O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 885

O Cavaleiro em Eterna Regressão

885. Muralha verde-escura

Ferdinand, dos Cavaleiros do Manto Vermelho, relembrou[?25h uma luta que testemunhara não muito tempo atrás.

Aquela era uma luta ganha? A vitória era garantida?

Esta não é uma conclusão a que cheguei após ponderar repetidas vezes. Não agi sob essa suposição. Não fiz cálculos.

‘Era como um cavalo selvagem correndo descontrolado.’

Não estou me referindo a apenas uma pessoa. Todos os Cavaleiros Loucos pareciam ser assim.

‘Protegerei o acampamento fazendo do meu corpo um objeto sagrado.’

Montado em um cavalo voador, ele saltou sobre os grifos. Não se limitou a abater alguns grifos. Ele literalmente saltou sobre eles e lutou. Era uma cena que me lembrava meu próprio Mestre. Não

fiquei boquiaberto de admiração com a visão, mas não pude deixar de ficar surpreso. Foi impressionante a esse ponto.

O Cavaleiro Ferdinand, ex-comandante de uma unidade sob o comando dos Cavaleiros, havia desenvolvido uma intuição que lhe permitia discernir o desfecho de uma luta.

‘Este já perdeu.’

Ele avalia suas chances de vitória antes mesmo de lutar. É uma lição, mas também poderia ser chamada de um velho hábito. Para minimizar a morte de sequer um de seus homens, ele precisa ser habilidoso em cálculos. Esta é, em sua opinião, a qualidade de um grande comandante.

Esse hábito continuou mesmo depois de se tornar um cavaleiro. Tornou-se sua especialidade.

O lado bom disso é que ele nunca baixa a guarda, quer vença, quer perca.

Seu treinamento, disciplina e combate consistiam em estudar e explorar maneiras práticas de vencer, em vez de avançar livre e corajosamente. É por isso que ele evita batalhas perdidas.

Se tivesse que lutar por seu mestre ou por seus companheiros, ele lutaria mesmo sabendo que perderia. Mas será que seria capaz de desfrutar disso? Como aqueles chamados loucos?

‘Não consigo.’

Ferdinand se conhece bem. Ele enfrentou suas limitações.

‘Então devemos parar por aqui?’

A preocupação aumentou. O sol nascente ardia em meus olhos. O distante sul surgiu à vista.

Ferdinand havia se voluntariado para uma missão de reconhecimento, percorrendo a área. Ele parou no meio do caminho e olhou para cima. Um ponto inteiramente negro surgiu à frente. Era o momento em que o sol de ontem havia se posto e uma nova manhã chegara.

A visão de um cavaleiro era muito superior à de uma pessoa comum, e os Cavaleiros do Manto Vermelho eram habilidosos em técnicas que aprimoravam instantaneamente sua visão e audição. Era um dos métodos de treinamento da ordem.

As pupilas de Ferdinand se dilataram, adaptando-se para enxergar a uma longa distância. No instante em que viu aquilo, ele deu meia-volta. Se ele conseguia ver dali, eles também o veriam de lá.

Ele correu em direção ao acampamento principal, abandonando qualquer tentativa de furtividade. Terra e pedras voavam no rastro de sua corrida.

* * *

Venom.

Saxon estava ouvindo o nome pela primeira vez, mas parecia conhecer o antigo apelido do sujeito.

Miasma.

Ar poluído, ou mesmo veneno, é uma palavra que pode ser usada de forma intercambiável. O sujeito, que acidentalmente

 comeu uma planta venenosa ao nascer e se tornou um anão pelo resto da vida, era originalmente um meio-fada.

‘Ele não tem bem mais de cem anos?’

Ouvi dizer que você uma vez lutou contra meu mentor, o Mestre.

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“Aquele anão ainda está firme e forte. E eu perdi? Por acaso seu mestre, mentor e pai adotivo parece alguém tão fácil

l de derrotar?”

Eu nunca o chamei de pai, e não entendia por que ele se autodenominava meu pai adotivo.

“É claro que eu venci.”

O Mestre sorriu, com um dos olhos ficando azulado. Não era o inchaço causado pelo golpe, mas sim o veneno infiltrando

o-se pelo toque da lâmina. Ele quase perdeu a visão de um olho. De fato, a visão do Mestre em um dos olhos ficou gravemen

nte danificada depois daquilo.

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“Por favor, pare de agir com tanta arrogância estando envenenado.”

“Isso vai sair sozinho de qualquer forma. Enfim, aquele anão sempre está aprontando alguma. Na próxima vez que eu o vir,

, vou matá-lo.”

“Você devia ter tomado essa decisão antes, Mestre.”

Saxon praguejou mentalmente, transferindo o peso para o pé esquerdo e abaixando a postura. Após se esquivar, ele usou du

uas adagas para bloquear os golpes acima de sua cabeça e na frente de sua coxa esquerda. Aquilo não era uma defesa simple

es. Ele tinha que aplicar os princípios da esgrima por todo o seu corpo. Caso contrário, um pedaço de sua carne seria arr

rancado em um piscar de olhos.

Ttadang!

A ponta do mangual empunhado pelo homem chamado Fustis agia como três pedaços vivos de metal. Parecia que ele estava

 bloqueando três lâminas simultaneamente. Claro,

aquela era uma arma gravada empunhada por um cavaleiro. Esse nível de habilidade era normal.

Então, a lâmina apontada para o lado direito de sua cabeça moveu-se como um chicote. Ao girar o braço em um movimento de

e pivô, ele adicionou velocidade à lâmina, desferindo um corte tão rápido quanto o machado de um bárbaro. Ele aplicou os

 princípios de um chicote a uma lâmina. Foi um ataque engenhoso. Entre eles, os anões Miasma e Venom intervieram.

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“Ele não é bom apenas com venenos, é um assassino nato. Aquele anão feio.”

O Mestre dissera isso. O apelido“Miasma” já fora o nome de um assassino lendário amplamente conhecido por todo o con

ntinente. O anão arremessou a Faca do Silêncio. Mesmo[?25l[?25l[?25l[?25l[?25lentre as adagas de Geor, apenas duas pessoas, excluindo o próprio S

Saxon, conseguiam empunhá-la.

O anão era especialista em usar a faca de arremesso, que não passava de uma lâmina. Ele atacava com tanta precisão que,

 mesmo sabendo o ângulo e o momento, era difícil para qualquer um reagir.

Saxon girou de forma dinâmica, dobrando a cintura e esticando os joelhos dobrados antes de parar abruptamente. A Faca do

o Silêncio passou raspando pelo local de onde ele precisava se esquivar. Foi um movimento que parecia ter sido planejado

 por premonição. Assim

que ele parou, o mangual voou novamente, e a lâmina semelhante a um chicote de repente avançou como um arpão. Seu braço

 balançou e depois mergulhou em uma estocada profunda. Simultaneamente, Saxon percebeu quatro dardos apontados para suas

 costas. Ele não tinha tempo para respirar. Ainda assim, continuou a bloquear e a se esquivar.

“Por que você não morre?”

Esta era a pergunta do sujeito, o meio-fada que havia se tornado um anão. Como ele podia suportar estar envenenado e

 ser atacado unilateralmente por três homens? Sua voz estava cheia de indignação e perplexidade, mas até mesmo aquilo era

a um truque. Sua voz vinha da esquerda, e o dardo voava da direita.

Essa era a situação. A morte parecia iminente, mas um sorriso surgia no rosto de Saxon de tempos em tempos.

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‘Dá para encarar.’

O tempo que passara andando com bárbaros, preguiçosos vadios, homens-urso e o líder mostrou o seu valor.

Mesmo quando lutavam em um ataque de fúria, eles ainda brandiam seus machados, desferiam socos e golpeavam com suas espa

adas com uma sinceridade meio séria.

Saxon, vendo uma brecha, arremessou uma Faca do Silêncio. Sem mostrar o corpo girando, ele ergueu a mão em direção ao cé

éu.

A faca voou silenciosamente, visando a testa de Pustis. A trajetória curvou-se para baixo. Arremessar uma adaga não era

 simplesmente lançá-la em linha reta.

O movimento do pulso, a posição da lâmina, tudo influenciava a adaga de forma orgânica, fazendo-a voar em uma trajetória

a impossível.

‘O voo da andorinha.’

Deslizar Veloz, uma técnica em que a lâmina desliza pelo ar e perfura. Não era de se admirar que estivesse imbuída de

e Vontade. Era poderosa o suficiente para perfurar a armadura de um cavaleiro e matar.

Ela também apaga a intenção assassina. Para apagar a intenção assassina, você precisa se concentrar na técnica, não no o

oponente. Pode-se até dizer que você se concentra em aperfeiçoar a técnica, não em matar. Isso

era familiar para Sachsen. A faca que ele arremessou escapou da visão de Venom. Em termos de pura habilidade como assass

sino, Sachsen era muito superior. Embora

estivesse envenenado pela toxina sintética característica de Venom, o corpo de Sachsen, tendo desenvolvido uma tolerânci

ia a ela por meio do treinamento especial de seu mentor e mestre, aguentou firme. A tontura e a náusea eram controláveis

 com autocontrole.

A técnica, que não podia ser usada por aliados, estava prestes a perfurar a testa de Fustis.

A Faca do Silêncio de Sachsen era uma lâmina feita sob medida, não maior do que o tamanho de seus dedos indicador e médi

io combinados. Era pequena, mas poderosa o suficiente para matar uma pessoa se ficasse cravada na cabeça.

Saxon saltou para trás, esquivando-se do mangual e da lâmina assim que arremessou a adaga. Ele deu uma cambalhota no ar,

, distanciando-se significativamente. Venom, incapaz de reagir à manobra de esquiva inesperada, hesitou se deveria arreme

essar a adaga em sua mão.

Exatamente quando a lâmina, com sua energia abafada e mortal, alcançou o alvo, um escudo se interpôs.

clang-!

O golpe decisivo de Saxon foi bloqueado. O escudo em seu antebraço barrou a adaga. Ele ajustou o ângulo para desviá-l

la.

Eu não conseguia adivinhar todo o processo, mas, a julgar pelo resultado, podia ver parte dele. Aquele que interveio dev

via ter observado a luta à distância antes de agir.

O deslizar da andorinha era difícil de detectar de perto. Até mesmo Venom, o lendário assassino e mestre do veneno e da

 furtividade, não percebeu.

Um cavaleiro havia intervindo no ar e estragado o jogo. Claro, sob a perspectiva dos Cavaleiros da Lama, era a coisa cer

rta a se fazer.

[?25h

“Isso é incrível.”

O sujeito que entrou ficou impressionado. Ele segurava um escudo oval em ambas as mãos. Nenhuma outra arma estava vis

sível. Aquela era sua arma característica.

“O comandante ordenou que nos apressássemos. O pântano se expandiu e mais de cem soldados se afogaram. Se deixarmos i

isso como está, toda a unidade será aniquilada.”

O recém-chegado falou. Isso deixava quatro cavaleiros com uma força de combate de nível de cavaleiro. Saxon, sozinho,

, estava contendo os quatro.

O engraçado é que Saxon, que parecia em desvantagem momentos antes, quase venceu os três.

Se Fustis ficasse com uma lâmina cravada em seu crânio como um belo enfeite, teria sido exatamente isso.

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“Eu avisei que aquele desgraçado era um monstro.”

Pustis não se surpreendeu com o que o oponente fizera. Desde o início, ele era um adversário difícil de enfrentar soz

zinho.

“Você a arremessou fugindo dos meus olhos?”

Venom falou com o orgulho ferido. Ele também era muito versado em técnicas de assassinato. O movimento que Saxon acab

bara de mostrar já provava que seu oponente era superior. Isso atormentava seus nervos. Mas não era a única coisa que o i

incomodava. No meio daquela movimentação caótica, a máscara de Saxon já havia caído há muito tempo. Seu rosto estava reve

elado. Era o mesmo rosto que atraía os olhares de inúmeras damas, até mesmo da Guarda da Fronteira.

O rosto de Venom se contorceu. Ele era profundamente inseguro sobre sua aparência desde a juventude. Desde que o veneno

 o desfigurara.

“Vou arrancar a pele do seu rosto.”

O que mais ele poderia fazer contra alguém com habilidades superiores?

Ele não era tão azarado quanto o mestre das adagas de Geor de antes?

Sachsen olhou para frente, sem importar o que Venom dissesse. O quarto a aparecer parecia se especializar em combate cor

rpo a corpo. Sua arma, é claro, era uma prova disso.

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“Eu vou segurá-lo. Enquanto isso, ataquem por trás. Venom, não libere veneno no ar. Use sua espada.”

“Farei isso mesmo sem você pedir.”

Aquele que surgira naturalmente dominava a atmosfera do local. Saxon ainda mantinha um sorriso no rosto.

‘Isso também.’

Era divertido.

O capitão não estava falando apenas de diversão. Seria porque se tratava de proteger pessoas, e não de matá-las?
[?25h

Ou seria por causa de sua mudança de mentalidade?

Qualquer que fosse o motivo, era divertido.

A alegria e o deleite. Mesmo que aquele pudesse ser o fim, mesmo que parecesse inevitável que não venceria, ainda seria

 uma morte feliz.

Tudo isso se juntou, e Saxon abriu a boca.

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“São quatro?”

“Não, são cinco.”

A resposta veio de trás da figura recém-surgida. Ele tinha cabelos compridos que cobriam sua visão. Era grande e musc

culoso, com uma aparência geral robusta. Embora não fosse um gigante, ainda era o suficiente para fazer qualquer um arreg

galar os olhos.

Ficar ao lado daquela figura parecida com um urso seria uma visão bastante interessante.

‘E teria sido mais divertido se houvesse apenas um daqueles loucos por aqui.’

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Eu nem espero pelo capitão. Se apenas um dos três — o bárbaro, o selvagem ou a fera-urso — estivesse presente, o rumo

o da batalha teria sido diferente.

Não posso pedir ajuda. Atrás de mim está Esther. Ela realizou um milagre que mudou a geografia da região. Ela
[?25h

sozinha prendeu três mil soldados em um pântano. Se um cavaleiro equivale a mil homens, ela está enfrentando três mil no

o momento. Não posso pedir que ela venha até aqui e cuide de alguns cavaleiros enquanto faz isso.

Afinal, ela é uma bruxa. Mesmo que seja habilidosa nesse tipo de combate, ela não tem o preparo para lidar com vários ca

avaleiros ao mesmo tempo.

‘Isso também vale para mim.’

Mas o que posso fazer? Isso é tudo o que tenho.

Girei as duas adagas em minhas mãos. Minhas mãos ainda estavam intactas, as lâminas das adagas intactas. Minha vontade d

de lutar estava mais forte do que nunca.

‘Proteger.’

Os olhos de Saxon não vacilaram.

“Este é Baric, dos Cavaleiros da Lama.”

O outro homem falou. Ele tinha olhos grandes e de aparência inocente, embora isso não combinasse muito com sua aparên

ncia. Ele segurava apenas uma única faca na mão direita.

Em vez disso, ele usava uma armadura espinhosa por todo o corpo. Seus antebraços, canelas e até mesmo o peito estavam co

obertos de protuberâncias afiadas.

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‘Este também é especialista em combate corpo a corpo.’

Os dois que surgiram pareciam gostar de lutar como se fossem feras, mordendo e se agarrando. Isso não era uma boa not

tícia para Saxon.

Na situação atual, era mais difícil lidar com aqueles que avançavam com determinação do que com os que mantinham distânc

cia, calculavam sua posição e agiam sem pressa.

“O truque da maga foi extraordinário. No meu caminho para cá, uma mão emergiu do pântano e agarrou meu tornozelo.”###TAG###

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Se deixassem como estava, toda a unidade entraria em caos. A escolha do Comandante dos Cavaleiros da Lama era clara:###TAG###<


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romper o obstáculo e eliminar a causa de tudo isso. Sua experiência ao lidar com magos era vasta, e ele chegara a essa c

conclusão. Além disso, o homem diante dele era igualmente perigoso.

Portanto, todos os cinco enfrentariam aquele homem ali. Enquanto isso, todos os sub-cavaleiros seriam enviados para mant

ter a maga sob controle.

Os Cavaleiros da Lama, por natureza, estavam escolhendo o caminho mais vantajoso para sua sobrevivência, tornando-o a es

scolha mais razoável e racional.

Se todos os cinco cavaleiros agissem juntos, pelo menos ninguém morreria ali. Essa era a base do julgamento de Varric.###TAG###

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“Ei, apenas recue sem fazer alarde. Você não precisa morrer aqui.”

Pustis falou. Ele realmente sentia pena de seu oponente. Não seria melhor esperar por outra oportunidade em vez de mo

orrer aqui? Alguém de seu calibre era raro.

Saxon respondeu com ações. Ele cruzou as adagas de ambas as mãos diagonalmente à frente do peito e assumiu uma postura.

 Afastou ligeiramente as pernas e relaxou o corpo. Se ficasse tenso, morreria instantaneamente. Saxon sabia disso.

[?25h

“Acabem com isso.”

O comandante, Varic, falou. A ordem era absoluta. Todos se moveram.

Lâminas, punhos, adagas e manguais voaram.

Dentre dezenas de opções, apenas uma era o caminho para a sobrevivência. Saxon repetidamente desafiou probabilidades imp

plausíveis.

Se contasse seus ataques e defesas, eles passavam de oito. Um milagre? Habilidade? Alguns chamariam de milagre. Em termo

os de tempo, foi apenas o suficiente para dar cinco respirações.

Até mesmo Varic, assim como Pustis, ficou impressionado.

Se você perde, você morre. Essa é a verdade imutável. E o oponente tem duas pernas para correr. Em outras palavras, ele

 não se move mesmo tendo uma forma de sobreviver. Se ele tem um dever a cumprir e algo a proteger, ele o fará.
[?25h

Isso não parece revelar o tipo de pessoa que um cavaleiro é?

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“Eu me lembrarei dos Cavaleiros Loucos de Saxony.”

Pustis finalmente alcançou as costas de seu oponente e falou. Saxon, com toda a sua força de vontade, segurou seu bra

aço esquerdo rebelde.

Sacrificando um braço, ele perfurou a coxa do homem que brandia suas duas espadas como chicotes, mas, no fim, cinco home

ens eram demais para ele conter sozinho.

A morte se aproximava. Uma morte que ele já conhecia, uma morte repleta de alegria.

Pensei na minha amada e quis deixar uma mensagem dizendo o quanto tinha sido divertido, desde a época em que eu era um l

louco até agora.

O capitão ficaria furioso, muito irritado. Será que o bárbaro apenas riria disso? Ele rasgaria todos em pedaços com um s

sorriso no rosto. O preguiçoso vagabundo e o homem-urso fariam o mesmo.

Não havia tempo sequer para piscar. Se eu demorasse um segundo a mais, teria morrido e cruzado o rio negro.

Kwaaang!

Um raio caiu. O relâmpago atingiu o céu limpo, rasgando o solo e levantando montículos de terra.

Então, um silvo foi ouvido no alto, e algo veio voando.

pop!

Uma série de ruídos irrompeu, e uma muralha verde-escura surgiu diante dos olhos de Saxon. Paralela. Uma parede forma

ada pelo agitar de sua capa.

Através da abertura, pôde-se ouvir a voz do sujeito que agarrou Saxon pelo colarinho e o arrastou para longe do rio negr

ro.

“Você não esgotou todas as suas forças, esgotou?”

Saxon cuspiu o veneno que guardava na boca. Era o resultado de acumular lentamente o veneno que se infiltrara em seu

 corpo desde o primeiro encontro com o anão. Ele não sabia o que aconteceria, mas não havia desistido, então esteve reuni

indo o veneno que se espalhara por todo o seu corpo. Cuspi-lo exigiria um breve momento de trégua. Foi por isso que ele f

finalmente teve a chance de expelir o veneno.

“Ainda tenho um longo caminho a percorrer.”

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