Water Magician (WN)

Capítulo 262

Water Magician (WN)

Editor: Tseirp

Ao inserir a chave ativada e levemente brilhante na fechadura, ouviu-se um clique e a porta à frente deles se abriu.

Ao mesmo tempo, vários sons de cliques puderam ser ouvidos do fundo da passagem, como se algumas trancas invisíveis também tivessem sido destravadas.

— Muito bem, vamos nessa.

Com essas palavras do Mestre McGrath, liderando o grupo de incursão composto principalmente por aventureiros, eles começaram a avançar pela passagem subterrânea dos elfos.

Sob o comando geral do Mestre McGrath, os aventureiros de elite entraram na capital real através da passagem subterrânea para abrir os portões.

No entanto, como o Império também havia conquistado os portões fingindo ser a guarnição da última vez, eles receberam informações de que uma força considerável havia sido enviada para defender cada portão, para não repetir o mesmo erro.

Daí a necessidade do esquadrão de elite de aventureiros.

Eles planejavam realizar esse ataque em coordenação com os rebeldes na capital real.

A capital real possui enormes portões a leste, oeste, sul e norte, mas há também vários portões menores.

Desta vez, como o exército do sul estava avançando para o norte, a maior força de defesa foi alocada no portão sul… e o próximo seria o portão norte, que é mais próximo do castelo real.

Portanto, a força de incursão teria como alvo o portão oeste, evitando o norte e o sul.

A saída da passagem subterrânea dos elfos na capital real era, obviamente, a Região Autônoma.

A escolha deles de visar o portão oeste deveu-se ao fato de que a Região Autônoma está localizada na parte noroeste da capital real e, portanto, o portão oeste não fica muito longe.

Com a capital real sob lei marcial, um bom número de aventureiros circulando à noite certamente chamaria a atenção.

É natural que quisessem que o trajeto a partir da Região Autônoma fosse o mais curto possível.

Além do grupo de incursão liderado pelo Mestre McGrath, outros receberam uma missão diferente.

A equipe, liderada por Dontan, ex-comandante de companhia dos Cavaleiros Reais e agora segundo em comando do Marquês Heinlein, foi designada para se infiltrar no castelo real.

O objetivo deles era resgatar o pai de Abel, o Rei Stafford IV.

Abel já havia recebido informações sobre a captura dele durante a queda da capital real e que o Exército Imperial tentou usá-lo para abrir o 'Salão dos Heróis'.

Junto com informações de que eles falharam.

Contudo, as informações não continham o que aconteceu com ele depois disso.

No pior dos cenários, ele poderia estar morto, mas ele é um dos reféns mais eficazes que se pode usar... junto com outros membros da realeza.

A diferença em relação aos outros membros da realeza é que, se um decreto fosse proclamado como um 'Edito de Stafford IV', as coisas ficariam complicadas.

Abel foi de fato entronizado como rei, mas não porque o Rei Stafford IV lhe cedeu o trono.

Ele também não possui os três tesouros sagrados.

Olhando por outro ângulo, a situação poderia ser chamada de usurpação.

Se o Rei Stafford IV emitisse um decreto contra o Rei Abel, dizendo que 'não reconheceria sua ascensão ao trono'... haveria todo tipo de problemas.

Rei Abel, Rei Raymond e Rei Stafford IV... três reis se opondo... a própria autoridade do rei entraria em colapso.

Para evitar uma situação tão ridícula, era necessário colocar o Rei Stafford IV sob custódia.

A equipe de infiltração também incluía Ryo, que não teria outra tarefa assim que a passagem subterrânea fosse aberta.

Esse também era o desejo de Abel.

— Oh, então são Zack e Scotty. Acho que isso faz de vocês nossos guias, hein?

— Hã? Capitão Dontan?

O grupo de incursão e a equipe de infiltração se reuniram com os rebeldes na capital real, fora da Região Autônoma, após passarem pela passagem subterrânea dos elfos.

Dontan, o líder da equipe de infiltração, ficou surpreso ao ver os rostos dos 'rebeldes' que se infiltrariam no castelo real com eles.

Eram rostos familiares, Zack e Scotty, membros dos Cavaleiros Reais, com quem ele lutou lado a lado durante a missão em que escoltaram a delegação para Twilight Land [1].

[1] - Terra do Crepúsculo, nome de uma localização específica.

Zack e Scotty ficaram surpresos ao ver que o líder da aparentemente imprudente equipe de infiltração no castelo real era Dontan, que era o capitão deles naquela época.

Ficaram ainda mais surpresos quando viram a última pessoa que foi incluída na equipe de infiltração.

— Você é... o mago de atributo água daquela época.

— Creio que o nome dele é Ryo.

Zack soou surpreso e com inveja, e Scotty disse o nome de que se lembrava.

— Ryo foi pessoalmente nomeado por Sua Majestade Abel.

Dontan explicou brevemente para a dupla atônita.

— Olá novamente.

Ryo não tinha muita certeza do porquê eles estarem surpresos, mas inclinou a cabeça de qualquer maneira.

Essa é a arte de conviver, uma habilidade de vida de um ex-cidadão japonês.

O grupo de incursão foi acompanhado pelos rebeldes, 'Estrela da Manhã' e 'Valquírias'.

— Bem, Sir Dontan, nos vemos mais tarde.

— Boa sorte, Mestre McGrath.

Os capitães das equipes de incursão e infiltração apertaram as mãos firmemente, e as duas equipes seguiram caminhos separados.

Trinta minutos depois... Ryo estava vagando sozinho pelo castelo por algum motivo.

(Eu os perdi de vista...)

De acordo com a memória de Ryo, eles deveriam ter se dividido em um grupo de três para revistar, com ele se movendo entre Zack e Scotty.

— Tenho quase certeza de que estávamos juntos, comigo no meio, então... para onde diabos eles foram de repente...?

Ryo tentou se lembrar, mas nada lhe veio à mente.

— Espere um minuto, poderia ser obra de algum mecanismo alquímico que distorce o espaço-tempo!?

Não.

— Ou talvez alguma magia de atributo sombrio que interfere nas memórias!?

Não.

Por razões desconhecidas, Ryo estava sozinho e vagando pelo castelo real.

De vez em quando, ele encontrava soldados, os quais ele aprisionava em gelo com um <Caixão de Gelo> e colocava no final do corredor enquanto seguia em frente.

Ele pensou que, se fizesse isso, a infiltração deles seria descoberta, mas não conseguia pensar em um jeito melhor, então apenas continuou.

Eles seriam descobertos mais cedo ou mais tarde de qualquer maneira, então não importa... foi o que ele pensou...

Depois de vagar por um tempo, Ryo entrou em um canto do castelo que era muito mais silencioso do que as áreas anteriores.

— Eu não poderia ter... tropeçado por acaso no lugar onde o antigo rei está trancado ou algo assim, poderia...

O lugar certo para colocar um rei cativo é a masmorra ou o último andar de uma torre.

Não teria como ele estar trancado em um lugar com uma atmosfera tão solene, que poderia facilmente ser confundido com a morada de um nobre...

Ele pensou, mas quando estava prestes a sair...

— Você!?

Estranhamente, parecia haver um mago, e ele notou Ryo.

— Ó Vento... argh.

O mago devia ser do atributo vento, e quando ele começou a entoar o feitiço, Ryo o congelou.

Além disso, os dois guardas na porta onde o mago estava também foram congelados.

Até aquele momento, Ryo ainda não tinha encontrado guardas parados na frente de uma porta em nenhum dos lugares por onde passara.

Aquela porta foi a primeira.

Ele soube na hora que aquilo significava problemas.

Ele sabia que não deveria abrir aquela porta e entrar.

Mas... droga, sua curiosidade...

E como diz o famoso ditado, a curiosidade matou o gato.

Tenho certeza de que Schrödinger concordaria.

Ele abriu a porta sem dizer nada, pensando por que se dar ao trabalho de bater agora.

Mas, de alguma forma, ao entrar na sala, ele acabou dizendo:

— Com licença.

Ser educado é uma virtude... em um dia normal.

Dois pares de olhares se voltaram para Ryo.

Havia dois homens dentro.

Um deles devia ter mais de sessenta anos. Seu cabelo grisalho estava bem aparado e ele estava sentado calmamente em um dos sofás.

O outro estava na casa dos quarenta e poucos anos. Seu cabelo castanho estava cuidadosamente penteado, mas todo o seu corpo, não apenas seu rosto, transbordava uma sensação de fadiga ou cansaço.

Ryo ficou impressionado com as roupas luxuosas e as joias que ele estava usando.

— Você veio para me matar?

O homem na casa dos quarenta abriu a boca e disse isso.

Ryo então se lembrou. Ele era o homem que se encontrou e falou com Abel antes da Batalha de Gold Hill.

O homem à sua frente era o tio de Abel, Raymond.

Aquele que se proclamou rei.

— Matar você não estava no plano, na verdade.

Ryo respondeu honestamente.

— Tudo bem. Provavelmente seria bom para o Reino morrer aqui.

Assim que Raymond disse isso, uma forte explosão veio do lado de fora.

O homem na casa dos sessenta anos se levantou, olhou pela janela e disse:

— Há fumaça subindo do portão oeste. Deve ter sido invadido.

Ele simplesmente declarou os fatos, sem qualquer indício de arrependimento ou amargura.

— Que assim seja.

(Você é o Nobunaga!?)

Ryo involuntariamente brincou com as palavras de Raymond em sua mente.

Para Ryo, 'que assim seja' e 'muito bem' eram 'expressões de Nobunaga' usadas por Oda Nobunaga [2].

[2] - Oda Nobunaga foi um poderoso daimiô japonês do período Sengoku, frequentemente retratado na cultura pop com frases de efeito marcantes.

As palavras seguintes de Raymond trouxeram a mente de Ryo de volta ao presente imediatamente.

— Agora, Assassino, você pode ficar com o crédito por levar minha cabeça.

— Eu realmente não quero, no entanto...

Ryo respondeu às palavras de Raymond honestamente.

Ryo se infiltrou no castelo real não para matar Raymond, mas para garantir a custódia de Stafford IV.

— Entendo. Então isso me deixa com a poção.

— É costume para um homem de sangue nobre cometer suicídio sem derramar seu sangue.

O homem na casa dos sessenta, cujo nome Ryo não sabe, Parker, virou-se para Ryo e lhe disse isso.

Ryo assentiu, porque se lembrava de ter lido tais histórias na história da Terra.

Mas então ele decidiu perguntar-lhe diretamente.

— Antes disso, posso lhe pedir apenas uma coisa?

— Claro, ouvirei seu pedido. O que é?

Raymond acenou com a cabeça de forma magnânima e deixou que ele continuasse.

— O senhor poderia me dizer onde está Sua Majestade, o Rei Stafford IV, o antigo rei?

Quando Ryo disse isso, tanto Raymond quanto Parker pareceram um pouco surpresos.

— Espere, você achou que meu irmão estava aqui?

Stafford IV era o irmão mais velho de Raymond.

— Meu irmão não está aqui no castelo real. Ele está com a saúde extremamente debilitada e está sendo atendido pelos sacerdotes no templo central. No entanto, parece que nem mesmo <Cura> pôde fazê-lo melhorar...

O rosto de Raymond estava visivelmente triste.

Certamente poderia ter havido uma rixa entre os dois irmãos, mas eles podem não ter se odiado ativamente.

— O templo central...

Ryo ficou sem palavras.

Se aquilo fosse verdade, então Dontan e o restante da equipe de infiltração estavam perdendo tempo.

Ele queria informá-los imediatamente... mas o homem presumido como rei estava prestes a cometer suicídio bem na sua frente... seria uma má ideia simplesmente sair assim.

Raymond inclinou um pequeno frasco de cristal que ele havia retirado do nada e derramou um pequeno líquido vermelho no vinho em sua mão.

Então ele proferiu uma única declaração.

— Parker, eu o proíbo de me seguir na morte.

— Vossa Majestade!?

Parker ficou consternado.

— Entendeu? Esta é uma ordem que você deve obedecer.

— Isso simplesmente não...

Parker não assentiu à ordem de Raymond.

— Com todo o respeito, Rei Raymond, se me permite oferecer uma sugestão.

— Concedido. Deixe-me ouvi-la.

Ryo de repente ofereceu uma proposta, e Raymond assentiu, incentivando-o.

— Que tal passar algo que represente o Rei Raymond ao Sir Parker... uma lembrança, e encarregá-lo da tarefa de entregá-la ao Rei Abel...

— Oh, entendo. Ao encarregá-lo de tal tarefa, Parker não terá que morrer.

— Quê...!

Com a sugestão de Ryo, Raymond assentiu com satisfação, e Parker exclamou.

Raymond entregou a Parker o colar que ele usava no pescoço.

— Parker, eu o encarrego de dar isso a Albert. Tudo bem?

— ...Entendido, Vossa Majestade.

Parker se ajoelhou e recebeu o colar.

Raymond bebeu o vinho envenenado em sua mão por um momento e, então, murmurou baixinho.

— Glória ao Reino de Knightley.

Então, ele bebeu o vinho.

Comentários