Life Hunter

Volume 3 - Capítulo 130

Life Hunter

No dia em que Arima completou dezessete anos, ele já havia erguido um pequeno Império. Toda a sua empresa tinha ambos os negócios no desenvolvimento de armas e fabricação geral. Ele nomeou sua empresa ‘Aurora’, e seu grupo mercenário ‘Semita Finis’, literalmente ‘Caminho Final’.

Em um certo prédio de propriedade da empresa, pesquisas secretas estavam sendo feitas sob a cobertura de um shopping regular.

Nos andares subterrâneos, muitos cientistas e técnicos estavam trabalhando em diferentes produtos. E ainda mais abaixo, no último andar, eles estavam trabalhando em uma versão diferente do FEB, mais compacta, mas tão poderosa. E o fato de que eles estavam fazendo isso no meio da cidade só significava uma coisa; que eles tinham dominado seu método de fabricação.

— Você ouviu? O fundador está vindo hoje. — Disse um dos pesquisadores a seus colegas de trabalho durante o intervalo.

— Sim, com certeza. Todos estão curiosos sobre ele. Aparentemente, ele tem apenas dezessete anos e começou tudo isso há apenas um ano. — Disse outro. — Bem, todos sabemos que não era realmente legal, especialmente considerando o que são nossas pesquisas. Mas isso é impressionante se ele ainda é realmente um adolescente. — Acrescentou ele e todos assentiram.

— Ele chegou. — Uma secretária entrou na sala e declarou antes de sair. Os pesquisadores olharam um para o outro e imediatamente foram atrás dela.

Arima estava visitando o prédio com Haze. Quando chegaram ao chão subterrâneo, todos cumprimentaram Haze, mas não reconheceram Arima, já que nunca o tinham visto antes. Mas eles sabiam que o fundador deveria ser muito jovem e fizeram a conexão imediatamente.

— Bem, chegamos. Não tivemos muito tempo, mas conseguimos terminar pelo menos um. — Comentou Haze enquanto Arima olhava para um monitor em um dos escritórios. O que foi exibido na tela foi o protótipo final de um FEB estável.

— E quanto ao desenvolvimento da manipulação do plasma? — Arima então perguntou.

Haze riu. — Estão indo bem. O primeiro obstáculo foi a enorme quantidade de eletricidade que precisávamos, mas como você conseguiu tanto Eion do mercado negro, estamos todos bem. Devemos ter armas em funcionamento até o próximo ano.

Arima assentiu e ponderou enquanto olhava para a imagem do FEB. — Ah, quase me esqueci. E aquele outro assunto?

— Oh, isso, hein? — Haze mudou a imagem da tela grande e, desta vez, o que foi exibido foi uma visão do planeta a partir do espaço. — Nós tentamos a NASA; eles se recusaram completamente. Nós nos voltamos para a Virgin Galactic e SpaceX depois e depois de alguma negociação, eles aceitaram. — Disse Haze. — Embora, em breve, você notará um enorme buraco em nosso orçamento.

— Quanto?

— Bem, são mais de dez dígitos. Nós mal conseguimos pagá-los sem separar Aurora.

Arima riu levemente, tentando o seu melhor para esconder sua mágoa. — Tá tudo bem. Pode enviar os códigos deste satélite para Jin? Ele cuidará da segurança e da vigilância.

— Já está feito. — Sorriu Haze. — Diga-me, Arima, qual é o seu plano agora? Você está preparado o suficiente, certo?

— Bom, você está certo. Não somos tão poderosos agora, mas estamos prontos para começar outra coisa. — Arima coçou o cabelo e declarou. — Além disso, posso pedir-lhe para estabelecer uma equipe de especialistas em energia Eion? Eu quero atribuir a eles uma nova tarefa.

Haze ergueu uma sobrancelha. — Isso não é um problema. Você pode fazer isso agora, na verdade. Você está no meio do seu laboratório principal. — Disse ele e apontou atrás dele com o polegar. Do lado de fora, em frente ao escritório, havia dezenas de pessoas esperando o Arima aparecer.

Esse último sorriu ironicamente. — Verdade. — Ele murmurou e se virou. — Nosso próximo curso de ação dependerá do ramo mercenário. Temos alguns alvos. — Afirmou Arima e abriu a porta do escritório.

Haze balançou a cabeça e suspirou. Ele seguiu Arima para fora do escritório e ambos enfrentaram todo o pessoal. Quando todos puderam observar Arima, suspiraram de admiração. Seu chefe era um adolescente, mas irradiava confiança e prestígio.

Depois disso, Arima chamou as pessoas que eram as melhores em lidar com a energia Eion e deu-lhes um objetivo totalmente novo. Ele levou o pequeno grupo de dez pesquisadores para um laboratório privado e entregou-lhes um certo objeto. Quando analisaram o conteúdo, nenhum deles conseguiu conter o choque.

— É isso mesmo que você quer que façamos? — Nina, a líder da nova equipe, perguntou.

— Sim, vocês têm tanto tempo quanto quiserem. Eu só exijo que vocês usem todas as suas habilidades para fazer isso. Você acha que isso é possível? — Arima respondeu. Nina ficou sem palavras por sua frieza e determinação.

Ela olhou para o documento novamente e lentamente assentiu. — Eu acho que é possível. Mas precisamos de recursos e tempo, muito tempo.

Arima sorriu suavemente e assentiu. — Deixo em suas mãos. Mantenha isso em segredo. Tenho certeza de que você pode adivinhar as consequências se isso vazar, certo?

Quando Arima recebeu uma resposta positiva, ele deixou o laboratório e os pesquisadores se entreolharam.

— Vamos ao trabalho. — Ordenou Nina e todos obedeceram.

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— Bem-vindo de volta, Arima. — Disse Tieria quando Arima abriu a porta. Ele sorriu com a visão que tinha há um ano. Ele ainda não tinha certeza se poderia se acostumar com isso.

Além disso, no momento em que ele entrou, Rocky correu para ele e pulou em suas pernas. Arima se agachou e começou a acariciá-lo. — Onde está Scatha? — Arima perguntou a Tieria depois de um breve momento.

— Ela disse que estava cansada e foi dormir cedo. — Respondeu Tieria, observando silenciosamente que Scatha estava bastante cansada recentemente.

— Entendo. — Arima assentiu e abriu a porta para Rocky. — Eu vou andar um pouco com ele, você quer vir?

— Não, tudo bem. Vou fazer o jantar, já que Scatha está dormindo. — Tieria respondeu e Arima riu ironicamente.

— Obrigado. — Disse ele e saiu de casa com Rocky. Ele começou a caminhar em direção ao parque perto da casa e deixou o cachorro brincar por lá.

— Como estão as coisas para você? — Arima de repente ouviu uma voz atrás dele. Aquela voz era estranhamente familiar. Ele se virou para ver o mesmo velho que conhecera quatro anos atrás neste mesmo parque.

— Você está… — Arima fez uma pausa. — Por melhor que possam ficar. — Ele respondeu com uma expressão estranha.

— Ótimo. Vejo que o pequeno também está bem. — O velho apontou o queixo para o brincalhão Rocky e observou. — Tenho uma pergunta para você, a propósito. Por pura curiosidade; quantos anos você tem?

Arima franziu a testa, mas pensou que não era um problema dizer isso. — Tenho dezessete anos. Vou fazer dezoito anos em sete meses.

— Dezoito, hein? O velho reiterou e sorriu. — Dezoito é uma boa idade. Especialmente neste mundo. É nessa idade que as coisas podem mudar muito. — Declarou ele e levantou-se com a ajuda de sua bengala. — Fique bem. Tenho certeza de que nos encontraremos novamente. — Ele acenou com a mão e partiu do parque.

Arima olhou até que o velho ficou fora de vista. Ele se sentia estranhamente desconfortável toda vez que olhava para ele. Quando ele era mais novo, ele meio que sentia falta. Mas desta vez, ele sentiu perfeitamente o pavor que exalava dele.

— Rocky. — Gritou Arima e o Labrador imediatamente voltou para o seu lado. — Vamos. — Disse ele e voltou para casa.

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Após esse dia, as atividades de Arima sofreram outra mudança. Os mercenários afiliados à sua empresa e seu próprio esquadrão, incluindo Tieria, começaram a mirar em alvos enormes e coletariam as posses do alvo todas as vezes. Todas essas pessoas eram aquelas que Arima considerava uma ameaça. Não só para ele, mas para toda a humanidade e o objetivo que ele queria alcançar.

Quando Arima completou dezoito anos, Tieria basicamente o arrastou para qualquer lugar em que pudesse pensar para um encontro. E no final do dia — Feche os olhos. — Ela ordenou. Ela nem estava perguntando.

Arima fez o que lhe foi dito, e o que se seguiu foi razoavelmente previsível. Tieria deu um passo à frente e pressionou os lábios contra os dele. Arima ficou um pouco desprevenido, mas não conseguiu nem abrir os olhos enquanto retornava o gesto.

Quando os dois se separaram, Tieria suspirou e sorriu. — Finalmente. Eu decidi fazer isso quando você faria dezoito anos, mas era tão irritante esperar… — Ela resmungou e Arima riu. Ele realmente fez o seu melhor para não rir.

No mesmo dia, Arima disse que iria fazer uma visita ao esquadrão e disse a Tieria para ir para casa primeiro e esperar por ele.

Ele foi para um dos edifícios que possuía; o que ele havia oferecido aos dois esquadrões que trabalhavam para ele. Quando ele chegou, todos lhe desejaram um feliz aniversário e começaram a conversar alegremente.

— Senhor Moria, se eu quisesse deixar o exército, poderia? — Arima de repente perguntou a Moria enquanto eles conversavam.

— Você já pode largar o ‘senhor’. Você está basicamente mais bem colocado do que eu agora. — Respondeu Moria e tomou um gole de seu vinho. — Quanto à sua pergunta, você se tornou um soldado no momento em que foi encontrado na frente do orfanato. Você poderia dizer que o exército é seu pai legal.

Arima refletiu sobre as implicações e assentiu. — Obrigado. — Disse ele e levantou-se para sair. — Preciso ir agora. Vocês podem usar este prédio o quanto quiserem.

Moria sorriu e acenou com a mão. — Sim, vá para casa já. Você tem duas meninas esperando por você.

Arima sorriu e se despediu de todos antes de sair. Já estava escuro lá fora e, enquanto caminhava para casa, ouviu o som das sirenes da polícia. Ele parou de andar por um segundo e franziu a testa. Não era muito comum ouvir isso.

Quando ele abriu a porta da frente de sua casa, ouviu o tilintar dos pratos e a voz excepcionalmente enérgica de Tieria. — Arima. O jantar estará pronto em breve. Pode ligar pra Scatha? — Ela não está em casa.

— Tudo bem. — Disse Arima e pegou seu telefone. Quando ele estava prestes a chamar Scatha, ele ouviu a porta se abrindo logo atrás dele. No início, ele pensou que era sua mãe voltando, mas dispensou a ideia quando de repente sentiu uma presença aterrorizante. Ele se sentiu tão pressionado que seu corpo se recusou a se mover. Rocky se encolheu de medo e choramingou.

— Quem?! — Arima foi interrompido quando sentiu uma dor atroz invadindo sua parte superior do corpo. Ele olhou para baixo e viu uma adaga perfurando seu peito, mal sentindo falta de seu coração. Ele quase vomitou sangue e a cor vermelha começou a manchar sua camisa.

A pessoa atrás dele aparentemente soltou a faca e Arima caiu de joelhos. Ele estava se sentindo extremamente fraco de repente.

— “Veneno?” — Ele assumiu e lutou para olhar por cima do ombro. Quando ele fez isso, suas pupilas se estreitaram e tremeram. A pessoa por trás dele, a que acabara de esfaqueá-lo, não era outra senão Scatha. Suas roupas estavam cheias de sangue e ela estava olhando para ele com uma expressão desprovida de qualquer emoção.

Arima abriu a boca, mas nada saiu. O choque foi devastador e sua mente estava desaparecendo por causa da dor. Rocky rosnou quando viu seu dono ferido. Ele latiu e saltou sobre Scatha para mordê-la. Mas ela se moveu anormalmente rápido, a ponto de Arima não conseguir nem segui-la, e simplesmente esmagou a garganta de Rocky no ar.

Arima ofegou e cerrou os punhos quando Rocky caiu no chão, sem vida. Ele tentou gritar, mas tossiu ainda mais sangue.

— Arima! — Gritou Tieria. Ela chegou bem a tempo de testemunhar Scatha matando Rocky. — Scathach… O que é pra ser isso? — Ela cerrou os dentes e olhou para o agressor com olhos que poderiam matar. Ela não conseguia entender o que estava acontecendo na frente dela. A mulher que costumava brincar e chamá-la de “nora” agora estava empunhando uma faca contra sua família.

— Não significa nada, é apenas como as coisas deveriam ser. — Scatha abriu a boca e uma voz misteriosa e sem emoção ecoou por toda a sala.

Tanto Arima quanto Tieria estremeceram quando ouviram. Não era a voz dela. Arima começou a tremer visivelmente. Ele reconheceu aquela voz. Foi um pouco diferente, mas ele definitivamente reconheceu.

— Você está…

— Sim. — Scatha sorriu maliciosamente. — Eu não te disse? Muitas coisas podem mudar quando você tem dezoito anos de idade.

Tieria correu em direção à entrada naquele exato momento. — Não! Tieria! — Arima conseguiu gritar, mas já era tarde demais. Scatha se moveu desumanamente e apareceu logo atrás de Tieria, ela a esfaqueou no coração com a mão nua.

Arima só podia assistir, mais uma vez, quando Tieria caiu de joelhos. Ela ofegou e apertou o peito enquanto vomitava sangue. Ela olhou para cima e mordeu o lábio. — O que aconteceu com você… o que você é?

Scatha gargalhou, mas não respondeu. Tieria apertou os olhos enquanto caía no chão.

Arima rastejou até ela e pressionou o ferimento com as mãos em vão. Tieria estava gradualmente perdendo o foco e mal conseguiu distinguir o rosto de Arima retorcido em agonia através de sua visão turva. Ela lentamente levantou o braço e acariciou sua bochecha com um sorriso. — Essa expressão não combina com você… Arima… Eu te amo… — Ela murmurou e seu braço ficou mole.

Arima não conseguiu nem pegar a mão dela quando ela caiu. Ele apertou a cabeça com as mãos e quase gritou. Seus olhos estavam lentamente se transformando em sangue. Ele ignorou a pontada agonizante que se seguiu aos sons de ruptura de suas costelas; ele esticou os nervos para superar o veneno; e sacou sua arma.

Ele apontou para Scatha com raiva. Mas, por mais que sua raiva o estivesse levando, ele não conseguia apertar o gatilho quando se deparava com a visão de sua mãe. Cada vez que ele olhava para ela, a memória de seu sorriso se sobrepunha ao sem emoção à sua frente.

— Você realmente está curioso. — Scatha riu friamente com aquela voz desconhecida. — Deixe eu me apresentar. Eu sou uma das Sementes do Senhor Karaskan. Eu só trago o caos, essa é a minha missão. Você foi um alvo interessante para o final. Em breve perderei o resto da minha mana. — Ela suspirou. — Que pena, este mundo era tão divertido.

A raiva de Arima continuou ficando mais forte quando ele ouviu o tom doentio de tudo o que havia corrompido sua mãe e ousou desonrar sua imagem.

— De qualquer forma, antes de sair, deixe-me dizer uma coisa. — Ela abriu bem os braços. — De onde você acha que vem todo esse sangue?

Arima mal estava lúcido, mas quando reconheceu a pergunta, sentiu um desespero ainda maior ao pensar em uma possibilidade.

Scatha olhou e rapidamente agarrou a arma de Arima. Ela tirou isso dele e revisou. Ela então o esmagou com as mãos nuas e duas pequenas pedras começaram a pairar acima de sua palma.

— Eion, não é? — Murmurou ela. — Fascinante. Se eu tivesse tempo, talvez eu pudesse usá-lo como um substituto para a mana. Mas bem, não adianta pensar nisso agora. — Ela proferiu e acenou casualmente com a mão. As duas pequenas pedras voaram em direção a Arima e perfuraram sua pele antes de explodir.

As paredes racharam e Arima foi soprado como uma boneca esfarrapada. Ele atravessou completamente uma parede e bateu em uma segunda. Ele soltou um grito sem voz enquanto sua pele queimava e sua carne literalmente derretia. Inúmeros ossos também se quebraram no processo, mas ele ainda se recusou a deixar de lado sua consciência. A raiva em seus olhos não diminuiu nem um pouco.

— Hm, realmente intrigante. — Murmurou Scatha. — Eu estava certa. Você é realmente muito resiliente para ser um humano simples. — Comentou ela e agarrou a adaga que ela havia deixado cair antes. — Bem, acho que você tem sorte então. Deixe-me mostrar uma última coisa. Esculpa isso em sua própria alma, humano. — Ela sorriu tortuosamente e girou a adaga antes de pressionar a ponta contra sua garganta.

Os olhos de Arima se arregalaram quando a adaga disparou. Deixou uma linha vermelha no pescoço de Scatha e sangue jorrou. Durante sua queda, seus olhos voltaram ao normal e brilharam com culpa e tristeza sem fim. Ela moveu a boca e falou palavra por palavra. — Eu…sinto muito…

Quando tudo acabou, o silêncio retornou e torturou Arima. Ele poderia finalmente pensar. Sua mente pegou e quebrou em pedaços. Ele estava olhando para os cadáveres tanto da mulher que amava quanto daquela que considerava sua mãe.

Arima chorou e uivou e sofreu pela primeira vez em sua vida. Seus ferimentos emocionais rapidamente conquistaram seu corpo enquanto ele desmaiava no local. Ele desmoronou no chão, banhando-se em seu próprio sangue enquanto a energia de Eion fluía constantemente por suas veias.

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