A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 409

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Existem muitos tipos de histórias neste mundo.

Há contos trágicos que não são tão belos, histórias de luta que fazem seu sangue ferver e, é claro, finais simples e felizes.

Então, que tipo de história Sophie e Sam têm?

Sophie viu-se incapaz de imaginar esse cenário.

Era como se não houvesse expectativa em sua mente sobre essa história. Como eles chegaram onde estão hoje?

Pareciam apenas perguntas, apenas dúvidas.

Como entrar em águas aparentemente calmas, apenas para encontrar correntes ocultas abaixo.

O rubor de Sophie era apenas superficial; mais do que isso, seu coração afundou instantaneamente.

Ela sentiu como se nem tivesse motivação para comer.

Ela abriu a boca de forma um pouco desajeitada, falando sem pensar.

"Que história?"

A pergunta reflexiva foi como passar uma mensagem adiante.

Sam deu uma risadinha.

"Você tem papel e caneta?"

"Para que você precisa disso?"

"Deixa pra lá, eu mesmo pego."

Sam levantou-se e encontrou facilmente papel e caneta na mochila sobre o sofá.

Sophie não o impediu; na verdade, ela estava mais curiosa sobre o que ele estava aprontando.

Ela observou enquanto Sam escrevia algo em um pedaço de papel branco em um ângulo que ela não conseguia ver. Então ele dobrou o papel no formato de uma carta e casualmente o colocou no canto da mesa de jantar.

"Tudo bem, vamos continuar comendo."

Sophie ficou intrigada. "O que é isso?"

Sam respondeu com indiferença.

"Nada, apenas uma pequena previsão."

"Previsão? Previsão de quê?"

Escrever uma linha e deixá-la de lado conta como uma previsão?

Sam sorriu. "Apenas uma profecia do que vai acontecer."

"Eu não pedi para você explicar o que é uma previsão. Por que você escreveu aquilo?"

Sam riu.

"Por que a pressa? Você pode ler depois que eu for embora."

"Eu não posso ler agora?"

"Claro que não. Se você ler agora, não vai funcionar. Você tem que esperar até que eu tenha ido embora."

"...Eu acho que você só está fazendo cena."

Sophie tentou adivinhar que tipo de truque aquele garoto estava pregando.

Mas Sam não parecia estar escondendo nada, apenas comendo sua comida e dizendo: "Bem, se você quiser abrir agora, vá em frente. Você precisa da minha ajuda?"

Sophie olhou para a carta. Ela queria estender a mão, mas algo a impediu.

Talvez fossem as palavras dele: Não vai funcionar se você ler agora.

Então ela puxou a mão de volta.

"Não estou interessada em ler o que você escreveu. Vou apenas jogá-la fora depois que você for."

"Como quiser."

Sam não se importou.

Sentindo-se um pouco constrangida, Sophie voltou sua atenção para a comida à sua frente, tratando-a como sua inimiga final.

Quanto à carta... ela jazia silenciosamente no canto da mesa, intocada e fechada.

Na verdade, quando Sam estava limpando a mesa depois que terminaram de comer, Sophie hesitou.

Ela deveria abri-la agora? Afinal... ele não veria, então contaria como se ele não estivesse por perto.

Mas Sophie rapidamente abandonou esse pensamento.

Ela instintivamente sentiu que não era nada sério, provavelmente apenas alguma brincadeira para mexer com ela.

Sophie voltou para o sofá e começou a procurar programas de TV.

Não havia muito para assistir, então ela apenas colocou um programa de variedades aleatório.

Nesse momento, Sam, tendo terminado de limpar, sentou-se ao lado de Sophie com algumas cervejas que ele havia comprado mais cedo.

Sophie ficou um pouco surpresa. Sam estava a apenas uma almofada de distância dela.

Ela conseguia sentir levemente o calor do corpo dele e aquele perfume familiar, quase como uma reação natural.

Quando ele chegava perto, isso criava naturalmente uma atmosfera estranha.

"Quando você comprou a cerveja?"

Sophie virou a cabeça para perguntar.

Sam pegou uma cerveja e entregou uma para Sophie.

"Comprei enquanto fazia as compras. Você quer um pouco?"

"Por que beber cerveja?"

"O Natal está chegando. Como não vamos passar com a família, pensei que poderíamos fazer uma celebração simples aqui. Eu não queria complicar muito, e beber parecia a maneira mais fácil de celebrar."

"Foi só isso que você conseguiu pensar?" Sophie bufou.

Sam riu. "O que mais? Deveríamos assar um peru? Você acha que conseguiríamos comer tudo?"

Sophie pegou a cerveja de Sam, abriu-a e deu um grande gole.

"Tosse, tosse, tosse!"

Ela quase se engasgou.

Sam riu, dando tapinhas em suas costas. "Por que tanta pressa? Eu comprei dois pacotes, vá com calma."

Pegando o lenço que Sam lhe entregou, os olhos de Sophie estavam levemente vermelhos por causa do engasgo. "Por que você comprou tanto... Você está tentando me deixar bêbada?"

Sam piscou inocentemente e recostou-se no sofá. "Por que eu iria querer te deixar bêbada?"

"Vai saber o que você está tramando. Aposto que está planejando algo ruim."

O rosto de Sophie estava levemente vermelho. Desta vez, ela foi mais esperta, tomando um gole lento e profundo.

Ela olhou para Sam pelo canto do olho.

Sam estava recostado, assistindo TV.

"O que eu poderia fazer? Você acha que eu me aproveitaria de você se você ficasse bêbada?"

"Se não, então por que você quer que eu beba?"

Sam olhou para a garrafa de cerveja.

"Bom ponto. Essa foi minha culpa."

"Fico feliz que saiba. E não é só desta vez; na maioria das vezes, é você quem começa a causar problemas."

"Você só quer dizer que tudo é culpa minha, certo?" Sam riu.

Essa simples brincadeira fez Sophie pausar por um momento.

Ela segurou a lata de cerveja, abraçou sua almofada familiar e cruzou as pernas.

Então ela suspirou visivelmente.

"Eu também tenho culpa."

"Hã?"

Sam nunca esperou ouvir isso dela. Foi bastante surpreendente.

"O que tem de tão surpreendente?"

O rosto de Sophie estava levemente vermelho, fosse pelo álcool ou pelo constrangimento.

Sam riu. "Eu só não esperava que você admitisse que estava errada."

Sophie bateu levemente no braço de Sam com a mão.

Claro, ela não usou muita força; parecia mais uma brincadeira.

"Errado é errado. Não há vergonha em admitir isso. Eu fui irracional e disse coisas erradas. Isso é normal, certo?"

O tom de Sophie era desafiador, mas comparado a seu antigo eu, era uma grande mudança.

Sam recostou-se no sofá, virando-se levemente para olhar para o rosto bonito de Sophie, e disse: "Claro, pessoas jovens cometem erros. De qualquer forma, a maior parte da responsabilidade é minha."

"O que você está fazendo?"

Sophie virou a cabeça, insatisfeita.

Sam parecia inocente.

"Como assim?"

"Por que você tem que assumir a culpa por tudo? Você acha que os homens devem sempre assumir a responsabilidade, ou acha que eu preciso ser convencida a admitir meus erros?"

Sam olhou para ela, divertido.

"Eu não quis dizer isso. É só que, já que você foi honesta, eu deveria ser também. Muitas vezes, eu fiz você ficar com raiva de propósito."

"Por que você faria isso?"

"Se eu não fizesse, como mais eu poderia entrar no seu mundo?"

O sorriso de Sam era direto, sem deixar margem para defesa.

Pelo menos naquele momento, Sophie ouviu claramente seu coração bater.

Ela naturalmente não podia perguntar a Sam por que ele queria entrar em seu mundo.

Sophie apenas percebeu claramente.

"Então... se acostumar com a presença dele, se adaptar a ele estar em seu mundo, era realmente algo tão difícil?"

Nada era tão simples quanto parecia.

Sophie sentiu como se seu relacionamento com Sam tivesse chegado a este ponto de uma maneira confusa e pouco clara.

Na realidade, ela não tinha feito nada enquanto vivia em seu mundo de cristal, apenas esperando passivamente que ele quebrasse camada após camada de defesas, escondendo todas as suas dificuldades e fadiga, e sorrindo enquanto se aproximava dela.

Com um sorriso atrevido.

Com uma atitude despreocupada.

Vindo até ela.

"Você não precisa fazer isso," Sophie sussurrou.

Sam olhou para Sophie com um sorriso, segurando sua cerveja.

"Sophie, existe algum lugar para onde você realmente quer ir?"

Sophie não sabia por que ele estava perguntando, mas ela pensou por um momento.

"Eu quero ir para a Islândia, para ver a Aurora Boreal."

"Então, para ver a Aurora Boreal, você tem que ir para a Islândia, certo?"

"Sim..."

Ela assentiu bobamente.

Sam levantou sua cerveja, fazendo um movimento de natação no ar, como ondas.

"Veja, a Islândia não virá até você, e a Aurora Boreal não vai me encontrar. Então eu tenho que ir para a Islândia para ver a Aurora Boreal."

Seus olhos começaram a tremer, e ela pareceu entender o que ele queria dizer.

E com essa compreensão, seu coração começou a se mover.

O sorriso de Sam era brilhante, como um sol que não deveria existir na noite.

Ele era tão deslumbrante.

A lata de cerveja de Sam nadou até a de Sophie, tilintando contra ela.

Ele perguntou.

"Eu cheguei à ilha e vi a luz?"

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