
Volume 3 - Capítulo 73
Life Hunter
Para os próximos dias, Arima apenas respondeu abertamente às perguntas de seus alunos e deu-lhes consideravelmente mais detalhes. Ele não era realmente um cientista no outro mundo, mas dada sua sede de conhecimento, acumulou muitas informações sobre diversos assuntos.
Aliás, por três dias, ele não parou de escolher estudantes talentosos para incluir na sua aula a fim de ganhar a competição de raking.
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Enquanto isso, em outro continente, uma enorme criatura parecida com uma serpente estava dormindo no fundo de um lago calmo. De repente, a besta abriu os olhos e colocou a cabeça para fora da água.
Na costa, a serpente viu uma garota élfica a encarando com um pequeno gato preto em seu ombro.
A enorme serpente bocejou — O que você quer, Lifa?
— Bom dia, Mestre Jorga! — Ela respondeu e sorriu — Lady Seria está pedindo sua presença.
Jorga franziu a testa — Seria? O que ela quer?
Lifa balançou a cabeça — Não sei. Ela apenas mencionou que era urgente.
Jorga suspirou e seu corpo brilhou com uma luz azul. Sua figura encolheu e caiu no ombro de Lifa. Agora, a pequena cobra olhou para a direita e o gato preto do lado oposto miou em resposta.
— O que há de errado com isso? Ele é aberrantemente forte.
— Oh, é uma besta pseudo-alma que Arima me deu. — Lifa deu um tapinha no gato e disse — Mas, é verdade que ultimamente, ele parece ter crescido mais forte por algum motivo.
— Pode apostar! — Jorga brincou e sorriu — Esse gato já é mais forte que seu próprio pai. Ele deve estar diretamente ligado à alma de Arima. A força dele não depende da sua.
— Hã? — Lifa enrijeceu e olhou para o pequeno gato, em choque. Ela o ergueu e apertou os olhos. — Deki, é verdade?
O gato inclinou a cabeça e balançou o rabo. Então, ele miou fofinho como se estivesse dizendo ‘do que você está falando?’.
Lifa perdeu instantaneamente contra a fofura e começou a acariciá-lo. Jorga riu e deitou a cabeça para dormir. — Vamos lá, leve-me para Seria. Vou tirar uma soneca, acorde-me quando chegarmos.
Lifa suspirou e saiu imediatamente. Ela saltou muito rapidamente de uma árvore para outra e chegou, algumas dezenas de minutos depois, ao centro da Grande Floresta.
Era um lugar muito radiante e “verde”. Quase idêntico ao território de Evergreen. Lifa rapidamente se aproximou da Árvore Mãe no meio dela. Aquela árvore também era muito maior do que a que Arima visitou antes. Lifa parou na frente dela e a tocou suavemente.
— Lady Seria, eu trouxe o mestre Jorga. — Ela sussurrou e o tronco se abriu para formar uma espécie de portão. Lifa entrou com um sorriso.
Sua visão apagou por um segundo, mas quando ela foi capaz de ver novamente, viu-se em um prado sem fim com grama alta crescendo em todos os lugares. Não havia absolutamente nenhuma variação no chão, nem mesmo um pequeno monte. Quando Lifa olhou para cima, ela viu um céu perfeitamente azul e um sol relativamente pequeno.
Havia apenas uma pequena cabana na frente dela em meio à vasta e infinita planície. A elfa entrou na cabana e viu uma mulher de aparência madura, cabelos longos e olhos verde-escuros sentada em um sofá. Ela também tinha orelhas pontudas e usava um vestido verde decorado com algumas runas magníficas.
— Lifa! — Ela sorriu e disse com uma voz calma e relaxante. — Onde está Jorga?
— Aqui! — Lifa apontou para o ombro. Havia uma cobra cinzenta, dormindo despreocupadamente lá.
Seria sorriu mais uma vez. Ela sacudiu o dedo e a colher que estava em uma mesa ao lado dela voou e atingiu a cobra na cabeça.
— Ai! — A cobra foi interrompida de seu sono e caiu no chão. Jorga obviamente acordou e olhou para a mulher. — Seria! Respeite um pouco o tempo de descanso dos outros!
— Você acabou de dizer alguma coisa? — Seria perguntou com um sorriso frio.
—…Não, nada. — Jorga instantaneamente se acalmou e lentamente se dirigiu para outro sofá, subindo nele. — Então, por que você me chamou?
Seria pegou uma xícara que estava sobre a mesa e tomou um gole do conteúdo — Tenho certeza de que você percebeu que ‘ele’ está se movendo, certo?
Jorga fez uma careta para ela — Claro, eu notei.
— Quando perguntei por que estava se movendo, ele disse que um humano havia pedido que ele fizesse isso.
Jorga riu — Acho que é o Arima. E? O que você quer?
— Arima, sim… aquele humano que passou aqui não muito tempo atrás. Ele estava apenas em torno do oitavo nível naquele momento. Ouvi dizer que ele conheceu Evergreen não muito tempo atrás também. A razão pela qual te chamei aqui foi para falar sobre ele. Você me disse que ele lhe devia um favor. Eu quero que você chame ele.
— Por quê? — A cobra apertou os olhos. — Eu não quero desperdiçar um favor de alguém como ele.
Seria suspirou — Como eu disse, estamos nos movendo agora, e durante a reunião anterior das dríades, avistamos outro planeta que estava se aproximando de nós.
— Hã? — Jorga exclamou e baixou o queixo, em contrapartida, Lifa não reagiu. Ela não estava acompanhando a conversa e continuou bebendo seu chá enquanto alimentava Deki.
— Está falando sério? — Jorga perguntou e Seria assentiu. —…Esse planeta está deliberadamente vindo em direção ao nosso?
— Aparentemente. — Seria encolheu os ombros — Esse planeta parece estar em condições terríveis. Talvez eles não tenham recursos e estejam buscando alguns de nós.
Jorga grunhiu — Bem, você provavelmente está certa sobre o fato de que Arima pode nos ajudar. Mas não quero ligar para ele.
Seria olhou para ele com uma expressão ‘sorridente’ e ele se encolheu. — Tudo bem…. Vou fazer isso imediatamente. — Ele obedeceu e fechou os olhos.
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De volta à Terra Principal. Arima estava liderando uma classe quando, de repente, recebeu uma mensagem telepática. Ele franziu a testa e fechou um livro que estava lendo. Ele estava realmente supervisionando um teste que havia dado aos seus alunos a fim de ver o quão bem eles tinham estudado o que foi transmitido.
Ele se levantou no meio do teste e todos os alunos olharam para ele — Eu vou ficar fora por um momento, eu realmente não sei quanto tempo. Mas mesmo que eu não volte para o resto do dia, quero que continuem fazendo o teste. Lanya os passará para as próximas pessoas que vierem. — Ele instruiu e todos retomaram seu trabalho.
— Noturno, eu te chamo se for necessário. — Acrescentou Arima e se teletransportou.
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— Pronto. — Jorga suspirou. — Então você está feliz? Ele disse que virá imediatamente.
Seria sorriu e bateu palmas — Então está bom. Eu preciso me preparar para a chegada dele. Ela se levantou e se preparou para sair.
— Você não precisa fazer isso. Eu não gosto de festas de boas-vindas! — Uma voz ressoou na sala e a fez parar seus movimentos. Ela lentamente se virou para encontrar um homem sentado em um de seus sofás.
— Eu não tenho muito tempo… Diga-me: o que quer? — Arima olhou para Seria. Ele entendeu perfeitamente que foi ela quem disse a Jorga para chamá-lo.
— Inacreditável… — Seria murmurou e Jorga sorriu. — Como você conseguiu passar pela minha matriz tão facilmente? Sem eu perceber? E como pôde se teletransportar para cá tão rápido? Mesmo para alguém no Reino Terreno, é demais. Considerando que você chegou a este reino há apenas algumas semanas.
Arima pegou um bolo na mesa — Para ser exato, já se passaram mais de alguns meses.
— Como é?
— Eu precisava de tempo para terminar algumas das minhas magias, então… — Arima respondeu de forma significativa e os olhos de Jorga se arregalaram com a conotação oculta. — “Tempo!” — Ele pensou, mas não disse nada em voz alta.
— Não se importe com os detalhes. — Arima seguiu e olhou para Jorga com um sorriso — Já tem um tempo. Mas você se tornou muito pequeno agora. — Ele brincou.
Jorga riu. — Sim, já faz um tempo, pequenino. Embora você esteja bem grande agora. — Respondeu ele. Essa simples troca carregava muita coisa.
Em uma frase, Arima cumprimentou Jorga, comentou sobre seu tamanho real e usou um duplo sentido para denunciar o quão “pequeno” ele era na frente daquela dríade.
Enquanto isso, quando Jorga respondeu, devolveu a saudação, mencionou a diferença de tamanho, mas também a disparidade de poder que havia sido estabelecida entre eles.
Seria olhou para os dois e sentou-se, quase amuada.
— Olá, Arima! — Lifa acenou alegremente para Arima.
— Ah, nos encontramos novamente, Lifa. — Arima sorriu e depois se concentrou em Seria. — Então, quem é você?
—… Eu sou Seria, a dríade deste continente. Fui eu quem exigiu chamar você. — A dríade se apresentou calmamente.
— Agora que você diz isso, havia realmente uma dríade neste continente… — Arima esfregou o queixo com admiração — Qual é o seu negócio comigo, então?
Seria inalou — Vou direto ao ponto! Como você fez o planeta se mover, outro planeta nos notou e agora está de olho em nós. Eu quero que você nos ajude.
— Mm… — Arima ponderou. — Certo. Se é realmente minha responsabilidade, é uma questão que eu deveria resolver. Como você quer que eu te ajude?
— Eh? — Seria foi pega de surpresa por quão simples foi conseguir um acordo. Ela tossiu e sorriu desajeitadamente. — Para ser justa, eu não sei. Pensei que talvez alguém como você tivesse uma ideia.
Arima olhou fixamente para ela. — Diga-me uma coisa antes de tomar minha decisão.
— Sim? — A dríade levantou a cabeça e olhou para ele.
— Esse planeta; ele está agindo por conta própria? E há pessoas remanescentes em sua superfície? Vocês dríades já deveriam ter inspecionado isso, certo?
— O planeta, não, o Deus Terrestre está agindo por conta própria. Para sobreviver. Há sobreviventes na superfície do planeta, mas eles perderam a razão há muito tempo e agem puramente por instinto de sobrevivência. Se eles chegarem a este planeta, será um desastre. Alguns deles são extremamente fortes. Mais forte do que eu ou Jorga.
—Entendo… — Vou resolver isso para você. — Arima declarou e se levantou.
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Noturno suspirou e também se levantou. Ele acenou para Lanya — Certifique-se de fazer os testes para o próximo período. — Esta é a mensagem de Arima para você.
Lanya sorriu ironicamente quando Noturno desapareceu da sala de aula. Ela deu de ombros impotente e lançou um olhar penetrante para os alunos que haviam parado de escrever.
— Não se distraia. Nem pense em tentar relaxar comigo. — Ela os avisou e pareceu bastante eficaz quando todos retomaram o exame enquanto suavam.
Arister observou curiosamente, mas não se importou muito, pois preencheu casualmente as perguntas e os diagramas no papel à sua frente. Quando ele terminou, preparou-se para se deitar quando Lanya, abruptamente, colocou um novo papel em sua mesa.
Sua expressão se contraiu e Lanya riu.
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Noturno apareceu silenciosamente no ombro de Arima.
— Vamos, [Ressonância] — Eles cantaram simultaneamente e uma luz escura envolveu os dois. Um vento forte soprou dentro da cabana, mas nada foi danificado enquanto a dríade mantinha a integridade dos móveis com magia neutra.
Depois que a luz escura desapareceu, Arima emergiu com escamas pretas, finas, mas de aparência forte, por todo o corpo, especialmente nos braços. Seu cabelo ficou mais comprido e ele abriu as asas enquanto balançava a cauda. Ele olhou para Seria com seus olhos carmesim.
— Dê-me a localização. Tomem este planeta como ponto de origem, zero se quiserem, e criem uma grade tridimensional. Horizontalmente X, verticalmente Y e profundidade será Z. Claro, com um mapa dirigido pelo norte, sul, leste e oeste. Diga-me a localização do planeta que se aproxima com base nisso. 1 grau na escala é igual a mil quilômetros.
Seria ficou perplexa com a súbita ressonância e demanda, mas ela era inteligente e prontamente converteu tudo em coordenadas.
—… X: 326 Y: 405 Z: -556.
— Está mais perto do que eu pensava. — Arima murmurou e desapareceu silenciosamente.
Seria ficou estupefata. Ela se virou para Jorga. — O que ele planeja fazer?
— Quem sabe? Mas se eu tivesse que adivinhar, diria que o problema agora é tão bom quanto nunca existiu.
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Arima reapareceu no espaço. Suas asas geraram uma espécie de luz vermelha enquanto ele as batia, embora houvesse algum ar. Ele deixou uma pós- imagem atrás dele e relâmpagos traçaram seu itinerário.
— Isso é mais engraçado do que eu pensava; não ter nenhuma resistência à gravidade ou ao ar para lidar. — Comentou Arima e acelerou. Sua velocidade habitual já era inimaginável para um ser humano, mas agora ele estava em um espaço sem atrito. Sua velocidade já havia ultrapassado cem quilômetros por segundo.
— {Isso é muito verdadeiro} — Noturno concordou — {Mas você ainda não me disse o que diabos está acontecendo. Você não me explicou nada.}
— Você vai entender em breve.
Depois de alguns minutos, Arima – que já havia contornado alguns planetas e asteróides – finalmente chegou a um ponto em que podia ver claramente o ameaçador planeta cinzento.
— {Então, basicamente, você precisa cuidar dessa coisa, hein? Como?}
— Bem, não há necessidade de pensar demais. Eu não fiz uma palestra sobre isso não faz muito tempo? — Arima sorriu e seus olhos brilharam com uma luz prateada.