca ouvi falar disso nos países centrais. É bom?"

Ryo comeu muitos pratos desde que chegou a 'Phi'.

Havia muitos pratos baseados em receitas que podem ter sido trazidas da Terra por reencarnados ou transferidos.

Curry, hambúrgueres, crepes, bolos Mont Blanc... e até o Lámen na Terra do Crepúsculo!

Mas ele nunca tinha comido Karaage [1].

[1] - Frango frito ao estilo japonês.

Como Amon disse, não é um prato difícil de fazer.

Geralmente há frango, e farinha de trigo também é comum. E, claro, existe óleo. Seja óleo de colza ou azeite de oliva, está disponível nos países centrais.

Mas ele nunca tinha comido Karaage!

"Vou querer o combinado de Karaage."

Ryo anunciou solenemente.

Sim, é um 'combinado' que está sendo servido no refeitório da pousada.

Não apenas o Karaage sozinho...

Ryo esperou, sentindo-se um pouco ansioso.

Enquanto isso, os outros três revisavam os eventos do dia e discutiam os planos para amanhã.

No entanto, Ryo não conseguia ouvi-los.

Era inevitável.

Ele estava curioso sobre o 'Combinado de Karaage'!

E então, dez minutos depois:

"Aqui está! Combinado de Karaage."

Dizendo isso, a garçonete trouxe o prato...

Oito pedaços de frango frito em tamanho de mordida!

E arroz branco.

Com... sopa?

Mas era, sem dúvida, o combinado de Karaage!

"Ooh..."

Ryo exclamou involuntariamente.

"Uau, parece delicioso."

"É frango?"

"É esse o karaage de que você estava falando?"

Niels tentou estender o dedo, Etho perguntou sobre a carne e Amon recordou o nome, karaage.

Ryo espetou um pedaço de karaage com um garfo.

O caldo escorreu.

Então ele colocou na boca...

Não havia como errar!

Tinha um pouco de tempero com vinagre ou algo do tipo, mas definitivamente era frito.

E.

"Tão bom..."

Ele não pôde deixar de soltar um comentário honesto.

"E-Eu gostaria de provar um..."

Niels olhou para o karaage e para o rosto de Ryo alternadamente, incapaz de se conter.

"Sirvam-se. Etho e Amon também."

Ryo disse, e os três espetaram um pedaço cada um e comeram.

"Droga!"

"Isso é..."

"Tão delicioso!"

Niels, Etho e, claro, Amon, sorriram!

Sim, o sabor do karaage transcende o mundo!

Nem é preciso dizer que 'karaage' foi solicitado adicionalmente como um pedido separado...

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