O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 729

O Cavaleiro em Eterna Regressão

729. Comovente

Algumas pessoas podem ter a sorte de encontrar uma moeda de ouro caída[?25hno chão e, mesmo assim, desejar algo melhor. Outras podem ter tido um golpe de sorte inesperado e ainda sentir que aquela sorte não foi o suficiente. Mas Encred não era assim.

“Está limpo.”

O ar estava diferente, a luz do sol estava diferente. Encred sentiu-se satisfeito com a mudança trazida pela magia do crepúsculo. Era a estação em que o ar quente chegava. Até mesmo Zaun, castigada pela tempestade, agora estava pronta para se reerguer.

— Vou continuar o legado de Mileschia. Isso não significa que vou negligenciar minha esgrima.

Tudo o que Mileschia deixou para trás ficou sob os cuidados de Magrun. Ele era um amigo que havia se tornado muito experiente em vários tipos de remédios por causa de sua grave doença. Ele ainda tinha interesse na esgrima em si, mas alguém precisava assumir a responsabilidade. Se ele sentisse aquele fardo como uma pedra pesada, seria apenas uma pedra, mas se o aceitasse como uma alegria em vez de um fardo, poderia desfrutá-lo. Magrun era claramente o segundo caso.

— É divertido. A medicina herbal de Jawoon vai se desenvolver ainda mais.

— A cura. Não é apenas a técnica de manusear ervas.

Anne me entregou um caderno que ela mesma havia escrito. Ouvi dizer que continha tratamentos e medidas preventivas para cada doença. A julgar pelo conteúdo e pelo nível do livro, se ele se espalhasse pelo continente, muitas pessoas morreriam por causa dele. Em outras palavras, era um item que poderia ser chamado de tesouro. Era um mundo onde as pessoas lutavam e matavam até mesmo por uma única relíquia. Houve até momentos em que cada país enviava uma ordem de cavaleiros para explorar algumas ruínas. Além disso, os caçadores de tesouros sabiam muito bem que as relíquias não eram os únicos tesouros.

— ...Se você me deu isso porque estava pensando em mim.

Houve um momento em que Magrun, ao recebê-lo, começou a chorar.

— Você não se olha no espelho? Não tem nenhuma água limpa em Jawoon? Bastaria olhar para o seu próprio rosto no riacho para saber.

Ele levou um corte na hora.

Anne parecia uma dama gentil por fora devido aos seus traços delicados, mas era uma mulher forte que havia cruzado o continente com apenas algumas poções. Sem falar que ela já havia prometido um futuro com Ragnar.

De qualquer forma, quando se tem que dar um passo à frente, você dá.

Assim como Jawoon estava fazendo agora.

Quando Encred estava quase pronto para retornar com uma sensação de alívio,

Schmidt, que havia insistido repetidamente que existiam muitas coisas raras no império, trouxe uma dessas raridades.

Ele nunca tinha dito que não acreditava, nem havia pedido para ele provar.

— Schmidt, esse é o seu amigo? Aquele que você queria trazer junto?

Era um homem com as laterais e a nuca raspadas bem rente com navalha, e apenas o topo e a franja eram moderadamente compridos. Ele tinha um porte físico grande e uma clava quadrada e esguia pendurada na cintura. Era uma arma de impacto impressionante, com uma cabeça reta e quadrada. Ele usava uma armadura especialmente modificada, que consistia em uma cota de malha no peito, ombreiras, armadura de braço que cobria os antebraços e placas finas de ferro que cobriam as coxas como cilindros. As articulações não eram conectadas, então parecia que a armadura de placas fora cortada em pedaços, mas

s a armadura tinha curvas surpreendentemente suaves. Quando ele lutou, um carachamado Panito ou algo assim também usava

 uma armadura especial, mas esta era ainda melhor. A armadura parecia se ajustar naturalmente, como se fosse parte de sua

a pele, o que deixou uma profunda impressão.

“Por que ele tem essa aparência?”

Seria por causa da minha mente renovada e pacífica? Estranhamente, eu estava mais curioso sobre aquilo do que sobre o

o que a outra pessoa dizia ou quem ela era.

— Encred da Guarda de Fronteira?

O homem perguntou. Encred ainda não tinha terminado de observar seu oponente, mas isso não significava que ele não po

odia falar. O homem não demonstrava nenhuma i[?25l[?25l[?25l[?25lntenção assassina ou hostilidade em particular, mas Encred percebia que ele

 estava pronto para lutar a qualquer momento. Ele não precisava mover as mãos ou os pés, nem mostrar sua energia ou deter

rminação. Ele podia lutar a qualquer momento. Usava essa determinação como uma armadura. Isso também era estranho. Mas su

uas palavras não saíram de forma amigável.

— Quem?

Ele não inclinou a cabeça, mas foi a típica resposta de quando mercenários entram em uma briga. Se estivessem em um b

bar em algum canto da cidade, tivessem tomado uns copos, e o cheiro de vômito, álcool e cigarro estivesse logo ao lado, t

teria sido perfeito. Mas, para Encred, aquela era uma reação natural. Se você quer perguntar o nome de alguém, deve dizer

r o seu primeiro. Isso se chama cortesia.

— ...Faz tempo que não vejo esse tipo de reação. É raro ver algo assim quando se trabalha apenas dentro do império.###TAG###/p>###TAG###

O homem falou, erguendo a mão esquerda, estendendo-a reta e parando em um ângulo paralelo ao chão, como se estivesse

 apoiando o peito. Ele gesticulou para que olhassem para o símbolo. Era um símbolo com um círculo grande e um círculo men

nor dentro dele. Era o símbolo do Império. Era também o símbolo usado pelos Cavaleiros do Império. Dentro do Império, o s

símbolo dos Cavaleiros era um passe livre e uma prova de status, um símbolo de poder que exigia o respeito de todos. No e

entanto, aqui não era o Império.

— Então, quem?

Encred perguntou novamente. Os cantos da boca do homem se elevaram diante daquelas palavras. O sorriso esboçado nos c

cantos tortos de sua boca lembrava o de um tigre. Havia uma intenção assassina em seu sorriso. A julgar pela forma como a

aquela intenção assassina se materializava, ele devia ser tão poderoso quanto o patriarca. A forma de intimidação que ele

e demonstrava era como uma clava cheia de espinhos. Feroz e bruta. Esse era o seu temperamento. Era como uma clava espinh

hosa que ele empurrava para a frente sem sequer limpar o sangue e a carne. Deveríamos considerá-lo um homem forte no níve

el do patriarca? Talvez por isso, os olhos de Encred se encheram de expectativa. Será que deveriam trocar alguns golpes?

 Havia muitas coisas estranhas ali. A armadura em seu corpo parecia pele, e a forma como ele manipulava a Vontade, que es

stava sempre "pronta", era peculiar. Acima de tudo, era impossível prever que tipo de ataque viria.

— Sou Balfir Balmung.

O homem se identificou, e Encred respondeu apenas lambendo os lábios.

— Encred da Guarda de Fronteira.

Na bacia onde a tempestade havia terminado, apenas um vento calmo sobrava. Através daquele vento calmo, as duas feras

s se encaravam. Pareciam que iriam brandir suas espadas uma contra a outra a qualquer instante. A Samcheol ressoou.

[?25h

*Ziiiing.*

Conforme a espada ressoava, a mão do homem alcançou sua cintura. O homem que segurava a clava mostrou as presas. Eram

m presas incomumente afiadas.

— Sir Balfir.

Schmidt falava ao seu lado, mas não era hora de ele intervir. A briga não começou imediatamente. Havia muitas pessoas

s tentando impedir o confronto. E elas eram extremamente parciais.

— Chega, Balmung. Se der mais um passo, as coisas não vão terminar bem.

— Uma coisa é treinar, mas se demonstrar intenção assassina, a história muda.

— É melhor parar. Se não parar, vou golpear com a minha espada sem avisar para olhar para trás.

Primeiramente, os três se aproximaram. Pela ordem, eram Gaju, Rhinox e Alexandra. No entanto, Balmung não perdeu a po

ose. Pelo contrário, aumentou ainda mais sua pressão. Ele parecia mais ameaçador do que a Medusa que haviam matado há pou

uco tempo? Podia ser um pouco diferente, mas ele era sem dúvida um oponente perigoso. Por que ele de repente ficou tão fe

eroz? Não sei dizer. Simplesmente aconteceu.

— Mesmo se você for um cavaleiro do Império, não pode sacar sua espada contra os nossos heróis dentro das muralhas de

e Zaun.

Odinkar deu um passo à frente, com um olhar verdadeiramente feroz. Era um olhar determinado.

— Se quiser brincar com a espada, vá brincar com o diabo.

Magrun também se manifestou, com a expressão endurecida. Bem, mesmo um rosto inexpressivo pode mostrar várias emoções

s, mas o que ele exibia agora era definitivamente desprezo.

— Ei, quem é você?

Havia até os gigantes mais belos que saíram sem medo, bem como Riley e Katu, que se voluntariaram como escravos, e at

té mesmo as crianças que aprenderam e praticaram esgrima com Encred. Assim, antes que percebêssemos, toda Zaun havia se r

reunido e estava pressionando os cavaleiros do império.

— Quem é esse moleque?

— Por que ele está fazendo isso com o nosso Enki?

— Ele é uma ameaça? Ele está apenas emanando intenção assassina?

— Só porque ele é um cavaleiro não significa que ele não possa ser cortado pela espada, certo?

Sem medo de nada, realmente. Mas não era uma sensação ruim. Eles estavam reagindo à situação em que alguém demonstrav

va intenção assassina contra o herói deles. Qualquer um reagiria se tocassem em algo precioso para si. Encred havia se to

ornado alguém precioso para eles. Claro, Encred se viraria muito bem sozinho, mas eles não queriam apenas ficar parados a

assistindo àquele sujeito avançar. Por isso, houve coisas que comoveram seu coração. O homem que revelou seu nome como Ba

alfir Balmung encarou Encred por um longo tempo antes de finalmente dissipar sua aura.

— Sir Balfir.

Schmidt tentava contê-lo, suando frio ao seu lado.

— Eu sou o Cavaleiro Imperial, Balfir Balmung.

Ele falou novamente e estendeu a mão com um sorriso. Quando instintivamente estendi a minha, Gaju, Alexandra e Rhinox

x deram um passo à frente.

— Vim para ajudar Jawoon e não tenho nenhuma má intenção contra o rapaz. Tudo bem?

Foi algo que Balfir Balmung disse aos três. Olhando de lado, parecia que eles já se conheciam.

— E vocês três não parecem estar com a saúde muito boa, então não se esforcem demais.

Assim que Balmung falou, Odinkar interveio.

— Eu estou ótimo.

Ele também estava de pé ao lado de Encred. O homem caiu na gargalhada ao ver toda a cidade de Jawoon aparecendo.



— Schmidt, quando aquele cara disse que salvou Jawoon, achei que era meia mentira, mas é verdade.

Schmidt balançou a cabeça.

— Eu já tinha lhe avisado.

— Enfim, eu não tenho más intenções.

E então ele finalmente estendeu a mão. Quando Encred a apertou, Balmung usou sua Vontade para colocar força em sua mã

ão, mas Encred tinha um corpo que havia sido treinado por Audin. Em termos de força pura, ele perdia apenas para Audin, m

mesmo entre os Cavaleiros Loucos.

*Ranger.*

Houve um som estranho vindo das mãos dadas dos dois cavaleiros, mas nenhum dos ossos de suas mãos se quebrou.

[?25h

— Você é forte.

Balfir Balmung disse, franzindo a testa levemente de dor.

— Esta é a primeira vez que vejo um cavaleiro imperial.

Encred respondeu com indiferença e soltou a mão dele. Depois de ouvir a história, descobriu-se que uma das razões pel

las quais Balfir Balmung viera ali como cavaleiro do Império era para ajudar Zaun.

— Não está um pouco adiantado?

A resposta foi que ele já estava perseguindo o líder de alguns bandidos quando recebeu notícias de Schmidt, mas o líd

der escapou e seu caminho acabou se complicando um pouco. Encred se perguntou que tipo de líder de bandidos um cavaleiro

 perseguiria e resolveu perguntar, mas quem ele estava perseguindo também estava no nível de um cavaleiro. Será que a cri

iminalidade do império era diferente até mesmo em escala?

— É um cara que conheço, que originalmente era um soldado do império. Ele é bom em cultivar talentos, mas vive causan

ndo problemas. Ele tem o hobby de matar pessoas.

Existem muitos tipos de pessoas no mundo, e algumas delas fariam você praguejar só de encontrar. Foi o que Encred ouv

viu. Balmung estava prestes a voltar depois de matar o fugitivo, mas o desgraçado mudou repentinamente de direção perto d

dali, e ele disse que teria que persegui-lo fazendo um desvio, então veio aqui primeiro e depois teria que ir atrás dele.

. Se fosse assim, ele poderia simplesmente ir embora e assunto encerrado.

— Não quer ir comigo?

Ele imediatamente convidou Encred para acompanhá-lo.

— Tem alguém esperando por mim, então não posso ir agora. E você não deveria se apressar em persegui-los?

[?25h

Quando Encred perguntou de volta, Balmung sorriu e balançou a cabeça.

— Bem, um ou dois dias não fazem diferença.

A julgar pela forma como ele falava, não era uma perseguição tão urgente. Encred se perguntou então por que ele havia

a se atrasado para ajudar Jawoon, mas isso não era realmente algo com que se preocupar.

“Analisando a situação...”

Será que a intenção era deixar as forças de Jawoon se esgotarem para só então aparecer de repente? Mas isso deu errad

do por causa dele. E ele também aprendeu mais.

“Jawoon está em uma aliança implícita com o Império.”

Se não estivesse, não haveria esse tipo de intercâmbio. Foi assim que Gaju e os outros conheceram Balmung. Então, que

em criou essa estrutura?

“Foi Hescal.”

Aquele era o terceiro plano preparado para a sobrevivência de Jawoon. Se tudo desse errado, fora planejado de modo qu

ue pudessem se abrigar sob o teto do império. Portanto, eles não deveriam ser íntimos. No entanto, todos em Jawoon tentar

ram atacar o cavaleiro do império e fazer de tudo para defendê-lo. Encred respondeu primeiro porque o Patriarca olhou par

ra ele.

— Não tenho intenção de partir a menos que Ragnar venha. Se eu o deixar para trás, ele é um amigo que talvez eu nunca

a mais consiga encontrar pelo resto da vida.

Se dissesse a Ragnar para encontrar o caminho sozinho, teria que encontrá-lo na próxima vida.

Mas Balmung disse que esperaria e jogou uma isca muito interessante.

— Você não quer ver a esgrima imperial? Para começar, eu não sou do Império, mas aquele que fugiu é muito versado na

 esgrima imperial.

O peixe, Encred, teve muita dificuldade em recusar aquela isca.

“Será que devo deixar Anne para trás?”

Então bastaria servir de guia.

Ragnar dissera que teria que ficar mais uma semana, no máximo.

Será que todo esse tempo era necessário para ele terminar de resolver seus assuntos?

Balmung tinha o hábito de falar de forma provocativa, e sempre que falava, cutucava os sentimentos alheios. Mas Encre

ed achou divertido. Ele realmente tinha uma personalidade incomum, especialmente para um cavaleiro imperial. Seria mentir

ra dizer que não estava interessado. Além disso, he não achava que aquele sujeito estivesse tentando lhe fazer mal.

[?25h

— E então, o que me diz? E não se preocupem com isso também. Juro pela honra dos Cavaleiros Imperiais que não farei m

mal a este amigo.

Essas foram as palavras que Balmung lançou prontamente para acalmar as reclamações de todos. Ele não era um orador el

loquente, mas era um homem que sabia como contornar as situações com habilidade.

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