A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 399

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Sam praguejou.

Ele trouxe Aurora para casa não para tirar proveito dela.

Nem para ensinar a ela as chamadas técnicas de beijo.

Porque ela era tão inexperiente, como alguém sem experiência romântica alguma. Para simplificar, ela era uma novata.

Uma jogadora de bronze.

Uma criança segurando um controle de videogame pela primeira vez.

Diante de alguém assim, é difícil para uma pessoa normal não sentir vontade de ensinar uma ou duas coisas, certo?

Parecia haver muitos motivos, mas essa era apenas parte da verdade. O resto era um instinto estranho.

Sam já tinha reconhecido há muito tempo que era um mulherengo.

Mas as pessoas cometem erros, aprendem e se transformam.

Então... quão macios eram os lábios dela?

A policial Aurora, que geralmente parecia dura como uma rocha, agora tremia levemente. Sam só conseguia sentir o leve tremor de seus lábios.

Sua técnica de beijar era tão inexperiente que ela não sabia o que fazer com a língua de Sam. Ela não afastou o rosto, mas sua língua esquivou-se instintivamente.

O pequeno espaço de sua boca tornou-se um campo de batalha de perseguição, mas não havia muito espaço para ela se esconder.

Toques ocasionais tornaram-se temperos de tirar o fôlego.

Era como ser capturada em um instante e, então, liberada no seguinte.

Como uma presa sendo brinquedo.

Não importava o quanto ela corresse, era apenas dentro do alcance designado pelo caçador.

O resultado não era nada além de prazer aumentado.

Para Aurora, esta era uma experiência totalmente desconhecida.

Ela não conseguia comparar esse contato com qualquer outra experiência que teve.

Completamente desconhecida... mas produzindo constantemente sensações irresistíveis.

Seu coração estava batendo forte, e cada nervo parecia tão sensível.

Aurora nunca pensou que ficaria assim, com um garoto, em um contato tão íntimo, caindo em um estado tão passivo.

Uma caçadora acostumada a estar no controle tinha se tornado a presa.

Aurora, que sempre levava a melhor, agora se sentia como um pequeno barco em uma tempestade, balançando ao vento, suas emoções controladas por ele.

Os sons cada vez mais óbvios do beijo deles faziam seu rosto esquentar ainda mais.

Era um emaranhado úmido. Como duas cobras d'água entrelaçadas em um pântano.

Parecia uma descida consciente, como se seu mundo familiar estivesse gradualmente colapsando.

Mas não trouxe medo extremo.

Era como uma criança descobrindo um jogo ou brinquedo divertido pela primeira vez.

Novo...

Até mesmo... querendo experimentar mais.

Quando as mãos de Aurora envolveram inconscientemente o pescoço de Sam, como se fosse a coisa natural a se fazer...

A mão de Sam subiu, tocando seu rosto.

Mas não foi para o próximo movimento; ele segurou gentilmente seu rosto encantador e quebrou a atmosfera íntima.

Sam viu seus olhos atordoados.

Seu rosto corado, seus olhos brilhando como joias, tão brilhantes e bonitos.

Ela parecia ainda imersa em alguma sensação persistente, incapaz de acordar totalmente.

Talvez fosse um sonho lindo?

Sam sorriu para ela.

"Policial Aurora, você está me compensando ou está se divertindo?"

Aurora, perturbada, soltou as mãos, percebendo que suas ações subconscientes tinham traído seus pensamentos.

Não podia ser totalmente explicado pelo fato de estar bêbada; ela não desgostava de ser tão íntima com Sam.

Sim...

Por que ela desgostaria disso?

Ele era tão jovem, tão bonito.

Seu corpo era excelente, especialmente seu grande pau, o sonho de toda mulher.

Além de não ser um homem fiel, não havia nada de errado com ele.

Sam não era um garoto que fazia as mulheres sentirem repulsa... então os sentimentos de Aurora eram normais.

Uma mulher sem experiência romântica, encontrando um homem próximo e charmoso, seria facilmente cativada, desenvolveria sentimentos e até cairia perdidamente.

Ela era uma policial.

Frequentemente autorreflexiva, então ela podia analisar rapidamente seu próprio coração.

Mas algumas coisas, não importa o quão claramente analisadas, pareciam inúteis porque, uma vez feitas, não havia como voltar atrás.

Ela desviou o olhar ligeiramente, soltando-se.

"Eu só bebi um pouco demais, é só isso."

"Esse 'só um pouco demais' é bem sutil. Sem negar que há algum significado, mas sem dizer o quanto. Isso é uma armadilha linguística?"

Sam achava difícil acreditar que tinha ganhado tanta vantagem com essa policial de mente aguçada, capaz de avaliar precisamente seus pensamentos e até controlá-la.

Então, lidar com mulheres realmente exigia um mulherengo. Fosse uma policial ou uma professora, parecia não haver obstáculos.

Parecia um despertar.

"Sam, você está tentando agir de forma inteligente e esperta na minha frente? E sua mão, abaixe-a."

Aurora ergueu os olhos, parecendo recuperar seu comportamento racional e calmo habitual.

Sam baixou a mão calmamente.

"Eu não sou particularmente inteligente ou esperto. Eu só acho que você é quem gosta de pregar peças."

"Por quê?"

Aurora olhou para Sam.

Sam olhou para ela calmamente.

"Esta noite, você sugeriu beber, mas eu paguei. Você bebeu cerveja e ficou bêbada, depois encenou aquela cena estranha, de repente me beijou, e agora está me dizendo para soltar, como se estivesse tentando traçar uma linha clara... não é você quem está pregando peças?"

Aurora pausou, então franziu a testa.

"O que você quer que eu faça?"

Sam bocejou, espreguiçando-se preguiçosamente.

"Não se preocupe, eu não quero que você faça nada. Eu só quero que você entenda uma coisa."

"O quê?"

Sam sorriu para ela.

"Eu não sou uma boa pessoa. Tenho muitos problemas, como você disse, principalmente envolvendo mulheres. Eu realmente tenho relacionamentos ambíguos com várias mulheres, então me chamar de mulherengo não está errado. Muitas vezes nego por hábito, e não tenho intenção de mudar."

Aurora não esperava que Sam dissesse isso.

O que era isso?

"A confissão de um mulherengo?"

"Você pode dizer isso. Então quero que saiba, não me aborde com meios tão ambíguos. Se fizer isso, pode perder o controle. Esteja preparada para cair. Eu posso assumir a responsabilidade, ou não. Esteja pronta para se machucar, e saiba que não vou mudar minha situação por você."

Aurora entendeu o ponto de Sam.

Mas o comportamento dele... ela achou inacreditável.

"Sam, não sei se sou eu ou você que tem um problema. Você acha que pessoas normais dizem coisas assim?"

Sam sabia que ela reagiria assim. Ele disse com indiferença:

"Isso é porque você não conhece minha situação. De qualquer forma, é tudo o que tenho a dizer. Como interagiremos a partir de agora depende de você. Minha postura é não recusar, não negar e não assumir responsabilidade. É isso."

Ser visto como louco era inevitável. Sam estava avisando Aurora para não chegar muito perto, para não continuar com essa abordagem ambígua.

Ele tinha visto isso muitas vezes demais.

O que parecia apenas amizade, através de algum contato físico inexplicável, o relacionamento mudava gradualmente, e ambas as partes acabavam em uma situação difícil.

Romances de harém adoravam fazer isso.

E a situação especial atual de Sam o deixava com poucas escolhas. O que mais ele poderia fazer? Apenas aceitar ser um mulherengo. Se Aurora insistisse em ficar com ele, ele não recusaria.

Esse era o pensamento atual de Sam.

Aurora observou Sam se levantar e finalmente falou.

"Sam..."

"Hmm? Mais alguma coisa?"

"Você já foi machucado em um relacionamento?"

Ela perguntou curiosa.

Sam deu de ombros.

"Quem sabe? Mas isso não tem nada a ver com o que eu te disse. Não pense demais e comece a ter pena de mim. Apenas me veja como um mulherengo levemente caloroso."

"Um mulherengo natural?"

Como poderia ser!

Se não fosse por circunstâncias especiais... Sam teria 'caído' a esse ponto?

Embora não parecesse nada mal, até agora, tinha sido emocionante e até agradável.

Mas se ele tivesse escolha, Sam também gostaria de ser uma boa pessoa...

"Você pode pensar dessa forma..."

"Então você tem muita experiência sexual?"

As perguntas dela estavam ficando estranhas.

Sam olhou para ela curioso.

"O que exatamente você quer perguntar?"

Os olhos de Aurora queimavam de curiosidade, pensando em algo.

Mas seu estado estava um pouco estranho, deixando Sam inquieto.

Droga... ela estava planejando prendê-lo?

Aurora se endireitou, aproximando-se de Sam, até a borda da cama.

Fechando a distância, ela olhou para ele.

"Ouvi dizer... que você é muito bom de cama?"

"...Se você está curiosa, pode perguntar à Alice."

"Não, eu quero dizer... eu quero tentar."

"Puta merda! O que você disse?!"

Sam ficou atordoado, olhando para Aurora em descrença.

Essa policial, que deveria representar a justiça, estava dizendo algo tão ultrajante.

Ela queria tentar?

Aurora olhou para Sam.

Ela estendeu a mão, agarrando a camisa dele, não para prendê-lo, mas para desabotoá-la.

Seus olhos se abaixaram ligeiramente, suas bochechas honestamente coradas.

"Honestamente, não tenho experiência romântica e nunca tentei isso... vendo você com a Alice... eu quero tentar, para ver como é a sensação."

Isso é algo que uma policial deveria dizer?

Sam ainda olhava para ela desconfiado, pensando que ela poderia ter algum motivo oculto.

"Você ainda está bêbada?"

Aurora não respondeu. Ela apenas assentiu, com o rosto vermelho.

Mas ela desabotoou desajeitadamente o primeiro botão da camisa de Sam.

Honestamente, ela estava acostumada a arrancar as roupas de um suspeito. Desabotoar com cuidado parecia desconhecido, suas mãos tremendo levemente.

"O álcool é uma desculpa conveniente... não se preocupe, não vou usar isso contra você amanhã. Esta é minha escolha. Não pense demais. Eu só quero tentar. Você é bom de sexo, e eu não desgosto de você.

Você é um parceiro adequado."

Sam não pôde deixar de rir.

Mas sua camisa já estava sendo desabotoada, revelando seu corpo.

"Policial Aurora, não esperava que você fosse tão direta. Mas você sabe a que isso pode levar?"

Aurora viu as belas linhas musculares de Sam, seu peito, seu abdômen, tudo tão perfeito, brilhando sob a lâmpada fraca.

"Consequências...? Sss..."

Os olhos de Sam se arregalaram.

Ele não esperava que ela colocasse a língua para fora e lambesse levemente seu peito.

Após esse movimento inexperiente, porém estranhamente sedutor, ela olhou para Sam com um olhar suave, quase piedoso.

"O que vai acontecer?"

"Bam!"

Sam pressionou a bela policial contra a cama.

Foi a primeira vez que ele sentiu um impulso tão incontrolável.

Ele olhou para o corpo sexy dela, seu longo cabelo espalhado no travesseiro, suas mãos presas, incapaz de resistir. Neste momento, ela não era uma policial, mas uma mulher vulnerável, Aurora.

"Policial Aurora... você está me tentando, e eu realmente posso fazer isso."

Aurora olhou para ele, seus olhos ainda mantendo alguma racionalidade.

Ela olhou para Sam, seu rosto vermelho, mas não mostrando muita timidez.

"Eu só quero aproveitar esta oportunidade para me mimar um pouco, para me sentir feliz, para experimentar como é um orgasmo."

"Sem considerar as consequências?"

"Está tudo bem. Não vou te culpar amanhã nem me apegar a você. Observando o casamento dos meus pais e o crescimento da Mia, percebi algo há muito tempo, algo que ninguém mais sabe."

"O quê?"

"Eu sou contra o casamento. Então... você não tem fardo, certo?"

Sam baixou a cabeça levemente, olhando para essa policial ainda calma, ainda fria.

"Se você se arrepender, pode me pedir para parar, mas talvez eu não ouça."

Aurora piscou. Até agora, seus olhos não tinham mostrado nenhum desejo óbvio.

Uma determinação destemida.

"Se você não me satisfizer, não vou te prender por agressão, mas vou zombar de você depois."

"Heh."

Sam só pôde rir.

Sem necessidade de palavras. Neste mundo, além de sua aparência bonita, a única coisa que Sam podia se gabar era de seu grande pau.

Neste momento, Aurora olhou para Sam curiosa.

"Eu não tenho experiência sexual, então o que devo fazer agora?"

"Apenas deite-se. Eu cuidarei do resto."

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