
Capítulo 457
Ator Magnata em Hollywood
Depois que a cena intensa terminou, a sala explodiu em aplausos. A equipe e o elenco aplaudiram com entusiasmo, alguns até assobiando. Lucas lentamente deixou o violão de lado, enxugando a umidade das bochechas com a manga. Um sorriso suave surgiu em seus lábios.
"Bem", disse ele com uma risada, a voz ainda embargada, "parece que a música funcionou."
Um dos operadores de boom sorriu. "Funcionou? Vou pensar nisso pelo resto do dia. Essa música vai direto para a minha playlist."
Outro membro da equipe gritou: "Me fez chorar e eu nem sabia por quê! Aquilo foi brutal, cara."
Julie, Ty e os outros se reuniram, claramente emocionados. Ty, tentando aliviar o peso emocional, fez uma piada leve: "Pensei que estávamos filmando Modern Family, não Modern Tragedy. O que aconteceu com as risadas?"
Uma onda de risadas percorreu a equipe. Julie o cutucou com o cotovelo, sorrindo. "É um episódio especial, Ty. Este é sobre Dylan crescendo, encontrando sua voz e... talvez encontrando o caminho de volta para Haley."
Ty levantou as mãos em rendição. "Justo. Eu só estava tentando parar de chorar de novo."
O grupo riu, a tensão diminuindo ligeiramente. Lucas fez um aceno agradecido antes de se virar para avistar Christopher e Steven perto dos monitores, assistindo à reprodução com o diretor e os produtores.
'Foi demais para o tom do programa?', ele se perguntou. Ainda enxugando o rosto, ele se aproximou.
"Então...", Lucas perguntou, cauteloso, mas curioso. "A música funcionou para a cena?"
Houve uma breve pausa – apenas o suficiente para sentir o peso da reação de todos – antes que Steven soltasse a respiração e risse suavemente, esfregando a nuca. "Lucas... 'funcionar' é um eufemismo. Essa música não apenas se encaixou na cena – ela a elevou."
Christopher deu um tapinha sólido em seu ombro. "Acho que acabamos de testemunhar um dos momentos mais memoráveis da história da série. Os fãs vão chorar rios."
Um dos produtores acrescentou: "Pensamos que teríamos uma música. Em vez disso, tivemos um golpe emocional... da melhor maneira possível."
Lucas sorriu, desta vez mais genuinamente. "Que bom. Isso significa muito."
Mais tarde naquela semana, no set...
Depois que Dylan lançou sua emocionante música "Hurt", ela estourou online. A cena transcorreu para uma sequência de filmagem de seu pequeno show, movimentado com fãs.
Dylan, depois de tocar sua nova música "Hurt", tinha acabado de sair do palco. Seu rosto estava cansado, mas cheio de saudade. Ele abriu caminho pela multidão de fãs que o aplaudiam, mas seus olhos estavam fixos em uma figura ao fundo – Haley.
Os olhos deles se encontraram por apenas um segundo antes que ela se virasse e se afastasse rapidamente.
Dylan não hesitou. "Desculpem, pessoal", disse ele à multidão, então passou pela segurança e a perseguiu.
Fãs o cercaram para fotos e apertos de mão, mas os olhos de Dylan não estavam neles. Eles estavam procurando.
Ele a encontrou no corredor escuro, prestes a sair. "Haley, espere!"
Ela parou, mas não se virou. Sua voz era baixa, cautelosa. "Você foi incrível lá em cima."
Ele se aproximou lentamente. "Eu não fui. Não sem você assistindo."
Ela se virou, confusa. "Eu estava assistindo."
"Não", ele disse, dando um passo à frente, "quero dizer na minha vida. Eu estou em todos os palcos, em todas as câmeras, mas nada disso importa. Porque quando as luzes se apagam... eu estou sozinho."
Ela engoliu em seco. "Dylan... você escolheu isso. Você foi embora."
"Eu fui." Sua voz falhou. "E eu me arrependo disso todos os dias. Eu pensei que precisava do mundo", ele disse. "Mas sem você, cada multidão, cada palco... apenas parece barulho."
Ela parecia querer falar, mas nenhuma palavra saiu.
"Eu estava uma bagunça, Haley. Eu sou uma bagunça. Mas não estou pedindo para você me consertar. Estou perguntando... se podemos começar de novo. Mesmo que seja devagar."
Ela balançou a cabeça, prestes a falar – mas ele levantou uma mão gentilmente.
"Por favor. Apenas mais uma coisa antes de você decidir."
Então Dylan – Lucas – se virou e avistou um violão acústico solitário encostado na parede, provavelmente deixado por alguém da equipe. Sem hesitar, ele o pegou e se encostou na parede do corredor, as luzes baixas do teto projetando sombras suaves em seu rosto.
Não havia luzes de palco, nem multidão – apenas o zumbido silencioso entre eles.
E então... ele começou a tocar.
"Não, não consigo esquecer esta noite,
Ou seu rosto enquanto partia,
Mas acho que é assim que a história segue..."
Sarah, interpretando Haley, assistiu em silêncio atordoado.
"Você sempre sorri, mas em seus olhos
Sua tristeza aparece – sim, aparece..."
Atrás das câmeras, até a equipe experiente permaneceu imóvel. A performance parecia real – muito real.
"Não, não consigo esquecer o amanhã,
Quando penso em toda a minha tristeza –
Quando eu tinha você ali, mas depois deixei você ir..."
A voz de Lucas falhou um pouco na última linha.
"E agora é justo que eu deva te dizer...
O que você deveria saber..."
Ele olhou diretamente nos olhos dela.
"Não posso viver, se viver é sem você.
Não posso viver, não posso dar mais..."
Os olhos de Sarah se encheram de lágrimas, e sua mão lentamente subiu até a boca. O momento estava afogado em emoção.
"Não posso viver, se viver é sem você.
Não posso dar, não posso dar mais..."
Ele deixou o acorde final pairar no ar.
O silêncio seguiu. A câmera permaneceu em Dylan, sua voz pairando no ar como o eco final de uma oração.
A respiração de Haley falhou. Ela caminhou lentamente, lágrimas caindo livremente.
"Eu—" ela tentou falar, mas não conseguiu.
Dylan deixou o violão de lado e se levantou.
"Eu não sou perfeito, Haley", ele disse, a voz embargada. "Mas ainda sou seu... se você me aceitar."
Ela respirou fundo, trêmula – então o abraçou, enterrando o rosto em seu peito.
A equipe atrás das câmeras estava imóvel. Alguns enxugaram os olhos discretamente. Até o diretor evitou gritar "corta".
E justo quando parecia que a cena havia atingido seu auge—
Haley se afastou. Os olhos de Sarah se encontraram com os de Lucas.
E sem aviso, ela o beijou.
Um beijo de verdade.
Não roteirizado. Cru.
Os olhos de Lucas se arregalaram. Pela primeira vez em muito tempo, ele saiu do personagem. O beijo o pegou completamente desprevenido. Não estava no roteiro – não assim. Ele se afastou gentilmente, piscando de surpresa.
Sarah congelou por uma fração de segundo, então percebeu o que havia feito. Suas bochechas coraram. Ela olhou para a câmera, as luzes, a equipe silenciosa atrás deles – e sem dizer uma palavra, ela se virou e saiu apressadamente do set.
O estúdio permaneceu em silêncio total.
Alguns membros da equipe trocaram olhares de cumplicidade, alguns sussurrando e abafando risadinhas. "Aquilo não pareceu atuação...", pensou um. "Ela definitivamente ainda sente algo por ele."
Lucas finalmente quebrou o silêncio. "Uh... eu estraguei a cena?", ele perguntou, virando-se para o diretor.
O diretor piscou, ainda processando. Então deu um leve sorriso. "Não. Está tudo bem."
Aliviado, mas preocupado, Lucas olhou na direção em que Sarah havia corrido. Sem hesitar, ele a seguiu para fora.
Ele a encontrou sentada sozinha em um banco, do lado de fora do set. Sua postura era imóvel, as mãos apertando um lenço no colo.
Ele se aproximou em silêncio e sentou-se ao lado dela. "Ei... desculpe se eu estraguei tudo lá atrás. Eu não esperava que você realmente me beijasse."
Sarah manteve o olhar baixo. "Você não estragou nada", ela disse suavemente. "Fui eu. Deixei que ficasse muito real."
Lucas inclinou a cabeça, procurando o rosto dela. "Não estava no roteiro. Você foi apenas pega pelo momento? A música, a cena...?"
Houve uma pausa. Então ela sussurrou: "Em parte, sim... mas principalmente porque eu quis dizer isso."
Lucas piscou.
"Eu gosto de você, Lucas", ela disse, finalmente olhando nos olhos dele. "Acho que... gosto de você há muito tempo. Mas eu realmente não sabia disso até aquele show. Quando vi você propor casamento à Jennifer... algo em mim apenas... se quebrou. Percebi o que eu perdi. O que eu nunca disse."
Lucas ficou em silêncio. O peso das palavras dela pairava pesadamente no ar. Ele não queria machucá-la – ela era uma amiga, alguém que ele conhecia há anos – mas também não podia fingir.
Depois de um momento, ele falou gentilmente. "Sarah... eu entendo. Eu realmente entendo. Mas estou noivo agora. Eu amo a Jennifer, e ela vai ser minha esposa." Ele fez uma pausa, olhando para ela com olhos suaves. "E eu não quero te dar falsa esperança. Eu nunca mentiria para você."
A expressão de Sarah vacilou. Ela apertou o lenço na mão, lutando contra a pontada atrás dos olhos. "Eu... eu entendo", ela disse baixinho, sua voz tremendo apenas o suficiente para revelar sua mágoa.
Lucas se levantou, o silêncio entre eles doendo com coisas não ditas. Ele hesitou um momento antes de se afastar, deixando-a sozinha no banco.
Sarah não se mexeu. Seus dedos apertaram o lenço enquanto ela sussurrava para si mesma: "Eu queria que ele realmente fosse Dylan... e eu queria poder ter sido Haley."
As filmagens de Modern Family continuaram firmes, com Lucas ganhando impressionantes US$ 2 milhões por episódio. Embora a produção corresse sem problemas, a tensão persistia nos bastidores – especificamente entre Lucas e Sarah. O relacionamento outrora descontraído deles havia se tornado estranho desde o incidente, e a mudança não passou despercebida pelo resto do elenco. Ainda assim, ninguém tocou no assunto, optando por respeitar o espaço deles.
Enquanto isso, o mundo exterior fervilhava com um drama diferente. A batalha judicial de Vince Knight estava esquentando. Embora sua equipe jurídica lutasse com unhas e dentes, algumas evidências incriminatórias vazaram, colocando-o em sério risco de prisão.
As redes de televisão se lançaram sobre a história. Afinal, Vince não era apenas um diretor proeminente – ele também era o pai de Lucas Knight, o garoto de ouro de Hollywood.
Quando Lucas encerrou suas últimas cenas para Modern Family no início de agosto, o julgamento ainda se arrastava. Ele teve outra reviravolta quando Vince acusou o CEO da Warner Bros. de abuso de poder. Chocantemente, Vince apresentou supostas mensagens de texto que eram... menos do que profissionais.
Uma investigação foi aberta. O CEO estava agora sob fogo, e a Warner Bros. se viu no meio de uma tempestade de relações públicas.
Poucos dias depois, Lucas se encontrou com Barry Meyer, o ex-CEO da Warner Bros., em um restaurante sofisticado escondido em Beverly Hills. Apesar de exausto da longa filmagem, Lucas apareceu por respeito.
Barry girou a bebida na mão, visivelmente frustrado. "Que confusão", ele murmurou. "Quem diria que o processo de Vince teria um impacto tão grande? Agora Kevin está sendo questionado, e a imagem do estúdio está caindo."
Lucas apenas mordiscou um canapé, quieto. Então ele perguntou: "Então, por que estou aqui? Porque Vince é meu pai?"
Barry balançou a cabeça. "De jeito nenhum." Ele se inclinou ligeiramente, baixando a voz. "Na verdade, eu queria falar sobre o futuro da Warner. Com a provável saída de Kevin em breve, o conselho vai precisar de alguém novo. E eu tenho pensado..."
Ele fez uma pausa dramática. "Como você se sentiria em se tornar CEO?"
Lucas congelou no meio da mordida. Ele piscou. "Espere – o quê?"
"Estou falando sério", disse Barry com um meio sorriso. "Você é bilionário, empresário, um ator respeitado – e, francamente, uma das pessoas mais influentes de Hollywood agora. O conselho não se oporia."
Lucas quase engasgou. "Eu sou um ator, Barry. Um ator, droga."
"E um empresário e tanto", Barry rebateu. "Eu vi seus movimentos. A maneira como você escolhe seus investimentos – inteligente, calculado. Você está envolvido em tudo: Vine, Uber, Airbnb, até Bitcoin antes de explodir. Suas empresas estão prosperando. Esse tipo de tomada de decisão? É exatamente o que um estúdio precisa."
Lucas recostou-se em sua cadeira, um pequeno sorriso surgindo. "Mesmo que eu pudesse, eu não faria. Gosto de ser livre. Gosto da liberdade de ir de um estúdio para o outro. Na verdade", ele acrescentou, "a Disney acabou de entrar em contato novamente."
Barry ergueu uma sobrancelha. "Disney? Não me diga – é a Marvel, não é? Eles finalmente estão te oferecendo uma capa?"
Lucas não respondeu. Ele simplesmente sorriu.
'Eles estão me aquecendo novamente', ele pensou. 'Entrando devagar como sempre. Por enquanto, é apenas dublagem – Hector, em seu próximo filme de animação, Coco. Mas eu conheço o padrão. As ofertas reais sempre vêm depois.'
Ele deu outra mordida, calmo e composto.
Barry suspirou e balançou a cabeça. "Esqueça. Eu nem quero saber o que a Disney está te oferecendo. Eu sabia que você me recusaria. Inferno, você é mais rico do que eu agora – por que você se meteria em uma dor de cabeça como essa?"
Without You - Air Supply