
Volume 1 - Capítulo 84
War Queen
Skthveraachk esperava que o alienígena retornasse ao seu cubo. Ele não esperava que ele emergisse tão logo depois, com o recipiente de pedra nas mãos, apenas para se sentar na rocha abaixo do batedor.
Outra sombra percorrendo o perímetro, do mesmo tamanho do intruso anterior. Skthveraachk ignorou. O tilintar da vareta bifurcada no recipiente, carregada com uma espécie de papa branca e laranja, e depois o clique ao ser colocada entre o osso da boca do batedor humanita. Skthveraachk tentou apagar e manter o foco, mas quando o alienígena falou, as ordens exigiram que ele respondesse.
<— Agradeço sua ajuda, voltando à Guir. Não fomos feitos para escalar da mesma forma que você.
— Skthveraachk-colônia está aqui para servir à Soberania.
<— Sim, eu sei disso, quero dizer, você. Especificamente. —> O alienígena deu outro gole na pasta. Ele podia ouvi-lo, mas certificou-se de que seus olhos permanecessem examinando o terreno baldio que o cercava. Plana como um deserto, mas com grandes planaltos que se erguiam esporadicamente e aleatoriamente.
— É o meu papel. — ‘Observe, mas também seja cauteloso.’ — Eram necessários batedores. Eu fui selecionado.
<— Por que você?
— Porque eu sou um batedor.
<— *^&*… —> A risada era superficial, com a boca cheia. <— Sabe, eu nunca conversei com alguém da sua espécie e estou começando a perceber o porquê disso. Algumas pessoas ainda não conseguem ultrapassá-lo; vida alienígena, sentado aqui, *^&* conosco. Eu? Eu não sei. Talvez eu tenha pensado que seria algo… mais.
— Não consideramos a possibilidade de vida além do nosso conhecimento. Os últimos enviados do céu foram mortos há cerca de oito dezenas de milhares de medidas atrás. Cantamos alegria. Acreditávamos que eles eram os últimos.
<— Eles vieram do espaço, como nós?
— Não. — Era melhor. Essas eram perguntas que ele sabia responder. Se fosse uma pergunta da colônia, talvez ele tivesse acrescentado alegria. Aqui, Skthveraachk considerou cada sílaba antes de adicioná-la. — Talvez. Elas são as mais antigas das nossas canções, a base da nossa música. O Compositor expurgou os enviados do céu de Seu lugar nas alturas, e eles caíram nas terras dos Fundadores. Foi somente quando o último deles foi devorado que nos reconhecemos como um só. Que provamos ser os únicos seres dignos da voz do Compositor. E a voz nos elevou daqueles que seriam massa, e a canção nos encheu de uma vida que era só nossa.
<— Até você nos conhecer. —> Sua ferramenta foi colocada para descansar. O tilintar de metal contra metal desapareceu.
— Sim. Agora, nossa voz serve a sua.
<— Você não tem problema com isso? —> As perguntas começaram a se desviar mais uma vez. Ele tentou não deixar o medo vazar de seu gaster. <— Passando de mestres do seu mundo para… bem, percebendo que você não está mais no topo da montanha/cadeia?
— O enviado do céu rivalizava com a nossa força. Nós os matamos. Você não rivaliza com nossa força, você excede isso. Se lutássemos, morreríamos. Não queremos morrer. Nossa voz serve a sua.
<— Eu vi sua espécie morrer, no entanto. Muitas vezes. Já vi seu pessoal arrastar soldados feridos de volta aos médicos, mesmo sem pernas ou pedaços deles.
— Sim.
<— É difícil pensar que não somos tão diferentes, na verdade. —> Skthveraachk não inclinou a cabeça, mas deixou sua varredura parar para que seu olho mais direito pudesse capturar o topo da cabeça do alienígena. <— Nós também não queremos morrer, humanitas, quero dizer. Mas quando você tem que lutar, você faz o que tem que fazer.
— É bom. — Lentamente, ele sentiu seus músculos se soltarem da contração instintiva. — Sua espécie é mais valiosa que a minha. Nossas mortes servem para salvar as suas, para que suas mortes possam ter um efeito ainda maior. Ser silenciado preservando as vozes de dois, talvez até três, ou quatro da minha colônia seria algo precioso. Ser silenciado no ato de preservar um humanita seria reverenciado. — Ele olhou para baixo, buscando confirmação ou aceitação. O batedor encontrou apenas a nuca do alienígena, olhando para sua lata de refeição agora vazia. Ele aumentou e Skthveraachk rapidamente re-priorizou sua tarefa de observação.
<— Vou pegar *^&*/colocar minha concha. Prepare seu pessoal em oitenta segundos.
— Recebido. — Nenhuma condenação. Sem raiva. O humanita nem sequer olhou para trás enquanto se dirigia ao seu cubo, e suas aberturas vibraram de alívio. Em outra vida, talvez ele tivesse sido alimentado com mais proteínas e nascido pensador. Satisfeito, Skthveraachk raspou as garras pelo terreno e pisou até que as batidas rítmicas acordaram os outros. Compartilhando com eles a troca curiosa, mas bem-sucedida.
A troca seria preservada para sempre. Seria necessário. Seria exigido quando voltassem ao ninho avançado, quando o sangue nas suas, nas dele, em todas as suas mandíbulas fosse questionado. Chutando e gritando, o alienígena subordinado lutou até que sua armadura se rasgou e seu sangue jorrou dos cortes. Skthveraachk e outro batedor morderam suas mandíbulas ao redor de seu corpo e cravaram suas garras em seus membros enquanto o seguravam atrás da parede brilhante e reflexiva.
<— Fique quieto, Markus! Mantenha a pressão – tire a rotina de mim! Markus! —> Não haveria resposta. Eles não tinham linha de visão por trás de sua cobertura, mas na passagem aberta entre os altos edifícios de oito metros de altura, os gorgolejos úmidos e o suspiro eram a única resposta oferecida. O batedor que vinha na retaguarda da coluna manteve-se no lado oposto do beco, cantando no ritmo mais curto que podia.
— Markus-Sargento exposto. Nenhuma visão do inimigo. Ângulo elevado de descida do feixe.
— Status de Skthveraachk- Batedor?
— Morto. — Ele podia sentir o cheiro do cadáver. O primeiro tiro atingiu o peito do alienígena, com a carapaça e tudo. O segundo estava pulsando e gorjeando. Quando atingiu o batedor que tentava arrastar o sargento para trás da parede, o drone simplesmente explodiu. Pedaços cobriam as paredes, a passagem, a praça aberta e tudo. — Tentativa de resgate.
— Requer dois. Incapaz de libertar o soldado da Soberania. Possível frenesi. Humanitário. — Skthveraachk tentou combinar sua voz com os gritos do subordinado. — Você deve permanecer atrás deste muro. O inimigo está próximo.
<— Markus! —> Resposta? Ordem? Sua lança estava espalhada pela rua lisa e quase escorregadia. Outro estalo de energia, um estalo de calor, deixou um rastro vermelho e derretido no canto arredondado da barreira quando um dos batedores colocou a cabeça para fora e a retirou em teste. <— Solte, estou ordenando que você deixe a merda/fecal ir de mim! Vá lá e ajude-o!
— Recebido. — Pelal foi inocentado. Eles haviam se movimentado livremente por ela na viagem para Guir, haviam disparado de uma alcova escondida para uma cobertura sombreada. Abandonado. Vazio. Por que só agora? Por que agora? Skthveraachk não relaxou; o humanita estendeu a mão e empurrou-se para o beco. O soldado inimigo priorizou a Soberania. Isso mataria seu alienígena primeiro. Não seria permitido. — Emergir. Carregue pela extremidade oposta do caminho aberto. Outros saltos para Markus-Sargento. Recuperar e recuar.
— Recebido. — O primeiro saiu do esconderijo, procurando atrair fogo. Foi bem-sucedido. O feixe em seu tórax foi singular e preciso. A cabeça foi jogada para frente, o gáster foi rolado para trás e o abdômen simplesmente evaporou em pedaços pretos e laranja. O segundo batedor estava a meio caminho do humanita, mas Skthveraachk bateu violentamente com as garras para mandá-lo de volta para a segurança da fachada do edifício. Através dos olhos, ele viu o sargento levantar a mão encharcada de vermelho, tentando agarrar o chão e se arrastar para mais perto. Mesmo que tivesse alcançado o Sargento Markus, teria morrido antes mesmo de alcançar o abrigo. O alienígena subordinado deu um soco em sua cabeça e forçou suas mandíbulas a não cerrarem em retribuição.
<— Peguem minha lança, eu darei cobertura, todos vocês vão lá e tragam-no de volta!
— O inimigo é muito preciso. Posição desconhecida. Arriscar uma vida humanita por outra é uma loucura. Nós recuaremos. — Cabeça decepada presa a restos de tórax derretidos, agarrada para frente em uma única perna, tentou cantar relatório. O batedor do lado oposto da abertura do beco murmurou uma melodia e enfiou a foice entre os olhos, encerrando sua canção e dor. — Markus-Sargento estará morto em breve.
<— Criaturas insetos *^&**^&* para o céu, eu vou te matar!
— Ameaça?
— Não está claro. — Skthveraachk tentou bater em seu bracelete com a perna, embora a remoção de sua braçadeira tenha feito o alienígena lutador se empurrar para fora da parede antes de ser jogado de volta no lugar. Estava quebrado? Suas palavras não estavam corretas? — A soberania humanita morrerá se se expor.
<— Eu to *^&* me *^&*, saia de cima de mim!
— A morte do humanita não servirá para nada.
<— Markus! Sargento, espere!
— Você está frenético? — A mera sugestão fez com que as garras se curvassem com mais força no corpo do alienígena, mas isso não pôde ser feito.
‘Preserve os humanitários. Proteja a Soberania.’
Não havia pensadores, não havia ligação. Havia apenas eles e suas ordens. Proteger.
— Proteja o Sargento. Se todos os três restantes atacarem, um deles poderá ter sucesso.
— Se libertarmos o estrangeiro subordinado, ele irá atacar.
— Se ele atacar, ele morrerá.
— Não podemos libertá-lo.
— Não podemos ajudar os humanitários.
— Reconhecido. Retirada.
<— Vá! Salve-o! Seus *^&* insetos, *^&* monstro *^&*, me soltem e ajudem-no! Ajude-o! —> O terceiro batedor se jogou através da abertura e, embora o feixe tenha feito um buraco na rua cintilante, ele errou o drone por um décimo de comprimento. Reunindo lança e mochila, o batedor recuou enquanto Skthveraachk e o outro giravam o alienígena para detê-los. Ele, mantendo os braços abertos e para o lado. O outro, apertando as garras em volta das pernas.
O padrão usado por um terceiro para espetar a criatura através do núcleo, ajustado para fornecer restrição. Por um instante, Skthveraachk pensou ter ouvido o sargento Markus pedindo ajuda. Não era possível. O tiro o estava matando; não era uma grande morte, mas era uma morte que pelo menos salvaria um ao outro.
E se as informações colhidas de Guir salvassem pelo menos um outro, a vida do Sargento seria bem vivida. Eles correram, o humanita em cima deles, daquele lugar de sombras e recessos, temendo que cada passo pudesse levar a raios ressoando de cima, de trás, de baixo. Nenhum veio. Apenas a fúria, a luta, os soluços e as súplicas da sua carga. Talvez os alienígenas matassem todos eles por isso quando voltassem ao ninho. Skthveraachk sentiu sua respiração mais leve com o pensamento. Morrendo pela vontade de salvar um único humanita?
Seria reverenciado.
…