
Capítulo 411
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
"Você realmente não vai voltar para as festas, Irmão Mau?"
Era uma manhã brilhante, espantando a melancolia dos últimos dias.
Sam sentia-se relaxado e à vontade.
Ele olhou para a cozinha, de onde vinha o som. Uma mulher de avental, seu lindo cabelo longo e levemente cacheado preso com um simples elástico branco.
Sem adornos extras.
Apenas a curva quase perfeita de suas costas e a relação exagerada entre cintura e quadril criavam a imagem de uma mulher ideal.
Sam segurava seu telefone, sorrindo enquanto falava.
"Eu já te disse, é apenas uma pausa curta. Não estou a fim de fazer essa viagem de ida e volta."
"Ei... é quase um mês. Acho que você só está me evitando! Nem vai voltar para o Ano Novo."
Sam sentiu uma mistura de emoções. "Por que eu te evitaria? Você não é um fantasma."
"Quem sabe? Talvez você... realmente tenha medo de mim?"
A voz da garota era suave e gentil, não como um desafio, mas com um toque de afeto brincalhão e ambíguo.
Tão jovem e já aprendendo a provocar os homens?
Sam achou divertido.
Não era que o comportamento de Ava faltasse charme. Pelo contrário, ela era uma garota encantadora.
Em Cedarwood, ela era conhecida como a sensata e bem-comportada, e sua altura e pernas longas a tornavam mais notável que a maioria das garotas.
Mas... naquele momento, a mulher madura e sedutora trouxe o café da manhã preparado para ele e o colocou sobre a mesa.
Ela não falou, não disse nada deliberadamente para deixar a garota do outro lado da linha ouvir. Em vez disso, pegou um pedaço de bacon perfeitamente cozido e levou à boca dele.
Seu rosto exibia um sorriso gentil, seus olhos não mostravam urgência.
Então, por que as pessoas dizem que, às vezes, não competir é uma maneira mais inteligente de competir?
Zoe entendia isso bem.
Sam abriu a boca e comeu o bacon. Ter uma mulher fazendo seu café da manhã de manhã... era de fato uma coisa feliz.
"Tudo bem, apenas aproveite seu feriado."
"O que há para aproveitar em um feriado..."
"A propósito, você já escolheu sua escola? O novo semestre começa depois das férias de primavera."
Sam a lembrou, e Ava ficou em silêncio por um momento.
"Eu escolhi faz muito tempo. Você só lembrou agora?"
"Estive ocupado com as finais e não tive chance de te perguntar."
"É bom que esteja, hmph."
"Hehe, onde você escolheu?"
Acabou de comer um pedaço de bacon.
A mulher à sua frente lançou-lhe um olhar. Ela ainda não falou, nem fez qualquer barulho.
Ela apenas fez um gesto simples, desabotoando sua camisa na frente de Sam.
A ação foi simples, como se a sala com ar-condicionado estivesse um pouco quente.
Ou talvez ela estivesse apenas com calor por ter preparado o café da manhã.
Mas... o que isso revelava era o pescoço longo, as clavículas proeminentes e o peito cheio.
Apenas ver aquela curva perfeita e forma cheia, sem tocar ou chegar mais perto, podia-se imaginar o quão sedutor seria.
O que isso significava? Ela estava dizendo que isso também fazia parte do café da manhã?
Enquanto isso, a voz do outro lado da linha veio.
"Não preciso que você se preocupe~ De qualquer forma, você não se importa com as minhas coisas."
"Isso não é verdade... Eu não me importo o suficiente?" Sam realmente queria controlar seu olhar para não vagar naquela direção.
Mas era difícil. A presença de Zoe era, de fato, difícil de ignorar.
"Hmph, você sabe muito bem. De qualquer forma, não vou te contar. Você descobrirá então."
"Então?"
"Oh, tenho um encontro com Celestria para ir às compras. Falamos mais tarde~"
A ligação terminou abruptamente.
Ava desligou de repente.
Sam olhou para seu telefone, intrigado.
Mas é provavelmente assim que as garotas adolescentes são, imprevisíveis.
Como um livro onde você nunca sabe o que a próxima página guarda, é melhor não adivinhar essas emoções.
Agora a atenção de Sam precisava estar em outro lugar.
"Era sua irmã?" Zoe sorriu, tomando um gole de leite.
Seus lábios vermelhos manchados com leite branco pareciam inexplicavelmente sedutores. Não estava claro se a marca deixada por essa ação era intencional, mas lembrou a Sam de algumas cenas familiares.
E isso acontecia frequentemente com essa mulher, não era uma ilusão.
Sam tentou comer calmamente.
"Sim... ela também está de folga, e como está prestes a começar a escola, fiz mais algumas perguntas. Mas será que as crianças hoje em dia são todas tão estranhas?"
Ouvindo Sam.
Zoe falou gentilmente, mas de forma sedutora.
"Você mesmo é uma criança, por que dizer isso sobre os outros?"
Sam arregalou os olhos levemente, usando uma atuação exagerada.
"Como eu poderia ser uma criança? Já tenho 18 anos."
Mas Zoe não se importava se esse garoto era uma criança.
Ela apenas lançou um olhar direto para a virilha de Sam, depois riu, parecendo encantadora.
"Você definitivamente não é uma criança."
A maneira como ela disse isso estava cheia de significado, combinada com sua expressão, parecia que algo arranhava o coração de Sam.
Uma coceira indescritível.
Tornando o café da manhã à sua frente menos atraente.
Porque a iguaria mais tentadora estava bem à sua frente.
"Zoe, você precisa dizer essas coisas de manhã?"
Sam olhou para ela, fingindo estar incomodado.
Zoe sorriu levemente. "Termine seu café da manhã primeiro. Não é bom fazer sexo de estômago vazio."
Sem fingimento algum.
Então por que Sam deveria fingir?
Claro que não, mas ele ainda terminou pacientemente seu café da manhã. Afinal, Zoe levou quase a manhã inteira para prepará-lo. Não terminar seria desrespeitoso.
Mas quando eles terminaram de comer.
Enquanto Zoe se esticava para limpar a mesa.
A mão do garoto se estendeu, agarrando seu pulso macio.
Zoe olhou para ele, levemente surpresa.
Aquele olhar familiar parecia aparecer, aquele que Zoe não suportava.
Ardente, direto, com um toque de dominância.
Zoe nem sequer percebeu que ela preferia sua assertividade natural ao seu rosto bonito.
Ela não percebeu que tinha uma atração única pela força.
Mas Zoe hesitou levemente, tentando lutar.
"Não brinque, deixe-me limpar primeiro..."
Mas Sam viu claramente a hesitação em seus olhos.
Sam apenas sorriu levemente e olhou para cima.
"Você está desobedecendo?"
Zoe fingiu estar irritada. "Como você está falando comigo? Estou sendo gentil demais com você?"
Sam soltou a mão dela e se levantou.
Sob o olhar intrigado de Zoe, ele se sentou em uma cadeira espaçosa.
Então ele olhou para Zoe, fazendo um gesto simples.
"Tum, tum."
Ele bateu na coxa.
Então ele guardou o sorriso, sua voz tornando-se firme e profunda.
"Venha aqui."
Sem honoríficos, sem súplicas.
Parecia um pedido razoável, mais como uma ordem.
E o que Zoe não suportava era precisamente isso. Ela já sentia isso.
Este gesto simples, apenas um olhar, combinado com um tom breve, formou uma armadilha inescapável.
Ela parecia incontrolavelmente atraída por Sam.
Ela se aproximou.
Como alguém enfeitiçada, caminhando em direção a um penhasco irreversível.
Ela olhou para Sam.
Sam olhou para cima para ela.
Não eram necessárias mais palavras. O silêncio entre eles estava cheio de um sentimento avassalador de intimidade.
Então Sam só precisava estender a mão e agarrar facilmente a mão macia de Zoe.
Zoe caiu no colo de Sam, como uma presa caindo na armadilha de um caçador.
Oh não.
Zoe parecia perceber agora que ela era a verdadeira presa.
Sam sorriu, estendendo a mão para tocar seus lábios macios e vermelhos. Um sorriso brincalhão apareceu.
Os olhos de Zoe pareciam se encher de névoa.
Ela não era apenas sensata, mas podia rapidamente entrar no clima sem qualquer hesitação.
Ela mordeu gentilmente o dedo de Sam com seus lábios vermelhos levemente entreabertos.
Ela não falou.
Apenas com olhos marejados, ela transmitiu tudo.