O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 588

O Cavaleiro em Eterna Regressão

588

Rem resolveu o assunto e retornou à Guarda de Fronteira, e o visconde, que quase perdera suas terras devido às táticas de terra arrasada e afins, deu um suspiro de alívio.

— Par[?25hece que ainda há uma ameaça, não é? Como a situação está assim, protegeremos vocês por alguns meses.

Havia até reforços da Guarda de Fronteira estacionados aqui. A princípio, fiquei um pouco apreensivo.

Será que isso não poderia ser uma oportunidade para a Guarda de Fronteira assumir o controle destas terras?

Hoje em dia é comum que tomem terras sorrateiramente dessa

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Rem resolveu o assunto e retornou à Guarda de Fronteira, e o visconde, que quase perdera suas terras devido às táticas de terra arrasada e afins, deu um suspiro de alívio.

— Parece que ainda há uma ameaça, não é? Como a situação está assim, nós os protegeremos por alguns meses.

Havia até reforços da Guarda de Fronteira estacionados aqui. A princípio, fiquei um pouco apreensivo.

Será que isso não poderia ser uma oportunidade para a Guarda de Fronteira tomar o controle destas terras?

Hoje em dia é comum as pessoas se apossarem de terras sorrateiramente dessa forma.

Mesmo que não fosse o caso, com tantos combatentes prontos para a batalha alojados ali, a alimentação, a bebida e o vestuário seriam um problema.

No entanto, eles ergueram acampamento montando tendas, trouxeram mantimentos consigo e, mais tarde, até receberam suprimentos da Guarda de Fronteira.

Embora fosse uma situação desconfortável, era difícil recusar, já que a carta de Encred havia sido entregue por meio da distribuição de correspondências.

— Vocês estão cultivando bem a terra?

O Conde Harrison, segurando a carta, silenciou-se por um momento. Após ler o conteúdo, permaneceu ali, estático como um boneco.

O líder dos vigilantes olhou ao redor. A Guarda de Fronteira estaria realmente tramando algo? Mas será que o cavaleiro blindado precisaria de tudo aquilo?

Por mais desejável que fosse o território do estado vassalo, não se comparava a Green Pearl, onde a agricultura fora impossibilitada por mais de uma década devido à guerra e os campos haviam ficado em repouso, de modo que bastava lançar trigo ali para obter uma boa colheita.

Ele se perguntava sobre o que seria aquela carta.

O conde havia dado a Encred a água da fonte sagrada do reino. Ele não considerava aquilo um desperdício.

As pessoas ao meu redor murmuravam, mas eu as ignorei.

A questão era: se você pedir qualquer coisa à Guarda de Fronteira, eles lhe darão, então por que você não faz nada?

O conde considerava que já havia recebido o suficiente. Ele recebera apoio e vira a disposição deles em acreditar em suas palavras. Para ele, aquilo bastava.

Evito agir por impulso, mas não tenho arrependimentos.

Desta vez, com pressa, solicitei reforços, mas o conde soubera que havia muitos problemas internos na Guarda de Fronteira no momento, por isso não tinha grandes expectativas. No entanto, os reforços vieram e disseram que iriam se estabelecer ali para nos proteger.

Haveria algum outro significado oculto por trás disso?

“Se for esse o caso, acho que primeiro deveria arrancar meus próprios olhos por ter j[?25lulgado tão mal aquela pessoa.”###TAG###/p>###TAG###

O conde reconheceu Rem apenas mais tarde. Pensou que fora uma sorte ele ter partido sem sequer se despedir.

[?25h

Afinal, seu apelido não era o caçador de nobres?

Também soube tardiamente que ele havia derrotado um grupo de bandidos no caminho de volta.

Foi assim que recebi a carta, ciente de tudo. Li o conteúdo três vezes, depois suspirei e ergui a cabeça. Parecia que

e Encred nã[?25lo havia esquecido o que dissera no salão de banquetes.

Aquilo acalmou o coração temporariamente vacilante do conde. Fez com que seu fervor ardente transbordasse.

[?25h

— Ah.

O coração do conde aqueceu-se. Um calor subiu de seu âmago.

Alguém estava ouvindo seus desejos, lembrando-se dele e torcendo por ele.

Não havia um pingo de malícia ali.

— Eu com certeza vou retribuir.

O conde expressou seus sentimentos sinceros em voz alta.

O líder dos vigilantes continuava curioso sobre o conteúdo da carta.

As tropas estacionadas tinham um linguajar rude, mas eram disciplinadas e nunca causavam problemas, além de não fazer

rem muita coisa além de lutar.

Isso também já era esperado.

Conforme Christ dissera, ele foi até os reforços e recebeu instruções para retornar imediatamente se ouvisse qualque r

r boato estranho vindo do proprietário das terras.

Eles não queriam voltar.

Sob o comando de Rem, minhas habilidades melhoraram e encontrei meu rumo. Aprendi muito sobre métodos de treinamento

 e técnicas de combate. Não nego isso. Mas quando se está preso no inferno do treinamento, não é natural que qualquer um

 queira escapar?

Era por isso que estavam estacionados na guarnição.

Era impossível para o conde saber de tais circunstâncias.

A Guarda de Fronteira não enviou apenas essas unidades de Rembrandt como reforço.

Quando a Igreja Sagrada começou a levar as pessoas embora, problemas começaram a surgir por toda parte.

Havia locais onde os cultistas aguardavam ansiosamente para iniciar uma rebelião, e áreas que corriam o risco de ser

 atacadas por demônios que avançavam vindos do sul.

O método para atrair os demônios consistia em provocar deliberadamente um demônio ou um grupo deles e, quando as cria

aturas avançassem como uma onda, abrir um caminho e deixá-las passar. Isso tornava necessário lidar com os demônios nos t

territórios vizinhos, então era natural que surgissem reclamações.

Embora os Cavaleiros Templários encarregados da Frente Sul tivessem feito um bom trabalho ao bloqueá-los, havia brech

has por toda parte.

Também era necessário lidar com alguns dos monstros que surgiam como se estivessem escavando espaços vazios.

Christ enviou freneticamente o exército permanente da Guarda de Fronteira em nome do sistemade soldados mercenários

 implementado por Naurilia.

Eles caçavam monstros, eliminavam bandidos e, quando os cultistas começavam a se rebelar, eram rastreados e aniquilad

dos.

Durante todo esse processo, las habilidades da força permanente da Guarda de Fronteira foram reveladas, surpreendendo

o a todos que os observavam em segredo.

Especialmente os nobres que estavam no palácio.

Aquilo era algo com o qual toda a Ordem dos Cavaleiros do Manto Vermelho teria que se reunir para conseguir competir.

.

Dadas as circunstâncias, era natural que houvesse quem expressasse preocupação.

— Se não têm nada melhor para fazer, por que não se tornam fazendeiros como o Conde Harrison? — disse o Conde Marcus,

, o confidente mais p[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25lróximo do rei.

— Eles virão me atacar? Então eu lhes darei todas as minhas terras e até minha filha — acrescentou o Duque de Octo co

om um sorriso.

— Se ele tivesse a intenção de derrubar a família real, o cavaleiro blindado estaria ali brandindo sua espada? Se eu

 fosse você, me tornaria o capitão da guarda por ser um amigo próximo do rei. Como seria fácil preencher este lugar com m

minha própria gente? Por que agir assim se a vida ou a morte das pessoas do território pouco importam?

O Marquês Baisar também criticou a realidade. Todos os grandes nobres apenas desdenhavam. Além disso, agora que a ope

eração para expurgar os nobres de Krang estava quase concluída, restavam apenas nobres relativamente sensatos.

[?25h

Assim, a discussão sobre a apreensão cessou por um instante, e agora restava apenas torcer por eles.

Na verdade, a começar por Krang, o país inteiro comentava isso.

Não importa quão grande seja o poder do Estado Sagrado, nós estamos do lado dos cavaleiros de ferro.

Provas disso podiam ser vistas por toda parte.

E por mais que o Estado Sagrado tentasse manipular a situação, não era como se demônios ou espíritos malignos fossem

 surgir do nada.

As forças permanentes da Guarda de Fronteira mostraram seu poder e limparam a região, tornando a área mais pacífica d

do que nunca.

Era como se os vestígios de demônios, feras, ladrões e hereges tivessem sido eliminados a ponto de os pastores agora

 poderem guiar seus rebanhos em paz.

Enquanto isso, com a conclusão da cidade de Lockfried e o estabelecimento das bases para uma rota comercial com o Oes

ste, o poder da Guarda de Fronteira já não podia ser ignorado pelo Estado Sagrado ou por qualquer outra força.

[?25h

Não apenas o poder militar, mas também a posição geral, incluindo o comércio, estavam claramente diferentes de outror

ra.

A conclusão era esta: acontecesse o que acontecesse, a resposta da Guarda de Fronteira era rápida e precisa.

[?25h

O trabalho de pavimentação da estrada de pedra corria bem, de modo que o projeto de manutenção viária estava em andam

mento.

Embora os esforços de Christ tivessem sido fundamentais para esse empenho, o sucesso foi ainda maior porque todos tra

abalharam unidos como um só.

Poder-se-ia dizer que isso foi alcançado porque eles acreditavam que seguir o líder a quem serviam era o caminho corr

reto.

Durante todo esse processo, todos estavam ocupados, então, quando parecia difícil lidar com tudo ao mesmo tempo, Chri

ist estabelecia prioridades básicas e resolvia os problemas.

O assunto de que acabara de falar era uma dessas coisas. Algo que eu havia adiado por um tempo e começado a investiga

ar aos poucos.

— Onde?

Foi a pergunta de Encred em resposta às palavras de Christ. Eles tinham acabado de falar sobre ameaças, perigos e sei

itas.

— Crossguard.

Crossguard era uma cidade a nordeste da Guarda de Fronteira, do outro lado dos campos de cascalho e do rio Pen-Hanil.

. Na verdade, não era grande coisa.

Quando Encred indagou com o olhar sobre o que estava acontecendo, Christ respondeu rapidamente.

— Acho que as seitas têm sido um problema ultimamente. O interior da cidade também parece um tanto bagunçado.

[?25h

Ele acrescentou que deixou o assunto de lado porque não era algo que precisasse ser resolvido imediatamente.

[?25h

Encred pensou em Will o dia todo e dedicou-se ao treinamento, mas seu crescimento estava lento, apesar de ter encontr

rado uma certa direção.

Não que estivesse impaciente, mas Encred sabia que precisava de um pouco de ar fresco nessas horas, por isso tomava u

um chá para esfriar a cabeça, e assim que Christ chegou e começou a falar, ele estava prestes a perguntar e ouvir.

[?25h

— Seitas são um problema? Cultos? — perguntou Luagarne ao lado. Esse prog detestava cultos heréticos, por isso sempre

e se interessava por esse tipo de assunto. Esther estava em forma humana hoje também, então havia quatro xícaras de chá n

no total.

— Parece que alguns sujeitos estão se escondendo e realizando reuniões ou algo do tipo. Também parece que uma organiz

zação criminosa está agindo sem controle. Todo tipo de gente parece estar causando problemas, e o senhor do castelo os de

escobriu e pediu ajuda ao templo, mas foi ignorado.

Externamente, Azpen continuava sendo um inimigo.

Era como tapar os olhos e fingir não ver, mas eles não haviam construído um muro baixo, ou melhor, uma cerca, para tr

raçar uma linha divisória ao redor de Green Pearl?

Ultimamente, tornou-se rotina diária cruzar aquele muro e interagir com a cidade de Azpen, não?

Portanto, na realidade, era seguro dizer que eram aliados.

Enquanto a Guarda de Fronteira erguia duas cidades-fortaleza, tendo ao centro uma grande cidade agrícola com um enorm

me moinho e moinhos de vento que puxavam água do rio Pen-Hanil, Azpen construía uma cidade semelhante voltada para Green

 Pearl.

Os dois países compartilhavam uma fronteira e trocavam o que lhes faltava, e esse também foi o ponto onde intercâmbio

os admiráveis começaram a surgir gradualmente.

Tudo isso vinha ocorrendo sem sobressaltos desde o festival que Christ realizara há algum tempo.

Mas, embora as coisas estivessem indo bem internamente, era impossível para Crossguard pedir ajuda abertamente à Guar

rda de Fronteira.

Originalmente, era uma cidade que deveria ser próxima como uma irmã, mas, na realidade, sempre foram inimigas.

[?25h

— O templo os está ignorando e eles não têm recursos para pedir ajuda ao país de origem. O senhor de Crossguard deve

 estar sofrendo muito. É por isso que enviaram algumas pessoas através da guilda, mas as notícias foram cortadas. É basic

camente isso.

Christ não disse aquilo porque estava pedindo ajuda especificamente ou esperando algo.

Era apenas uma maneira de comentar que algo assim havia acontecido.

Encred sabia que a guilda de que Christ falara era a Guilda Gilpin. Se o contato com eles fora perdido, seria seguro

 presumir que havia problemas no grupo.

Soube que a Guilda Gilpin havia convidado Saxon recentemente como instrutor e recebido vários treinamentos enquanto t

também atuava como guilda de informações, mas, se não conseguiam enviar sequer uma única carta, então definitivamente hav

via um problema.

— Vou dar uma passada por lá — disse Encred.

— Eu também vou — continuou Luagarne.

Encred queria se movimentar para esfriar a cabeça, e Luagarne detestava interações sociais, então era natural.

[?25h

— Por quê?

Christ inclinou a cabeça.

Embora não tivessem solicitado reforços oficialmente, Crossguard queria ajuda secretamente, por isso transmitiram sua

as intenções por meio de Abnair.

Christ sabia disso e começou a agir.

No entanto, não era uma tarefa para um cavaleiro blindado e um comandante de cavaleiros insano realizarem.

[?25h

— Isso não é um problema?

— Bem, não há problema algum.

Tudo isso era apenas conversa. Não significava muita coisa de fato.

Claro, já que as coisas haviam chegado a esse ponto, Christ planejava anunciar a todos que a Guarda de Fronteira esta

ava a caminho.

Internamente, eles eram aliados, mas não seria essa a situação perfeita para sugerir que o problema das seitas — foss

se em uma cidade inimiga ou em outro lugar — era um problema que todo o continente devia enfrentar?

Isso também dava uma justificativa para responder imediatamente caso os cultistas causassem problemas. Quanto mais ju

ustificativas assim tivéssemos, melhor.

Porque não se sabe quando ou como isso seria útil.

— Sim, é isso mesmo.

Enquanto Christ falava, Encred imediatamente se preparou.

— Hum, tenho um mau pressentimento sobre isso. Se achar que é demais para você, pode fugir.

Disse Esther, entregando a Encred um pequeno espelho.

— É um espelho no qual você pode ver meu rosto, mesmo que por pouco tempo. Vai lhe dar forças se olhar para ele de ve

ez em quando.

— ...Por que olhar no espelho me daria forças?

— Não é natural se sentir revigorado ao ver o belo rosto de alguém do sexo oposto?

Esther era uma bruxa que havia compreendido a razão.

Encred perguntou a Esther com preocupação:

— Pare de andar com Shinar.

Parecia que as piadas da fada haviam pegado.

— Humpf.

Esther apenas resmungou e riu baixinho. Comparado a quando a vi pela primeira vez, sua expressão havia se tornado mui

ito mais rica.

A espada de Encred quebrara há algum tempo, então desta vez ele conseguiu uma espada de aço nanquim.

Ele também vestia a armadura de escamas que Christ trouxera pessoalmente.

Enquanto preparava um cinto de espada, uma mochila leve e algo para comer pelo caminho, Luagarne arrumou uma bolsa de

e insetos.

Como a pele dos progs é relativamente imune a danos e possui uma capacidade regenerativa única, eles raramente carreg

gam grandes fardos quando viajam.

Afinal, não há seres como os progs que conseguem sobreviver facilmente sem comer por um dia ou dois?

Os dois seguiram diretamente em direção a Crossguard.

Hoje em dia, com uma grande doca construída no rio Pen-Hanil, pegar um barco não era difícil.

Calculando a viagem, ele teria que acampar ao relento por três ou quatro dias. Não era tão difícil. Encred caminhava

 a passos largos, conversando com Luagarne pelo caminho.

Então, encontraram um grupo de mascates. A princípio, eles se assustaram ao ver a dupla, mas logo assentiram e disser

ram:

— Apenas vocês dois caminhando por aí? Bem, se for um prog... de qualquer forma, esta área parece bastante segura par

ra viajar hoje em dia. É graças às forças permanentes da Guarda de Fronteira que vêm eliminando os monstros da região. Vi

ida longa ao Cavaleiro Blindado.

Ele abençoou Encred sem sequer reconhecer seu rosto. O mascate sorriu calorosamente. Disse que a vida estava agradáve

el ultimamente, mas reclamou baixinho que não entendia por que o Estado Sagrado agia daquela forma.

— Isso não significa que eu seja um herege. Não podem me acusar. Eu também faço doações ao monastério todo mês.

[?25h

O mascate era naturalmente falador, por isso arrependeu-se assim que as palavras saíram e apressou-se a tentar se ret

tratar.

— Eu também não. Não me dou muito bem com a igreja.

Quando Encred concordou vagamente, o mascate disse que ele não deveria falar de forma tão descuidada. Alertou-o a ter

r cautela, dizendo que, embora a Seita Makyung fosse um culto herético, ele poderia acabar se ferindo se ficasse pragueja

ando sem pensar. Em seguida, partiu. Ainda assim, o mascate manteve o sorriso no rosto o tempo todo.

— Mesmo assim, estes são tempos realmente bons.

Luagarne comentou enquanto observava o mascate se afastar.

— Falar sobre o fim da guerra e a paz significa esperar que pessoas assim aumentem, não?

— Parece bom.

— Entendo. É verdade.

Encred caminhou até o sol se pôr e o crepúsculo se tornar azulado e, pouco antes de o azul ser envolvido pela escurid

dão, parou e encontrou um lugar adequado para se deitar. Embora usasse roupas grossas e um casaco de couro térmico, ele a

ainda sentia frio.

Embora o clima estivesse quente, Luagarne detestava a secura e vivia com água na boca.

Ela não parecia se importar muito com o frio. Dizem que os progs são naturalmente insensíveis a mudanças de temperatu

ura.

Ela também era assim.

Encred deitou-se e fechou os olhos. Era um hábito que desenvolvera desde os seus dias de mercenário: ser capaz de dor

rmir sempre que necessário.

Ao se deitar para dormir, viu um céu noturno particularmente límpido. Estrelas preenchiam a escuridão e duas luas azu

uis espalhavam seu brilho.

O resplendor da torrente de estrelas encheu seus olhos. Elas se enfileiravam como um rio de luz, e as luas pareciam d

dois lagos azuis a emitir luminosidade. Era verdadeiramente belo.

Enquanto ele admirava o céu noturno, Luagarne comentou ao seu lado:

— É lindo.

— Eu sei.

Os dois trocaram algumas brincadeiras, inebriados pelo céu noturno, e Encred caiu em um sono profundo.

Assim que adormeceu, Encred sentiu seu corpo estremecer e abriu os olhos; em vez de um rio feito de luz, um rio negro

o de águas ondulantes o recepcionou.

— Então, está pronto para a vida eterna?

O barqueiro, sentado à mesa de pedra em uma longa balsa, perguntou, voltado para o rio e para as lâmpadas roxas.



Encred olhou para o barqueiro.

Agora, a face estava mais visível do que antes.

Os olhos eram incolores e sem brilho sobre a pele cinzenta que parecia um campo de arroz rachado.

Nunca pensara nisso antes, mas agora, ao olhar bem, o rosto do barqueiro parecia uma máscara.

De qualquer forma, Encred respondeu ao barqueiro pela primeira vez em muito tempo.

— Que vida eterna?

— Não morrer, isso é a vida eterna.

— Não se deixar encurralar e morrer hoje?

— Sim. Essa é a sua vida eterna.

Naturalmente, he não concordou. Encred fitou o barqueiro.

O barqueiro não piscou seus olhos incolores nem moveu os lábios. Em vez disso, proferiu palavras inesperadas:

[?25h

— Dê a meia-volta e eu lhe mostrarei um novo caminho.

Encred se perguntou o que aquilo significava.

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