Life Hunter

Volume 1 - Capítulo 20

Life Hunter

Após deixar a forja, Arima visitou Niria para contar que já havia terminado e iria embora.

“Por favor não se esqueça do que pedi.” Ela o lembrou.

“Não se preocupe, irei trazer o Papa para você. Quero falar com ele, de qualquer forma, então não o matarei imediatamente.”

Logo depois, ele foi em direção a cidade élfica e rapidamente informou Elia que ele iria dar início ao plano e então deixou a capital de Terses. O rei élfico ficou frustrado por, novamente, não conseguir encontrá-lo.

Ele sem hesitar, entoou Atlantis e já estava olhando para a capital do Reino apenas vinte minutos após deixar a forja.

“Isso foi rápido.” Noturno comentou.

“Bem, agora temos um trabalho a fazer.” Arima proferiu e andou em direção à capital. Após entrarem na cidade, ele foi em direção ao castelo. Os guardas já sabiam sobre ele e foram ordenados a deixarem ele passar.

E claro, o Rei imediatamente organizou uma reunião, não na sala do trono, mas em uma sala privada somente com a família real e ele.

Quando ele entrou na sala, foi cumprimentado pela rainha e sua filha, junto com o rei que agora estava de pé novamente.

“Você é Arimane, certo? Sou Raoul Terses, obrigado por me salvar.”

“Não se preocupe com isso, eu te salvei por um motivo.”

“Entendo, e que motivo é esse?” Raoul foi direto ao ponto.

“Bem, por agora, eu quero que você coopere com a Aliança e ajude na integração deles dentro do território humano.” Ele disse e se sentou.

O rei franziu as sobrancelhas. “Como você quer que faça isso?”

“Simples, só abra os portões de seu país e deixe-os viverem aqui com os mesmos direitos de seus cidadãos.”

“Isso seria problemático. Você sabe tão bem quanto eu, que alguns nobres não aceitarão e os escravagistas são bastante influentes também.”

“Isso não é um problema. Daqui dois dias você não vai mais ouvir falar deles.” Arima declarou como se estivesse constatando um fato óbvio.

O rei assumiu uma expressão difícil e a rainha empalideceu. “Isso seria um problema também…”

“Não, não seria. Só vou fazê-los ‘desaparecerem’. Não irei fazer nada com suas posses. Você pode preparar alguém para assumir suas posições. Isso deve diminuir o estrago. Claro, ninguém vai saber o que aconteceu àquelas pessoas. Não é como se eu fosse eliminar todos os nobres do país. Mas, tenha certeza de que irei destruir o sistema escravocrata.

O Rei ponderou. Arima havia salvado sua vida então estava certo de que ele iria aceitar suas condições, mas se livrar dos nobres era muito arriscado e alguns nem estavam na capital no momento. E também, a guerra ainda estava acontecendo.

Arima sorriu. “Talvez você queira saber uma coisa; o Imperador e o papa também irão desaparecer nessa semana sangrenta.”

O rei estremeceu e encarou Arima. “… Faça o que você achar melhor. Em primeiro lugar, sou contra a escravidão e a caça de outras raças, isso tudo foi obra do meu pai…” Ele pausou. “Vou te dar as informações que eu possuo sobre eles, também” “Vou aceitar com prazer. Isso vai me poupar muito tempo” Seguindo seu acordo, o Rei deu a Arima uma lista com nomes e o lugar onde eles estariam. Arima agradeceu ao Rei e prontamente deixou o castelo. Ele também coincidentemente descobriu que a pessoa que havia colocado a maldição em pó nas refeições do Rei era o primeiro ministro, que já havia sido executado.

Enquanto caminhava na direção contrária à do palácio, Arima olhou para a lista e memorizou todos os dados contidos ali. Haviam quatorze nobres e mercadores de escravos em sua lista de eliminações. Sete deles ainda estavam na capital.

Ele esperou a noite chegar. Para o primeiro nobre, ele escolheu o mais influente. Arima chegou em frente à mansão e parou.

Índice de Vida ” Ele usou uma detecção mágica e localizou todos os residentes. Haviam cerca de vinte guardas e dez servos. Ele viu que o mestre do lugar estava se divertindo com uma mulher no andar de cima.

Ira ” Arima chamou e apontou sua arma para a mansão.

“O que você está fazendo?” Noturno perguntou com uma expressão confusa.

“Limpando direito.” Ele então atirou cerca de 21 vezes em quatro segundos. Ele teve que recarregar durante o processo, mas era tão rápido – graças a ligação da alma – que ninguém perceberia mesmo se estivesse olhando com atenção. Claro, ele teve que fazer uma barreira a prova de som ao redor da arma antes de atirar para não acordar ninguém.

As balas haviam perfurado as paredes da mansão e acertado seus alvos, destruindo suas cabeças e corações. Logo após, ele conjurou exatamente vinte e um círculos de alcance que absorveram os corpos e o sangue e os mandou para seu armazenamento.

Os que ele havia matado eram apenas os guardas e o nobre. Para os servos, ele apenas mandou um fio de aura concentrada o bastante para fazê-los desmaiarem.

Então, Arima queimou os corpos contidos em seu armazenamento e espalhou as cinzas na frente da mansão.

“Próximo.” Ele sussurrou e desapareceu no escuro com Noturno.

***

Após uma hora, ele eliminou todos os nobres da capital e o último alvo era um mercador de escravos.

Ao vagar pelas ruas sob o céu noturno, Arima brincava com Ira.

“Você parece estar se divertindo.” Noturno comentou casualmente.

Arima sorriu. “Sim, é divertido usar esse tipo de arma. Uma experiência nova, mas também nostálgica. Além disso…” Ele sorriu e olhou para Noturno.

“Quantos podem dizer que não gostam de matar? Especialmente alguém como eu. Não importa quem seja, até o cara mais inocente que você puder encontrar tem impulsos violentos. Depois de algumas mortes, a maioria se acostuma ou se rende a isso. Não estou dizendo que você deve gostar de roubar vidas, mas é só como os humanos são. Eles podem ser frios e quentes, compassivos e cruéis, limpos e sangrentos. Matar é um instinto primitivo. E quando esses instintos estão em conjunto aos nossos ideais, isso é de fato, divertido.”

Noturno não respondeu.

Arima olhou para ele e colocou Ira de volta em sua alma. “Bem, só resta um na capital. Mas para esse, vou tentar uma abordagem diferente.”

Alguns minutos depois, ele chegou na frente de outra residência. Dessa vez, ele usou a porta da frente descaradamente. O guarda em sua frente tentou pará-lo, mas antes que pudesse dizer algo, teve seu coração perfurado e queimado até as cinzas por um raio.

Arima pegou Ira e atirou de uma forma aleatória – da perspectiva de quem olhava de fora. Mas cada um de seus disparos estavam mirando um alvo e acertaram todas as vezes. Ele andou pelos corredores atirando despreocupadamente até não sobrar nenhum guarda.

Ele parou diante de uma grande porta e a abriu com um chute. O quarto parecia um escritório. Havia um homem de meia idade tremendo de medo no canto da sala. Arima andou até ele, agarrou seu pescoço e o levantou antes de jogá-lo contra a parede.

“Olhe nos meus olhos.” Arima proferiu. Sua voz quase parecia metálica e mal poderia ser considerada humana por ser mais parecida com um rosnado.

Então, uma luz azul acendeu suas pupilas “ Olhar da Penitência ” Ele entoou e o mercador gemeu em agonia antes de ficar mole e cair no chão. Depois de sua morte, seus olhos haviam se transformado literalmente em pedra.

Arima havia roubado as memórias do homem e o matado no processo. O que ele queria ao fazer isso, eram informações sobre os grupos que o ajudaram a organizar o mercado de escravos. Ele resolveu que deveria tomar conta desse assunto também.

Ele se livrou dos corpos e se juntou à Noturno que estava esperando no porão da construção. Quando ele chegou ao final das escadas, Arima contou diversos homens e mulheres que quase não estavam vestidos.

Noturno estava derretendo as algemas e cuidando deles. A maioria tinha sido espancada e estavam cobertos de machucados. Algumas mulheres estavam grávidas e definitivamente não estavam assim quando foram capturadas.

Quando Arima chegou, ele separou os humanos e as outras raças em dois grupos e teletransportou o grupo dos demi-humanos para a torre élfica. Ele já havia discutido um ‘ponto de entrega’ com Elia. Para os humanos, ele os curou e os deixou irem para onde quisessem.

E sem mais nem menos, Arima destruiu 7 de seus alvos numa só noite sem deixar rastros.

“Noturno, você tomar conta dos bandidos trabalhando para o mercado de escravos, enquanto eu mato o resto. Devemos terminar até amanhã à noite se limparmos as outras cidades e torres também.”

Noturno assentiu e retornou a sua forma de dragão. Ele bateu suas asas e se transformou em uma luz vermelha que voou para longe. Arima se moveu após isso e se teletransportou para a cidade mais próxima.

***

Na noite seguinte, Arima e Noturno se reuniram na capital. Os dois, sozinhos, haviam se livrado de quarenta e dois mercadores e nobres racistas, junto com quase cem grupos de bandidos em apenas duas noites. Os dois se depararam com pelo menos dois oponentes de rank A.

Outra coisa que resultou disso tudo, foi o controle espacial de Arima. Se ele precisava de três segundos para transferir antes, agora só precisava de um.

“Indo dormir.” Ele disse no momento em que eles haviam concluído a primeira parte do plano.

“Do que você está reclamando? Se quisesse, você poderia ficar acordado por um mês.” Noturno retrucou após retornar a forma de lobo.

“Não, eu preciso dormir. Isso está no mesmo nível que o meu consumo de açúcar. Mesmo que pudesse manter meu corpo com mana, ainda sou humano e tenho um cérebro. Então, dormir é importante e recomendado.” Arima disse e reservou um quarto na pousada.

Ele não foi para o Ninho das Asas porque ele sabia que Aria havia aceitado lutar na linha de frente.

“De qualquer forma, vamos enfrentar um país amanhã.” Ele proferiu e se deitou na cama.

“Sim, claro. Provavelmente você vai acabar com isso em um dia.” Noturno brincou e Arima riu.

“Talvez.” Ele não negou, mas em sua voz continha uma incerteza. “Se o Papa puder fazer o que eu acho que ele pode, então será um pouco problemático.”

As orelhas de Noturno se levantaram ao ouvir as palavras de Arima. Mesmo que ele soubesse que sempre haveria alguém acima, ele achava que ninguém nesse continente pudesse enfrentar Arima. Ainda mais se ele o acompanhasse.

Arima gunhiu. “Eu espero que seja divertido, ao menos.”

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