
Capítulo 61
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Sam havia se vestido, sua mente agora clara da frenesi que vivenciara momentos atrás. Ele não conseguia nem começar a imaginar como pudera ter ido tão longe com Angel.
Embora Angel não tivesse engolido o esperma em sua boca, ela também não parecia particularmente zangada.
Sem dizer palavra, Angel se vestiu e saiu do quarto. Ao sair, ela trancou a porta atrás de si, indicando claramente que não pretendia que Sam fosse embora ainda.
No banheiro, Angel encarou o espelho sobre a pia e abriu a boca. Ela estava cheia de esperma branco — em sua língua, dentes e até mesmo no fundo da garganta, tudo revestido por uma mistura viscosa com sua saliva.
Abrindo a torneira, Angel juntou um pouco de água nas mãos para enxaguar a boca. No entanto, em vez de cuspir, ela engoliu tudo, água e esperma juntos.
"Nada mal, o esperma do Sam realmente tem um sabor único!" Angel disse à sua reflexão no espelho, um sorriso encantador brincando em seus lábios.
Quando Angel retornou, ela havia voltado ao seu estado normal - sua expressão fria, seu comportamento real, como se intocada por qualquer mudança, como se nunca tivesse sido afrontada por Sam.
O que ocorrera fora uma profanação? Era difícil dizer. Afinal, parecia que ambos estavam presos em um turbilhão de desejo sexual, longe de qualquer estado de normalidade.
"O que você vai fazer?" Sam perguntou enquanto observava Angel se acomodar novamente atrás de seu cavalete.
Angel levantou seu olhar para Sam, "Ainda não terminei de pintar."
"E o que você estava fazendo agora há pouco?" ele sondou.
"Você não sabe?" Angel retrucou.
É claro que Sam sabia. Eles haviam se entregado a muitas ações selvagens, certamente não a pintar.
Sam só pôde abrir as mãos em resignação. "Então, por que fazer tudo aquilo? Foi perda de tempo."
Angel ergueu a cabeça. "O que eu desejo fazer é problema meu. E não se faça de desentendido. Eu não resisti quando você me tratou com brutalidade. Minha boca ainda dói."
Sam perguntou com um sorriso: "Então, o meu esperma, você engoliu ou cuspiu?"
A mão de Angel apertou o pincel subitamente, um rubor de um vermelho antinatural subindo pelo seu pescoço. Ela encarou Sam ferozmente.
"O que você está pensando? Permitir que você gozasse na minha boca já foi minha maior indulgência para com você. Você espera que eu engula? Deixe-me lhe dizer, é absolutamente impossível!"
Sam deu de ombros com indiferença. "Tudo bem, mas por que seu rosto ficou tão vermelho de repente? Você está envergonhada ou está mentindo?"
"Creck!" Um som seco ecoou pelo quarto.
Sam olhou e viu Angel, seu olhar fixo nele, sem emoção, porém penetrante como o frio do inverno. Em sua mão, ela havia quebrado um lápis com força.
"Está bem, está bem, vou parar de falar. Vamos focar na sua pintura," Sam cedeu, e durante o tempo em que Angel terminava sua obra, ele não disse mais uma palavra.
Quando ela terminou, a noite havia chegado.
Sam se espreguiçou calmamente, ansioso para ver o que Angel estivera pintando.
No entanto, ao se aproximar, Angel rapidamente escondeu o papel.
"Ainda não está terminado. O que você está olhando?"
"Só curiosidade. Além disso, você está me pintando, não posso dar uma olhada?" Sam perguntou.
Angel zombou. "Embora você seja meu modelo, não significa que estou pintando você. Uma vez que está no papel, poderia ser qualquer pessoa, mas certamente não será o Sam."
Sam teve que admitir, ele não entendia muito bem o mundo daqueles com inclinações artísticas. Era uma área cheia de fixações estranhas e loucura, o que provavelmente explicava por que Angel era uma garota tão única.
"Tudo bem, contanto que você termine logo, não estou particularmente preocupado," Sam respondeu, abrindo casualmente a porta do estúdio.
Embora Sam tivesse acabado de gozar muito, ele caminhava com firmeza; no entanto, a atmosfera persistente do quarto não parecia ser facilmente dissipada.
"Terminará quando precisar terminar. Não se preocupe com isso," Angel disse friamente, de pé ao lado de Sam.
Sam queria dizer que não se importava nem um pouco com a pintura dela, mas se conteve.
Bem quando Sam estava prestes a sair, uma voz jovem chamou: "Mana, Sam, vocês terminaram?"
Era Selena, jovem e adorável, espiando para dentro. Ela piscou para eles.
"Você terminou sua prática de piano hoje?" Angel perguntou a ela.
Selena visivelmente encolheu-se um pouco, então respondeu: "Claro que sim!"
Sam não queria se envolver no pequeno drama das irmãs, então disse: "Se não houver mais nada, já vou indo."
"Ei, ei, ei! Já está tão tarde, você não vai ficar para o jantar?" Selena perguntou rapidamente.
Sam parou, surpreso com o convite repentino para ficar para uma refeição. Ele só tinha conhecido Selena uma vez antes; será que eles eram tão próximos?
Ao perceber Selena piscando para ele com força, uma compreensão surgiu para Sam — ele tinha prometido algo a esta jovem.
Antes que Sam pudesse responder, Angel franziu a testa: "Por que você o está convidando para ficar para o jantar?"
Selena sugeriu cautelosamente: "De qualquer forma, nós sempre comemos sozinhas, o que é bem entediante. E o Sam é um convidado, não é? É normal entretê-lo um pouco, não é?"
Angel franziu a testa, claramente ainda não acostumada com a ideia de Sam jantar em sua casa, mas Selena rapidamente pegou Sam pelo braço.
"Venha por aqui, Sam, o jantar está pronto~"
Angel parecia não ter objeções e, embora não dito, ela parecia um pouco expectante para que Sam ficasse para a refeição.
A caminho da sala de jantar, Selena sussurrou para Sam: "Não se esqueça do que você me prometeu, ok~?"
"Ah... estamos falando sobre isso, não se preocupe, haverá um resultado em breve."
"Bom, eu confio em você~"
À mesa de jantar, Sam aventurou-se: "Angel, posso discutir algo com você?"
Angel pousou seus talheres e olhou para Sam. "O que é?"
Sam pôde ver a expressão de Selena ficando tensa de nervosismo. "Notei que a Selena tem sido muito boazinha e obediente ultimamente. Que tal você devolver o console de videogame dela?"
"Não."
"Ah, ok, só pensei em perguntar."
Sam olhou para Selena do outro lado da mesa. Sua expressão mudou rapidamente como um truque de mágico — começando com esperança, transformando-se em descrença e finalmente estabelecendo-se em olhos lacrimejantes.
Sam abriu as mãos impotente, seus olhos transmitindo a mensagem: Eu tentei.
Mas as lágrimas de Selena estavam prestes a cair.
Claramente, ela estava acusando Sam silenciosamente: Que tipo de ajuda é essa? Você poderia ter nem se incomodado!
"Você não vai mais comer?" Sam perguntou quando Selena se levantou de repente.
A voz de Selena perdeu seu brilho habitual, carregada de decepção. "Estou cheia. Vocês continuem comendo. Vou descansar agora, wuwuwu..."
Sam sentiu vontade de rir, mas se conteve. Olhando para a variedade de pratos espalhados diante dele, seu apetite aumentou. Ele comeu fartamente sem qualquer pretensão de restrição.
E Angel apenas comeu simbolicamente muito pouca comida e parou de comer. Talvez Sam já a tivesse alimentado com seu esperma antes.
Vinte minutos depois, Sam pousou seus talheres, sentindo-se satisfeito.
"Terminou de comer?" Angel perguntou a ele, sua expressão fria, mas sua beleza cativante inalterada.
Sam assentiu. "Sim, obrigado pela hospitalidade."
"Vamos então." Ela se levantou.
Sam olhou para Angel curiosamente, surpreso com seu gesto incomum.
"Você vai me levar até a saída?"
Angel respondeu de forma direta: "Não pense demais nisso. É apenas cortesia básica."
Então, por que você não fez isso na primeira vez que vim à sua casa? Teve que esperar até este dia em que eu te alimentei com esperma, hein?