O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 1006

O Cavaleiro em Eterna Regressão

1006. Mate-me



Você se lembrou do meu nome.

Nephir Tesher alegrou-se como uma flor que vê a luz do sol, mas[?25h Esther estava mais fria do que nunca.

— Não há a menor chance de terem deixado um mago escondido sozinho.

A Torre dos Magos era um grupo de pesquisa mágica apoiado pelo Império. Eles iriam simplesmente ficar parados e aceitar isso?

Claro que não. Eles capturaram a bruxa três vezes; na primeira, ela se transformou em uma raposa e desapareceu, apagando seus rastros e fazendo com que a perdessem de vista. Na segunda, eles recuaram quando ela convocou um cavaleiro fada para atacar. Um cavaleiro

atacando usando uma armadura imune a todos os feitiços não era uma tarefa fácil.

Na terceira vez, eles acabaram com ela matando uma de suas vidas falsas. Independentemente de qualquer outra coisa, a bruxa era genuinamente e surpreendentemente habilidosa em se esconder e escapar.

Sua terceira fuga, em particular, foi tão impressionante que até Esther ficou surpresa.

— Entrando em outra dimensão?

Esther perguntou de volta pelo canal de comunicação.

— Sim, aquela bruxa teria morrido se tivesse ficado parada, então deve ter sido sua última luta desesperada. Pensávamos que ela estava morta, mas ela continuou ativa, deixando todos perplexos.

Um mago projeta o mundo dos seus feitiços na realidade, enquanto um mago mais poderoso extrai o espírito contido em um corpo para flutuar por esse mundo de feitiços.

Teoricamente, um espírito desincorporado pode cruzar para outra dimensão, porém...

A probabilidade de ele retornar é infinitamente baixa.

No entanto, la bruxa em fuga conseguiu fazer isso.

Foi sorte ou ela havia compreendido um novo princípio?

Quando isso foi dito, Esther já havia percebido a[?25ls intenções daqueles que permaneciam na Torre dos Magos.



— Então vocês não o mataram.

Nephir Tesser era um mago típico. E, como se pode ver por Nephir, os magos são aqueles que têm um senso de superioridade ainda mais forte que[?25h os nobres.

— Certo, como aquele talento é bom demais para ser desperdiçado, há mais do que alguns feitiços que valem a pena estudar para decifrar. Ela é um gênio.

Era como se reconhecessem as habilidades de conjuração dela, embora ela fosse uma inimiga.

— E quanto às pessoas que morrem nesse meio-tempo?

Esther falou sobre sacrifício.

— Você está falando como uma oficial de execução.

Que diferença fazia se dezenas ou centenas de pessoas morressem por causa de uma conversa entre magos?

As pessoas morreriam de qualquer forma, mesmo sem isso. Elas morrem em guerras e desastres. Sim, esta era uma catástrofe provocada por feitiços. Então, não havia o que fazer.

Por meio do sacrifício delas, a Torre dos Magos avançaria ainda mais. Tudo o que importava era usar esse poder avançado para proteger o Império mais uma vez.

Esther leu a vontade deles — daqueles que haviam assumido o controle da Torre dos Magos. Por isso, ela zombou.

Existe um fim para a sede de conhecimento? Não. Mesmo depois disso, eles suportariam, alegando que o sacrifício era pelo

o próximo, pelo amanhã.

Eles viveriam assim para sempre.

Esther desviou o olhar para além do espelho de comunicação. Ela viu um homem de pé ali, encarando-a com o olhar vago. En

nkrid, o Capitão da Ordem dos Cavaleiros Loucos, o Cavaleiro do Enfeitiçamento.

E um homem que abrigava uma paixão estranha.

Aquele homem não vivia daquela maneira. Mesmo vivendo um hoje feroz pelo bem do amanhã, ele não dava as costas para a

aqueles que cruzavam seu caminho nesse processo.

É nobre? É nobre.

É grandioso? É grandioso.

Pelo menos, era assim que Esther se sentia. Enquanto olhava para Enkrid, suas coxas se contraíram e arrepios se espalhar

ram por todo o seu corpo.

Conhecer você foi um golpe de sorte.

[?25l

Foi um pensamento que passou pela minha mente de repente. Em seguida, meu desejo de fazer o que ele queria ferveu [?25h ain

nda mais.

— Nephir Tesher, diga-me o que você descobriu sobre a bruxa na Torre dos Magos. Precisamos capturá-la.

— ...O quê? Isso é assunto nosso.

— Eles não vão me contar? — A voz de outra pessoa veio de além do tubo de comunicação que Nephir segurava, mas era su

ussurrada demais para ser compreendida. Nephir, que permaneceu em silêncio pelo tempo de três ou quatro respirações, falo

ou novamente.

— Aquela bruxa usa o feitiço "Cabana da Raposa" para encolher sua cabana e se esconde empoleirando-se nas costas de u

uma raposa. Ela oculta seu poder mágico, não deixa rastros e não faz contato nem aceita suprimentos de ninguém, e é por i

isso que é tão difícil encontrá-la. No entanto, identificamos algumas áreas suspeitas e estamos monitorando-as no momento

o. Não baixem a guarda. Há um Cavaleiro da Morte altamentehabilidoso ao lado dela... ah, bem, vocês devem ficar bem.



Nephir despejou as palavras em sequência. Seu último comentário foi particularmente marcante. Ele também olhou para E

Enkrid e seu grupo. O espadachim de pé ao lado de Esther era um sujeito que ele realmente temia encontrar como inimigo.###TAG###

br>###TAG###

Tanto por sua aparência quanto por sua esgrima.

Ele sabia disso muito bem porque já o havia enfrentado uma vez, embora tivesse sido apenas uma. Ele era um monstro. Neph

hir pronunciou suas últimas palavras em direção ao canal de comunicação.

— Se você a trouxer de volta viva, a Torre lhe dará um presente precioso.Um presente muito precioso.

— Tudo bem.

Já que estou nisso, se eu puder trazê-la de volta viva, não seria uma má ideia. Afinal, se ficar presa na Torre dos M

Magos,aquela bruxa nunca mais verá a luz do dia.

Esther cortou a comunicação.

Fiz isso durar demais. Acho que não posso mais usar isso.

Trim[?25l[?25lache falou enquanto pegava o espelho de volta. Até mesmo esse espelho, que facilitava uma comunicação conveniente

e, tinha várias limitações. Ele

não podia ser usado a distâncias excessivas e só funcionava dentro do Império. As torres erguidas aqui e ali pelo territ

tório e os instrumentos enterrados no solo eram os princípios fundamentais por trás do funcionamento dos canais de comuni

icação por espelho. Além disso, se o poder mágico fosse completamente esgotado pelo uso prolongado, ele não se regenerari

ia.

Esther o havia utilizado ela mesma e compreendeu aproximadamente o seu mecanismo.

Era um objeto que não valia a pena pesquisar. Olhando agora, foi construído puramente com a instalação de infraestrutura

a pelo poder do Império; não era uma ferramenta mágica imbuída de um feitiço especial.

Não é muito diferente de se comunicar usando visores.

Nesse caso, o objeto que ele próprio havia feito era melhor.

Tendo chegado até aqui, ele percebeu que a Torre dos Magos construída pelo Império não era tão impressionante assim. Era

a algo que teriam sabido com apenas um pouco de reflexão, mas eles não tiveram escolha.

Reunir magos para acumular poder?

Não era apenas uma questão de rebelião; eles já tinham um histórico de invocar demônios e causar catástrofes massivas.###TAG###

br>###TAG###

Só porque os tempos mudaram e os anos se passaram, há alguma garantia de que não repetirão o mesmo erro? Não há.

[?25h

Um local de encontro para amadores.

A Torre dos Magos é um grupo de pessoas que são pelo menos leais ao Império e conseguem se comunicar de alguma forma.

.

Bem, mesmo assim, não pode ser chamado de um grupo comum, mas também não é um lugar cheio de magos considerados gênios.###TAG###<



###TAG###

‘Mas.’

As coisas não mudariam com o tempo? E se estudássemos e pesquisássemos a magia para que todos pudessem usá-la confort

tavelmente?

E se estabelecêssemos um sistema que permitisse até mesmo a uma pessoa comum usá-la facilmente, em vez de apenas os exce

epcionalmente talentosos? E se alguém com um coração compassivo ensinasse tais valores aos magos?

Se é isso que o Imperador do Império está tentando fazer agora, não seria certo ajudar?

De certa forma, Enkrid e Luagarne não estão fazendo coisas semelhantes?

Eles também estão tentando criar sistemas e treinar cavaleiros.

Esther sentiu vagamente um desejo crescer dentro de si.

‘Eu também.’

À medida que meus desejos ficam mais claros, o que chamo de aspiração — leia-se como um sonho — torna-se vívido. É um

m desejo interior do qual eu não tinha consciência quando estava criando o exército mágico. Dito isso, não era algo que e

eu precisasse fazer agora.

Só preciso encontrar a raposa, mas localizá-la está além do meu poder. Embora eu possa confirmar sua existência e evi

itar que ela escape assim que nos encontrarmos face a face.

Esther disse enquanto organizava seus pensamentos.

Então a Torre dos Magos finalmente está cooperando. Eles recusaram até agora.

Deixando os resmungos de Trimache para trás, Enkrid perguntou de volta: — Uma raposa?

— Onde? Se você me disser para encontrar uma única raposa nesta terra vasta, é basicamente me dizer para passar a vid

da inteira caçando raposas até morrer.

Rem interveio. Sinar acenou com a cabeça, concordando que era verdade. Temares, por motivos desconhecidos, de repente

e se agachou de um lado e contemplou a flor que desabrochava entre as pedras.

Excelente.

Yongin agachou-se e murmurou. Ele de repente havia perdido todo o interesse e estava apenas olhando para as flores, m

mas ninguém disse nada. Como alguém poderia entender Yongin?

Esther selecionou e mencionou algumas regiões sobre as quais tinha ouvido falar por Nephir, e Trimache encarregou-se de

 guiá-los.

Vamos continuar indo assim?

Trimache perguntou novamente, questionando se aquilo era o certo a se fazer, já que o momento de retornar havia passa

ado há muito tempo.

De qualquer forma, eles eram convidados, e quem estava sendo perseguido agora era um dos Três Vilões do Império. Esse er

ra o trabalho dos Cavaleiros Imperiais; seria aquilo o correto a se fazer?

Enkrid encarou Trimache intensamente em resposta à sua pergunta.

— E se não for?

Naquela única palavra de questionamento, pôde-se sentir a teimosia do homem diante de mim. Os sentidos aguçados da fa

ada vislumbraram a determinação dele.

— De qualquer forma, já faz um tempo desde que cacei raposas, então vai ser divertido.

Rem disse enquanto corria.

Todos os que brincam na floresta são amigos das fadas.

Isso foi o que Sinar acrescentou. O significado daquelas palavras era claro: significava que uma besta que não fosse

 amiga não poderia viver na floresta. Em outras palavras, parecia que ele estava dizendo que, se você não se tornasse ami

igo, ele o cortaria ou o espancaria.

De certa forma, as fadas não eram o grupo verdadeiramente perverso?

Você vai viver nesta floresta? Oh, vamos ser amigos.

Não!

Então vá morrer.

Ah, desculpe. Eu serei seu amigo também, eu disse que serei.

Bem, não é diferente de uma conversa como essa indo e voltando?

Era um pensamento inútil. O motivo para pensamentos tão dispersos era óbvio.

Eu quero capturá-la.

Um ser que transformou uma aldeia inteira em um inferno na terra.

Da perspectiva do império como um todo, o dano foi pequeno, mas para aqueles que o vivenciaram em primeira mão e aqueles

s que o testemunharam diante de seus olhos, tinha um significado diferente.

A morte de um estranho é diferente da morte de um conhecido. A morte conhecida apenas como números é diferente da morte

 bem diante dos olhos de alguém.

Então, o que você quer fazer?

Enkrid encarou a pergunta que surgiu dentro dele. Ele se aproximou sob o disfarce de um barqueiro e perguntou. No ent

tanto, sua atitude estava estranhamente leve hoje.

— Então, você está dizendo que vai salvar cada um deles?

Não, não posso. Sou um espadachim. Ninguém pode salvar todos eles.

— Então é completamente sem sentido, não é? Pare com isso. Os mortos não voltarão e, mesmo se matarmos aquele lá, o m

mundo continuará o mesmo.

Ele é pessimista. Ele descarta seus esforços como inúteis. Olhos turquesa e pele branca como leite foram revelados so

ob o manto. Uma cicatriz distinta, antes invisível, também podia ser vista. Era uma linha horizontal cruzando seu rosto.

 O sangue escorria da linha sobre a ponte de seu nariz.

É óbvio. O final é sempre previsível.

O barqueiro falou. Enkrid olhou silenciosamente para o barqueiro e respondeu.

— Nunca se sabe.

— O quê?

— Eu não estive lá, então não sei.

Ele não ficará satisfeito até tentar. Enkrid é esse tipo de pessoa. Se as coisas continuassem as mesmas mesmo sem faz

zer isso...

— Por que você está me impedindo quando diz que tudo continuará igual mesmo se eu fizer isso?

Sim, não era inútil para aquele barqueiro tentar impedi-lo agora mesmo?

— ...Ei, Capitão!

Enkrid abriu os olhos com o grito.

Você está cansado?

Rem perguntou. Ele estava preocupado com a criança naqueles olhos?

Antes que percebesse, seus companheiros haviam cercado completamente o lugar. Eram Rem, Sinar, Esther, Temares e até mes

smo os Cavaleiros Fadas do Império.

— Por que você está se intrometendo? Fique longe.

Sinar afastou Trimache com suas palavras. Trimache inconscientemente aproximou-se como se o protegesse, depois deu um

m passo atrás.

Apenas pensando por um momento.

Enkrid respondeu. Ele fora brevemente arrastado pelo barqueiro enquanto estava de pé. Era uma questão separada de sua

a vontade inabalável. Como isso era uma maldição, no entanto, era uma bênção para Enkrid.

É porque nos tornamos mais próximos.

Ouvi uma alucinação. Assemelhava-se à voz de um barqueiro mostrando uma gentileza desnecessária.

— Vamos.

Enkrid falou, e Trimache visitou quatro florestas com base nas informações fornecidas pela Torre dos Magos.
[?25h

A primeira floresta era a Floresta de Ferro, a Floresta da Madeira de Ferro. Dizia-se que era um lugar onde as árvores q

que compunham a floresta eram tão duras quanto o ferro. O Império tinha florestas em especial abundância. Talvez fosse na

atural, já que o Imperador era uma fada.

É uma boa terra para se viver.

A julgar pelo modo como Sinar falava, ele certamente era amigável com as fadas.

Ao longo de três dias, o grupo atravessou a Floresta de Madeira de Ferro e chegou à Floresta Verde Profundo, onde viviam

m os Druers. Cada uma de suas florestas era uma cidade em si.

Era um lugar onde sua própria cultura havia criado raízes em terras adequadas para as fadas viverem. Era um caminho pelo

o qual eles apenas passavam. Embora Sinar encontrasse lugares diferentes de sua própria cidade, prestava pouca atenção ne

eles. Ele podia estar interessado por dentro, mas sendo uma fada, não demonstrava nenhuma emoção por fora.

Então, onde estava a raposa? Ele achou que não seria fácil de encontrar.

Então, pouco antes de passar pela terceira floresta, todos viraram a cabeça para um lado. Foi porque gritos assaltaram s

seus ouvidos.

Bang!

Enkrid impulsionou-se do chão e correu.

Mamãe!

Aquele grito abalou os ouvidos. Gangak, a Vontade possui as pernas. A cada passo dado, o corpo de Enkrid voava como u

uma flecha disparada com toda a força.

Pararak!

A capa, levada pelo vento, transformou-se em uma longa linha, traçando um caminho estendido à medida que ele passava.

. Um pincel verde-escuro desenhava uma linha trêmula sobre a tela tingida pelo crepúsculo.

Justo quando o sol estava prestes a se pôr, Enkrid chegou a uma pequena aldeia. A cerca de madeira improvisada parecia i

improvável de deter monstros, embora pudesse conter javalis.

Ele saltou sobre a cerca de um só salto e entrou. Seus olhos pousaram nas pedras que cobriam o chão e nos cultivos comes

stíveis espalhados ao redor.

A menos que surjam de repente, monstros, feras mágicas e bandidos são raramente vistos no Império. É por isso que pequen

nas aldeias como esta surgem aqui e ali.

Foi visível no momento em que ele entrou. Uma linha preta estava apenas começando a cair sobre a cabeça de uma criança.

 Não havia nada a pensar. O corpo de Enkrid estreitou a distância.

É insuficiente?

É o que parece. O que devo fazer? Os pensamentos foram breves, as ações rápidas.

Enkrid arremessou sua espada. A arma gravada, Oneul, carregou a vontade de seu mestre e voou pelo ar.

Bang!

O ar estourou e uma onda de choque explodiu, enviando o corpo da criança voando para um lado enquanto ela caía no chã

ão.

Rem segurou a criança que havia sido arremessada sem sequer conseguir gritar.

Tup.

Balançando precariamente apoiado em uma única perna, Rem olhou para a frente. O sujeito que havia desenhado uma linha

a preta ali falou.

Mate-me.

Era uma fada contemplando aquele lugar com olhos azuis-claros e frios, com a Oneul cravada em seu corpo.

Mate-me.

A fada desejava aquilo. Aquela vontade era genuína. Transbordava sinceridade. No entanto, o toque do sujeito era dife

erente.

Ele arrancou a Oneul de si e cravou-a no chão com toda a sua força, depois usou sua própria espada grande como um martel

lo para golpeá-la repetidamente, enterrando-a na terra. Ele pisou nela com os pés, limpou a ferida no peito com a mão e p

pingou sangue negro no punho da Oneul.

Mate-me.

Dizendo aquilo, ele selou a espada que Enkrid havia arremessado exatamente como estava. Ele era um homem cujas palavr

ras e ações não batiam.

Comentários