A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 9

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Na sala de aula, um silêncio repentino caiu sobre o local. A expressão de Alice, enquanto ela aguardava a resposta de Sam, congelou.

Tudo parecia estar envolto em gelo, tudo parando, como se a sala inteira estivesse congelada no tempo. Mas Sam sabia o motivo disso: Angel havia entrado na sala de aula.

Como na primeira vez, ela estava confiante, sem demonstrar hesitação ou nervosismo, certa de que ninguém notaria sua presença.

Mas Sam sentiu um profundo desânimo. Ele se lembrava vividamente do que ela tinha feito da última vez, deixando até mesmo o seu membro exposto. E agora, estava acontecendo no meio de uma aula!

Que tipo de fascinação peculiar ela tinha por lugares públicos? Até mesmo um banheiro seria uma escolha melhor do que isto.

E se o mesmo cenário da última vez se repetisse? O simples pensamento fazia Sam se sentir como se estivesse em um pesadelo.

No entanto, seus pensamentos estavam ocultos, incapazes de se refletir em sua expressão ou ações. Ele só podia observar enquanto Angel se aproximava dele sem esforço.

Com um leve "baque", Angel sentou-se em sua carteira, sem se preocupar que os livros dele estivessem agora sob seu traseiro atraente e bem formado.

Angel ergueu a cabeça elegantemente, sua expressão calma e serena, como se não houvesse falhas ou vulnerabilidades em seu comportamento. Ela continuou a fitar o rosto de Sam, falando com uma voz baixa e cativante.

"Hmm... boa estrutura facial, muito bonito. Um nariz forte, lábios lindos. Você é o protagonista perfeito para o meu projeto."

Que projeto? Ela era diretora? Claramente, Angel não era uma diretora.

Sam relembrou o que Louis lhe contara sobre Angel, uma filha de uma família rica com uma queda por escultura, possuindo até mesmo um talento notável para isso. Seria a escultura a que ela se referia quando mencionou o 'protagonista'?

De fato, ser bonito demais parecia ser sua maior fraqueza.

Angel estendeu a mão para tocar o rosto de Sam, seus movimentos lembrando um mestre escultor traçando delicadamente uma obra de arte. Ela acariciou sua bochecha, beliscou seu nariz, tocou suas sobrancelhas e, finalmente, passou o dedo suavemente ao longo de sua mandíbula.

"Hmm, tudo natural, hein? Bonito sem nenhuma cirurgia estética?"

Em sua mente, Sam retrucou: É apenas um mundo de jogo, por que se preocupar com esses detalhes?

A situação estava deixando Sam louco. Os toques e cutucões de Angel em seu corpo faziam cócegas insuportáveis.

Mas logo, Angel abriu o colarinho de Sam, não para acariciar, mas para se inclinar mais perto. Sam sentiu mechas de seu cabelo deslizarem para dentro do colarinho de sua camisa, seguidas pelo hálito quente dela...

Com uma inalação brusca, ela pareceu respirar profundamente, como se saboreasse uma droga.

Então, erguendo a cabeça, ela murmurou com satisfação: "Perfeito... até o perfume é perfeito, exatamente do jeito que eu gosto."

Seus murmúrios e ações pareciam uma performance solitária em um palco vazio.

O rosto de Angel gradualmente corou em um vermelho familiar, uma expressão que Sam reconhecia bem de sua experiência com a história do jogo. Essa expressão indicava apenas uma coisa: Angel já estava no cio, e se ela continuasse, as consequências poderiam ser terríveis.

"Ao esculpir, senti-me insatisfeita com aquela parte," Angel ponderou: "Apenas fotos não são suficientes, parece. A coisa real tem um efeito melhor. Acho que terei que incomodar o Sam novamente."

Sam finalmente entendeu o significado por trás do texto - era um prenúncio de uma 'cena' que se desenrolaria, com ele como o alvo.

Ele queria impedi-la, mas era impossível.

O tempo parecia insuportavelmente longo, e ele não tinha certeza de quantos dos cinco minutos haviam se passado.

Os sons familiares de um cinto sendo desafivelado e calças sendo retiradas seguiram-se.

Droga!

Logo, Sam experimentou uma sensação familiar. Apesar do dia quente de verão, ele sentiu um frescor incomum.

Como antes, Angel era como uma pesquisadora, séria e focada, até mesmo levantando o objeto de seu estudo.

Como alguém pode ser tão curioso sobre algo que não possui?

Sam reclamava internamente, enquanto Angel parecia imensamente intrigada, sua atenção meticulosa, como uma grande cientista.

Ela até mesmo deu um peteleco leve.

"Toc~"

O que ela está fazendo? Isso dói!

Ela murmurou para si mesma: "Será que ele sentirá dor quando acordar?"

"Eu já estou sentindo dor, tá legal! Por favor, chega, só olhar já está bom. Não faça nada muito estranho!" Sam enfureceu-se internamente.

Após mais um minuto, Angel colocou o membro de Sam de volta no lugar e até o ajudou a se vestir.

Ele deveria elogiá-la por ser atenciosa?

Ela levantou-se da carteira dele e tocou seus lábios novamente, mas devido à restrição de tempo, ela não o beijou desta vez.

Angel sussurrou para si mesma: "Parece que preciso criar oportunidades de contato. Vamos nos encontrar depois da escola hoje. Não é solução continuar assim. Preciso que você se torne meu modelo voluntariamente."

Após essas palavras, ela checou seu relógio. "Hmm, quase na hora. Te vejo depois da escola," ela disse antes de sair da sala de aula.

Quando a normalidade retornou, Sam arfou por ar.

Alice, no pódio, franziu a testa. "Sam, você está se sentindo mal?"

Sam ficou momentaneamente atordoado, então olhou para Alice. Parecia que ela não tinha notado a parada do tempo.

Isso significaria que Angel poderia possivelmente ser suscetível à 'hipnose' de Alice?

"Sinto-me um pouco mal, talvez insolação."

"Sente-se e descanse. Me avise se precisar de alguma coisa."

"Obrigado, professora."

Sam sentou-se, tocando suavemente seu peito. Olhando para baixo, ele notou que o 'cara' que não tinha reagido durante a parada do tempo estava agora visivelmente expandindo.

Se ele tivesse permanecido de pé, Alice certamente teria notado essa situação embaraçosa. O pensamento das consequências era terrível demais até para contemplar.

E então, ele se lembrou das palavras de despedida de Angel.

Te vejo depois da escola...

Ver?

Nem pensar!

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