O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 892

O Cavaleiro em Eterna Regressão

892. De passagem



Ragna caminhava sem fazer qualquer esforço para se esconder. Seu passo era o mesmo de sempre. Nem rápido nem lento, e ele parecia alheio a se alguém o estava observando ou n[?25hão. Como ele atravessou tantas áreas enquanto caminhava, era natural que alguns soldados inimigos o notassem.

— Ei, o que você é?

Um único soldado em formação vira a cabeça e pergunta. Eles tinham acabado de se preparar para avançar.

— É um caminho de passagem.

A pergunta do sold[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25lado foi respondida com uma expressão notavelmente calma e serena. Não havia mentira. Ele também estava confiante demais. O soldado piscou diante da aura de sua presença.

Seria ele um aliado? Um recurso preparado pelo Imperador? Ele não era um comandante?

Esses pensamentos passaram voando por sua mente.

Os trajes e dragonas de um comandante seriam suficientes para fazê-lo se destacar, então ele não parecia ser desse tipo.

— Posso simplesmente deixar para lá?

O soldado perguntou ao companheiro ao seu lado.

— Não sei.

O que o soldado ao lado dele poderia dizer?

Ele também tinha um pensamento semelhante. Poderia simplesmente deixar para lá? Isso era tudo o que conseguia pensar.

Enquanto isso, Ragnar entrou caminhando calmamente. Ninguém o impediu.

O exército já estava em formação. Os soldados, totalmente disciplinados, apenas viravam as cabeças e os olhos de suas posições.

Ainda assim, ele era apenas uma pessoa. Ninguém teria adivinhado que um cavaleiro invadiria de repente.

Por que um cavaleiro estaria aqui? Era difícil imaginar. Era uma forma racional de pensar. Isso era algo estranho em Ragnar.

— Ei, de onde você é? Não ouviu falar do grande Iru? Por que está armado desse jeito?



Ele era a retaguarda da vanguarda. Um dos oficiais o avistou e perguntou. Incapaz de quebrar a formação, ele apenas virou a cabeça e gritou entre os soldados.

Ragna, sem sua capa, não tinha nenhum emblema visível de Naurilia ou da Guarda de Fronteira. A capa agora estava cuidadosamente dobrada atrás de suas costas, não revelando nada.

Mesmo o exército do Imperador não se conhecia intimamente. Muitos de seus aliados vagavam em armaduras ou roupas que nunca tinham visto antes.

Às vezes, monstros se tornavam aliados, e eles ainda mantinham distância do exército de gigantes.

Ver um aliado com vestes desconhecidas não era uma situação estranha para eles. No entanto, em meio à tensão, a visão dele passeando calmamente pela retaguarda era impressionante.

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— Como está minha armadura?

Ele respondeu distraidamente e continuou caminhando. O oficial que fizera a pergunta fechou a boca. Ragna, caminhando

o a um passo constante, parou diante de uma criatura que parecia esculpida em pedra cinzenta.

‘É grande.’

É muito grande. Até Audin parece pequeno quando está ao lado daquilo.

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‘Mesmo para um gigante.’

Era três vezes maior que um gigante normal. Estando perto, era preciso inclinar a cabeça para trás para ver seu rosto

o.

Fuuu.

Um bloco de ferro pendia da ponta de seu nariz longo e alongado. Era uma arma de cerco por si só. Cada vez que dava u

um passo, parecia que um terremoto estava prestes a acontecer. Para algo tão grande, isso já era de se esperar. Era uma b

besta pesada proporcional ao seu tamanho.

— Ei, você vai se machucar. Saia da frente.

Era uma voz vinda de cima. Era o condutor do elefante olhando para baixo e lançando suas palavras.

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— O que é aquilo?

— Não é o cara que se perdeu e veio parar aqui sozinho?

— Haha, onde no mundo você encontraria um idiota desses?

Havia cinco condutores no total. Três deles carregavam lanças, enquanto os outros dois carregavam escudos grandes o s

suficiente para cobrir seus corpos. Cada um deles também carregava uma espada na cintura. Apenas pelo menor vestígio de s

suas empunhaduras, Ragna conseguia dizer com que frequência eles empunhavam aquelas espadas.

‘Aqueles que estão acostumados a lutar.’

Eles não estavam apenas parados ali, observando. Eram um exército que praticava táticas baseadas em anos de experiênc

cia. Pelo que tinha visto até agora, não era difícil adivinhar seu estilo de luta.

Dois defendiam, enquanto três lançavam dardos para mantê-los afastados. As espadas serviam para conter quaisquer criatur

ras ágeis que tentassem subir pelas pernas do elefante.

Claro que Ragna não prestou atenção nisso. Ele naturalmente ignorou o óbvio e mentalmente empunhou sua espada.

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‘Dá para decapitar alguém de uma só vez?’

É bem alto. Mas acho que consigo alcançar se pular.

‘Só com a mão direita?’

Ou com as duas mãos? Quão forte seria? Será mesmo tão duro quanto pedra, como parece? Quanta força eu precisaria apli

icar?

Esta era a primeira vez que via uma criatura assim. À primeira vista, seu couro cinzento parecia mais uma carapaça do qu

ue pele. Sua aparência era mais resistente do que a da maioria dos monstros.

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‘Quantos?’

Ragna focou seu olhar no que estava ao alcance de suas mãos. No momento, havia três deles. Ele imaginou brevemente a

 infantaria enfrentando-os. Com apenas esses três, a infantaria estaria correndo para escapar. O futuro era incerto, mas

 algumas coisas estavam claras.

Assim como agora.

‘Se deixar para lá, vai ser uma dor de cabeça.’

Ragna os reconheceu como tal. Eram um estorvo, um incômodo e uma fonte de perigo para os aliados.

Enquanto Ragna observava, dois deles começaram a se mover.

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Tum, tum.

A cada passo, o chão tremia, levantando poeira até a altura do peito. Se uma investida fosse ordenada, seria uma inve

estida capaz de provocar um verdadeiro terremoto. Ragna havia tomado sua decisão.

‘Vamos com as duas mãos.’

O cabo da Alvorada era longo o suficiente para ser segurado com as duas mãos. Ele pensou em um método mais razoável d

do que decapitá-lo de uma só vez. Então, ele simplesmente faria isso.

Alguns soldados olharam para ele. Um dos condutores semifechou os olhos.

— Ei, você está realmente perdido? Caia fora.

Ele não podia avançar porque aquele maldito estava bloqueando o caminho. Se demorasse mais, seu superior o xingaria d

de tudo quanto é nome. Ele decidiu ignorá-lo e continuar caminhando.

No exato momento em que o maldito tomou sua decisão, Ragna afastou as pernas e adotou uma postura. Sua capa, respondendo

o à sua vontade e ações, esvoaçou ao vento.

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Flap—

A capa verde-escura se abriu, bloqueando parte da poeira e revelando um símbolo pintado em suas costas.

Algumas linhas, um padrão em degraus, simbolizavam as muralhas da cidade.

Vários dos oficiais subalternos de Lichenstätten reconheceram o símbolo. O condutor do elefante tinha a mesma patente de

e um oficial subalterno. Todos eles haviam memorizado vários emblemas durante o treinamento antes daquela batalha.
[?25h

Embora estivessem familiarizados com o emblema da família real de Naurilia e o símbolo dos Cavaleiros da Capa Vermelha,

 eles também tentavam reconhecer o inimigo que provavelmente se juntaria a eles naquele campo de batalha.

Eles o haviam memorizado e o viram pela primeira vez antes de partirem para a batalha.

O padrão em degraus simbolizava as muralhas. O dono daquele emblema era a Guarda de Fronteira, da cidade-fortaleza de Na

aurilia.

— Inimigo?

Enquanto o condutor murmurava, Ragnar começou fazendo a coisa mais importante e necessária que tinha em mente.

[?25h

— Não estou perdido, só estou de passagem.

Era la mesma resposta que ele dera ao soldado que primeiro lhe perguntara o que estava fazendo. O soldado não tinha l

lhe perguntado antes se estava perdido?

Ragna realmente acreditava que estava apenas de passagem. Ele apenas golpeava com sua espada qualquer coisa que o incomo

odasse pelo caminho.

[?25h

Tung—

A maioria dos soldados nem sequer ouviu o som da grande espada, Ilchul, sendo sacada. Foi rápido assim.

Ragnar sacou sua espada e desferiu um golpe horizontal. O condutor viu um pequeno redemoinho acima de sua cabeça. Sem da

ar tempo para respirar ou piscar, um redemoinho verde-escuro de repente o atingiu. Uma catástrofe avassaladora, sugando e

e expelindo tudo ao redor, acontecia bem diante de seus olhos.

Ragnar sentiu sua capa ser pressionada contra suas costas, apanhada pelo vento. Seu alvo era a perna do elefante.

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‘Dobre-se.’

A vontade e o talento de cortar, combinados com anos de habilidade aprimorada, deceparam a perna do elefante com um ú

único golpe. A

lâmina deslizou suavemente, deixando uma linha através do tijolo cinzento. A arma biológica massiva era sólida. Mas não

 tão sólida quanto ele esperava. Ragna golpeou com a espada e liberou a força restante com um movimento suave de recolhim

mento.

Um rugido se seguiu.

Kkuu...

A dor vem igualmente para todos. Dói quando uma perna é cortada. O elefante rugiu e inclinou-se para o lado.

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‘Mesmo usando apenas metade da força.’

Com um único golpe, ele compreendeu a intensidade. O pescoço seria mais macio que a perna. Assim como com os humanos

 e outros seres sencientes, o mesmo se aplicava às bestas.

Ragna mirou no pescoço do elefante, que estava caindo — isto é, inclinado.

Ele saltou para a frente e desferiu um golpe vertical com a espada. Um observador atento teria se maravilhado com a traj

jetória que ele traçou. Mas ninguém estava lá para admirar sua espada naquele exato momento.

Ele mergulhou sob a massa cinzenta em queda, cravando sua espada e cortando a nuca da criatura. O corte escapou lateralm

mente, no mesmo movimento. Cada ação foi incrivelmente rápida.

— Uou!

O condutor gritou de surpresa.

— Droga, cara, que porra é essa, cara!

Alguns soldados, que assistiam a tudo de boca aberta, gritaram surpresos. Eles estavam prestes a avançar. Mesmo que e

esta formação desmoronasse, não deveriam matar aquele bastardo primeiro?

Vários soldados pensaram a mesma coisa, mas as pessoas tendem a reagir mais devagar quando estão surpresas demais. Exata

amente como estavam fazendo agora.

Todos ficaram tão chocados que abriram a boca, praguejando ou soltando palavras aleatórias.

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— Matem-no!

A reação de um oficial foi verdadeiramente rápida. Ele sozinho, enquanto todos os outros estavam surpresos, ostentava

a reflexos rápidos. Ele era realmente um talento brilhante. Ele havia declarado Ragnar, qualquer que fosse sua verdadeira

a identidade, um inimigo. Ele

deveria ter feito isso há muito tempo, mas o fato daquele homem ter aparecido ali, caminhado com tanta calma e respondid

do de forma tão serena fizera com que ele baixasse a guarda.

Cinco soldados sob o comando do oficial reagiram às suas palavras. Eles saltaram da formação, de espadas empunhadas, e a

avançaram.

Todos os cinco eram guerreiros habilidosos. Todos eram membros da renomada Infantaria de Ferradura de Lichenstätten.


Naturalmente, não importava quão habilidosos fossem, não eram páreo para um cavaleiro. Ragnar correu em direção ao seu p

próximo alvo e decapitou os cinco.

O oficial achou aquele processo quase inacreditável. Ele

não viu nada, muito menos ouviu algo.

Houve apenas um clarão de luz, e as cabeças dos cinco homens flutuaram no ar. O que, o que ele poderia ter feito para re

ealizar tal feito?

Uma calamidade para os cavaleiros, uma catástrofe tão grande que até mesmo outros cavaleiros os chamariam de monstros, h

havia agora atingido o coração da unidade. Teria sido melhor se o meteoro tivesse caído bem no meio da base.

Uôôô!

Outro elefante brandiu a tromba. Ragnar, que acabara de derrubar os cinco e estava prestes a avançar, reconheceu a mu

uralha bloqueando toda a sua frente. Ragnar mediu a espessura da parede e aumentou a velocidade.

Pá!

O chão sob seus pés rachou, deixando sulcos profundos. Se suas botas não fossem tecidas com couro de demônio, essa ún

nica aceleração teria rasgado as solas.

Ragna esquivou-se do golpe. A aceleração e o avanço para dentro foram suficientes.

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Bang!

Um bloco de metal cego preso à ponta da tromba do elefante atingiu o local onde ele estivera. A cratera era maior e m

mais larga do que a pegada de Ragnar.

Seria força demais para bloquear? Para um soldado comum, talvez, mas para Ragnar, o golpe de Audin era mais ameaçador.###TAG###

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Acelerando, ele ergueu a espada e a desferiu para baixo. Apenas um vislumbre da habilidade embutida nesse movimento simp

ples era suficiente para chamá-lo de cavaleiro.

Zás!

Enquanto o movimento rasgava o som, a pele cinzenta que protegia os órgãos internos da criatura se partiu ao meio.###TAG###
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Ragnar deslizou por baixo das patas do elefante e brandiu sua espada em um golpe longo. Era uma técnica que ele havia ap

prendido com a esgrima sucessora de Oara, uma técnica que usava com frequência desde que a aprendera.

No golpe, os pés agiam como braços, e a trajetória da espada traçava uma linha muito mais longa e ampla do que quando br

randida parado. Essa era a essência da esgrima de Oara.

A barriga do segundo elefante se abriu, rasgando-se da esquerda para a direita. Entranhas e sangue derramaram-se pela fe

enda, encharcando o chão. Um cheiro fétido começou a se espalhar.

Ragnar imediatamente virou-se em direção à terceira massa, e o condutor no topo dela acenou com a mão de um lado para o

 outro, gritando algo. Ragnar não se deu ao trabalho de escutar. Ele sabia o que queriam dizer mesmo sem ouvir.
[?25h

O elefante, uma criatura que lembrava uma rocha cinzenta, hesitou e recuou. O condutor aterrorizado tomara uma decisão t

tola para salvar a própria vida.

Qualquer um que tivesse visto o momento anterior teria entendido. Ragna era muito mais rápido que um elefante. Então, fu

ugir seria tolice. Ele

estava prestes a demonstrar sua velocidade novamente. Ele acabara de dar outro passo.

Ragna não ignorou o aviso do seu sexto sentido. Uma sensação de formigamento percorreu seu corpo, um pressentimento ruim

m como quando um filhote de Rem sorrateiramente atirava um machado contra frente pelas costas.

Seus sentidos despertaram, e sua Vontade reagiu. Antes mesmo que pudesse pensar, seu corpo reagiu e ele executou a ação.

.

Ragna, no meio do passo, pisou forte no chão, desferindo um golpe ascendente com a Alvorada.

Bum! O impacto foi ensurdecedor. A poeira subiu até o peito dele, como um elefante batendo o pé. Para um

olho não treinado, parecia um golpe no ar, mas para quem havia alcançado o reino de um cavaleiro, que podia ver até um p

palmo à frente, era um movimento natural.

Bang!

Bem no momento em que a Ilchul se movia, uma clava hexagonal atingiu a grande espada.

Ragna flexionou instantaneamente os músculos do torso e dos braços, liberando sua força. Se não o tivesse feito, sua mão

o teria ficado bastante dormente.

O dono da clava que atingiu a Ilchul não se deu por satisfeito com um único golpe. Ele abaixou sua postura e brandiu a c

clava paralelamente ao chão.

Se ficasse parado, seu tornozelo se quebraria. Ragna segurou a Ilchul e a cravou no chão.

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Kuaaaang!

Este golpe não pôde incorporar nenhum truque como canalizar energia. Por isso, ele descarregou a força no chão, esper

rando dispersar o impacto com o solo.

A clava atingiu a Alvorada, um estrondo ensurdecedor ecoando pela área ao redor. Uma onda de energia invisível varreu o

 local.

— Agh!

Alguns soldados que estavam por perto taparam os ouvidos. Sangue escorria de suas orelhas. Alguns deles tremiam, com

 as mãos e os pés sacudindo.

— O que é você? De onde surgiu essa coisa? Como você entrou aqui?

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O homem que empunhava a clava perguntou. Ragna repetiu sua resposta.

— É um caminho de passagem.

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