A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 95

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

"Aqui está o seu pagamento pelos últimos dias", disse Mia, oferecendo um envelope a Sam na loja de conveniência.

No entanto, seus dias ali estavam contados; com a aproximação dos exames finais, ele logo retornaria para sua cidade natal no interior. Por isso, Mia viera cedo hoje para acertar seu salário.

Segurando o envelope grosso, Sam olhou para cima. Mia, parada diante dele, sempre parecia enigmática. Seu estilo mudava constantemente; mal se podia definir sua profissão, muito menos adivinhar sua idade.

"Na verdade, uma transferência bancária teria sido ótimo. Por que insistir em dinheiro vivo? É tão fácil errar na contagem", comentou Sam enquanto contava o dinheiro.

Mia estava vestida com uma camiseta preta justa que realçava sua figura tonificada e equilibrada. Embora seu peito não fosse tão pronunciado quanto o de Zoe, tinha uma aparência agradável, com seios empinados e glúteos firmes.

Sam sempre teve suas suspeitas sobre ela; seu físico e aparência eram perfeitos demais.

Se ela não fosse uma das protagonistas femininas, seria um desperdício... Mas talvez fosse uma boa notícia, indicando pelo menos que ela não possuía aquelas habilidades sobrenaturais bizarras.

Mia sorriu: "Qual é a graça de uma transferência bancária? Há algo satisfatório em segurar um maço de dinheiro, não acha?"

"Não vejo nada demais, sinceramente. Quão satisfatório pode ser?", respondeu Sam, ainda contando.

Mia pensou por um momento: "Provavelmente mais satisfatório do que um beijo, eu diria?"

Sam olhou para a mulher brincalhona: "Sua definição de satisfação se limita a beijar? O que acontece depois não seria ainda mais emocionante?"

Estreitando os olhos, Mia cutucou a bochecha de Sam de forma brincalhona: "Sam, você tem 18 anos agora, mas não é bom ficar pensando em sexo o tempo todo, sabe."

"Eu mencionei sexo? É você quem está tirando conclusões precipitadas", retrucou Sam.

"Eh? Droga, você está tentando me induzir a dizer isso?" Mia gostava de fazer expressões peculiares, o que a fazia parecer mais jovem... Claro, ela era realmente jovem.

"Não, mas... patroa, você me pagou a mais", disse Sam, notando o dinheiro extra.

Mia sorriu enquanto Sam puxava algumas notas: "Isso não é um pagamento a mais. É o seu bônus."

"Bônus? Desde quando eu tenho bônus?"

Mia explicou com um sorriso: "Você tem feito um excelente trabalho, então é justo que receba um bônus. Se isso te faz sentir melhor, pense nisso como uma mesada por manter você, um jovem bonito, por perto. Tenho certo interesse nisso."

Sam deu um sorriso de lado: "Isso é muito barato. Não sou alguém que pode ser comprado com algumas centenas de dólares."

Mia revirou os olhos: "É férias de verão e você está voltando para sua cidade natal. Deve ser o suficiente, certo?"

Rindo, Sam perguntou: "E se não for suficiente? Você vai me dar mais?"

"Nos seus sonhos... Ei, onde fica sua cidade natal mesmo?", perguntou Mia de repente.

Sam respondeu calmamente: "Perto de Cedarwood... Por que a pergunta?"

Os olhos de Mia se arregalaram de surpresa. "Minha cidade natal também fica em Cedarwood!"

"Isso é uma grande coincidência... Mas você não precisa voltar para casa?", perguntou Sam.

À sua pergunta, uma sombra passageira de tristeza cruzou o rosto de Mia, suas sobrancelhas se franziram sutilmente antes que ela as suavizasse rapidamente, adotando um comportamento indiferente.

"Não volto lá há muito tempo. Afinal, minha carreira e meu trabalho estão todos aqui. Só estava pensando sobre aquela mulher..."

"Hmm? Que mulher?"

"Ah, não é nada. Tenha cuidado no caminho para casa e me avise quando puder voltar ao trabalho", disse Mia, balançando a cabeça.

"Com certeza."

"É uma pena, realmente. Ah, eu tinha planos de mostrar a Sam a vida noturna em Kuhang neste verão... Parece que isso não vai acontecer agora", Mia suspirou, saindo da loja de conveniência.

Segurando o envelope, Sam olhou para as notas em sua mão. Se ele não tinha ouvido errado, ela mencionou "aquela mulher"... Que relação essa mulher tem com Mia? Melhor não pensar muito nesses assuntos.


Na sala de aula, o silêncio não se devia à falta de pessoas, mas sim ao fato de que todos estavam compenetrados em seus exames; o som das canetas riscando o papel preenchia o ar, ocasionalmente interrompido pelas tosses de aviso do fiscal.

Este era o exame final da Escola de Ensino Médio Kuhang. As questões do exame não eram tão difíceis quanto Sam havia previsto, sugerindo que os examinadores tiveram alguma compaixão, esperando que todos tivessem umas férias de verão decentes.

Com suas habilidades aprimoradas, os desafios acadêmicos tornaram-se triviais para Sam, tornando até mesmo matérias como matemática fáceis de compreender.

A questão final era uma redação sobre artes da linguagem, pedindo uma discussão sobre a percepção da juventude e se estavam satisfeitos com seu estágio atual de juventude.

Era um tópico amplo, aparentemente permitindo uma grande variedade de respostas.

Olhando pela janela para o céu azul e o brilho do sol, observando as árvores exuberantes balançando suavemente ao vento, Sam contemplou a essência da juventude. Ele escreveu decisivamente o título de sua redação: "A Juventude que Nunca Existiu".

Na linha de abertura, ele escreveu sobre um pensamento que lhe veio espontaneamente:

"Na extensão limitada da minha vida, recuso-me a segmentar a existência em fases — sem infância, sem adolescência, sem meia-idade e sem velhice. Minha vida deve se desenrolar como um romance perfeito. Não estou confinado à juventude; estou a bordo da arca do tempo, onde cada onda que quebra é uma medalha de honra."

Tendo concluído sua redação, Sam não tinha intenção de passar os trinta minutos restantes como seus colegas — revisando suas respostas ou perdendo tempo tirando uma soneca. Decisivamente, ele entregou seu papel e deixou a sala de aula.

Virando uma esquina e descendo a escada vazia, ele saiu do prédio acadêmico.

A luz do sol, filtrando-se pelas frestas das folhas, beijou o rosto limpo e renovado de Sam. É frequentemente nos momentos de partida que se aprecia a beleza do presente.

Pensar em quais emoções a formatura poderia trazer era um pensamento para outro dia; não importava, a prioridade era garantir que Sam vivesse até lá.

Sam seguiu para a sala de atividades do clube e empurrou a porta. O que o recebeu foram dois rostos familiares.

Isabella, navegando tranquilamente pelo telefone com um café sobre a mesa, que olhou para ele imediatamente, e Sophie, cuja atenção estava totalmente absorvida pelo livro em suas mãos, "Jornadas Distantes".

"Uau, foi rápido, Sam. Só um pouquinho mais devagar que Sophie, no entanto", provocou Isabella enquanto o olhar de Sam se desviava para outro ponto da sala — Sophie.

Sophie parecia alheia à sua chegada, profundamente absorta em seu livro.

Sam não se importou; ele fechou a porta calmamente, entrou com facilidade e sentou-se ao lado de Sophie.

"Está tudo bem. Afinal, não posso me comparar com a melhor aluna da nossa turma. Entreguei meu trabalho assim que terminei. Revisar novamente não teria feito diferença", disse ele com indiferença.

Sophie virou uma página e franziu o nariz, seu olhar caindo inadvertidamente sobre a mão de Sam apoiada na mesa.

O dorso de sua mão era claro e limpo, seus dedos esguios... Parecia quase um sacrilégio que a luz do sol os tocasse. Ela desviou o olhar, evitando deliberadamente o dele.

Isabella levantou-se e serviu uma xícara de café quente para Sam. "Já é o fim do período... Um semestre inteiro se foi assim", comentou ela, de forma um tanto nostálgica.

Sam, observando o vapor subindo de sua xícara de café, recostou-se preguiçosamente na cadeira, seu braço roçando no de Sophie por acidente. Ela franziu a testa e instintivamente encolheu o ombro.

"Isabella está se sentindo sentimental?", provocou Sam.

Isabella suspirou: "Não consigo evitar. Daqui a um ano, estaremos deixando esta escola. Pensando bem, conhecer vocês dois, pessoas interessantes, foi muito tarde."

Sam sorriu: "Apenas uma integração de equipe e você decidiu que somos companheiros interessantes? Quem sabe, pode haver muitas brigas e desentendimentos pela frente, até mesmo lutas puxando o cabelo uma da outra."

Isabella não conseguiu evitar o riso. "Sério? Então você está dizendo que Sophie e eu brigaremos por você, puxando o cabelo uma da outra por ciúmes?"

Sophie, que estava em silêncio, não pôde deixar de levantar a cabeça com aquele comentário. "Bobagem... Isso não vai acontecer."

Isabella olhou para Sophie com choque fingido. "Eh? Sophie não deveria estar xingando Sam agora? Por que tão gentil de repente? Aconteceu alguma coisa depois que Sam te levou para casa da última vez?"

As bochechas de Sophie ficaram com um tom rosado. "Louca, eu não xingo as pessoas. Não está feliz se eu não xingar?"

Sam olhou para ela inocentemente. "Eu não disse nada."

"Só de você falar já me irrita, cale a boca", retrucou Sophie, embora sem raiva real. No entanto, era evidente para todos que, embora suas palavras parecessem duras, semelhantes ao seu tratamento habitual para com Sam, o tom e o desvio rápido de seu olhar indicavam que algo entre eles de fato mudara.

Era como a ponta de um iceberg começando a derreter.

Sam deu de ombros com indiferença, como se não tivesse notado nada.

Isabella estreitou os olhos, olhando pela janela com um ar de melancolia: "Parece que nossa equipe realmente tem um futuro brilhante pela frente~" Ela afastou sua cadeira, levantou-se e pegou sua bolsa. "Bem, por hoje é só. Desejo a vocês dois um bom verão adiantado."

Sam olhou para cima, tendo acabado de chegar e encontrado Isabella se preparando para sair. "Você já vai?"

Isabella se espreguiçou preguiçosamente, sua figura atraente totalmente em exibição. O espreguiçar enfatizou seu busto, um verdadeiro espetáculo, aparentemente comparável às dimensões de Angel...

Particularmente devido ao movimento amplo, até mesmo a barra de seu uniforme escolar foi levantada. Sam até vislumbrou sua barriga, a cintura apertada e o umbigo fofo...

Isabella sorriu: "Claro, eu tenho minha própria vida, Sam. Não se apaixone por mim muito cedo; seria problemático."

Sam sorriu de volta: "Não se preocupe, isso não vai acontecer."

"Tchau~" Isabella desapareceu da sala de atividades, deixando apenas Sam e a garota ao lado dele.

No entanto, quando Sam virou a cabeça inconscientemente, ele flagrou o olhar de desdém de Sophie. "Pervertido..."

Sam foi pego de surpresa: "Como estou sendo pervertido?"

O rosto de Sophie corou enquanto ela se concentrava no livro em suas mãos: "Você estava encarando Isabella se espreguiçando, como chamaria isso?"

Então, foi seu olhar que o traiu. Sam riu: "Sentir atração pela beleza é um instinto humano... Eu teria interesse em ver você se espreguiçar, mas... parece que as circunstâncias não permitem."

Sophie virou a cabeça, encontrando o olhar de Sam, depois olhou para baixo seguindo o olhar dele... apenas para ver seus próprios dedos dos pés.

Sophie, com seus seios bonitos, porém pouco desenvolvidos, sentiu imediatamente suas orelhas arderem de vergonha. "Sam, morra!"

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