Water Magician (WN)

Capítulo 362

Water Magician (WN)

Editor: Tseirp

No dia seguinte.

Um jantar apetitoso, um sono confortável e um café da manhã delicioso.

Nem é preciso dizer que foi perfeito.

Após o café da manhã, Ryo fez um leve alongamento e se dirigiu à recepção.

Hoje, ele deixaria a estalagem e partiria da República para retornar à Cidade Sagrada.

O check-out foi totalmente tranquilo.

Continuava impecável.

"Tive uma estadia maravilhosa. Se eu me encontrar na República novamente, voltarei aqui."

"Estamos ansiosos pela sua próxima visita."

Até aquele momento, tudo estava perfeito.

Quando Ryo estava prestes a deixar o balcão da recepção, um funcionário dos fundos chegou apressado, trazendo um pedaço de papel.

E então...

"Ryo-sama!"

"Sim?"

"Acabei de receber a notícia de que houve um anúncio da residência oficial do Chefe de Estado. Todas as fronteiras da República foram fechadas."

"Eh..."

Ryo estava no saguão.

Ele pediu à estalagem que reunisse mais informações enquanto saboreava calmamente um café com bolo.

((Não adianta ficar agitado. É prudente manter a calma.))

((Ei, Ryo... eu acabei de acordar...))

((Quem carrega o título de Sua Majestade o Rei vai para a cama às duas da manhã e levanta às três.))

((Nem ferrando!))

Ryo tomou um gole de café e continuou.

((Pensar que o público em geral não foi informado de nada até pouco antes do início da guerra.))

((Bem... eles não iam querer causar pânico em massa.))

((Controle de informações para suprimir o pânico... Como não há nada que eles possam fazer a respeito de qualquer maneira, é melhor que o público continue com suas vidas em vez de entrar em pânico.))

((…))

Enquanto eles conversavam, o estalajadeiro aproximou-se de Ryo com um pedaço de papel.

"Ryo-sama, sobre o fechamento da fronteira."

"Certo."

"Parece que vai haver uma guerra..."

"Sim, eu imaginava..."

O confronto entre o Primeiro e o Segundo Exércitos do Reino Unido de Stachen e a Guarda Republicana perto da fronteira oeste da República aconteceria em poucas horas, mas dentro da República, o que poderia ser chamado de guerra das sombras nos bastidores já estava em curso.

"Primeiro, o contato com o esquadrão Lusher que monitorava o Cardeal Sacharias caiu... e depois mais dez unidades seguiram o mesmo caminho... Como unidades de inteligência podem ser caçadas na capital de seu próprio país..."

Bonifacio Franzoni, Chefe do Bureau da Agência de Serviços Secretos, murmurou frustrado.

Alguns deles haviam sido treinados diretamente por ele.

E nenhum deles era do tipo que seria derrotado tão facilmente.

Mas, como esperado...

"Você disse que Cesare foi visto... naquela área?"

Ele percebeu que seria uma batalha difícil se enfrentassem os 'Quatro Bispos do Papa'.

Embora estivesse procurando por Cesare e seu grupo, mesmo que os encontrasse... Bonifacio ainda não tinha decidido o que fazer.

Cercá-los e derrotá-los... a força numérica costuma ser um meio eficaz.

Mas se ele falhasse em derrotá-los... as tropas de linha de frente dos Serviços Secretos seriam dizimadas.

Ainda assim, isso não significava que pudessem ser deixados em paz.

Mesmo agora, suas unidades ativas estavam sendo caçadas, e não era mais possível monitorar totalmente aqueles nos campos opostos dentro da República.

Quando exércitos regulares se enfrentam, por exemplo, se sabotarem centros militares ou atacarem a residência do chefe de estado... o próprio país perecerá.

Eles queriam evitar isso a todo custo!

Não são apenas aqueles que vão para a linha de frente que se engajam na batalha...

Uma casa em Mussolente, capital da República de Mafalda.

O dono da casa, Ciro Pepe, é um nobre com o título de Visconde.

Mesmo na República, existem nobres com títulos.

E esse nobre, Ciro, estava de uma maneira bastante humilde, quase como um criado, diante de um homem sentado no sofá, servindo-lhe bebidas e preparando sua comida...

"Que resultado maravilhoso. Enterrar mais de cinquenta pessoas dos Serviços Secretos em dois dias."

O homem no sofá disse, bebendo seu café lentamente.

Ele sorriu e parecia muito gentil.

Como se estivesse prestando um relatório, parado ao lado dele estava um homem... Cesare, um dos 'Quatro Bispos do Papa'.

Ele não disse nada, apenas assentiu.

Aqueles que conheciam a situação na Igreja Ocidental achariam esta cena um pouco estranha.

Porque Cesare é um dos 'Quatro Bispos do Papa'.

Não é exagero chamá-lo de esquadrão de assassinato sob comando direto do Papa.

E os outros cardeais também têm suas próprias unidades sob seu comando.

Algumas delas não podem ser chamadas de esquadrões de assassinato... mas sim de subordinados leais.

Portanto, de certa forma, são todos rivais.

Isso não quer dizer que não trabalhem juntos para espalhar os ensinamentos da Igreja...

Mesmo que o fizessem, não há como um cardeal dar ordens a um esquadrão de assassinato sob controle direto do Papa.

Em primeiro lugar, nem é inerentemente possível que eles se encontrem cara a cara...

Portanto, a situação atual na mansão de Ciro Pepe era um pouco inconcebível.

No entanto, o dono da casa, Ciro Pepe, é claro, não disse nada.

Já que sua prioridade máxima era manter sua vida e a de sua família.

Se ele abrisse a boca ou deixasse a informação de tal encontro escapar, ele seria forçado a dizer adeus a este mundo naquele momento...

"Em breve, os exércitos do Reino Unido e da República entrarão em choque. Quando atacaremos a residência do chefe de estado e a sede dos Serviços Secretos?"

Cesare perguntou.

Naturalmente, a sabotagem da residência do chefe de estado e da sede dos Serviços Secretos estava nos planos.

"Bem, vamos ver... assim que tivermos o resultado daquele campo de batalha, invadiremos os Serviços Secretos. Então, a residência do chefe de estado virá depois disso."

"Por que não agora? Por que esperar?"

"Porque há algo que quero que você priorize."

O homem no sofá respondeu à pergunta de Cesare sem hesitar.

"Um aventureiro da Missão dos Países Centrais veio à República para entregar uma carta. Mate-o antes que ele deixe a República. Felizmente, a fronteira foi fechada esta manhã, então ele não será capaz de sair do país facilmente. Aqui está o esboço."

O homem no sofá disse, e Ciro Pepe entregou a Cesare uma folha de papel com um retrato.

"Hmm. Posso perguntar o porquê?"

"Que incomum. Há algo de errado com este alvo?"

A primeira pergunta de Cesare foi respondida pelo homem no sofá, que o olhou com os olhos levemente arregalados.

Até onde ele sabia, esta era a primeira vez que Cesare o questionava sobre um assunto.

"Ele é o cara que atrapalhou nosso ataque aos alvos dos Serviços Secretos."

"Ohh-ho."

O homem no sofá encarou Cesare com interesse.

Mas não disse mais nada.

Ele sabia que, se dissesse algo desnecessário, o humor de Cesare se deterioraria.

E ele não queria isso.

Qualquer um que se desse ao trabalho de dizer algo que diminuiria a taxa de sucesso de seu trabalho não passa de um tolo.

O que saiu de sua boca foi uma resposta à pergunta de Cesare.

"Fazendo com que este aventureiro morra na República, a Igreja terá um motivo para avançar suas tropas para o país. Se eles não podem garantir a segurança de um membro das Missões dos Países Centrais, que a Igreja e a Teocracia tão graciosamente receberam, não seria lógico concluir que eles também não podem garantir a segurança dos diplomatas e cidadãos da Teocracia que estão na República a negócios? Isso significa que a República não tem capacidade para fazê-lo. Portanto, a Teocracia avançará suas tropas para proteger seus cidadãos..."

"Entendo."

Invasão para proteger seus próprios cidadãos... é uma causa comum.

"Muito bem, vamos nos livrar dele."

"O nome dele é Ryo. Um aventureiro de rank C do Reino de Knightley. Ele está hospedado no 'Doge Pietro'... ah, esse é um lugar muito bom. Como você decidir matá-lo é com você. No entanto, por favor, não o ataque na estalagem. Eu gosto daquela estalagem."

"Sim, senhor."

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