O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 192

O Cavaleiro em Eterna Regressão

192. Você está chorando?

<[?25hp>Espada de mercenário valenciano, arma corpo a corpo.

Pomo.

Encred ficou surpreso. Não, ele ficou surpreso, mas o caminho que percorrera até ali tinha sido áspero demais para ser pego por um golpe como aquele.

Quando o instinto de esquiva despertou, seu corpo se moveu sozinho.

Ele inclinou a cabeça, desviou do golpe e avançou direto.

Com um chute preciso no tornozelo do adversário, o leão branco rolou para a frente.

A espada de Encred passou raspando pelo lugar onde ele havia caído.

Se ela tivesse permanecido ali, teria ficado com uma marca de lâmina em qualquer parte do corpo, mas evitou o golpe rolando para a frente.

Ela tem uma ótima velocidade de reação e um bom julgamento.

Encred t[?25lambém aumentou sua velocidade naturalmente.



Dando passos e brandindo a espada.

Então, a velocidade de reação também muda.

O próprio ritmo muda.

Isso era o que Encred mais havia mudado recentemente.

[?25hUm corte diagonal duas vezes mais rápido do que os golpes anteriores projetou-se mesmo a partir de uma posição de cintura torcida.

Dunbakhel cerrou os dentes.

Era um ângulo impossível de esquivar.

Ela se ergueu sobre os cotovelos.

[?25lPerfeito! Pá! Fuwaak!

Ela tentou golpear o fio da lâmina com o osso do cotovelo, mas o oponente percebeu a tempo e girou a espada.



Assim, a lâmina que a[?25hpontava para baixo de repente ficou de lado, e foi como se Dunbakhel tivesse colocado o próprio cotovelo contra o fio.

No entanto, graças aos reflexos únicos de sua raça que continuavam afiados, ela conseguiu se afastar, embora parte do seu cotovelo tenha sido cortada.

— Você faz isso? —

Uma voz baixa.

Afiada e clara.

Mais próxima do que qualquer outra coisa.

Ele pensou que Dunbakel seria capaz de resistir por algum tempo se ela assumisse sua forma de homem-fera.

Era algo impensável.

Antes que percebesse, a lâmina desceu em direção à sua cabeça.

Para ser sincera, ela nem sequer entendeu como ele encurtou a distância e brandiu a espada daquela forma.

Ela tentava desesperadamente bloquear e desviar.

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Dunbakel ergueu sua cimitarra e golpeou, sentindo a dor de seus músculos do braço se rasgando.

Mesmo que estivesse destinada a morrer, ela não podia morrer sem ser uma guerreira.

Depois de morrer, ela queria ir para o templo onde residia o seu deus.

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“Krimhalt.”

Dunbakhel clamou pelo seu deus.

Esse é o nome do deus em quem todos os homens-fera acreditavam reger aguerra e a reprodução. Dizia-se que ele era o

 único deus dos homens-fera.

Ela desejava ser acolhida nos braços de Krimhalt?

Morrer como uma guerreira.

Se eu morrer como uma guerreira, viverei como a espada de Krimhalt no vórtice da eternidade.

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Cabum! Ta-da-da-da-da-dan!

A espada que colidiu com a cimitarra incandesceu sua lâmina, e faíscas voaram.

Sob a luz do luar, chamas vermelhas pareciam iluminar os arredores.

Em um brevíssimo instante, Dunbakel mirou onde imaginava que o pé do oponente estaria e chutou o tornozelo usando uma

a técnica de espada dos mercenários de Valena.

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Na verdade, o olhar é uma técnica para chutar o tornozelo sutilmente enquanto move a arma e finge mirar no oponente.###TAG###<



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Foi um movimento intencional, mas o oponente ergueu a sola do pé para bloquear o peito do seu pé.

Logo em seguida, a espada desceu em direção à nuca.

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Frio. Sentindo o toque gélido, Dunbakhel pensou no seu fim.

“Será que posso ir para o lado de Krimhalt?”

Quando chega a hora da morte, pensamentos aleatórios de repente surgem. Por que não?

Aqueles que viveram a vida tremendo diante da injustiça naturalmente guardam muitos arrependimentos.

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Ela fora abandonada por sua aldeia e pela cidade, e nenhum dos homens-fera a aceitara facilmente.

Assim, ela viveu abandonada por seus semelhantes.

Como mercenária, ela queria provar seu valor com a espada, mas isso também não era uma tarefa fácil.

Ela achou que esse seria o único caminho, mas ele também foi bloqueado.

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Era injusto que ela não pudesse ter filhos.

Era injusto ter nascido daquele jeito.

“Por que só eu?”

Por que ela tinha que viver uma vida assim?

O ressentimento logo foi substituído pelo desejo deviver.

O apego à vida a segurou pelos calcanhares e a raiva martelou seu coração.

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Encred, que acabara de encostar a espada na nuca dela, hesitou por causa de uma sensação estranha.

Como descrever, apenas intuição ou um sexto sentido.

Sentia que seria melhor não matar do que matar.

E havia mais um detalhe racional a considerar.

“Para saber a qual facção pertence e onde passou seu tempo, preciso de uma boca para falar essas coisas.”

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No início, ela o atacava como se quisesse morrer, mas no instante em que ele hesitou com a espada, o corpo dela começ

çou a tremer.

Encred podia ver a pelagem do leão branco tremulando.

Ele conseguia enxergar o medo, a raiva e sentimentos do tipo.

A mulher-fera apoiou as palmas das mãos no chão, encolheu as patas traseiras e se agachou.

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“Parece a postura que Esther adota quando está cansada.”

Não era estranhamente parecida?

Foi com esse pensamento que ele perguntou.

— Quer viver? —

Dunbakel ergueu a cabeça, com a espada ainda encostada em sua nuca.

Os olhos dele eram originalmente tão azuis assim?

Lágrimas brotavam de seus próprios olhos dourados e suaves.

“... ... Chorando logo agora?”

Era compreensível, mas não deixava de ser um momento inesperado.

— Crung, crung. —

A fera chorou. Era difícil decifrar sua mudança interna, mas ele sentiu que sabia de uma coisa com certeza.

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“Parece que ela está pedindo ajuda.”

A espada foi recolhida e, assim que Encred o fez, uma voice familiar ecoou em seus ouvidos.

— O quê? Não vai matar? Humm. —

Era Rem. Ele disse aquelas palavras abrindo tanto a boca que parecia que ia rasgá-la, soltando um bocejo logo em segu

uida.

— Quando você chegou? —

— Desde quando você estava lutando com a[?25l[?25lquele animal. Mas isso é um homem-leão? Ou é um homem-fera? —

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Embora sua aparência fosse próxima à de um licantropo, nenhum monstro derramaria lágrimas assim após perder uma luta.

.

— Ei, você é um chorão? —

Rem deu um tapa na nuca do leão branco. Como de costume, com uma atitude provocativa.

Ele se agachou, cutucou a cabeça dela e depois deu outro tapa na nuca com a palma da mão.

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— Pare de chorar, não vou te matar. —

Rem não era o único que tinha vindo.

Antes que percebessem, Audin, Saxony, Ragnar e Kreis também desceram.

— O que está acontecendo no meio da noite? —

Kreis perguntou.

— Fizemos muito barulho? —

Quando Encred retrucou, Saxony respondeu apontando para o lado.

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— A Ester nos chamou. —

O tom era seco como de costume. No entanto, Encred sentiu que havia algo sutilmente diferente nele.

Admiração? Seria algo parecido com isso?

— Por que está me olhando assim? —

— Você viu a luta? —

Saxony assentiu e fechou a boca. Na verdade, ele tinha chegado e visto tudo antes mesmo de Rem.

Com um olhar muito mais atento e detalhado do que o de Audin.

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Olhos de primeira classe sabem reconhecer uma habilidade de primeira classe.

Por isso, ele estava admirando-o em segredo.

Embora já soubesse disso, ver uma mudança tão drástica em suas habilidades fazia parecer que algo mágico havia aconte

ecido.

Outros também não ficariam surpresos?

— Como você fez aquele último golpe que mostrou? —

Ragnar perguntou.

— Eu misturei o estilo de espada dos mercenários de Valena com a esgrima que aprendi recentemente. —

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A expressão de Ragnar ficou complexa diante daquelas palavras.

— Foi o Frock que te ensinou? —

— Hã? —

Não, Rua Garne tinha dito para aprender várias técnicas de espada. Misturar as coisas assim foi apenas algo que fiz n

naturalmente na hora.

Naquele momento, foi essa a sensação.

Ao relembrar e refletir sobre aquele momento, Encred se perguntou mais uma vez por que tinha feito aquilo.

[?25h

“Por que eu fiz aquilo?”

Fiz porque achei que era a ação mais necessária naquele instante.

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Então, isso estava errado?

Não. Provavelmente não. Era o que ele sentia.

O oponente era inferior a ele. Ele tinha ido apenas com o intuito de testar sua nova espada.

Só saberemos de fato depois que descobrirmos de onde eles vieram.

“No mínimo, o nível de elite da guarda da fronteira.”

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A guarnição da fronteira era um lugar onde soldados especiais se reuniam.

Entre eles, a elite lutava excepcionalmente bem.

Ouvia-se com frequência que um dos guardas que estava fora em algum tipo de missão tinha sido a espada mais forte da

 Guarda da Fronteira anteriormente.

Portanto, o estrago que o próprio Encred acabara de causar equivalia a enfrentar um esquadrão de elite da guarda da f

fronteira.

A última mulher-fera era ainda melhor do que isso.

Ele finalmente havia alcançado o nível de conseguir encará-los de igual para igual?

Nunca se sabe. Realmente.

“Ainda não é o suficiente.”

Mesmo assim, a sede de poder ardeu novamente. Ele não estava satisfeito. Não, ele não podia se dar por satisfeito.###TAG###

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Como teria sido se aquela cavaleira assistente estivesse lá?

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Acea, a mulher cujo nome era impossível de esquecer.

“Teria sido mais fácil do que isso.”

Não importava a batalha ou o momento, o aprendizado nunca tinha fim. Encred sabia disso desde jovem.

O problem era que seu corpo não acompanhava o aprendizado, mas a atitude de Encred sempre fora a correta.

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Porque ele ansiava por aprender e nunca parava.

— A que grupo você pertence? —

Justo quando organizava seus pensamentos, ele viu Kreis falar atrás de Rem.

Em vez de se aproximar da fera, ele apenas fez a pergunta.

Diante dela, Rem exibia um sorriso irônico enquanto falava sem parar.

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Não, ele também estava mexendo as mãos.

Ele deu um tapinha na cabeça dela e depois tocou seu ombro com o dedo, mais precisamente onde a espada a havia cortad

do.

— Está doendo? Bem, eu não estou sentindo dor nenhuma. —

— Ei, você é um chorão? Um homem-fera chorão? —

— Por que você tem essa cara? Comeu pragas em vez de carne quando era criança? —

— É a minha primeira vez vendo um leão chorar. Chore mais. Quer que eu cure seus ferimentos? É mais fácil chorar quan

ndo se está com dor, não é? —

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— Ei, eu mandei você chorar. —

Encred percebeu algo novamente. Rem tinha a pior personalidade do mundo.

Se fosse necessário provocar alguém no campo de batalha, com certeza colocaria aquele desgraçado na linha de frente.###TAG###<



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O uso que Encred fazia das palavras era, até certo ponto, para entender as intenções do outro, mas o caso de Rem pare

ecia mais o de uma boca possuída por um espírito maligno.

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— Por que esse miserável vem aqui à noite marcar território? Hein? Só para fazer este corpo aqui perder o sono? —



Rem disse aquilo, mas havia dois erros em suas palavras.

O primeiro era que chorar não é uma marcação de território.

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O segundo era que ninguém tinha chamado o Rem.

“Por que ele veio parar aqui?”

Quando Encred fez menção de se mover devagar, o impaciente leão branco ergueu a cabeça primeiro.

Havia algo semelhante à ira em seus olhos lacrimejantes.

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Para ser mais preciso, parecia melhor chamar aquilo de fúria.

— Que porra você pensa que... ... —

O rugido irado do leão branco não pôde ser concluído.

Pá, pum!

Rem foi impiedoso. Ele se agachou, jogou o pé esquerdo para o lado e girou o cotovelo direito de lado.

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Era um golpe desferido com a rotação do quadril.

Se não fosse a situação atual, seria um golpe de deixar qualquer um maravilhado com a postura de ataque perfeita cons

seguida a partir daquela posição agachada.

— Impressionante. —

Até Audin expressou admiração.

De qualquer forma, o cotovelo atingiu a nuca do leão branco.

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O oponente atingido rolou para a frente.

— Ugh! —

Um som parecido com um gemido escapou da boca do leão branco enquanto ele rolava.

— Ei, vamos conversar um pouco antes. —

Kreis interveio para conter Rem.

Encred também teve que apoiar Kreis.

Se o deixassem em paz, ele acabaria matando ela, não?

— Onde esse gatinho pensa que vai? —

Rem balançou os braços, indicando que ainda não tinha terminado.

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— Não mate. —

Após ser contido com calma, Rem ergueu as mãos.

— Que isso, eu só encostei. Só uns tapinhas de leve, sabe? É como acenar para dizer que estou feliz em conhecê-la. —###TAG###<



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Se ele cumprimentasse alguém duas vezes, muitas pessoas morreriam.

>

— Então, a qual grupo você pertence? —

O leão branco chorou depois de apanhar, desabafou sua raiva ao ser provocado e acabou se resignando a apanhar de novo

o.

Ela queria viver, embora sentisse que era injusto, e, na verdade, não tinha nenhuma lealdade a defender.

O prestígio que conquistara no mundo dos mercenários não era o que realmente desejava.

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Ela podia abrir mão disso.

Não havia sacolas de cronas ou qualquer coisa escondida com ela.

Ela já tinha gastado tudo o que ganhara.

Graças a isso, foi fácil fazer Dunbakhel abrir a boca.

— Lâmina Negra. —

— Um bando de ladrões? Está falando deles? —

— Sim. —

Quando Dunbakkel assentiu, a expressão de Kreis ficou séria.

— Então é verdade. —

Encred escutava em silêncio.

Tinha sido por acaso que conseguiram impedi-los, mas não havia como saber o que estava por trás disso.

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O comandante do batalhão, Marcus, havia lhe perguntado se ele amava a cidade.

Ele se sentia satisfeito por ter conseguido protegê-la em um momento como aquele, e parecia um resultado muito bom.###TAG###/p>###TAG###

No entanto, havia algo que o incomodava.

“Fracos.”

O poder militar das tropas da fronteira não era fraco demais?

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Podia ser porque seus padrões haviam subido nesse meio tempo, mas não seria um problema se um inimigo assim atacasse

 de novo?

Se ocorresse outro ataque parecido, as patrulhas não conseguiriam resistir adequadamente e morreriam.

Para piorar, havia um sujeito disfarçado de soldado tentando abrir o portão lateral.

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Era inevitável que houvesse espiões na cidade, mas abrir o portão tão descaradamente era problemático.

Ele de fato queria fazer algo a respeito, já que tudo aconteceu bem diante de seus olhos, mas não havia nada que pude

esse fazer imediatamente.

— Capitão, acho que precisamos relatar isso primeiro. —

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Rem olhou e perguntou:

— Vai mesmo deixar isso vivo? —

— Temos que mantê-la viva. —

Kreis falou com firmeza. Parecia que Rem realmente decapitaria a fera se fosse deixado sozinho.

Encred assentiu. Apoiando a decisão de Kreis, ele acrescentou:

— Levem-na daqui. —

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Apenas a mantenham presa por enquanto. O comandante do batalhão cuidará do resto.

Como ele pensava nisso e se movia, viu o grupo de soldados que observava a cena um a um.

Ao se virar, ele fez contato visual com um dos comandantes.

Era um homem baixo com insígnias nos ombros. Assim que seus olhares se cruzaram, ele prestou a devida saudação milita

ar.

Ele era o líder do pelotão. Seu rosto era familiar para Encred de suas idas e vindas.

Embora Encred tivesse recebido a patente de comandante de companhia, ainda não havia reconhecimento oficial.

[?25h

Portanto, foi a primeira vez que recebeu uma saudação formal daquela maneira.

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Encred respondeu à saudação embainhando sua espada e batendo no pomo com a palma da mão.

— Graças ao senhor! —

— Dispensado. —

Ele falou e se virou. O líder do pelotão na verdade estava muito surpreso e agora se sentia emocionado.

Se não fosse por Encred.

Se não fosse por aquele pelotão ou companhia insana.

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Ele teria morrido como aquele invasor.

Ele teria se tornado um cadáver frio, deixando sua esposa para trás.

E teria sido apenas ele? Vários de seus subordinados, a quem considerava irmãos, teriam morrido também.

Quando ele se perdia em pensamentos, Kreis se aproximou e disse:

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— A informação sobre a Lâmina Negra é segredo. —

— ... ... Sim. Entendi. —

Agora, ele estava pronto para ouvir qualquer coisa que ele disdesse.

— Nós faremos o relatório. —

Kreis continuou a tagarelar enquanto se afastava do corpo, dizendo que ia organizar a limpeza da área.

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Encred se perguntou o porquê.

— Não seria justo a nossa companhia ficar com os espólios? —

Seus olhos brilhavam e sua atitude era de extrema confiança.

Claro que ele tinha razão.

O líder do pelotão ordenou pessoalmente que seus subordinados carregassem o cadáver da mantícora.

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Eles revistaram os corpos dos mortos.

Não encontraram bolsas de cronas, mas todas as armas que carregavam eram de ferro de alta qualidade.

Portanto, valia muito a pena reivindicá-las.

E Kreis não era bobo de perder uma oportunidade daquelas.

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