Water Magician (WN)

Capítulo 206

Water Magician (WN)

Editor: Tseirp

"Kenneth! O Kenneth, você está aí?"

Na entrada da Oficina Real de Alquimia, um sujeito vestido com trajes de mago chamava por ele.

Após repetir o chamado diversas vezes, finalmente houve uma resposta do lado de dentro.

"Ah, sim, sim, só um momento, por favor."

E a pessoa que saiu… não era Kenneth.

O sujeito com cara de mago, ou melhor, Ryo, sentiu-se desanimado, mas logo percebeu que aquele era um rosto conhecido.

Era Radden, subordinado do Barão Kenneth Hayward.

"Hum? É você, Sr. Ryo? Quanto tempo."

Ryo estivera naquela oficina de alquimia durante o caos na capital real, tendo ajudado a retirar Kenneth e seus homens, evacuando-os para a residência do Conde Rune, na fronteira.

Naquela época, ele se lembrava de ter evacuado Radden, o homem à sua frente, junto com eles.

"Não, espere… por que você está na porta da frente? Não havia guardas no portão quando você entrou no complexo?"

Radden se perguntava por que Ryo estava subitamente ali.

Além disso, não houve aviso algum por parte dos guardas…

"Está tudo bem. Por algum motivo, eles não notaram!"

Ryo, parecendo distraído, assentiu e respondeu.

"Uh…"

Radden não sabia como reagir àquilo.

Enquanto ele ponderava o que dizer, Ryo continuou.

"Radden, estou aqui para ver o Kenneth. Ele deveria estar investigando algo."

"O quê…"

Então, Radden entrou em pânico.

Ele ficou extremamente alarmado por saber que o mago à sua frente tinha informações que deveriam ser confidenciais.

Ele o salvara durante o caos na capital real, e não havia esquecido a dívida de gratidão, mas uma coisa era uma coisa, outra coisa era outra coisa.

A Oficina de Alquimia podia ser considerada uma organização altamente sensível a questões de vazamento de informações.

Isso porque ela tem um histórico de ser uma organização sob controle direto da família real, tendo fabricado um número considerável de ferramentas alquímicas solicitadas pela coroa.

Em particular, Kenneth, o chefe, era muito cuidadoso com vazamentos. E foi muito lamentável quando as informações sobre o 'Vaedra'[1] vazaram do Ministério do Interior, que tinha jurisdição sobre o assunto.

[1] - Vaedra: Uma arma mágica de alta potência capaz de projetar energia destrutiva à distância.

"Oh, não fique tão alarmado. Recebi autorização do Grão-Mestre da Guilda dos Aventureiros na capital real para vir observar 'aquilo'. Você pode verificar, tenho certeza de que tudo ficará claro para você…"

"Entendo. Bem, por enquanto, pode esperar na recepção…"

"Não, eu fico bem em qualquer lugar perto 'daquilo'. Acho melhor confirmar com Kenneth pessoalmente, não acha?"

Claro, aquilo estava longe de ser o procedimento adequado, mas com a pressão que Ryo exercia sobre ele, Radden não conseguiu resistir.

"Bem, então venha comigo… e por favor, não se afaste. Siga-me…"

"Sim, entendi, vamos nessa."

Ryo continuava apenas sorrindo.

Radden, no entanto, aprendeu naquele dia que… 'não há nada mais assustador do que um sorriso'.

Ryo o seguia com um sorriso no rosto. Claro, ele pedira para ser seguido, que era exatamente o que ele estava fazendo, mas… Radden estava quase chorando.

A Oficina Real de Alquimia é um lugar grande.

O campus é vasto, assim como os edifícios.

Mas o mesmo não se podia dizer sobre o número de pessoas trabalhando lá.

Excluindo o trabalho administrativo, o número de alquimistas era de apenas dez.

No entanto, por essa mesma razão, ser um 'alquimista da Oficina Real de Alquimia' significava ser reconhecido como um dos alquimistas de primeira linha do Reino.

Atualmente, os alquimistas eram liderados pelo Barão Kenneth Hayward, que, aos 22 anos, era conhecido como um gênio da alquimia.

Ele estava em uma das maiores salas da oficina, chamada de 'sala de análise', onde vários equipamentos estavam dispostos.

Era um espaço vasto, não apenas em área, mas também em altura, com o teto a mais de 20 metros.

Uma única unidade do golem em questão estava no centro da sala, com várias linhas conectadas a ele.

Kenneth, que trabalhava febrilmente, finalmente respirou fundo ao remover a luva que usara na mão esquerda o tempo todo.

Naquele momento, bateram na porta.

"Entre."

Kenneth olhou para a porta enquanto colocava a luva na bancada ao lado.

Entraram na sala seu subordinado, Radden, e um Mago de Atributo Água que ele não via há algum tempo.

"Sr. Ryo, quanto tempo."

"Olá, Kenneth. V-Você deve ter recebido notícias da minha visita, acredito…"

Ryo ainda exibia um sorriso no rosto, mas olhava distraído para o golem sentado no centro da sala.

Ao ver isso, Kenneth disse, rindo.

"Sim, recebemos a autorização do Ministério do Interior para sua visita. Ainda assim, é incrível as conexões que você fez para conseguir permissão para observar isso."

"Em troca de aceitar um pedido para ir à Terra do Crepúsculo daqui a uma semana, permitiram que eu visse isto. De qualquer forma, deixando isso de lado…"

Dizendo isso, Ryo não parava de olhar para o golem… aproximando-se pouco a pouco, até que finalmente o tocou.

Claro, nada aconteceu quando ele tocou.

Mas ele pôde tocar o golem pelo qual ansiava desde que o vira no campo de batalha no Ducado de Inbury.

Ryo estava tomado pela emoção.

Enquanto Ryo tateava o golem, Radden, que saíra anteriormente, trouxe café para Kenneth e Ryo.

"Sr. Ryo, aceita uma xícara de café? O golem não vai a lugar nenhum."

"Umm, sim, eu sei que ele não vai a lugar nenhum, mas… eu não tenho muito tempo…"

"Uma semana, não foi? Na verdade, acabei de terminar minha análise por enquanto. Tenho que comparar alguns dados, mas, nesse meio tempo — ou seja, por uma semana —, você pode olhar para ele como quiser, Sr. Ryo. Claro, sem quebrar nada."

Kenneth disse com um sorriso.

No momento em que aquelas palavras alcançaram Ryo, sua cabeça virou em direção a Kenneth num piscar de olhos.

"Sério??"

O sorriso de Kenneth tornou-se um pouco amargo ao responder.

"Sim, sério."

Depois disso, Ryo caminhou em direção ao café, repetindo uma série de pequenos gestos de comemoração, como um tenista.

Com o café na mão, o olhar de Ryo permanecia fixo no golem.

"Bem, o que você tem em mente, Ryo? Quer ouvir minhas descobertas depois que tiver dado uma olhada por conta própria? Ou prefere me ouvir primeiro e depois fuçar nele?"

"Oh… na verdade, eu teria preferido fazer isso depois de observá-lo, mas como meu tempo é limitado… gostaria de ouvir suas descobertas primeiro, Kenneth, se possível."

Ryo ponderou por cerca de dois segundos antes de responder.

"Entendo. Isso certamente soa melhor."

Kenneth assentiu e disse.

"Primeiro de tudo, este golem tem seis pedras mágicas no corpo."

"Seis… Mesmo apenas duas conectadas é…"

"Exatamente, apenas conectar duas já é extremamente difícil."

Ryo murmurou involuntariamente, e Kenneth confirmou.

É senso comum na alquimia que 'uma pedra mágica equivale a uma ferramenta alquímica'.

Se houver mais de uma, elas podem repelir uma à outra ou operar de forma incontrolável, como causar um superaquecimento, tornando a ferramenta inútil.

Claro, um alquimista de elite pode conectar duas pedras, mas diz-se que é apenas possível, e não facilmente realizável.

"Embora existam seis pedras mágicas, todas as seis não estão ativas ao mesmo tempo."

Ao ouvir isso, Ryo sentiu-se um pouco aliviado.

Afinal, ele não achava possível analisar um golem equipado com tecnologia de ativação paralela hexa-core em apenas uma semana.

Kenneth continuou, apontando para o peito do golem.

"A pedra mágica de vento maior no peito é o núcleo principal. Esta pedra está ativa o tempo todo. Além disso, há uma em cada braço, uma em cada perna e uma na cabeça. Estas são ativadas conforme a necessidade."

"Se a do peito está sempre ativa, então definitivamente o dual-core é…"

"Correto. Até onde consigo decifrar a fórmula mágica, até três núcleos podem ser ativados em paralelo."

"Três núcleos…"

Ter sucesso na coordenação dual-core já é impressionante, mas três… para ser direto, é um nível de alquimia incompreensível para Ryo com seu conhecimento atual.

"Quem fez isso é realmente incrível…"

Ryo elogiou o criador sinceramente.

"Sim."

Kenneth assentiu e continuou.

"Existem poucas pessoas capazes de realizar alquimia desse calibre, mesmo nas Nações Centrais. E fiquei convencido quando vi a fórmula mágica lá dentro. Foi Frank de Verde quem o criou."

"Frank de Verde?"

"Sim. Ele é um gênio da alquimia que era o orgulho da Universidade de Magia de Knightley. É a pessoa a quem eu admirava como mentor."

Kenneth explicou com uma carranca.

"O mentor de Kenneth… deve ser, tipo, muito incrível."

O vocabulário de Ryo era extremamente limitado, porque ele estava sobrecarregado com tantas informações.

"Sim, ele é. É um gênio a quem não chego aos pés. Trabalhando com ele, criei várias ferramentas alquímicas. Mas dois anos atrás, Frank desapareceu repentinamente. Até agora, não conseguimos localizá-lo… imagino que ele esteja na União, pelo que posso ver."

A expressão de Kenneth era uma mistura de tristeza, solidão e um pouco de alívio.

(Ele tem quatro pernas, mas por que apenas duas pedras mágicas para elas?)

Tal pergunta surgiu de repente na mente de Ryo, mas antes que pudesse formulá-la, Kenneth perguntou primeiro.

"Você viu esse golem lutar, não viu, Ryo?"

"Sim. Sua velocidade de movimento não era tão rápida quanto a de um humano, mas sua defesa e poder de penetração eram incríveis."

O vocabulário de Ryo estava sutilmente limitado desde um tempo atrás, mas não havia como evitar. Esse era seu limite.

"Defesa… foi desviada, não foi?"

"O quê?"

As palavras de Kenneth foram parcialmente inaudíveis para Ryo.

"Ele desviou o Vaedra…"

"Oh, sim…"

"Ah, verdade, você não sabe nada sobre o Vaedra, não é, Ryo? Bem, a autorização dizia que você poderia ver o Vaedra também…"

Kenneth disse, um pouco impaciente.

"Oh, eu sei do Vaedra. Não é aquela coisa de luz verde… mágica?"

O 'Vaedra' como assunto no relatório do Conde Rune e o 'Vaedra' como o fenômeno que ele observara no campo de batalha… de alguma forma, as duas coisas não se conectavam em sua mente como sendo a mesma.

"Sim, é esse. Em termos de categoria, ouvi dizer que é classificado como uma 'arma mágica'. Mas eu não fazia ideia de que tinha sido colocado em uso prático no Ducado de Inbury…"

A expressão de Kenneth estava carregada de frustração.

Não era de se admirar. Algo que ele projetara e teria fabricado se tivesse recebido sinal verde, de alguma forma, já fora feito em outro país.

"Kenneth, você sabe de onde veio o vazamento…"

"Sim, me disseram. Vazou do Ministério do Interior."

Kenneth respondeu balançando levemente a cabeça, mais em desgosto do que em indignação.

Embora a oficina de alquimia fosse muito rigorosa quanto a vazamentos, se a brecha vinha das autoridades, não havia como evitar.

Claro, aqueles que roubam informações também entendem onde está o elo fraco. Ao concentrar seus esforços ali, podem obter informações com menos dificuldade.

Os meios para isso são muito parecidos em qualquer mundo, agora e no passado. Ou é por bajulação, ou por chantagem.

Em outras palavras, ou com dinheiro, ou com armadilhas sexuais, ou chantagem usando a família como refém.

O vazamento do Ministério do Interior desta vez foi o primeiro caso, e os envolvidos foram executados imediatamente, aparentemente por serem plebeus.

Aristocracia, que sociedade assustadora…

"Ouvi dizer que ele também desviou o Vaedra no modo de convergência… No entanto, não importa o quanto eu investigue, não consigo descobrir o princípio por trás disso. Os braços deveriam ser capazes de produzir apenas magia de atributo fogo ou terra. Ou talvez o atributo vento do núcleo principal… de qualquer forma, ele não possui um sistema de barreira de magia sem atributos. Então, se o Vaedra foi desviado naquela situação… claro, uma barreira de terra poderia ser viável, mas pelo que ouvi, não foi o caso…"

"Oh… Então aquele plasma foi gerado a partir de magia de atributo fogo ou vento, hein?"

Ryo disse casualmente, lembrando-se da cena em sua mente.

Pelo conhecimento de Ryo baseado em light novels, ele presumira que 'relâmpago' fosse um atributo de vento, mas considerando que o relâmpago é plasma, não é necessariamente de vento. É perfeitamente possível gerar plasma com magia de atributo fogo também… Não, pensando bem, ele começou a achar que é possível gerar plasma com magia de atributo água também.

De volta à Terra, ele vira vídeos de latas de alumínio sendo cortadas por plasma à base de água….

Mas quando Kenneth ouviu os murmúrios de Ryo, ele ficou interessado.

"Ryo! Você sabe o que é?!"

"Uh, bem… não tenho certeza se consigo explicar em detalhes precisos, mas… é um tipo de magia de fogo ou vento que produz raios extremamente quentes… hum, sim, pequenos relâmpagos, o que causa uma mudança na densidade atmosférica… tornando mais difícil a passagem do impacto."

"Um…?"

Kenneth também não entendeu a explicação.

Se nem o próprio Kenneth entendia, era natural que Abel e os outros ficassem completamente perdidos. Parecia ser tudo culpa do Ryo.

"Ok, escute: o Vaedra é uma arma que transmite vibrações aéreas com magia de vento, certo?"

"Sim, é isso! Uau, estou surpreso que você conseguiu dizer. Sua maior vantagem é que não há recuo para o corpo devido à propagação das vibrações do ar."

"Então, o mecanismo de defesa do golem pode interferir nessas vibrações."

"Oh… era isso que você queria dizer… O confronto não poderia ser pior."

Kenneth balançou a cabeça compreendendo e, em seguida, riu.

"Originalmente, os braços dos golems podem ter sido um mecanismo para facilitar a ruptura de paredes e portões com seus relâmpagos, mas então eles o adaptaram para defesa. Quando vi isso, me perguntei se o designer havia previsto interceptar o Vaedra desde o início."

Ryo respondeu, lembrando-se da cena no campo de batalha onde o golem repelira a luz verde do Vaedra.

"Entendo. Se Frank é o designer do golem, é possível. Porque Frank estava desenvolvendo alquimia conosco nesta oficina até o momento em que desapareceu."

Kenneth disse com uma expressão levemente triste.

Ryo terminou seu café e perguntou a Kenneth.

"Kenneth, há algo que sempre me perguntei."

"Hum? O que é?"

Kenneth ainda bebia seu café lentamente.

"As fórmulas mágicas escritas para ferramentas alquímicas parecem sempre meio… desconexas para mim."

Em casos extremos, não é exagero dizer que ferramentas alquímicas consistem em pedras mágicas e fórmulas mágicas. Como ponto de entrada para a alquimia, existem poções e coisas do tipo, mas 'fórmulas mágicas' raramente são empregadas nesses casos. No máximo, talvez criar poções usando 'síntese mágica' em papel ou tecido com um 'círculo mágico' desenhado. Ou gerar um fenômeno simples escrevendo fórmulas de um livro em uma pedra mágica… no máximo.

Mas quando se chega ao estágio de criar ferramentas alquímicas, a 'fórmula mágica' é indispensável.

Ele encontrou muitos exemplos em livros de alquimia que comprara e nos da biblioteca, sendo capaz de compreendê-los, mas ainda estavam longe de ser suficientes para Ryo, que finalmente pretendia construir um golem.

Então, ele olhou para as fórmulas escritas em várias ferramentas. Queria aprender observando-as. Olhou para o caderno negro de 'Hassan', os exemplos que Kenneth lhe ensinara na oficina antes e depois do caos na capital real, e as fórmulas nas ferramentas mostradas a ele na empresa comercial Gecko e em outros lugares.

Mas, embora houvesse coisas em comum, partes comuns e sintaxe similar… também havia muitas coisas que eram completamente diferentes. Por quê?

"Oh, isso provavelmente acontece porque as fórmulas diferem dependendo de quem as escreveu."

"Perdão?"

"Quero dizer, é como se para cada cem pessoas, houvesse cem fórmulas diferentes."

"Não brinca…"

Ryo estava perdido tentando acompanhar, mas compreendeu que ouvira algo escandaloso.

"Um alquimista disse uma vez. Ele afirmou: 'Escrever uma fórmula mágica é equivalente a criar uma língua'."

Existem várias línguas na terra moderna. As Nações Centrais têm o mesmo sistema linguístico, assim como parece ser o caso em 'Phi'. No máximo, há diferenças de dialetos. Dizem que os países orientais têm um sistema linguístico completamente diferente. Algumas línguas são similares, outras são completamente distintas… e fórmulas mágicas diferem de pessoa para pessoa…?

"Isso é um problema e tanto."

"Mesmo que você diga isso…"

Ryo expressou seus sentimentos com urgência, e Kenneth respondeu com um sorriso irônico.

"Se forem apenas ferramentas vendidas em lojas de mercadores, elas podem se sobrepor, já que fórmulas famosas podem ser encontradas no mercado ou em livros, mas… imagino que não seja esse seu objetivo, não é, Ryo?"

"Não. Porque quero construir meu próprio golem!"

"Certo, me lembro de você ter dito isso…"

Durante o caos na capital real, Kenneth ouvira Ryo mencionar isso. Kenneth não riu ao ouvir aquele objetivo grandioso. Pelo contrário, ele o incentivou.

"Agora que Ryo recebeu acesso a todas as informações sobre o golem, você pode navegar pelos dados sobre golems artificiais armazenados nesta oficina."

"Oh, eu posso…"

Os olhos de Ryo brilharam com as palavras de Kenneth.

"É um documento que Frank deixou para trás quando ainda estava aqui, então é como a tecnologia básica na qual este golem se baseia. Durante o caos, Ryo não tinha autoridade para vê-los, por isso não pude mostrar a você. Mostrarei mais tarde."

"Oh, Kenneth, obrigado."

Ryo então segurou as mãos de Kenneth e parecia prestes a chorar.

"Então, voltando à fórmula mágica, embora seja diferente para cada pessoa, não significa que possa ser qualquer coisa. Se você escrever algo aleatório, nenhum fenômeno mágico se manifestará."

"Faz sentido. Você disse que é como 'criar uma língua'… como é isso?"

Ele tentou imaginar criar uma única língua na terra moderna… e não conseguiu.

"Primeiro, vamos começar considerando a diferença entre 'magia' e 'alquimia' que você normalmente realiza, Ryo. Ambas são iguais em termos de 'fenômenos mágicos', como gerar paredes de terra ou produzir água. Está comigo?"

"Sim."

Ryo assentiu confiantemente, com tom de aluno. O clima era como o de um estudante tendo uma aula de um assunto em que é proficiente.

"A magia cria fenômenos através do 'som' e a alquimia através de 'letras'. A magia envolve cantos. Esse 'som' causa o fenômeno, mas, no caso da alquimia, diz-se que a sequência de letras é que causa o fenômeno. Portanto, alquimistas precisam encontrar a sequência de letras correta."

"Uau…"

Ryo exclamou. Era uma tarefa assustadora. Repetir milhares e milhares de tentativas e erros para encontrar a sequência de letras…?

Como alguém nascido e criado no Japão, a 'terra do Kotodama*', a explicação de que palavras causam fenômenos era fácil de entender. (N.T.: O poder espiritual das palavras.) O melhor exemplo de como o 'som' pode causar fenômenos está no 'Norito' ou orações rituais. Ao ler em voz alta, é necessário não cometer erro algum. Outro exemplo de 'letras' que causam fenômenos são os 'o-fuda' que selam objetos. As sequências de letras neles têm poder….

Para Ryo, que crescera em meio a tal cultura, foi uma explicação fácil de compreender. Ainda assim… milhares e milhares de tentativas são….

Após pensar até ali, algo mais surgiu na mente de Ryo.

"Você se importa se eu fizer uso da 'sequência de letras já encontrada' ou modificar algumas delas?"

"Claro, vá em frente."

Ryo perguntou, e Kenneth respondeu com um sorriso.

O estudante Ryo parecia ter encontrado a resposta que o professor tentava transmitir. Certo, alguém poderia usar a 'sequência de letras' encontrada em livros, usada em ferramentas alquímicas ou usada por Kenneth e Frank.

Pelo menos não existe direitos autorais na alquimia! Ele se lembrou de Sera ficando brava com ele quando tentou fazer isso com um livro, mas….

É um método comum para iniciantes em programação. Duplicar o programa original e alterar algumas partes necessárias. No passado, Ryo também aprendera a fazer isso….

Nunca se sabe o que será útil e onde. Ou você poderia simplesmente combinar as de outras pessoas… ou talvez não. Porque existem casos em que elas colidem e causam mau funcionamento… Não seria fácil, mas pelo menos Ryo finalmente deu um passo em direção ao futuro que ele visava.

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