A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 434

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Ser subitamente segurada pelo ombro pegou Sophie de surpresa.

Ela estava com frio? Não, não estava, mas ninguém recusaria calor no inverno.

Estar aninhada secretamente no abraço desse rapaz fez as emoções de Sophie aflorarem intensamente.

Embora parecesse calma nos braços dele, no seu abraço caloroso e largo.

Na realidade, seu coração estava batendo mais rápido do que nunca, mais rápido do que em qualquer momento de sua vida.

O táxi estava muito silencioso, tão silencioso que parecia não haver nada além do som de seus batimentos cardíacos e respirações.

Sam também se sentia um pouco desconfortável neste momento.

Ele segurava o ombro da garota.

Embora ela tenha apenas endurecido por um momento e não resistido, o que Sam deveria dizer a seguir? Parecia que qualquer coisa que ele dissesse seria estranho, então ele decidiu não dizer nada.

Neste momento estranho.

O experiente motorista de táxi olhou para o espelho retrovisor e então estendeu a mão.

"🎵🎵"

Uma melodia suave preencheu o carro.

O poder da música parecia fazer sua mágica neste momento.

O efeito foi imediato.

Sophie, encostada em Sam, relaxou visivelmente.

Sam não pôde deixar de olhar para baixo.

Sophie não ousou olhar para cima, mas parecia saber que Sam a observava. Seu olhar estava fixo em seus dedos dos pés.

Seus pés não estavam se tocando, mas, curiosamente, estavam apontados na mesma direção.

Neste momento, sentindo-se inexplicavelmente nervoso, ainda mais do que quando abraçou pela primeira vez sua persona de conquistador, Sam finalmente falou suavemente.

"Como você se sentiu esta noite?"

Sam fez uma pergunta não relacionada às suas ações.

Sophie foi pega de surpresa, respondendo baixinho.

"Hum... eu me senti bem."

"Eu vi você sorrindo muito esta noite."

"Eu sorri?"

Sophie não conseguia se lembrar, mas sentiu-se feliz esta noite, seja pelo álcool ou pela atmosfera contagiante.

Algumas coisas não podiam ser negadas. Esta foi a vez em que ela se sentiu mais feliz desde que entrou no clube, ainda mais do que no evento da convenção.

Sam sorriu, seu braço apertando inconscientemente.

Sophie encostou-se mais no pescoço de Sam, sentindo seu perfume familiar, mais forte do que nunca.

Era como o perfume rico de um dia de verão quente e limpo, em uma encosta com flores desabrochando.

Uma garota em pé em uma colina, olhando para as nuvens à deriva.

Era reconfortante e fascinante.

Neste torpor, ela ouviu a voz baixa de Sam.

"Claro que você sorriu. Eu me lembro de cada vez que você sorriu."

"Do que você está falando..."

Sophie não conseguia lidar com palavras tão diretas e ambíguas. Ninguém nunca tinha falado com ela assim antes.

Sam sorriu, abaixando a cabeça, aproximando-se dos olhos dela que evitavam o contato.

"Porque você raramente sorri. Você não sabe que quando alguém como você sorri, é inesquecível?"

"Eu não sei sobre isso..."

"Bem, agora você sabe."

"Eu não quero saber..."

A voz de Sophie ficou mais suave, porém mais fofa.

"Tudo bem. Você precisa saber disso. Eu quero ver você sorrir mais vezes."

Sam disse sinceramente.

Não havia quem não quisesse ver essa garota sorrir, e quem não desejasse a sua felicidade.

Ao ouvir isso, Sophie não pôde deixar de olhar para cima, encontrando corajosamente o olhar de Sam pela primeira vez desde que ele a segurou.

Ela havia imaginado como seriam os olhos dele.

Brincalhões? Ou com aquele olhar despreocupado de sempre?

Mas ela não esperava por isso.

Uma seriedade e uma gentileza sem precedentes.

Era como água límpida fluindo suavemente para o seu coração.

Ela raramente pensou que os olhos de um rapaz pudessem ser tão bonitos.

Profundos como um oceano azul, ou como o céu noturno cheio de inúmeras estrelas.

Um leve brilho, refletindo seu rosto claramente.

Ela resistiu ao desejo de tocar suas sobrancelhas, mas não pôde deixar de franzir a testa levemente, sussurrando.

"Você é tão irritante..."

Quando uma garota diz que você é irritante, nem sempre é verdade.

Você tem que ver os olhos dela quando ela diz isso.

Ou se ela evita seu olhar ou sai do seu abraço.

Sophie não fez nenhuma das duas coisas.

Ela apenas olhou para ele, dizendo aquelas palavras.

Honestamente, naquele momento.

Sam sentiu uma vontade de abaixar a cabeça e beijar seus lábios.

Não foi um impulso repentino, mas algo que vinha sendo preparado.

Ninguém conseguiria resistir ao impulso de chegar mais perto a uma distância tão próxima.

As pessoas são criaturas gananciosas.

Se não fossem, não haveria tantas histórias neste mundo, românticas ou agridoces.

Sophie parecia perceber algo, como se a profecia estivesse prestes a se tornar realidade.

Ele não falou, não refutou suas palavras aparentemente desdenhosas.

Ele apenas olhou para ela, então se inclinou, abaixando a cabeça.

Era um sinal silencioso.

Às vezes, o contato visual é a melhor linguagem.

Então, o que Sophie deveria fazer? Enfrentando uma tensão sem precedentes e a sensação de que algo significativo estava prestes a acontecer.

Ela deveria evitar?

Se ela não o fizesse, ela se lembraria deste momento para sempre.

Ela nunca tinha tido tanta certeza de algo, nem mesmo de seu futuro, no qual ela sempre acreditou com confusão e persistência.

Mas ela sabia claramente que se o beijo desse rapaz a alcançasse.

Alcançasse seus lábios macios.

Ela se lembraria do perfume, do sabor, do toque deste momento, e de quão caloroso e confiável era o seu abraço.

Mas—

"Rrriii!"

O táxi parou de repente.

O motorista olhou para frente, sem se virar, tratando o jovem casal com o máximo de respeito.

"Chegamos."

De repente, a vontade de Sam de beijá-la não pôde mais ser contida, embora ele pudesse forçar.

Mas a atmosfera já não era a melhor.

Sophie mostrou um sinal de alívio, como se algo que ela temia não tivesse acontecido.

Mas havia também uma sensação passageira de perda.

Sam retirou a mão, pagou silenciosamente e saiu com Sophie.

Observando as luzes traseiras do táxi desaparecerem, eles olharam para a entrada do apartamento próxima.

O apartamento de Sophie.

Agora Sophie odiava a curta distância.

Parecia representar a duração da história deles esta noite.

Bem na frente deles, possivelmente terminando no momento seguinte.

Mas Sam disse: "Vou te levar até lá em cima."

Sophie se virou, surpresa.

"Mas Angel..."

Sam sorriu.

"Está tudo bem. Não vai demorar."

"Ah..."

A garota assentiu levemente, aceitando suas palavras.

Caminhando lentamente até a entrada, mesmo que andassem devagar, chegariam ao fim. Parecia que algumas emoções precisavam ser liberadas.

Então ela pensou em um assunto, não muito bom, mas adequado.

"Por que você me deu aquele presente?"

Sam sorriu.

"Eu te disse, você não está bem, então espero que isso te mantenha saudável."

Na verdade, isso a manteria perfeitamente saudável, contanto que o sistema não enganasse Sam.

Sophie abaixou a cabeça levemente.

"Sério?"

"Claro, por que eu mentiria?"

Eles chegaram ao elevador e, quando as portas se abriram, Sam não demonstrou intenção de ir embora, entrando até mesmo com Sophie.

Assim que as portas se fecharam.

Sam não pôde deixar de perguntar.

"Por que você me deu... a chave?"

O rosto de Sophie ficou vermelho, desviando o olhar.

"Sem motivo... só quis dar. Se você não quer, devolva."

"Por que eu não iria querer?"

Sam sorriu, olhando para baixo.

Sophie bufou suavemente.

Sam fingiu ponderar.

"Você não tem medo de que eu roube alguma coisa?"

"O que eu tenho que valha a pena roubar?"

"Você."

Sophie olhou para cima, chocada, vendo o sorriso brincalhão de Sam.

Ela corou violentamente.

Quando as portas do elevador se abriram, ela saiu rapidamente.

"Eu não quero falar com você!"

Ela quase correu para a porta de seu apartamento.

Nervosamente, pegando sua chave para abrir a porta.

Ouvindo seus passos atrás dela, mas ele não disse nada.

Assim que ela pegou a chave, seu braço foi agarrado.

Então ela foi virada por uma força irresistível.

Ela se encostou na porta, olhando para cima.

Sam olhou para Sophie, sob a luz do corredor.

Ele a encarou.

Como se através da longa passagem do tempo, de uma galáxia distante através de uma fenda temporal.

Seu pomo de Adão se moveu claramente.

"Sophie... eu não consigo mais me segurar."

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