O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 1010

O Cavaleiro em Eterna Regressão

1010. Você não disse que não tinha capacidade para isso?

Os proks são uma raça qu[?25he possui a capacidade de julgar a beleza e a feiura dos humanos e que busca suas aspirações; aos olhos do prok, Enkrid passou no teste de aparência, e suas ações foram excelentes.
Além disso, após lutar brevemente com ele, viu que era um sujeito que nem sequer havia iniciado propriamente a transformação da pureza da Vontade[1] contida em seu corpo.

Mas você luta tão bem assim?

Um espírito de luta, um passo além de ganhar ou perder, causava um formigamento em minha pele. Era uma vontade que fazia uma espécie que abominava até mesmo a menção da palavra “coração” sentir exatamente aquele lugar. Além disso, a intenção era pura. “Vamos lutar de novo” — eu conseguia ver e ouvir isso sem que nenhuma palavra fosse dita. Ele era um sujeito como uma chama ardente.

— Ei, mude de atitude. Por que diabos você está vivendo como um lacaio do diabo?

O prok estava se preparando para lutar, mas seu tom era gentil e reconfortante. Só então Trimache interveio e gritou.

Aliados!

Ela ficou tão surpresa que soltou um único grito.

— O quê?

Quando Rem perguntou de volta, Trimache falou em um tom um pouco mais claro.

— Eu sou um dos Quatro Grandes Cavaleiros do Império.
— Esse sapo boca-suja?

Rem perguntou de volta sem tirar os olhos dele, e Trimache falou, desta vez encontrando os olhos de Frock.

— É a comitiva do Rei e dos Cavaleiros do continente.
— O quê? Quem está vindo?

Era uma história sobre a qual o prok não sabia absolutamente nada. Afinal de contas, ele não estava caçando uma bruxa louca chamada Malapais ou algo assim, sob ordens especiais do Imperador?
Trimache compreendeu a situação geral. Ela não sabia por que o Cavaleiro Prok de repente brandira sua espada, mas como aquilo era fruto de um mal-entendido do qual ela não tinha conhecimento, deixou passar.

Por que vocês estão lutando?

Ela era uma fada. Estava com tanta pressa que gritou as palavras “somos aliados” como se disparasse uma flecha de vento, mas, de qualquer forma, recuperou rapidamente a compostura.

Você provavelmente não sabia porque estava no meio de uma missão especial.

O prok ainda estava entre os quatro, e os quatro Cavaleiros Loucos não baixaram a guarda.
Tinha sido o prok quem brandira sua espada abruptamente. Enkrid permaneceu em silêncio. O prok encarou Trimache intensamente. Embora tivesse brandido a espada sem aviso prévio, era um rosto que ele certamente reconhecia. Afinal, ela era uma das filhas do Imperador.

— A propósito, o que você está fazendo aqui?

Então perguntei. Embora suponha que deva dizer que só perguntei agora.

Eu estava perseguindo a bruxa que cria o fenômeno Malapais.

Ao ouvir a resposta, Frock recolheu seu espírito de luta. A pressão que vinha sutilmente pesando sobre os arredores desapareceu em um instante.

— Ah, eu a matei.

Foi o que ele disse.
Enkrid o observou em silêncio, organizando seus pensamentos, mas, bem, não havia muito no que pensar.
Eles os vinham perseguindo, mas o Império não era tolo; não deixariam coisas como os “Três Vilões”[2] saírem

m impunes.
Eram inimigos problemáticos para os cavaleiros perseguirem, por isso tinham de ser caçados e mortos por um [?25l

 pequeno grupo de cavaleiros, e era exatamente isso o que estavam fazendo.
O cavaleiro prok diante dele era a esp [?25hada d

destinada a lidar com os Três Vilões chamados Malapais. Essa fora a razão de os dois terem se encontrado ali.
E o prok

k também não era bobo. Ele já estava perseguindo a bruxa há mais de meio ano. Estivera esperando por uma abertura e, como

o ela surgiu desta vez, ele a abateu.
No último segundo, ela lançara todas as maldições imagináveis, gritando a plenos

s pulmões que havia invocado uma espada para matá-lo e que ele deveria ir morrer pela lâmina dela, por isso ele agira con

ntra aqueles que se aproximaram dela abruptamente.
A bruxa também tinha seu próprio plano. Ela queria que eles lutasse

em contra os sujeitos que a perseguiam e morressemjuntos, já que iam morrer de qualquer maneira. Claro que isso falhou.###TAG###<


De todo modo, o prok aceitou e compreendeu a situação.

###TAG###

Porque eles os perseguiram.

E assim aconteceu. Essa é a conclusão.
O prok boca-suja se chama Kahal. Seu título original concedido pelo Imperad

dor era Kahal do Espinho na Língua.
Considerando seus maneirismos, acredito que tenha sido uma escolha apropriada, mas

s para quem não oconhecia, a nomeação do Imperador poderia parecer desleixada. E ainda parecia.

— Um convidado? Eu sou Kahal do Espinho na Língua.

Era uma saudação que ignorava completamente o golpe súbito de espada e os xingamentos cuspidos momentos antes. Enkrid

d ouviu as palavras do prok e respondeu apenas com os lábios.

— Um espinho na língua?
— O Imperador disse que eu tenho um espinho na língua.
— E o que são os Quatro Grandes

 Cavaleiros do Império?

Rem perguntou, com os olhos ainda fixos em Frock. Para ser honesto, e[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25lle era o melhor entre os caras com quem havia lu

utado recentemente. Além disso, era uma intimidação que ele não tinha sentido nem mesmo vinda do Comandante dos Cavaleiro

os.

Aquele desgraçado era astuto.

Pensando bem agora, até o Comandante dos Cavaleiros Imperiais estava escondendo seu verdadeiro poder. Alguém poderia

 pensar que o Frock à sua frente era o verdadeiro poder nos bastidores e o Comandante apenas uma figura de fachada, mas e

esse pensamento sequer passou por sua cabeça.
Rem ouviu as palavras que seus instintos lhe diziam para escutar lá no f

fundo.

— O Império tem muitos cavaleiros. Em comparação com o Continente, quer dizer. Entre eles, há quatro cujas habilidade

es são reconhecidas — estes são os Quatro Grandes Cavaleiros do Império. Um deles é o boca-suja Sir Prok Kahal.

[?25h

Trimache falou mantendo uma postura calma. Não havia falsidade em suas palavras. Ela simplesmente expressou os fatos

 com compostura. Sob essa perspectiva, ela certamente era uma fada. Havia passado por muitas coisas que seriam alarmantes

s, mas permanecia serena.
Enkrid também entendeu o porquê de ela ser tão controlada.

Já vi caras assim com frequência por aí.

O poder militar dos Cavaleiros Loucos era surpreendente, mas não a ponto de ser aterrorizante.

Isso é surpreendente.

Nesse aspecto, o mesmo se aplicava a Sinar. Ela ficou surpresa ao ver o indivíduo peculiar conhecido como o Cavaleiro

o Sapo, mas falou calmamente.
Apenas olhando para ele, não era um oponente contra quem nem mesmo Indulus, a mudança da

as Quatro Estações, poderia garantir uma vitória?

“Será que fiquei confiante demais?”

Sinar perguntou a si mesmo. A resposta veio imediatamente. Não, ele nunca fora assim.
Se lhe perguntassem o motivo

o, responderia que era por causa de sua noiva.
Enkrid nunca tinha sido arrogante. Nunca havia medido o nível dos Caval

leiros Imperiais, nem se importava muito com ganhar ou perder.
Uma vez que determinava se eram inimigos ou não, simple

esmente identificava quem era um oponente interessante e quem era um sujeito entediante, e lutava como se fosse um jogo.###TAG###<


###TAG###Portanto, ele não era diferente. O mesmo valia para os outros. Mesmo sob sua própria avaliação fria e objetiva, o pro

ok diante dele era mais do que um desastre — era um monstro.

Fiu.

Rem assobiou e disse:

— Ele é muito bom.
— Ele parece gostar de lutar, e você também tem a cara de quem gosta de lutar.

Kahal olhou para Rem e falou: — Enkrid, é óbvio, já que você perguntou do nada: “Você gosta de lutar, não é?” “Fision

nomia? Aparência?” Rem encontrou os olhos de Frock com um olhar interrogativo.

— É a primeira vez que ouço dizer que pareço alguém que gosta de lutar.
— Você não se olha no espelho?

[?25h

O prok enxerga a beleza e a feiura dos seres humanos. Pela primeira vez em muito tempo, Rem falou, despejando toda a

 sinceridade e emoção genuína que brotavam do fundo de seu coração.

— Parece que os seus olhos estão com defeito, Prok. Eu sou o mais bonito aqui, sabe? Não tenho a cara de quem gosta d

de lutar.
— Eu realmente acredito nisso.

Temares atestou essas palavras. Enkrid continuou impassível. Curiosamente, foi Trimache quem reagiu a elas.

[?25h

Então é você quem tem os olhos ruins.

Enkrid possuía uma aparência rara, mesmo para os padrões de uma fada. Além disso, era a vontade inabalável dentro del

le que o fazia brilhar ainda mais do que sua aparência.
Quando se tratava da habilidade de ler a intensidade da vontad

de de alguém, ela superava Sinar.

— O Conde Coty disse que eu sou o Cavaleiro do Ano.

Enkrid falou com Kahal como se não houvesse nada de errado.

— E daí?
— Por que escolheram a mim em vez de você?
— Simplificando, eu já passei da fase de ser uma estrela em

m ascensão. Nem me lembro de quantos anos se passaram desde que fui chamado de um dos Quatro Grandes Cavaleiros do Impéri

io. Significa que aquele desgraçado do Coty não tinha como ter me escolhido.

Kahal falou com indiferença e embainhou a espada. Sua espada de laço[3] deslizou para dentro de uma bainha de couro c

com formato singular. Não era um encaixe justo, mas sim projetada para ser inserida suavemente em uma abertura larga e de

epois apertada puxando-se uma tira.
Houve um som surdo quando a espada entrou na bainha.
O olhar de Enkrid desviou-

-se do prok para a arma que ele segurava pela primeira vez. Era uma espada que já havia chamado sua atenção antes de ser

 embainhada.
Com uma seção transversal áspera e larga, porém fina e afiada, aquela era sua espada de laço e sua arma v

vinculada.

— A minha se chama ‘Hoje’.

— Que peculiar. Eu chamo a minha de ‘Língua Afiada’.

Era um nome que lhe caía perfeitamente. Ele era um cavaleiro que nunca se escondia, fosse em seu nome ou em sua aura.

.
Usando a Ordem dos Cavaleiros Loucos como exemplo, eu diria que ele se assemelhava a Ragnar?

— Cavaleiros proks não são raros?
— Sim, são raros. Mas não inexistentes.
— Além de você?
— Tenho mais dois

 sob o meu comando. Mas as habilidades deles não chegam nem perto do seu nível. Não estão no seu patamar, mas equivalem à

à filha do Imperador ali.
— É por causa da pureza?

Mesmo diante da pergunta abrupta, Kahal respondeu sem hesitação. Parecia uma conversa entre velhos amigos, ou como se

e tivessem se encontrado especificamente para aquele diálogo.

— Exato. Ainda não consegui mudar tudo; ainda é um trabalho em andamento. O que circula dentro do corpo não se transf

forma totalmente de uma vez. Você, bem, está apenas no começo, e parece que se desenvolveu de uma forma diferente. Você é

é um Indules? Pode ser um pouco antiquado, mas como não existe caminho errado no mundo, está bom do seu próprio jeito.###TAG###

r>— Um treino?
###TAG###— Aqui não. Acho que você pagou o preço por aquele golpe de espada anterior com as palavras que acabou

 de me dizer.

Eu me perguntava por que ele respondia tão prontamente, mas Kahal estava falando sobre o preço pelos insultos e ataqu

ues de lâmina de antes.

— Todo mundo comete erros. Está tudo bem.
— Ei, eu ainda não estou bem com isso.

Rem intrometeu-se, e Enkrid interpretou as palavras.

— Esse amigo aqui diz que também está tudo bem.
— Eu? Está dizendo que minha orelha está machucada?
— Ele diz q

que você não precisa se preocupar com isso.
— Eu sou o único estranho aqui? Alguém conjurou um feitiço de alucinação?

 Hein?

Kahal estufou as bochechas e riu. Eram pessoas divertidas. Tinham dito que ele tinha cara de lutador, mas até o cara

 que brandia o machado era bem bonito.
Frock tinha uma queda por coisas que fossem belas, imponentes ou bonitas, mas e

era excepcionalmente fraco diante de humanos com uma beleza extraordinária.
Era um padrão que não se aplicava a elfos

 ou outras raças.
Se lhe perguntassem o motivo, responderia que os elfos são todos bonitos em média, por isso a beleza

a deles não se destaca.
Mas os humanos são diferentes. Há poucos bonitos entre eles. É por isso que são tão valiosos.###TAG###<


###TAG###Se pepitas de ouro fossem comuns, seriam apenas pedras. Prata verdadeira, ouro escuro e ferro azul são preciosos porq

que são raros.
Para Frock, a bela aparência de um humano era como metais preciosos.

— Até cavaleiros cometem erros. As pessoas são assim. É uma verdade simples, mas a grande maioria não entende.

[?25h

Kahal respondeu, sentindo-se naturalmente satisfeito. Havia concluído o trabalho que o manteve ocupado por meio ano e

e gostara do sujeito que surgira diante dele.

— Eu sei.

Tornar-se um cavaleiro intoxica a pessoa com uma sensação de onipotência. Mesmo que se sinta desânimo e se liberte di

isso, a pessoa ainda se percebe como alguém que nunca comete erros; no entanto, esse é um atalho para a arrogância e a pr

resunção. É preciso se libertar disso para seguir em frente.

— Quem são os outros três dos Quatro Grandes Cavaleiros?
— Pois é, até eu, na minha alucinação, estou curioso. Alé

ém disso, perguntei antes. Você lembra, né? Não vão falar sobre isso sem mim, vão?

Rem interrompeu novamente. Kahal estufou ainda mais as bochechas ao responder. Ambos falavam de maneira leve, mas seu

us olhos não estavam brilhando de verdade?
Era uma pergunta misturada com espírito competitivo, não apenas mera curios

sidade.

— Para ser preciso, são três e mais um. Esse um fica ao lado do Imperador.

É fácil dizer a quem ele se referia apenas ouvindo sua fala.

— O ceifador de cevada?

Sinar murmurou. Ela também era uma cavaleira e estava cheia de interesse na conversa que acontecia.

— Bram Ritzer, ele é um monstro.

Prok é Prok. A julgar pela maneira como o comandante da minha ordem de cavaleiros é chamado assim.

— Um dos três restantes sou eu, um dos outros dois se chama Gale e o outro é chamado de Pequeno Gigante.

Kahal respondeu a tudo docilmente. Trimache achou aquela cena bastante incomum. O que Kahal estava dizendo no momento

o não era segredo, mas também não era algo para se responder com tanta presteza.
Kahal era um sujeito com quem todos o

os recrutas da Ordem dos Cavaleiros tinham dificuldade de lidar. Se perguntassem o motivo, a resposta seria que sua língu

ua era extremamente afiada. No entanto,
aquele Kahal do espinho na língua parecia gentil agora.
Sua postura suaviza

ada não se devia apenas à aparência dele ou a uma sensação de alívio.
Enkrid possuía o dom de fazer a pessoa se lembra

ar de si mesma no passado, mesmo após confrontá-lo brevemente. Sua vontade e atitude eram assim. E com Kahal não foi dife

erente.
Observando as ações daquele sujeito chamado Enkrid, ele se lembrou inexplicavelmente do momento em que segurou

u uma espada pela primeira vez.
Isso estimulou uma parte específica do seu corpo. A parte oculta pela armadura peitora

al latejou.

— Mas o Imperador ordenou que fizesse isso? O campo de treinamento do Imperador é bom. Vamos brincar lá.

Kahal falou novamente, e Enkrid acenou com a cabeça em resposta.

— Não fiz porque me mandaram; apenas acabei fazendo enquanto os perseguia.

Quanto mais ouço a história, mais gosto dela. Quero dizer, ele enlouqueceu ao ver os mortos e os perseguiu.
Os Trê

ês Vilões do Império: um dos três incidentes sinistros foi concluído.


Você não tinha dito que não tinha capacidade para isso?

A notícia se espalhou em um instante. Guiado por Trimache, o Imperador soube da morte da bruxa, que fora uma lacaia d

do diabo, e fez ao Rei do Continente, a quem enfrentava novamente hoje, uma
pergunta com um sorriso nos olhos enquanto

o apoiava o queixo em uma das mãos.
Ele não havia dito com toda a certeza antes que não tinha tempo ou espaço para lid

dar com aqueles Três Vilões ou o que quer que fossem?
Como se não tivesse ouvido o Imperador, Krang simplesmente solto

ou as palavras que havia preparado.

— E então, eu disse que faria, não disse? O que achou da minha habilidade em eliminar um dos Três Vilões?

[?25h

Diante das palavras ditas com tanta confiança e peito estufado, o Comandante dos Cavaleiros, Britt, murmurou:

[?25h

— Quando o assunto é cara de pau, acho que sou ainda mais descarado do que Vossa Majestade.
— De fato. Eu admito q

que perco em descaramento.

Embora pudesse ouvir claramente a conversa deles, Krang não mudou em nada sua expressão. Apenas o líder da Guarda Rea

al que o escoltava abaixou a cabeça em silêncio, sem motivo aparente.

— Eu não disse que meu cavaleiro daria um jeito nisso? Hein? Hahaha.

Krang colocou uma máscara de ouro negro. O Imperador sorriu. Uma pessoa genuinamente divertida havia se tornado o Rei

i do Continente.

[1] - A "pureza da Vontade" refere-se à canalização e purificação do poder interno baseado na força de vontade no sis

stema de magia da obra.

[2] - Os "Três Vilões" refere-se aos três grandes incidentes ou entidades ameaçadoras que assolam o Império.

[?25h

[3] - A "espada de laço" (loop sword) refere-se a uma espada com empunhadura ou proteção de laço.

Comentários