
Capítulo 319
Water Magician (WN)
((Acho que você também está numa situação complicada, Abel.))
((De onde veio isso de repente?))
((Não, é só que, quando penso que, como Rei do Reino de Knightley, você precisa lidar constantemente com pessoas tão difíceis...))
((Você está falando do Imperador Rupert ou do Rei Roberto Pirlo?))
((Viu, você já sabia de quem eu estava falando.))
((Sim. Desde que ouvi a conversa entre você e aqueles dois.))
((Você estava espionando!))
((Ei, não entenda errado. Eu só consegui ouvir porque a Ressonância de Alma ainda estava conectada.))
Falando nisso, Ryo lembrou que estava conversando com Abel pouco antes daquilo acontecer.
((Claro, se você diz.))
((É verdade!))
Eles estavam atualmente na estrada que levava do "Reino de Sufuoh", o último dos Países do Corredor, para o "Ducado QC", o país mais a leste dos Países Ocidentais. [1]
[1] - Nota do Tradutor: Anteriormente referido como "Ducado de Cu Chi".
Não havia estradas dentro dos países do corredor, mas existia uma entre o Reino de Sufuoh e o Ducado QC.
Isso se devia à relação comercial entre os dois países, embora em pequena escala.
Claro, não era nada sofisticado como um calçamento de paralelepípedos, mas uma estrada simples feita de terra batida...
((Então? Você ainda não me disse por que conectou a Ressonância de Alma hoje?))
((...E de quem é a culpa disso? Sabe de uma coisa, esquece. Sobre o assunto do Barão Hagen Venda, após reunir mais informações, confirmamos que ele de fato faz parte da missão.))
((Aquele mesmo Barão da magia dimensional, certo?))
((Exatamente.))
((Ok, entendi. Então, o que faremos? Capturá-lo e extrair a magia dimensional dele?))
((Extrair... isso é possível?))
((Eu lá sei? Mas eu sei que eu não consigo, né?))
((...Fui um tolo de esperar, nem que fosse por um momento, que você pudesse fazer isso com sua alquimia.))
((Que coisa a se dizer! Além disso, não há como um ato tão desumano ser tolerado!))
Ryo balançou a cabeça. Embora, como eles estivessem se comunicando através da Ressonância de Alma, Abel não pudesse ver.
((...Por enquanto, apenas mantenha isso em mente. Opa, acho que está na hora da minha reunião. Vou desligar.))
Dizendo isso, Abel desconectou unilateralmente a Ressonância de Alma.
Ao que parece, Sua Majestade o Rei estava bastante ocupado.
"Isso é bem preocupante."
Ryo disse e balançou a cabeça levemente mais uma vez.
Ao ver isso, Niels, que caminhava ao lado dele, perguntou:
"Você terminou sua conversa com Sua Majestade Abel?"
Ele havia contado, ainda que brevemente, aos seis dos Quartos 10 e 11 que podia conversar com Abel ocasionalmente através de uma ferramenta alquímica.
Niels pareceu invejoso quando ouviu aquilo pela primeira vez, mas logo assentiu e desistiu no momento em que soube que era necessário gastar energia mágica para isso.
Aliás, ele não contou a Hugh McGrath, o líder da delegação.
Ele sentiu que, se contasse, seria usado para todo tipo de conveniência...
"Sim, acabei de terminar. Ainda assim, é realmente incrível que possamos nos conectar sem problemas mesmo a uma distância tão longa. Isso só mostra o quão magnífica é a alquimia."
"Com certeza!"
Ryo exaltou a grandeza da alquimia, e Amon concordou prontamente.
Amon é um cara honesto e legal.
"Mas o consumo de energia mágica é um absurdo. Será que alguém além do Ryo conseguirá usar isso tão cedo?"
Etho parecia cético.
Etho não é um cara mau.
"Mais importante, já é quase meio-dia. Estou morrendo de fome."
Niels só pensa em comida.
Por outro lado, Niels parecia ser um brutamontes esfomeado.
"Ryo, você pensou algo extremamente rude agora pouco, não foi!"
"C-Claro que não."
Ele é um brutamontes, mas astuto, provavelmente por ser um aventureiro de Rank B...
O almoço da delegação real foi um ensopado com muita carne.
A missão estava bem estocada de comida, em parte graças aos suprimentos abundantes que receberam no Reino de Sufuoh.
Para muitos aventureiros, comer é sempre um momento esperado, mas para funcionários civis, comer também é uma forma de relaxar.
Controlar o estresse dos subordinados é um elemento que os superiores devem sempre ter em mente.
Ao ver os membros da delegação consumindo o ensopado com tanto entusiasmo, o líder Hugh McGrath assentiu várias vezes.
Comida boa traz sorrisos aos rostos das pessoas.
E quando as pessoas estão felizes, sentem menos estresse.
Essa é uma verdade universal em qualquer época e em qualquer mundo.
Humanos sempre serão humanos, não importa onde estejam.
"Líder, chegaremos hoje, certo?"
Ignis, o negociador-chefe que estava encarregado dos cem funcionários civis, chamou Hugh, que havia terminado de comer e estava relaxando um pouco.
"Sim. Passaremos por aquela colina em cerca de duas horas. Então, a cidade deve entrar no nosso campo de visão."
A cidade que mantém as fronteiras do Ducado QC.
"De alguma forma, estou empolgado e ansioso ao mesmo tempo..."
Ignis disse com um sorriso irônico.
"Assim que chegarmos aos Países Ocidentais, os funcionários civis ficarão ocupados."
"Sim, mas... existem vários países nos Países Ocidentais. Embora eu suponha que o palco principal das negociações será na Teocracia de Van De Vie, o centro da Igreja Ocidental."
Não era exagero dizer que o Papado, a sede da "Igreja Ocidental", que era adorada em todos os Países Ocidentais, estava localizado na Teocracia de Van De Vie.
Embora o tamanho do país não fosse o que se chamaria de um país grande, seu poder nacional, levando em conta sua riqueza, força militar e influência tangível e intangível, era sem dúvida o maior nos Países Ocidentais.
É um país governado pelo próprio Papa, e sua influência nos Países Ocidentais é inimaginável.
Para começar, a missão das Nações Centrais partiu inicialmente para celebrar a inauguração do 100º Papa que seria realizada na Teocracia de Van De Vie... pelo menos na superfície.
Sendo assim, eles precisavam chegar à Teocracia de Van De Vie no prazo.
"Bem, como negociador, agradeço o fato de que nossos sistemas linguísticos são quase idênticos."
"Sim... Nos Países Orientais, por exemplo, é totalmente diferente. Ainda assim, aqueles que são educados até certo ponto falam as línguas das Nações Centrais, então viver lá não é realmente um problema."
O negociador-chefe Ignis expressou sua opinião como negociador, e Hugh, que também é o Grão-Mestre da capital real, ofereceu a sua, recordando a situação linguística nos Países Orientais.
"Eu adoraria muito ir para lá, da mesma forma que estou empolgado com essa jornada para o Oeste."
Ignis riu ao dizer isso.
Ele era um funcionário do Ministério das Relações Exteriores e negociador até a medula.
Hugh olhou para ele como se estivesse vendo algo um tanto deslumbrante.
Hugh, que era essencialmente um aventureiro, podia entender seu desejo de ver algo que não tinha visto antes.
E duas horas depois.
A delegação cruzou as colinas e, à distância, estava a cidade do Ducado QC.
Aquela cidade estava... em chamas.