A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 250

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Sam certamente não estava sem um lugar para comer ou companhia para jantar.

Ele simplesmente apreciava os momentos que passava com aquela garota chamada Sophie.

Portanto, nesse aspecto, embora Sophie fosse teimosa, era algo que Sam podia tolerar, e até achar cativante.

"Você realmente não tem nada melhor para fazer do que ficar rondando a minha casa assim?" Sophie disse, incapaz de se conter enquanto observava Sam mexendo no celular.

Aquele garoto não tinha outro lugar para comer? Insistindo em comer na casa dela... e sem mantimentos em casa, com Sophie não sabendo cozinhar — recorrendo frequentemente a fast food — o conteúdo da geladeira dela dificilmente poderia ser chamado de ingredientes.

Sam, enquanto fazia compras online, respondeu calmamente: "Ainda não comi. Vou embora depois que comermos."

"Por que você não pode comer na sua casa? Por que tem que vir aqui e fazer bagunça? Depois eu vou ter que limpar."

A ideia do caos que poderia se instalar na cozinha dela preocupava Sophie. Ela não era boa com tarefas domésticas, e manter o quarto arrumado já era uma conquista.

"É porque você não quer limpar que não cozinha?"

"Claro!"

"Não é porque você não sabe cozinhar?"

Sam comprou alguns mantimentos online e então olhou para a garota com um sorriso.

As bochechas de Sophie coraram levemente, mas ela colocou o cabelo atrás da orelha com um suspiro.

"O que você tem com isso? Claro que sei cozinhar. É que faz tempo."

Sam olhou para ela pensativo. "Parece que ainda não tenho o privilégio de provar a culinária da senhorita Sophie."

Ele estava claramente provocando-a sobre sua pretensão.

Sophie percebeu, é claro. Ela não se deu ao trabalho de responder e apenas se recostou no sofá, abraçando um travesseiro familiar. Na presença daquele garoto, ela sempre sentia uma sensação única de segurança.

"O que você pretende cozinhar?"

Apesar de suas palavras, Sophie ainda conseguia se lembrar do sabor das refeições que Sam preparara. Aquele sabor indescritível e mágico parecia inesquecível, como se, uma vez provado, uma comida semelhante nunca mais pudesse ser encontrada em toda a vida. Ela não admitiria em voz alta, mas sua boca já estava salivando em antecipação.

Sam guardou o celular e olhou para Sophie. "Você saberá quando eu tiver cozinhado. Já está com fome?"

Sophie bufou. "Estou apenas me preparando para comer a contragosto o que quer que você faça. Se você cozinhar algo de que não gosto, você limpa tudo."

Sam não pôde deixar de rir. "Belo plano. Eu cozinho para você e ainda limpo? Como vou saber do que você não gosta? Você poderia inventar qualquer desculpa, e eu acabaria lavando a louça."

Sophie sorriu. "Não é como se eu tivesse pedido para você cozinhar para mim. Você mesmo se meteu nisso."

"Interpretando muito bem o papel de 'rainha do gelo', não é, senhorita Sophie?"

Sam suspirou em desespero fingido.

Sophie não foi enganada por sua atuação ruim. "Ter expectativas especiais sobre mim é o seu maior erro."

"Então vou apenas cozinhar na sua casa e levar para comer na minha."

Sophie fez uma pausa. "Então o que eu vou comer?"

"E se você não gostar? É inútil fazer todo esse esforço por nada."

"Mas você está usando minha cozinha, deveria pagar o preço!"

Sam assentiu. "Tudo bem, que tal isto? Quando as compras chegarem, eu as levo e vou cozinhar na minha casa. Assim não te devo nada, certo?"

Aquele idiota irritante!

Sophie observou Sam tentando conter o riso, mas era como se ela pudesse ouvi-lo rindo por dentro. Ele estava claramente zombando dela, o idiota...

O olhar de Sophie tornou-se gélido. "Então você já pode ir embora. Quem precisa da sua comida mesmo!?"

Sam se espreguiçou preguiçosamente e então sorriu. "Quando você finalmente superar sua teimosia, será imparável."

Sophie revirou os olhos. Ela sabia muito bem sobre sua própria teimosia.

Mas era um hábito enraizado há muito tempo. Como ela poderia simplesmente mudá-lo por capricho?

E por que ela deveria mudar por causa de Sam?

Não lhe faltava nada, e foi a entrada não convidada dele que perturbou sua vida pacífica. Se alguém deveria mudar, não deveria ser ela.

Logo, a entrega chegou.

Sam pegou os itens e começou a cozinhar sem demora.

Inicialmente, Sophie fingiu ler um livro, mas à medida que o aroma tentador preenchia o ar, ela achou cada vez mais difícil resistir.

As palavras nas páginas pareciam se transformar em pedaços deliciosos de carne grelhada.

Se não fosse por Sam estar ali, ela provavelmente já estaria sentada à mesa de jantar.

Mas ela precisava aguentar, então esperou mais alguns minutos.

Finalmente, ela ouviu a voz de Sam. "Certo, pare de fingir que está lendo e venha comer."

Sophie imediatamente largou o livro e se levantou, caminhando em direção à mesa de jantar, embora seus movimentos fossem deliberadamente lentos, quase como se estivesse desfilando em uma passarela.

"Quem está fingindo? Não aja como se todo mundo estivesse morrendo para comer sua comida."

Enquanto falava, ela pegou uma colher e um garfo.

Sam não se incomodou mais em expor sua pretensão. "Tudo bem, tudo bem, estou pagando, ok? Senhorita Sophie, por favor, me dê a honra de provar."

Sophie inclinou a cabeça levemente, pegou o garfo com elegância e sentou-se ereta, como se fosse um ritual necessário.

Sophie falou pouco enquanto comia.

Não que ela fosse particularmente educada por natureza; era apenas que a comida de Sam... não deixava espaço para conversa.

Ela só conseguia continuar comendo, carregando continuamente o prato com o garfo, com medo de perder qualquer parte daquela refeição deliciosa.

Sam comeu devagar, com a mente divagando para pensamentos mundanos enquanto desfrutava da atmosfera tranquila — uma atmosfera tão serena que ele se viu apreciando-a.

O sonho inicial de Sam era, na verdade, simples.

Ter uma casa própria e ter uma garota como ela para compartilhar jantares ao entardecer. Não precisava de muita conversa, apenas a presença de tal atmosfera era suficiente para trazer paz, suficiente para acalmar qualquer tempestade do mundo exterior.

"Você... você comeu apenas uma coxa de frango?"

Sam estava perdido nesses pensamentos triviais, porém importantes, quando ouviu de repente a voz de Sophie.

Ele olhou para o outro lado da mesa para ver a garota tentando parecer calma, embora suas bochechas estivessem tingidas por um rubor tímido.

Sam olhou para o prato quase vazio na mesa. Ele havia frito quatro coxas de frango e, tendo comido apenas uma, restava apenas uma.

A situação estava clara.

Sam olhou para ela e então deu um sorriso, mostrando os dentes.

"Sim, eu só comi uma. Você comeu duas?"

Sophie fez uma pausa, aparentemente pega de surpresa pela resposta direta dele.

Ele não deveria se fazer de bobo e oferecê-la para ela?

Ela olhou com pesar para a coxa de frango.

"Entendo... imaginei. É melhor você comer antes que esfrie... glup." Enquanto falava, Sophie engoliu a saliva.

Sam conteve o riso e olhou deliberadamente para o teto. "Que som é esse? Está vazando?"

"...Não sei, não ouvi nada."

"Ah, tudo bem então, acho que vou pegar esta última coxa de frango."

Sophie segurava seu próprio prato, mas seus olhos estavam fixos intensamente nos movimentos de Sam.

Os movimentos de Sam eram dolorosamente lentos, como aquelas cenas em câmera lenta deliberadamente pausadas em filmes. Enquanto ele alcançava a coxa de frango para colocá-la em sua tigela, o olhar de Sophie tornou-se intenso.

Nesse momento, Sam falou de repente.

"Ah... estou meio cheio, talvez não consiga terminar esta coxa de frango. Talvez eu deva levá-la para casa?"

"Levar para casa?!" Sophie ficou atordoada, seus olhos esperançosos subitamente cheios de confusão.

Sam assentiu como se fosse a coisa mais natural a se fazer.

"Sim, não seria um desperdício caso contrário? Você já comeu duas, provavelmente não consegue comer mais, certo?"

Os olhos de Sophie se desviaram, sua voz tremendo levemente.

"Eu... consigo."

"Oh? O que foi isso?"

"Eu disse que... consigo comer!"

Sam assentiu.

Ele segurou uma coxa de frango com o garfo, suspensa no ar no meio do caminho entre eles, como se ela pudesse alcançá-la facilmente, mas ele pudesse pegá-la de volta em um instante.

"Então... você quer esta coxa de frango?"

Ele perguntou com um sorriso, a luz lançando sombras em seu rosto, fazendo-o parecer um diabinho travesso.

Apesar de saber que poderia ser uma provocação, Sophie só conseguiu cerrar os dentes e dizer,

"Sim."

"O quê? Não entendi."

"Eu disse que quero!"

"Quer o quê?"

"A coxa de frango!!"

Finalmente, Sophie não aguentou mais. Ela parecia estar prestes a virar a mesa, quase empurrando sua colher no nariz de Sam.

"Clang."

Mas no momento seguinte, Sam colocou rapidamente a coxa de frango na tigela de Sophie.

"Vá em frente e coma, eu lavo a louça depois."

"...Você vai lavar a louça?"

De repente, sua raiva se dissipou com essa oferta inesperadamente agradável.

Ela não conseguia acreditar — Sam realmente tinha momentos tão atenciosos.

Sam deu de ombros com indiferença.

"Já que você é preguiçosa demais para lavar e eu não tenho mais nada para fazer, posso muito bem lavar. Não vai atrasar nada, e já que usei sua cozinha, é o correto."

"Faça como quiser!"

A refeição foi finalizada em calma, e Sam cumpriu sua promessa, lavando silenciosamente a louça na cozinha.

"Você parece gostar muito de fazer tarefas domésticas."

Sophie apareceu atrás dele em algum momento, encostada levemente na parede, observando seus movimentos.

Sam continuou seu trabalho metódico, imperturbável.

"Não é que eu goste, mas acredito em terminar o que começo. Só de pensar que essa louça poderia ficar aqui por dias sem ser lavada me deixa desconfortável."

"Por que isso te incomodaria... eu não as deixaria por dias."

Sophie revirou os olhos.

Só porque Sophie não queria fazer... não significava que a outra alma dentro dela sentia o mesmo.

Sam riu.

"Não sei, talvez seja TOC? Aliás, as provas são daqui a uma semana. Você acha que consegue me vencer?"

Sophie zombou da mudança de assunto.

"Entenda uma coisa, sempre fui a melhor da turma, sempre a primeira em todas as provas. Não se trata de eu poder te vencer; trata-se de você ter alguma chance de me alcançar."

"Bastante confiante, hein? E se você escorregar desta vez? Não é impossível, certo?"

"É absolutamente impossível para mim, a menos que eu decida que não quero."

Ninguém parecia mais confiante em suas proezas acadêmicas do que aquela garota.

Sam terminou de lavar o último utensílio, colocou-o no escorredor, então lavou as mãos e se virou.

Ele sacudiu as mãos respingadas de água. "Já que você está tão confiante, que tal fazermos uma aposta nesta próxima prova?"

"Uma aposta? Que tipo de aposta?"

Sophie cruzou os braços sobre seu peito 'inexistente', olhando para baixo imperiosamente como uma valquíria pronta para aceitar o desafio de um mortal.

Sam sorriu e disse,

"Se eu tirar a mesma nota que você nesta prova, ou maior... você lavará minhas roupas por um mês e me chamará de 'querido Sam' por um mês."

"Nos seus sonhos!!"

As bochechas de Sophie coraram de raiva enquanto ela lançava um olhar furioso para Sam.

Sam abriu as mãos casualmente. "Você está tão confiante em si mesma, mas está com medo de aceitar esta aposta?"

Sophie zombou.

"Isso não tem nada a ver com minha confiança. Uma aposta deve ter apostas iguais, e você precisa oferecer algo que me interesse se perder."

Sam deu de ombros com indiferença.

"Se eu perder, mesmo que por apenas um ponto, cozinharei para você por um mês e farei todas as tarefas domésticas. Fornecerei todos os mantimentos sem nenhum custo para você, e você poderá até vir comer na minha casa sem ter que usar nenhum de seus próprios suprimentos."

"Feito!"

"Tão rápido?"

Sam foi pego de surpresa. Ele nem tinha terminado de falar, e Sophie já tinha fechado o negócio?

Bem, isso é algo. A indignação anterior dela era apenas para mostrar? Ela estava esperando que Sam oferecesse esses termos?

Sophie lutou para evitar que seus lábios se curvassem demais.

Um mês inteiro, hein.

Refeições grátis por um mês, sem despesas, e comida deliciosa ainda por cima... sem mencionar sem tarefas!

Por que alguém recusaria uma oferta tão tentadora?

Sophie girou graciosamente, seu cabelo rodopiando levemente, todo o seu comportamento tão equilibrado quanto uma flor de lótus desabrochando em um lago.

"Não sou de enrolar, é claro. Mas se você quiser desistir, tudo bem também..."

"Não precisa desistir, estou ansioso para você me chamar de 'querido Sam' por um mês."

"Heh, pensamento positivo."

"Cuidado, a autoconfiança excessiva pode levar a perdas inesperadas. Nada neste mundo é absoluto."

Ao ouvir isso, Sophie se virou bruscamente, apontando o dedo para o nariz de Sam.

"É isso mesmo, nada neste mundo é absoluto. Mas Sophie é definitivamente mais inteligente que Sam."

Sam ficou um pouco impressionado com sua extrema confiança.

Como ela pode ser tão descaradamente confiante, mas tão adorável?

Ele não entendeu bem, mas Sam estava pronto para ir para casa.

"Vamos ver o que os resultados dizem então. Até amanhã."

Observando Sam se virar e caminhar até a porta, Sophie sentiu um vazio estranho, um toque de tédio. Mas sua personalidade significava que ela não tentaria impedi-lo ativamente. Seu olhar se desviou, fingindo indiferença.

"Apresse-se e vá, e lembre-se de levar o lixo com você."

"Eu sei, sua preguiçosa."

"Hmph, cuide da sua vida."

"Já vou indo."

"Bang."

Sam, segurando o saco de lixo, desapareceu da vista de Sophie, fechando a porta atrás de si, eliminando qualquer chance de uma última resposta.

No entanto, um bumerangue invisível perfurou o coração da jovem.

Olhando ao redor da sala agora vazia, parecia ainda carregar sua presença.

Sophie suspirou inexplicavelmente. "Por que eu também me tornei tão estranha..."

Sam não demorou na rua; ele jogou o lixo na lixeira e foi direto para casa.

Mas assim que chegou em casa, ele ouviu barulhos estranhos.

Do... seu banheiro?

Sam franziu a testa e caminhou em direção ao banheiro, apenas para ver a luz acesa e... o som de água corrente.

O que está acontecendo? Quem está tomando banho na casa dele?!

No momento em que Sam se questionou sobre isso, ele pensou na resposta. Não poderia ser um ladrão; nenhum ladrão seria tão absurdo.

Portanto, a única pessoa com a audácia e o lazer para usar seu banheiro... só poderia ser aquela mulher.

Sam se aproximou da porta fechada do banheiro.

Então ele bateu.

"Zoe... é você?"

A pessoa lá dentro não respondeu.

Em vez disso.

De repente, a porta foi aberta inesperadamente.

Os olhos de Sam se arregalaram, vendo apenas uma névoa de água... sem nem mesmo distinguir quaisquer detalhes específicos.

"Bang!"

Sam foi puxado abruptamente para dentro.

Como um viajante inocente engolido pelo abismo...

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