
Capítulo 433
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Quando os fogos de artifício deslumbrantes terminaram, a empolgação persistente da celebração desapareceu lentamente.
Após a série de pequenos incidentes e detalhes, a atmosfera parecia muito mais calorosa do que antes, até mesmo harmoniosa, o que parecia um pouco incomum.
Angel até pediu mais algumas bebidas.
Se você não beber em um momento como este, quando beberá? Vai esperar até ficar velho e deitado no leito de morte precisando de um soro na veia? (Só brincadeira).
Sam se lembrou daquele ditado clássico.
[Deus quer que sejamos felizes, e o álcool é a prova disso.]
Sam realmente sentiu que, naquele momento, todos deveriam aproveitar a felicidade.
Isabella era naturalmente a mais entusiasmada, ficando ainda mais animada conforme bebia.
Só esta noite, Sam a viu beijar Angel três vezes e Sophie cinco vezes.
Mas tal atmosfera harmoniosa chegaria inevitavelmente ao fim.
Isabella parecia um pouco atordoada, seu rosto corado, seus olhos um pouco turvos.
"Então, esta atividade do clube está oficialmente encerrada. Sem objeções, certo?"
Entre eles, Sam, com a cabeça mais lúcida, assentiu.
"Não tenho objeções."
Sophie parecia um pouco embriagada, sua capacidade de beber talvez impulsionada pelo seu humor esta noite.
"Eu... não me importo."
Angel, com os olhos semicerrados, parecia deslumbrante com o rubor em seu rosto.
"Alguma vez eu já fiquei bêbada?"
Isabella assentiu com um sorriso.
"Certo, está na hora. A multidão diminuiu. Vamos encerrar?"
Ninguém objetou.
Embora a noite ainda parecesse longa, nem cada gota de felicidade precisava ser espremida até a última.
As pessoas muitas vezes ficam cansadas e entediadas pelo excesso, sempre caindo na armadilha do desejo insaciável.
Eles desceram juntos.
De fato, havia menos pessoas, e as lojas antes movimentadas estavam fechando uma por uma.
Havia menos carros nas ruas, deixando as estradas vazias.
Ao chegarem à beira da estrada, uma figura acenou de não muito longe.
"Isabella!"
Era uma jovem de jaqueta grossa, com cabelo curto, acenando enquanto caminhava em direção a eles.
Isabella sorriu e a apresentou ao grupo.
"Esta é minha vizinha. Ela também estava celebrando nas proximidades, e combinamos de ir para casa juntas. Então vocês não precisam se preocupar comigo. Cuidem-se~"
Sam assentiu.
"Adeus, Veterana."
"Só vamos nos encontrar novamente no próximo semestre?"
Isabella piscou.
Sam não pôde deixar de rir.
"Amigos podem se encontrar a qualquer momento."
"Lembre-se disso. Estou indo! Tchau-tchau."
Isabella e sua vizinha caminharam pela rua, e com sua audição aguçada, Sam ainda podia ouvir a conversa delas à distância.
"Você também ficou fora bebendo até tão tarde?"
"Sim... me diverti muito... Uau, quem era aquele cara agora pouco? Tão bonito! Ele é seu namorado?"
"Não~ Apenas um calouro."
Agora, apenas Sophie, Angel e Sam estavam na beira da estrada.
O carro de Elowen chegou, esperando silenciosamente.
Angel não disse nada, abrindo calmamente a porta do carro, então olhando para Sam.
Sam entendeu o que ela queria dizer e falou com ela.
"Você bebeu bastante. Vá para casa e descanse. Eu a levarei para casa."
Ao ouvir isso, Sophie olhou para cima, surpresa.
Ela pensou que o evento desta noite não aconteceria, que a profecia poderia falhar, ou talvez fosse apenas uma brincadeira.
Mas aquelas palavras... vieram da boca dele, na frente de Angel.
Ele não estava com medo?
Ela nem teve tempo de se sentir feliz, apenas preocupada.
O olhar de Angel não vacilou, sua expressão envolta em mistério.
Sam sabia que suas palavras eram um tanto 'ofensivas'.
Especialmente para esta garota.
Mas esta noite, tinha que ser feito. Se ele não pudesse passar por isso, não teria chance no futuro.
Não importava o quanto as coisas parecessem tranquilas.
Ele acrescentou.
"Voltarei para você depois que a levar para casa."
Angel olhou para Sam.
Ela inclinou a cabeça levemente.
"Eu sei que você não desistiu da sua ideia, mas sua coragem está crescendo."
Sam balançou a cabeça.
"Eu não sou um tolo. Ao dizer isso agora, você deve sentir que eu não quero te perder."
Angel sorriu.
"Se você não quer me perder, por que dizer isso e fazer tal escolha na minha frente?"
Sam suspirou.
"Eu disse que não te enganaria, e não vou te deixar."
Angel virou a cabeça, olhando para Sophie.
Ela se aproximou.
Sophie tinha ouvido parte da conversa, mas não tinha certeza do que significava, embora tivesse uma vaga intuição.
Mas conforme Angel se aproximava, as coisas ficaram mais claras.
Ela encarou Sophie diretamente.
"Você quer que ele te leve para casa? Ou... você tem coragem de deixá-lo te levar para casa?"
O que isso significava?
Ela estava sugerindo que ele poderia fazer algo lamentável, ou que algo inesperado poderia acontecer se ela o deixasse levá-la para casa?
O vento frio soprou passando pelo rosto de Sophie.
Ela percebeu de repente.
Ela tinha evitado muitas coisas em sua vida supostamente forte.
A dor que seus pais a deixaram, ela nunca tinha enfrentado.
A exclusão e a solidão dos outros durante seu crescimento, ela apenas aceitou, nunca enfrentou.
E agora...
Ela não queria mais evitar.
Além disso, ele tinha dito aquelas palavras por ela. Se ela evitasse... Sam ficaria desapontado.
Ela nem precisava olhar para Sam.
Ela apenas encarou a garota imponente à sua frente.
"Eu quero, e tenho coragem. E você?"
Angel zombou.
"De fato... até você foi mudada por ele."
Sim.
A própria Angel tinha sido mudada por Sam, não há como negar.
Essa era a realidade.
"Certo, vou te dar essa chance. Só esta noite, pense cuidadosamente sobre o que você quer fazer."
Com isso, Angel nem olhou para Sam, entrando no carro.
"Bam!" Ela bateu a porta.
O carro rapidamente acelerou e foi embora.
A ação rápida e decisiva deixou todos atordoados.
Agora, apenas Sophie e Sam estavam na rua um tanto deserta, iluminada por um poste solitário.
Sophie sentiu-se um pouco tonta, suas bochechas coradas.
Mas ela não estava com frio. Ela se virou para Sam.
"Ela está brava."
"Parece que sim..." Sam sorriu ironicamente.
Como ela não estaria?
Mas não havia como voltar atrás.
"Desculpe."
Sophie disse suavemente.
Sam olhou para ela e sorriu.
"Por que pedir desculpas?"
"Porque..." Sophie não conseguiu terminar. Ela deveria dizer que era porque sua presença tornava as coisas difíceis para ele?
Mas isso parecia pretensioso demais.
Sam não esperou que ela descobrisse como dizer, em vez disso, sorriu e disse.
"Vamos para casa."
Eles rapidamente pegaram um táxi.
Sentando-se juntos no banco de trás.
Desta vez, Sophie sentiu-se diferente. Não era a primeira vez sentada com este garoto, mas geralmente em um ônibus, mesmo perto, não parecia assim.
Mas o banco de trás do táxi, embora espaçoso, parecia uma proximidade deliberada com ele ao seu lado.
Ela sentiu-se inquieta, sua cabeça girando.
Ela não ousava olhar para o rosto dele, apenas encarava pela janela.
Observando as luzes piscarem com a passagem dos postes de rua.
Como o tempo passando, mostrando sua existência aos mortais.
E o que ela estava pensando?
Não sobre o quanto estava frio esta noite.
Não sobre se beber tanto lhe daria dor de cabeça amanhã.
Mas... ele estava ao seu lado, o que ele faria?
"Você está com frio?"
A voz de Sam fez Sophie ficar tensa, quase congelando.
Ela podia sentir claramente o braço de Sam contra seu ombro. Ela baixou a cabeça levemente.
"Você me deu... aquele presente. Não estou com frio."
"Mas e se eu achar que você está com frio?"
"Hã?"
Palavras inesperadas dele. Enquanto ela olhava para cima, surpresa, Sam estendeu a mão.
De um ângulo que ela não podia ver.
Então ela sentiu claramente.
Não segurando as mãos.
Não colocando a mão dela no bolso dele.
Mas seu braço forte e esguio, envolvendo seu ombro.
Não puxando-a para seu abraço.
Mas puxando uma garota que sempre viveu em seu mundo solitário, aparentemente forte, mas na verdade solitária...
Para um mundo de calor e primavera.